Essa região desconhecida que nos aproxima e afasta ao mesmo tempo.
Perco-me na penumbra do que queria ter gritado e não pude.
O desejo resgata-nos do abismo,
mas também se ergue o que no admite consolo.
Palavras como pássaros na solidão do ar.
Lucía Estrada, in A Sul de Nenhum Norte
até ao esquecimento
Cansados de inventar palavras
de dar nome ao silêncio
para afugentar tristezas
Cansados de olhar para o céu
rogando que chova
Que a água ou o vento
tragam um gesto que nos devolva a vida
Cansados de pedir aos mortos
que encham as nossas horas
que inundem com as suas vozes o nosso leito obscuro
Cansados por fim de acreditar
em labirintos
Optamos por deixar de interrogar as esquinas
por ignorar promessas
Optamos por fim por essa eternidade
que é o esquecimento.
Martha Carolina Dávila, in A Sul de Nenhum Norte
de dar nome ao silêncio
para afugentar tristezas
Cansados de olhar para o céu
rogando que chova
Que a água ou o vento
tragam um gesto que nos devolva a vida
Cansados de pedir aos mortos
que encham as nossas horas
que inundem com as suas vozes o nosso leito obscuro
Cansados por fim de acreditar
em labirintos
Optamos por deixar de interrogar as esquinas
por ignorar promessas
Optamos por fim por essa eternidade
que é o esquecimento.
Martha Carolina Dávila, in A Sul de Nenhum Norte
SOBRE UM BOSQUE QUE JULGAMOS ARDIDO
É inútil saber quanto teremos de esperar por um amor
quando a casa nos cai em cima
e os que estão vestidos continuam nus
com o riso de uma natureza que bebemos às golfadas.
É este o bosque da memória que julgamos ardido
onde o desejo de encontrar
te traz de volta ao que alguma vez roubaste
nesses sonhos
nesses poemas insuficientes
que não nos acontecerão agora
que nunca hão-de ser.
Giovanny Gómez, in A Sul de Nenhum Norte
quando a casa nos cai em cima
e os que estão vestidos continuam nus
com o riso de uma natureza que bebemos às golfadas.
É este o bosque da memória que julgamos ardido
onde o desejo de encontrar
te traz de volta ao que alguma vez roubaste
nesses sonhos
nesses poemas insuficientes
que não nos acontecerão agora
que nunca hão-de ser.
Giovanny Gómez, in A Sul de Nenhum Norte
ARTE POÉTICA
Não sei em que mentira devo acreditar.
Essa a que chamam palavra.
A palavra é um excesso
e todos param
para olhar essa estranha.
A mim só me doem as pernas,
sou um artista que procura definições
e não aprecio essa festa.
Como pede a morte
como pede o amor
a palavra precisa da sua nudez.
Vivi em tantas palavras sós.
São palavras ou sons, mulher?
Sentir nervos
sempre é um bom sinal.
Dizei aos leitores
que não é um poema suicida,
porque estou só a sair
em busca de uma primeira palavra
que esteja habitada.
Os pássaros viajam em busca do seu alimento
na cinza dos teus olhos.
Como pede a morte
como pede o amor
a palavra precisa da sua nudez.
Ali tenho de amar.
Gustavo Ortiz, in A Sul de Nenhum Norte
Essa a que chamam palavra.
A palavra é um excesso
e todos param
para olhar essa estranha.
A mim só me doem as pernas,
sou um artista que procura definições
e não aprecio essa festa.
Como pede a morte
como pede o amor
a palavra precisa da sua nudez.
Vivi em tantas palavras sós.
São palavras ou sons, mulher?
Sentir nervos
sempre é um bom sinal.
Dizei aos leitores
que não é um poema suicida,
porque estou só a sair
em busca de uma primeira palavra
que esteja habitada.
Os pássaros viajam em busca do seu alimento
na cinza dos teus olhos.
Como pede a morte
como pede o amor
a palavra precisa da sua nudez.
Ali tenho de amar.
Gustavo Ortiz, in A Sul de Nenhum Norte
cinco filmes de sonho
1.
Abelhas mortas- pressionadas como palavras nas páginas de um dicionário- voltam à vida.
2.
Jerusalém, começo do século 20: eu sou eu e também um pequeno vigarista e livreiro com um bico de lápis, seduzindo gerações de mulheres, querendo uma maquina fotográfica para tirar fotografias da vista da minha janela. A livraria é também um café e também o quarto no andar de cima da casa de Memere. Cortinas brancas da infância
3.
Secretárias, malas e estantes empilhadas umas em cima das outras com gavetas que abrem e fecham sozinhas, e pessoas pequeninas a sair e a entrar nelas e uns sobre os outros; uma pilha enorme de mobília a empilhar-se para sempre
4.
A morte disfarçada de um John Travolta envelhecido, em que ninguém repara, a dançar disco numa carruagem do metro. No outro lado do comboio dois homens batem-se em duelo usando peúgas como espadas
5.
Uma sala de aulas no meio dos pinheiros. Eu estou a tentar aprender uma língua nova- palavras novas para quando um melhor amigo te trair acidentalmente, ou para quando tens uma experiência irrepetível que nunca poderás contar a ninguém- mas as letras no quadro são indecifráveis - Y está ao meu lado, deitada sobre a secretária. Quando ela se levanta alguém ocupa a secretária dela, e quando eu me levanto eles ocupam a minha.
Kenneth Traynor, in A Sul de Nenhum Norte
Abelhas mortas- pressionadas como palavras nas páginas de um dicionário- voltam à vida.
2.
Jerusalém, começo do século 20: eu sou eu e também um pequeno vigarista e livreiro com um bico de lápis, seduzindo gerações de mulheres, querendo uma maquina fotográfica para tirar fotografias da vista da minha janela. A livraria é também um café e também o quarto no andar de cima da casa de Memere. Cortinas brancas da infância
3.
Secretárias, malas e estantes empilhadas umas em cima das outras com gavetas que abrem e fecham sozinhas, e pessoas pequeninas a sair e a entrar nelas e uns sobre os outros; uma pilha enorme de mobília a empilhar-se para sempre
4.
A morte disfarçada de um John Travolta envelhecido, em que ninguém repara, a dançar disco numa carruagem do metro. No outro lado do comboio dois homens batem-se em duelo usando peúgas como espadas
5.
Uma sala de aulas no meio dos pinheiros. Eu estou a tentar aprender uma língua nova- palavras novas para quando um melhor amigo te trair acidentalmente, ou para quando tens uma experiência irrepetível que nunca poderás contar a ninguém- mas as letras no quadro são indecifráveis - Y está ao meu lado, deitada sobre a secretária. Quando ela se levanta alguém ocupa a secretária dela, e quando eu me levanto eles ocupam a minha.
Kenneth Traynor, in A Sul de Nenhum Norte
demónio
Se há coisa com que nunca deixará de se surpreender é aquele intangível demónio gerado no ponto em que o involuntário de si se cruza com o acaso do mundo. Confunde-a, ludibria-a e tolda-lhe os movimentos, levando-a por vezes a fazer xeque-mate na sua própria parte do tabuleiro.
É um pequeno demónio perverso, descomprometido, que tanto se alimenta da intencionalidade pungente com que o procura a todo o custo nutrir, como se regala, escondido, com o lodo que ela oculta em si. Por isso, nos momentos em que é experiência no mundo – momentos em que o demónio mostra a sua inteireza – é por vezes traída: ao esperar que o demónio devolva as doces intenções com que o alimentou, ele, na sua dança louca, vomita a lama que secretamente bebeu.
Mas como pode pôr a culpa no demónio se ele nem deve respeito ao acaso do mundo e se dorme e bebe em si?
Helena Carvalho, in A Sul de Nenhum Norte
É um pequeno demónio perverso, descomprometido, que tanto se alimenta da intencionalidade pungente com que o procura a todo o custo nutrir, como se regala, escondido, com o lodo que ela oculta em si. Por isso, nos momentos em que é experiência no mundo – momentos em que o demónio mostra a sua inteireza – é por vezes traída: ao esperar que o demónio devolva as doces intenções com que o alimentou, ele, na sua dança louca, vomita a lama que secretamente bebeu.
Mas como pode pôr a culpa no demónio se ele nem deve respeito ao acaso do mundo e se dorme e bebe em si?
Helena Carvalho, in A Sul de Nenhum Norte
I have eaten
the plums
that were in
the icebox
and which
you were probably
saving
for breakfast
Forgive me
they were delicious
so sweet
and so cold
William Carlos Williams
that were in
the icebox
and which
you were probably
saving
for breakfast
Forgive me
they were delicious
so sweet
and so cold
William Carlos Williams
poppies in july
Little poppies, little hell flames,
Do you do no harm?
You flicker. I cannot touch you.
I put my hands among the flames. Nothing burns
And it exhausts me to watch you
Flickering like that, wrinkly and clear red, like the skin of a mouth.
A mouth just bloodied.
Little bloody skirts!
There are fumes I cannot touch.
Where are your opiates, your nauseous capsules?
If I could bleed, or sleep! -
If my mouth could marry a hurt like that!
Or your liquors seep to me, in this glass capsule,
Dulling and stilling.
But colorless. Colorless.
Sylvia Plath
Do you do no harm?
You flicker. I cannot touch you.
I put my hands among the flames. Nothing burns
And it exhausts me to watch you
Flickering like that, wrinkly and clear red, like the skin of a mouth.
A mouth just bloodied.
Little bloody skirts!
There are fumes I cannot touch.
Where are your opiates, your nauseous capsules?
If I could bleed, or sleep! -
If my mouth could marry a hurt like that!
Or your liquors seep to me, in this glass capsule,
Dulling and stilling.
But colorless. Colorless.
Sylvia Plath
as dobras da colcha de seda
Descanso. Ser hóspede, por fim. Não satisfazer sempre os próprios desejos com mísero sustento. Não lançar a mão a tudo com gesto hostil; por uma vez deixar que tudo aconteça e saber: o que acontece é por bem. Também o ânimo precisa de estender-se de vez em quando ao comprido e enrolar-se em si próprio nas dobras de colchas de seda. Não ser sempre soldado.
Rainer Maria Rilke, A balada da vida e da morte do alferes Christoph Rilke
Rainer Maria Rilke, A balada da vida e da morte do alferes Christoph Rilke
dias melhores
A mulher espera as noites e também os dias,
esperta o lume enquanto, esperta a espera.
Há umas quantas coisas que a prendem, coisas
que arrecadou para a vida e já não servem.
Quem serve é ela e serve a Deus desfiando o rosário
pelos que já lá estão.
Por aqui vai-se indo, vai-se levando a vida
para o outro lado enquanto se esperam dias melhores,
dias mecânicos, a labuta dos músculos, a cabeça em paz
e a noite cansada, os pensamentos cansados,
o sofrimento cansado só quer estender o corpo
até de manhã. Quando mal nunca pior,
o café quente, o pão acabado de fazer
como se fosse cedo e as mãos na sua azáfama
pudessem fazer os dias gloriosos as noites luminosas
com que sonhou e já não servem. Agora só a espera
e as coisas que foi arrecadando para a morte.
Rosa Alice Branco
esperta o lume enquanto, esperta a espera.
Há umas quantas coisas que a prendem, coisas
que arrecadou para a vida e já não servem.
Quem serve é ela e serve a Deus desfiando o rosário
pelos que já lá estão.
Por aqui vai-se indo, vai-se levando a vida
para o outro lado enquanto se esperam dias melhores,
dias mecânicos, a labuta dos músculos, a cabeça em paz
e a noite cansada, os pensamentos cansados,
o sofrimento cansado só quer estender o corpo
até de manhã. Quando mal nunca pior,
o café quente, o pão acabado de fazer
como se fosse cedo e as mãos na sua azáfama
pudessem fazer os dias gloriosos as noites luminosas
com que sonhou e já não servem. Agora só a espera
e as coisas que foi arrecadando para a morte.
Rosa Alice Branco
mulher: anatomia
A anatomia da mulher é intercadência ou cissão de árvore. Os seus seios, como dois pomos sazonais inaugurados no hemisfério do dorso, principiam-se com o acúleo do peito lactente no cedro da minha boca. O seio esquerdo tumesce cerúleo de tão azul, o diâmetro recua esfriado na bainha das nervuras. Os seus músculos textualizam-se de forma e som, hirtos, despedaçam a elasticidade cervical dos meus vértices. A pele gradua-se num esmalte vítreo de luz, fixa-se nas cavilhas que lhe prendem a argamassa à semelhança de um rosto. Na mulher, o físico verbaliza-se no desarranjo dos nervos, na mulher, a geometria é descontínua se a matéria se desfaz magra de resina. A anatomia da mulher é perfloração ou fissão de pedra. Os seus seios, como dois seixos salmourados nos ferros do peito, incham-se de sal na sucção dos meus beiços. A anatomia da mulher é aceleração de corpo subida à altura da expectativa mais distante. Mas a sua fisionomia é táctil, não possui matriz ou molde, enxuga-se na terra e só da terra o musgo lhe devolve outro princípio de mulher.
Alice Turvo, in A Sul de Nenhum Norte
Alice Turvo, in A Sul de Nenhum Norte
mulher: osso
A constituição da mulher é desconstrução de corpo, amor dividido em dois terços longos de osso, homem ou mulher intervalado nos tecidos da substância maior. O amor liquefaz-se nas estalactites da sua boca, suspenso no calcário da saliva, interpõe-se entre o eco e a claridade húmida da língua. Os seus maxilares movem-se como guindastes, a seco, mastigam os molares em cacos de tensão. A precisão textual de cada osso é atemporal, macera-se de dentes cerrados. O cálcio arde-lhe de vermelho se o amor se alarga em massa inflamável. À mulher, outra mulher cabe-lhe na ruptura das vértebras, caule que perfura o novelo inferior do pulmão. À mulher, outra mulher cabe-lhe no abcesso do peito, metal alcalino de degustação salina. Ao amor, essa mulher chega-lhe hermética, deposta de tendões que lhe segurem a carne na vertical. À palavra, pouco lhe importa o epicentro da sílaba ou a cerâmica da tónica. Ao amor, nunca lhe satisfaz a fractura do fonema ou a dentição do silêncio. No amor, a mulher vaza inteira se a serradura lhe lacera as dobradiças do corpo. Porque na mulher, o amor não é ruído seco ou opaco, é arritmia surda no ventrículo mais defeso.
Alice Turvo, in A Sul de Nenhum Norte
Alice Turvo, in A Sul de Nenhum Norte
mulher: vagar
O vagar da mulher é dissemelhante do vagar dos homens e das coisas. O vagar da mulher contrai cada pretérito à milésima, ocupando cada milímetro pela sexagésima parte do segundo mais breve. O vagar de qualquer mulher dilata-se em mil partes desiguais a um todo. A mulher não executa a presença desmembrada das coisas, sem antes as invocar como domicílio próprio. A mulher segura de frente os edifícios caiados na tijoleira das costas, suporta as urbes fixas no eixo dos seus pulsos, faísca pelas luminárias ausentes de centelhas já extintas. O vagar da mulher nunca descuida a largura do antecedente, sem antes se esvaziar na obsessão intermitente do perímetro do verbo mais presente. A mulher é, igualmente e inteiramente mais mulher, na suspensão variável dos homens e das coisas. Os seus ângulos flectem-se na equidade ímpar das esperas. As suas mãos inclinam-se no ponto equidistante do vazio. A mulher cumpre o tempo a tempo inteiro, sem suprimir a duração menor da unidade. O vagar de cada mulher é célere e voluntário, e em tudo se apressa à lentidão demorada de um vaso caído.
Alice Turvo, in A Sul de Nenhum Norte
Alice Turvo, in A Sul de Nenhum Norte
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Marin Sorescu
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Mary Jo Salter
Mary Oliver
Mary Ruefle
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