I suppose like others
I have come through fire and sword,
love gone wrong,
head-on crashes, drunk at sea,
and I have listened to the simple sound of water running
in tubs
and wished to drown
Charles Bukowski
canto da minha nudez
Ardes-me no peito onde a custo
o meu amor perpassa, e vai até
às loucuras do corpo
e às agruras da alma.
Ardes-me no minuto, no segundo,
na hora amaciada por olhos entrevistos,
ardes-me no sangue obstruído
e na certeza muda que me diz
que o coração existe.
Pedro Tamen
o meu amor perpassa, e vai até
às loucuras do corpo
e às agruras da alma.
Ardes-me no minuto, no segundo,
na hora amaciada por olhos entrevistos,
ardes-me no sangue obstruído
e na certeza muda que me diz
que o coração existe.
Pedro Tamen
esta noite
Esta noite morri muitas vezes, à espera
de um sonho que viesse de repente
e às escuras dançasse com a minha alma
enquanto fosses tu a conduzir
o seu ritmo assombrado nas trevas do corpo,
toda a espiral das horas que se erguessem
no poço dos sentidos. Quem és tu,
promessa imaginária que me ensina
a decifrar as intenções do vento
a música da chuva nas janelas
sob o frio de fevereiro? O amor
ofereceu-me o teu rosto absoluto,
projectou os teus olhos no meu céu
e segreda-me agora uma palavra:
o teu nome - essa última fala da última
estrela quase a morrer
pouco a pouco embebida no meu próprio sangue
e o meu sangue à procura do teu coração.
Fernando Pinto do Amaral
de um sonho que viesse de repente
e às escuras dançasse com a minha alma
enquanto fosses tu a conduzir
o seu ritmo assombrado nas trevas do corpo,
toda a espiral das horas que se erguessem
no poço dos sentidos. Quem és tu,
promessa imaginária que me ensina
a decifrar as intenções do vento
a música da chuva nas janelas
sob o frio de fevereiro? O amor
ofereceu-me o teu rosto absoluto,
projectou os teus olhos no meu céu
e segreda-me agora uma palavra:
o teu nome - essa última fala da última
estrela quase a morrer
pouco a pouco embebida no meu próprio sangue
e o meu sangue à procura do teu coração.
Fernando Pinto do Amaral
impossível
Impossível cantar-te
Como cantei o amor adolescente
Colorindo de ingenuidade
Paisagens e figuras reduzindo-o
À mesma atmosfera rarefeita
Do sonho sem percurso no real
Impossível tomar o íngreme caminho
Da aventura mental
Ou imaginar-te pelo fio estéril
Da solitária imaginação
Tão-pouco desenhar-te como estrela
Neste céu infame
Dizer-te em linguagem de jornal
Ou levar-te á emoção dos outros
Pela voz contrafeita da poesia
Impossível não tentar dizer-te
Com as poucas palavras que nos ficam
Da usura dos dias
Do grotesco discurso que escutamos
Proferimos
Transitos de sonho no ramal do tempo
Onde estamos como ervas
Pedrinhas
Coisas perfeitamente inúteis
Pequenas conversas de ferrugem de musgo
Queixas
Alexandre O’Neill
Como cantei o amor adolescente
Colorindo de ingenuidade
Paisagens e figuras reduzindo-o
À mesma atmosfera rarefeita
Do sonho sem percurso no real
Impossível tomar o íngreme caminho
Da aventura mental
Ou imaginar-te pelo fio estéril
Da solitária imaginação
Tão-pouco desenhar-te como estrela
Neste céu infame
Dizer-te em linguagem de jornal
Ou levar-te á emoção dos outros
Pela voz contrafeita da poesia
Impossível não tentar dizer-te
Com as poucas palavras que nos ficam
Da usura dos dias
Do grotesco discurso que escutamos
Proferimos
Transitos de sonho no ramal do tempo
Onde estamos como ervas
Pedrinhas
Coisas perfeitamente inúteis
Pequenas conversas de ferrugem de musgo
Queixas
Alexandre O’Neill
coração da noite
Em ti é de noite. Em breve assistirás à corajosa exaltação do animal que és. Coração da noite, fala.
Ter morrido em quem se era e em quem se amava, ter e não ter dado a volta como um céu ao mesmo tempo tormentoso e celeste.
Tivesse desejado mais que isto e ao mesmo tempo nada.
Alejandra Pizarnik, Extracção da Pedra da Loucura
Ter morrido em quem se era e em quem se amava, ter e não ter dado a volta como um céu ao mesmo tempo tormentoso e celeste.
Tivesse desejado mais que isto e ao mesmo tempo nada.
Alejandra Pizarnik, Extracção da Pedra da Loucura
com um ar desprendido
Grandes nuvens de quando em quando.
Uma vasta ilha de sombra sobre o mar acompanha-as fielmente, e decerto também são fielmente seguidas por alguns peixes que gostam de sombra e de poucas profundidades. Mas o andamento é veloz e os peixes têm de dar o máximo com as barbatanas. Ficam rapidamente cansados. Alguns, fingindo achar a água fria de mais, depressa voltam para trás com um ar desprendido.
Henri Michaux, Equador
Uma vasta ilha de sombra sobre o mar acompanha-as fielmente, e decerto também são fielmente seguidas por alguns peixes que gostam de sombra e de poucas profundidades. Mas o andamento é veloz e os peixes têm de dar o máximo com as barbatanas. Ficam rapidamente cansados. Alguns, fingindo achar a água fria de mais, depressa voltam para trás com um ar desprendido.
Henri Michaux, Equador
se eu fosse um vídeo
os teus olhos passaram por mim / eu tinha a vida a desesperar / e num instante o futuro decidi / ao não decidir, ao congelar
um brinde
Ghost World, Terry Zwigoff, 2001
a nós, a ti, a mim, ao primo, ao tio, ao pai, à madrinha, a londres, a paris, ao michael pitt e ao luis garrell, um brinde às blicas, um alcoolizado, outro com mais um pouco de alcool, um brinde à maddie, outro ao frederico lourenço, um ao valter hugo mãe e outro ao poe, mais um ao mec, outro ao buko, um ao cinema, outro à fome e ao contar tostões no futuro, um brinde aos aqua, outro à britney, outro à gwen e só mais um, a todos os que encontramos na rua e que tratam tão bem de nós
juliette
How delightful are the pleasures of the imagination! In those delectable moments, the whole world is ours; not a single creature resists us, we devastate the world, we repopulate it with new objects which, in turn, we immolate. The means to every crime is ours, and we employ them all, we multiply the horror a hundredfold.
Marquis de Sade
Marquis de Sade
grief lessons
Come here, let me share a bit of wisdom with you.
Have you given much thought to our mortal condition?
Probably not. Why would you? Well, listen.
All mortals owe a debt to death.
There’s no one alive
who can say if he will be tomorrow.
Our fate moves invisibly! A mystery.
No one can teach it, no one can grasp it.
Accept this! Cheer up! Have a drink!
But don’t forget Aphrodite—that’s one sweet goddess.
You can let the rest go. Am I making sense?
I think so. How about a drink.
Put on a garland. I’m sure
the happy splash of wine will cure your mood.
We’re all mortal you know. Think mortal.
Because my theory is, there’s no such thing as life,
it’s just catastrophe.
Anne Carson, Grief Lessons: Four Plays
Have you given much thought to our mortal condition?
Probably not. Why would you? Well, listen.
All mortals owe a debt to death.
There’s no one alive
who can say if he will be tomorrow.
Our fate moves invisibly! A mystery.
No one can teach it, no one can grasp it.
Accept this! Cheer up! Have a drink!
But don’t forget Aphrodite—that’s one sweet goddess.
You can let the rest go. Am I making sense?
I think so. How about a drink.
Put on a garland. I’m sure
the happy splash of wine will cure your mood.
We’re all mortal you know. Think mortal.
Because my theory is, there’s no such thing as life,
it’s just catastrophe.
Anne Carson, Grief Lessons: Four Plays
imagino eu
despem-se diante dos olhos dois corpos de luz
mas a inclinação da luz é rasa
é a fricção dos corpos que ilumina a biblioteca
dos livros perde-se a cor da antiguidade
dos sorrisos inverte-se a obliquidade das palavras
e em silêncio inveja-se a luz produzida
as página e os corpos tocam-se de perto
por desejo, imagino eu que leio só.
André Tomé, Insula
mas a inclinação da luz é rasa
é a fricção dos corpos que ilumina a biblioteca
dos livros perde-se a cor da antiguidade
dos sorrisos inverte-se a obliquidade das palavras
e em silêncio inveja-se a luz produzida
as página e os corpos tocam-se de perto
por desejo, imagino eu que leio só.
André Tomé, Insula
dizer um corpo / uma mente / um lugar
Dizer um corpo. Onde nenhum. Mente nenhuma. Onde nenhuma. Ao menos isso. Um lugar. Onde nenhum. Para o corpo. Estar lá dentro. Mover-se lá dentro. E sair. E voltar lá para dentro. Não. Sair nenhum. Voltar nenhum. Só entrar. Ficar lá dentro. Em diante lá dentro. Parado.
Samuel Beckett, Pioravante Marche
Samuel Beckett, Pioravante Marche
entrava
o que dizia era uma algazarra de asas
entre copos miolos de pão
dava-se conta da janela a dividir a casa e o mundo
o pássaro ia batia contra o vidro
batia aninhava-se ao canto sem o mundo de fora à vista
agarrei-o
embrulhado nos dedos todo ele era coração e susto
aceitou depois as calmas
abri a janela a dar para o cheiro da hortelã
abri a mão caiu no céu
Abel Neves
entre copos miolos de pão
dava-se conta da janela a dividir a casa e o mundo
o pássaro ia batia contra o vidro
batia aninhava-se ao canto sem o mundo de fora à vista
agarrei-o
embrulhado nos dedos todo ele era coração e susto
aceitou depois as calmas
abri a janela a dar para o cheiro da hortelã
abri a mão caiu no céu
Abel Neves
angels and god
I see you drinking at a fountain with tiny
blue hands, no, your hands are not tiny
they are small, and the fountain is in France
where you wrote me that last letter and
I answered and never heard from you again.
you used to write insane poems about
ANGELS AND GOD, all in upper case, and you
knew famous artists and most of them
were your lovers, and I wrote back, it’ all right,
go ahead, enter their lives, I’ not jealous
because we’ never met. we got close once in
New Orleans, one half block, but never met, never
touched. so you went with the famous and wrote
about the famous, and, of course, what you found out
is that the famous are worried about
their fame –– not the beautiful young girl in bed
with them, who gives them that, and then awakens
in the morning to write upper case poems about
ANGELS AND GOD. we know God is dead, they’ told
us, but listening to you I wasn’ sure. maybe
it was the upper case. you were one of the
best female poets and I told the publishers,
editors, “ her, print her, she’ mad but she’
magic. there’ no lie in her fire.” I loved you
like a man loves a woman he never touches, only
writes to, keeps little photographs of. I would have
loved you more if I had sat in a small room rolling a
cigarette and listened to you piss in the bathroom,
but that didn’ happen. your letters got sadder.
your lovers betrayed you. kid, I wrote back, all
lovers betray. it didn’ help. you said
you had a crying bench and it was by a bridge and
the bridge was over a river and you sat on the crying
bench every night and wept for the lovers who had
hurt and forgotten you. I wrote back but never
heard again. a friend wrote me of your suicide
3 or 4 months after it happened. if I had met you
I would probably have been unfair to you or you
to me. it was best like this.
Charles Bukowski
blue hands, no, your hands are not tiny
they are small, and the fountain is in France
where you wrote me that last letter and
I answered and never heard from you again.
you used to write insane poems about
ANGELS AND GOD, all in upper case, and you
knew famous artists and most of them
were your lovers, and I wrote back, it’ all right,
go ahead, enter their lives, I’ not jealous
because we’ never met. we got close once in
New Orleans, one half block, but never met, never
touched. so you went with the famous and wrote
about the famous, and, of course, what you found out
is that the famous are worried about
their fame –– not the beautiful young girl in bed
with them, who gives them that, and then awakens
in the morning to write upper case poems about
ANGELS AND GOD. we know God is dead, they’ told
us, but listening to you I wasn’ sure. maybe
it was the upper case. you were one of the
best female poets and I told the publishers,
editors, “ her, print her, she’ mad but she’
magic. there’ no lie in her fire.” I loved you
like a man loves a woman he never touches, only
writes to, keeps little photographs of. I would have
loved you more if I had sat in a small room rolling a
cigarette and listened to you piss in the bathroom,
but that didn’ happen. your letters got sadder.
your lovers betrayed you. kid, I wrote back, all
lovers betray. it didn’ help. you said
you had a crying bench and it was by a bridge and
the bridge was over a river and you sat on the crying
bench every night and wept for the lovers who had
hurt and forgotten you. I wrote back but never
heard again. a friend wrote me of your suicide
3 or 4 months after it happened. if I had met you
I would probably have been unfair to you or you
to me. it was best like this.
Charles Bukowski
medo / angústia / desolação
Tens que ter sentido medo
angústia, desolação
pois para falar do amor
sem metáforas estivais
é preciso ter vivido em quartos lívidos,
onde um espelho,
um olhar de viés,
um sapato arremessado
prenunciam o poema.
Jorge Gomes Miranda
angústia, desolação
pois para falar do amor
sem metáforas estivais
é preciso ter vivido em quartos lívidos,
onde um espelho,
um olhar de viés,
um sapato arremessado
prenunciam o poema.
Jorge Gomes Miranda
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Kendra Grant
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Kristina H.
Langston Hughes
Larissa Szporluk
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Laurie Anderson
Lawrence Ferlinghetti
Lêdo Ivo
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Leonard Cohen
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Leonardo Da Vinci
Leopoldo María Panero
Lewis Carroll
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Lord Byron
Lou Andreas-Salomé
Lou Reed
Louis Aragon
Louis Buisseret
Lourdes Espínola
Lucía Estrada
Luis Alberto de Cuenca
Malcolm Lowry
Manoel de Barros
Manuel Arana
Marco Mackaaij
Margaret Atwood
María Sánchez
Mariano Peyrou
Marin Sorescu
Martha Carolina Dávila
Martin Amis
Mary Elizabeth Frye
Mary Jo Salter
Mary Oliver
Mary Ruefle
Medlar Lucan & Durian Gray
Mia Couto
Michael Drayton
Michel Houellebecq
Miguel de Cervantes
Miriam Reyes
Mitch Albom
Morgan Parker
Muriel Rukeyser
Natsume Soseki
Neil Gaiman
Nichita Stanescu
Nicole Blackman
Octavio Paz
Olga Orozco
Osho
Otávio Campos
Pablo García Casado
Pablo Neruda
Pat Boran
Patricia Beer
Patti Smith
Paul Eluard
Paul Éluard
Paul Géraldy
Paul Theroux
Paulo Leminski
Pentti Saaritsa
Per Aage Brandt
Pere Gimferrer
Philip Larkin
Philip Roth
Pia Tafdrup
Pierre Reverdy
Piotr Sommer
Rafael Alberti
Rainer Maria Rilke
Ramón Gómez de la Serna
Raymond Carver
Raymond Queneau
Reiner Kunze
Richard Brautigan
Richard Burton
Robert Creeley
Robert Frost
Roberto Fernández Retamar
Roberto Juarroz
Roger Wolfe
Rosemarie Urquico
Rubens Borba de Moraes
Rudyard Kipling
Russell Edson
Ruth Stone
Salman Rushdie
Sam Shepard
Samuel Beckett
Sandro Penna
Santiago Nazarian
Serge Gainsbourg
Sharon Olds
Shel Silverstein
Silvia Chueire
Silvia Ugidos
Simone de Beauvoir
Somerset Maugham
Stephen Crane
Stephen Wright
Steve Mccaffery
Stevie Smith
Stuart Dischell
Sue Goyette
Susana Cabuchi
Sylvia Plath
T. S. Eliot
Tanya Davis
Tati Bernard
Tatianna Rei Moonshadow
Tennessee Williams
Tilly Strauss
Tom Baker
Tom Waits
Ulla Hahn
Valentine de Saint-Point
Vincenzo Cardarelli
Vinicius de Moraes
Vladimir Nabokov
W. H. Auden
Warsan Shire
William Blake
William Butler Yeats
William Carlos Williams
William Shakespeare
Winnie Meisler
Winona Baker
Wislawa Szymborska
Yehuda Amichai
Yohji Yamamoto
Yoko Ono
Yorgos Seferis
Zee Avi
livraria
. A Sul de Nenhum Norte .
. Granta .
Al Berto .
Alexandre O'Neill .
Algernon Blackwood .
Ali Smith .
Alice Munro .
Alice Turvo .
Almanaque do Dr. Thackery .
Anaïs Nin .
Anita Brookner .
Ann Beattie .
Annemarie Schwarzenbach .
Anton Tchekhov .
António Ferra .
António Lobo Antunes .
Arthur Miller .
Boris Vian .
Bret Easton Ellis .
Carlos de Oliveira .
Carson McCullers .
Charles Bukowski .
Chuck Palahniuk .
Clarice Lispector .
Conde de Lautréamont .
Cormac McCarthy .
Cristiane Lisbôa .
Donald Barthelme .
Doris Lessing .
Dulce Maria Cardoso .
Edith Wharton .
Eileen Chang .
Elena Ferrante .
Enrique Vila-Matas .
Erasmo de Roterdão .
Ernest Hemingway .
Ernesto Sampaio .
F. Scott Fitzgerald .
Fernando Pessoa .
Flannery O'Connor .
Florbela Espanca .
Françoise Sagan .
Franz Kafka .
Frida Kahlo .
Gabriel García Márquez .
Gonçalo M. Tavares .
Graça Pina de Morais .
Gustave Flaubert .
Guy de Maupassant .
Harold Pinter .
Haruki Murakami .
Henri Michaux .
Herberto Hélder .
Hunter S. Thompson .
Irene Lisboa .
Irène Némirovsky .
Italo Calvino .
J. D. Salinger .
Jack Kerouac .
James Joyce .
Jean Cocteau .
Jean Genet .
Jean Meckert .
Jean-Paul Sartre .
Jeffrey Eugenides .
Jim Cartwright .
Joan Didion .
John Cheever .
José Jorge Letria .
José Saramago .
Josep Pla .
Julian Barnes .
Julio Cortázar .
Karen Blixen .
Kate Chopin .
Katherine Mansfield .
Kurt Vonnegut .
Lázaro Covadlo .
Lillian Hellman .
Luís de Sttau Monteiro .
Luís Miguel Nava .
Luiz Pacheco .
Lydia Davis .
Lygia Fagundes Telles .
Malcolm Lowry .
Manuel Hermínio Monteiro .
Manuel Jorge Marmelo .
Marcel Proust .
Margaret Atwood .
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