Ao pôr do sol todas as cidades são maravilhosas, mas algumas são-no mais do que outras. Os relevos fazem-se mais brandos, as colunas mais redondas, os capitéis mais encaracolados, as cornijas mais resolutas, as flechas das torres mais nítidas, os nichos mais fundos, os discípulos mais bem togados, mais aéreos os anjos. Escurece nas ruas, mas continua a ser dia na Fondamenta e nesse gigantesco espelho líquido onde os barcos a motor, os vaporetti, as gôndolas, os batéis e as barcaças «como sapatos velhos em desordem» pisam diligentemente fachadas góticas e barrocas, não poupando também o nosso reflexo nem o da nuvem que passa. «Pinta», segreda-nos a luz de Inverno, detida no seu curso pela parede de tijolo de um hospital ou chegando ao destino, o paraíso do frontone de San Zaccaria, depois da sua longa travessia através do cosmos. E sentimos a fadiga dessa luz, que fica ainda a repousar, durante pouco mais de uma hora, nas conchas de mármore de San Zaccaria, enquanto a Terra oferece a sua outra face à luminária. Esta é a luz de Inverno no auge da sua pureza. Não traz consigo calor nem energia, tendo-os deixado pelo caminho algures no universo, ou nos cúmulos mais próximos. A única ambição das suas partículas é alcançar um objecto e, grande ou pequeno, torná-lo visível. É uma luz íntima, a luz de Giorgione ou Bellini, e não a de Tiepolo ou Tintoretto. E a cidade demora-se nela, saboreando o seu afago, a carícia do infinito de onde veio a luz. Um objecto é, afinal, aquilo que torna íntimo o infinito.
Joseph Brodsky
38:211
não uma e meia nem sete nem quatro, trinta e oito da madrugada, duzentas e onze da manhã, e uma escuridão infinita
António Lobo Antunes
António Lobo Antunes
his black hair
I am out of the dark forest of caresses, of smells, yearning to roll and bathe again in the smell of his black hair, to cover my face with it, to feel his skin, to drop into warmth, to float on worship, to swim and breathe in adoration, to put my hand around our kiss as if it is a little flame I am protecting from the wind; a mouth changing, so withdrawn at first, now flowering, filling, turning outward, hurt, melted, opened, wet. Changed the currents between the eyes, the currents between the mouths. Touched so many layers of the being, with fingers, mouths, and words. At first the eyes, lanterns and stars, candles, jungle and heaven, hell and desire.
The mouth alone touches the womb. Clouds of dreams, mists of diamond and sulfer from the eyes, but the mouth alone touches the womb, the mouth stirs, moves, flowers, the lips open, and there flows the breath of life and breathlessness of desire. The shape of the mouth shapes the currents of the blood, stirs, lifts, dissolves. To bathe, roll, turn over dizzy in a bed of warmth — no wamth like two bodies — this is the current of life.”
Anaïs Nin, Incest: From a Journal of Love
The mouth alone touches the womb. Clouds of dreams, mists of diamond and sulfer from the eyes, but the mouth alone touches the womb, the mouth stirs, moves, flowers, the lips open, and there flows the breath of life and breathlessness of desire. The shape of the mouth shapes the currents of the blood, stirs, lifts, dissolves. To bathe, roll, turn over dizzy in a bed of warmth — no wamth like two bodies — this is the current of life.”
Anaïs Nin, Incest: From a Journal of Love
The time you won your town the race
We chaired you through the market-place;
Man and boy stood cheering by,
And home we brought you shoulder-high.
To-day, the road all runners come,
Shoulder-high we bring you home,
And set you at your threshold down,
Townsman of a stiller town.
Smart lad, to slip betimes away
From fields were glory does not stay
And early though the laurel grows
It withers quicker than the rose.
Eyes the shady night has shut
Cannot see the record cut,
And silence sounds no worse than cheers
After earth has stopped the ears:
Now you will not swell the rout
Of lads that wore their honours out,
Runners whom renown outran
And the name died before the man.
So set, before its echoes fade,
The fleet foot on the sill of shade,
And hold to the low lintel up
The still-defended challenge-cup.
And round that early-laurelled head
Will flock to gaze the strengthless dead,
And find unwithered on its curls
The garland briefer than a girl's.
A. E. Housman
tantas lembranças de que não me lembro
Uma coisa que me põe triste
é que não exista o que não existe.
(Se é que não existe, e isto é que existe!)
Há tantas coisas bonitas que não há:
coisas que não há, gente que não há,
bichos que já houve e já não há,
livros por ler, coisas por ver,
feitos desfeitos, outros feitos por fazer,
pessoas tão boas ainda por nascer
e outras que morreram há tanto tempo!
Tantas lembranças de que não me lembro,
sítios que não sei, invenções que não invento,
gente de vidro e de vento, países por achar,
paisagens, plantas, jardins de ar,
tudo o que eu nem posso imaginar
porque se o imaginasse já existia
embora num sítio onde só eu ia...
Manuel António Pina, Todas as Palavras
é que não exista o que não existe.
(Se é que não existe, e isto é que existe!)
Há tantas coisas bonitas que não há:
coisas que não há, gente que não há,
bichos que já houve e já não há,
livros por ler, coisas por ver,
feitos desfeitos, outros feitos por fazer,
pessoas tão boas ainda por nascer
e outras que morreram há tanto tempo!
Tantas lembranças de que não me lembro,
sítios que não sei, invenções que não invento,
gente de vidro e de vento, países por achar,
paisagens, plantas, jardins de ar,
tudo o que eu nem posso imaginar
porque se o imaginasse já existia
embora num sítio onde só eu ia...
Manuel António Pina, Todas as Palavras
um pouco mais
Um pouco mais
e veremos florescer as amendoeiras
os mármores brilharem ao sol
o mar a ondear
um pouco mais
para nos levantarmos um pouco mais alto.
Yorgos Seferis
e veremos florescer as amendoeiras
os mármores brilharem ao sol
o mar a ondear
um pouco mais
para nos levantarmos um pouco mais alto.
Yorgos Seferis
poema do gato
Quem há-de abrir a porta ao gato
quando eu morrer?
Sempre que pode
foge para a rua,
cheira o passeio
e volta para trás,
mas ao defrontar-se com a porta fechada
(pobre do gato!)
mia com raiva
desesperada.
Deixo-o sofrer
que o sofrimento tem sua paga,
e ele bem sabe.
Quando abro a porta corre para mim
Como acorre a mulher aos braços do amante.
Pego-lhe ao colo e acaricio-o
num gesto lento,
vagarosamente,
do alto da cabeça até ao fim da cauda.
Ele olha-me e sorri, com os bigodes eróticos,
olhos semi-cerrados, em êxtase,
ronronando.
Repito a festa,
vagarosamente,
do alto da cabeça até ao fim da cauda.
Ele aperta as maxilas,
cerra os olhos,
abre as narinas,
e rosna,
rosna, deliquescente,
abraça-me
e adormece.
Eu não tenho gato, mas se o tivesse
quem lhe abriria a porta quando eu morresse?
António Gedeão, Novos poemas póstumos
quando eu morrer?
Sempre que pode
foge para a rua,
cheira o passeio
e volta para trás,
mas ao defrontar-se com a porta fechada
(pobre do gato!)
mia com raiva
desesperada.
Deixo-o sofrer
que o sofrimento tem sua paga,
e ele bem sabe.
Quando abro a porta corre para mim
Como acorre a mulher aos braços do amante.
Pego-lhe ao colo e acaricio-o
num gesto lento,
vagarosamente,
do alto da cabeça até ao fim da cauda.
Ele olha-me e sorri, com os bigodes eróticos,
olhos semi-cerrados, em êxtase,
ronronando.
Repito a festa,
vagarosamente,
do alto da cabeça até ao fim da cauda.
Ele aperta as maxilas,
cerra os olhos,
abre as narinas,
e rosna,
rosna, deliquescente,
abraça-me
e adormece.
Eu não tenho gato, mas se o tivesse
quem lhe abriria a porta quando eu morresse?
António Gedeão, Novos poemas póstumos
o herberto helder
O Herberto Helder tem duas
pernas e dois braços, dois olhos,
tem nariz e boca e come, vive
numa casa, espreita pelas janelas,
por vezes sai à rua, sozinho ou
acompanhado, a falar, apanha
chuva, liga a televisão, sabe onde
fica a França, lembra-se quando
era pequenino, inclusive
teve mãe e pai. É
impressionante o quanto um poeta
se pode assemelhar
às pessoas! A última vez que
falei com ele mandou-me um abraço.
valter hugo mãe
pernas e dois braços, dois olhos,
tem nariz e boca e come, vive
numa casa, espreita pelas janelas,
por vezes sai à rua, sozinho ou
acompanhado, a falar, apanha
chuva, liga a televisão, sabe onde
fica a França, lembra-se quando
era pequenino, inclusive
teve mãe e pai. É
impressionante o quanto um poeta
se pode assemelhar
às pessoas! A última vez que
falei com ele mandou-me um abraço.
valter hugo mãe
é preciso esquecer
Eu sei, é preciso esquecer,
desenterrar os nossos mortos e voltar a enterrá-los,
os nossos mortos anseiam por morrer
e só a nossa dor pode matá-los.
Manuel António Pina, Poesia, Saudade da Prosa - Uma Antologia Pessoal
desenterrar os nossos mortos e voltar a enterrá-los,
os nossos mortos anseiam por morrer
e só a nossa dor pode matá-los.
Manuel António Pina, Poesia, Saudade da Prosa - Uma Antologia Pessoal
estou só a morrer em vão
Está tudo bem, mãe,
estou só a esvair-me em sangue,
o sangue vai e vem,
tenho muito sangue.
Não tenho é paciência,
nem tempo que baste
(nem espaço), deixaste-me
pouco espaço para tanta existência.
(...)
Que não se perturbe
nem intimide
o teu coração,
estou só a morrer em vão.
Manuel António Pina, Poesia, Saudade da Prosa - Uma Antologia Pessoal
estou só a esvair-me em sangue,
o sangue vai e vem,
tenho muito sangue.
Não tenho é paciência,
nem tempo que baste
(nem espaço), deixaste-me
pouco espaço para tanta existência.
(...)
Que não se perturbe
nem intimide
o teu coração,
estou só a morrer em vão.
Manuel António Pina, Poesia, Saudade da Prosa - Uma Antologia Pessoal
morremos sozinhos
E só nós sabemos
que morremos sozinhos.
(Ao menos escaparemos
à piedade dos vizinhos)
Manuel António Pina, Poesia, Saudade da Prosa - Uma Antologia Pessoal
que morremos sozinhos.
(Ao menos escaparemos
à piedade dos vizinhos)
Manuel António Pina, Poesia, Saudade da Prosa - Uma Antologia Pessoal
agora que não estou
Agora, se o telefone tocar,
diz que não estou.
Sem ironia, o meu coração teme a ironia
quase tanto como a perfeição;
e sem melancolia:
estávamos a precisar de solidão,
de silêncio, de geometria,
e as nossas lágrimas de uma grande razão.
Agora que não estou
(nem tu sabes quanto!)
tudo o que passou
sou eu regressando.
Os meus passos, não
os ouves nas escadas,
subindo as escadas
como os de um ladrão?
Manuel António Pina, Poesia, Saudade da Prosa - Uma Antologia Pessoal
diz que não estou.
Sem ironia, o meu coração teme a ironia
quase tanto como a perfeição;
e sem melancolia:
estávamos a precisar de solidão,
de silêncio, de geometria,
e as nossas lágrimas de uma grande razão.
Agora que não estou
(nem tu sabes quanto!)
tudo o que passou
sou eu regressando.
Os meus passos, não
os ouves nas escadas,
subindo as escadas
como os de um ladrão?
Manuel António Pina, Poesia, Saudade da Prosa - Uma Antologia Pessoal
(alguma coisa)
Agora estou voltado para cima,
para onde cantas ainda há muito tempo.
Se calhar isto (alguma coisa) vai demorar mas já não me impaciento.
Voltamos, tu eu, ao mesmo jardim desflorido
onde eu morro sozinho
e conversamos comigo
como com um desconhecido.
Que diremos agora um ao outro?
É tarde. Ainda há um momento
me apetecia conversar, agora estou outra vez cansado!
Reparaste como o Outono este ano veio por outro lado,
como se fosse pelo lado de dentro?
Manuel António Pina, Poesia, Saudade da Prosa - Uma Antologia Pessoal
para onde cantas ainda há muito tempo.
Se calhar isto (alguma coisa) vai demorar mas já não me impaciento.
Voltamos, tu eu, ao mesmo jardim desflorido
onde eu morro sozinho
e conversamos comigo
como com um desconhecido.
Que diremos agora um ao outro?
É tarde. Ainda há um momento
me apetecia conversar, agora estou outra vez cansado!
Reparaste como o Outono este ano veio por outro lado,
como se fosse pelo lado de dentro?
Manuel António Pina, Poesia, Saudade da Prosa - Uma Antologia Pessoal
devolve-me a minha vida e o meu tempo
Quanto mais longe, mais perto me sinto de ti, como se os teus passos estivessem aqui ao pé de mim e eu pudesse seguir-te e falar-te e dizer-te quanto te amo e como te procuro, no meio duma destas ruas em que te vejo, zangado de saudade, no céu claro, no dia frio. devolve-me a minha vida e o meu tempo. diz qualquer coisa a este coração palerma que não sabe nada de nada, que julga que andas aqui perto e chama sem parar por ti.
Miguel Esteves Cardoso, O Amor é Fodido
Miguel Esteves Cardoso, O Amor é Fodido
cigarettes are the perfect form of pleasure,
they are ephemeral and they leave us unsatisfied
Oscar Wilde
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Boris Vian .
Bret Easton Ellis .
Carlos de Oliveira .
Carson McCullers .
Charles Bukowski .
Chuck Palahniuk .
Clarice Lispector .
Conde de Lautréamont .
Cormac McCarthy .
Cristiane Lisbôa .
Donald Barthelme .
Doris Lessing .
Dulce Maria Cardoso .
Edith Wharton .
Eileen Chang .
Elena Ferrante .
Enrique Vila-Matas .
Erasmo de Roterdão .
Ernest Hemingway .
Ernesto Sampaio .
F. Scott Fitzgerald .
Fernando Pessoa .
Flannery O'Connor .
Florbela Espanca .
Françoise Sagan .
Franz Kafka .
Frida Kahlo .
Gabriel García Márquez .
Gonçalo M. Tavares .
Graça Pina de Morais .
Gustave Flaubert .
Guy de Maupassant .
Harold Pinter .
Haruki Murakami .
Henri Michaux .
Herberto Hélder .
Hunter S. Thompson .
Irene Lisboa .
Irène Némirovsky .
Italo Calvino .
J. D. Salinger .
Jack Kerouac .
James Joyce .
Jean Cocteau .
Jean Genet .
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