E os que vivem de
consumições à toa
como a minha mãe.
E frutos doces e amargos.
E, para acompanhar, whisky,
gin tónico,
os salgados.
Helga Moreira, Desrazões
(este é tal e qual)
poema à mãe
(...)
Olha — queres ouvir-me? —
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...
Mas — tu sabes — a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.
Eugénio de Andrade, Os Amantes Sem Dinheiro
Olha — queres ouvir-me? —
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...
Mas — tu sabes — a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.
Eugénio de Andrade, Os Amantes Sem Dinheiro
o'er our victim come begin!
Slavko Vorkapich, The Furies, 1934
Come, the incantation sing,
Frantic all and maddening,
To the heart a brand of fire,
The Furies' hymn,
That which claims the senses dim,
Tuneless to the gentle lyre,
Withering the soul within.
Aeschylus, Song of the Furies
um poema (só) para mim
I'm sitting on my window waiting for you to come.
I could sit on my couch watching T.V. but,
who would see you coming with your funny walk rrrclap rrrclap rrrclap,
waving and smiling and waving and smiling again?
like a bird out of the cage does, free.
with your arms wide open,
those arms ready to hug me.
Let me just grab an orange
to eat while I wait.
but I wait and I wait and it seems nothing happens
except for the fruit, which was eaten by me.
That's ok
I'll just grab another one.
J.C.
I could sit on my couch watching T.V. but,
who would see you coming with your funny walk rrrclap rrrclap rrrclap,
waving and smiling and waving and smiling again?
like a bird out of the cage does, free.
with your arms wide open,
those arms ready to hug me.
Let me just grab an orange
to eat while I wait.
but I wait and I wait and it seems nothing happens
except for the fruit, which was eaten by me.
That's ok
I'll just grab another one.
J.C.
um conto (só) para mim
ela era uma laranja, uma linda laranja.
bonita, doce e elegante. exactamente como uma laranja deve ser.
com um raminho verde na cabeça.
era o raminho mais bonito do mundo. era a laranja mais bonita do mundo.
ele era só um kiwi redondo e peludo. verde. muito verde.
que longe da laranja fingia sorrir. fingia sorrir.
J.C.
do meu amor por laranjas. (e por kiwis)
bonita, doce e elegante. exactamente como uma laranja deve ser.
com um raminho verde na cabeça.
era o raminho mais bonito do mundo. era a laranja mais bonita do mundo.
ele era só um kiwi redondo e peludo. verde. muito verde.
que longe da laranja fingia sorrir. fingia sorrir.
J.C.
do meu amor por laranjas. (e por kiwis)
é o amor, o amor é
É o Amor, João Canijo, 2013
o amor começa com encontros e desencontros marítimos e chega a portos que não dá não dá, não dava não dava. depois não se tira o dedo da campainha até nos abrirem a porta e chega-se da tropa e pede-se em casamento. vamos marcar o casamento? vamos. afinal de contas, deus escreve direito por linhas tortas. o segredo do casamento é como dizem os nossos pais "nunca se vos zangais os dois ao mesmo tempo". se as coisas tiverem más, pensamos nos pretinhos em angola. o amor é ter uma música que nos lembra a família, seja ela qual for. é ver o Marta Sofia sair e ter fé na nossa senhora de fátima. o amor é polvos e linguados, é saber (e lembrar) que quem amamos nem sempre está ao nosso lado. o amor é bilhetes escondidos entre cerejas, é escrever em postais "és a pessoa mais especial da minha vida". o amor é lindo para quem sabe amar, para quem sabe viver. já dizem o zezé di camargo e o luciano no hit de 91, o amor é o que "fez pensar em você e esquecer de mim".
ó anabela, só tu é que achas que o amor não é lindo
ó anabela, só tu é que achas que o amor não é lindo
mas isso também não interessa nada
Estou à nora é uma
expressão que aprendi
mesmo agora
e de que não sei
o significado.
Helga Moreira, Desrazões
expressão que aprendi
mesmo agora
e de que não sei
o significado.
Helga Moreira, Desrazões
vou sair para comprar cigarros
Descia a tempestade
como quem vai
comprar cigarros ao outro
lado da vida. Lá ia
de mãos nos bolsos de alguma
inclinação. Subia
para os comboios na estação
mais fria, lia
sobretudo nobre
azul e poesia.
José Carlos Soares
porque sair para comprar um frango não é tão poético
como quem vai
comprar cigarros ao outro
lado da vida. Lá ia
de mãos nos bolsos de alguma
inclinação. Subia
para os comboios na estação
mais fria, lia
sobretudo nobre
azul e poesia.
José Carlos Soares
porque sair para comprar um frango não é tão poético
perfect lovers
© Felix Gonzalez-Torres
ir à culturgest ver o toscano e sair com o gonzalez-torres no coração
(também gostei muito do T, é verdade)
in this grave hour
Extingue os meus olhos: ainda te posso ver,
fecha-me os ouvidos: ainda te posso ouvir,
e sem pés ao teu encontro posso ir,
e até sem boca teu nome hei-de dizer.
Quebra-me os braços, posso abarcar-te
com o coração como se estendesse a mão,
pára-me o coração, o cérebro latejará,
e se ao meu cérebro deitares fogo então,
o meu sangue em mim te levará.
Rainer Maria Rilke, O Livro de Horas
mais asneiras
fecha-me os ouvidos: ainda te posso ouvir,
e sem pés ao teu encontro posso ir,
e até sem boca teu nome hei-de dizer.
Quebra-me os braços, posso abarcar-te
com o coração como se estendesse a mão,
pára-me o coração, o cérebro latejará,
e se ao meu cérebro deitares fogo então,
o meu sangue em mim te levará.
Rainer Maria Rilke, O Livro de Horas
mais asneiras
recaídas caídas ídas
De vez em quando uma recaída
na fumarada dos blues,
nos uivos do saxofone
de não sei quem.
De quando em quando um dos livros
que estão em cima do guarda-
-fato. Há dias Camus
caiu-me aos pés. Meu Deus,
que belos tempos, quando tudo
era ainda sem sentido e não
me doíam as cruzes.
Hans-Ulrich Treichel
diz que é dia do jazz
na fumarada dos blues,
nos uivos do saxofone
de não sei quem.
De quando em quando um dos livros
que estão em cima do guarda-
-fato. Há dias Camus
caiu-me aos pés. Meu Deus,
que belos tempos, quando tudo
era ainda sem sentido e não
me doíam as cruzes.
Hans-Ulrich Treichel
diz que é dia do jazz
a alma que caía
Havia dias em que a alma lhe caía, ficava com a alma baixa, entre os pés, quase a rasar o chão. A alma descaída sob suspeita, dizia.
Nesses dias, um mau olhar, uma falta de atenção ou uma frase qualquer, um adjectivo a mais, algo inesperado, em suma, podia estropiá-lo completamente e dar cabo dele e da sua alma, no meio da rua.
Isto vinha a acontecer desde que lhe contaram uma história, a sua própria história, aquela que ele recordava ter vivido de outra maneira, quase feliz.
Mas agora já sabe, já lhe contaram como essa história de amor se estropiou antes do fim, ao longo dos últimos meses. Quando ambos se separaram e ele rastejou até à praia dos mutilados, ignorava completamente o que mais tarde lhe contariam com todos os detalhes: que já havia indícios de manchas entre os dedos daquele amor, muito antes de acabar mal.
Por isso agora, diz que há dias em que a alma lhe cai ao chão e lhe fica entre os pés, embaraçada nos atacadores dos sapatos.
Alberto Tugues
Nesses dias, um mau olhar, uma falta de atenção ou uma frase qualquer, um adjectivo a mais, algo inesperado, em suma, podia estropiá-lo completamente e dar cabo dele e da sua alma, no meio da rua.
Isto vinha a acontecer desde que lhe contaram uma história, a sua própria história, aquela que ele recordava ter vivido de outra maneira, quase feliz.
Mas agora já sabe, já lhe contaram como essa história de amor se estropiou antes do fim, ao longo dos últimos meses. Quando ambos se separaram e ele rastejou até à praia dos mutilados, ignorava completamente o que mais tarde lhe contariam com todos os detalhes: que já havia indícios de manchas entre os dedos daquele amor, muito antes de acabar mal.
Por isso agora, diz que há dias em que a alma lhe cai ao chão e lhe fica entre os pés, embaraçada nos atacadores dos sapatos.
Alberto Tugues
oh, quem me vende uma flor
Não há ninguém,
não há ninguém que venda
flores
nesta estrada maldita?
E este mar negro
e este céu lívido
e este vento adverso -
oh, as camélias de ontem
as camélias vermelhas risonhas
no claustro de ouro -
oh, a ilusão primaveril!
Quem me vende hoje uma flor?
Eu tenho tantas no coração:
mas presas
em ramos pesados -
mas espezinhadas -
mas murchas.
Tenho tantas que a alma
sufoca e quase morre
sob o enorme amontoado
por oferecer.
Mas no fundo do negro mar está a chave do coração -
no fundo do negro coração
pesará
até ao anoitecer
a minha inútil colheita
prisioneira -
Oh, quem me vende
um flor - uma outra flor
nascida fora de mim
num jardim verdadeiro
que eu possa dar a quem me espera?
Não há ninguém,
não há ninguém que venda
flores
neste triste caminho?
Antonia Pozzi, trad. Inês Dias
não há ninguém que venda
flores
nesta estrada maldita?
E este mar negro
e este céu lívido
e este vento adverso -
oh, as camélias de ontem
as camélias vermelhas risonhas
no claustro de ouro -
oh, a ilusão primaveril!
Quem me vende hoje uma flor?
Eu tenho tantas no coração:
mas presas
em ramos pesados -
mas espezinhadas -
mas murchas.
Tenho tantas que a alma
sufoca e quase morre
sob o enorme amontoado
por oferecer.
Mas no fundo do negro mar está a chave do coração -
no fundo do negro coração
pesará
até ao anoitecer
a minha inútil colheita
prisioneira -
Oh, quem me vende
um flor - uma outra flor
nascida fora de mim
num jardim verdadeiro
que eu possa dar a quem me espera?
Não há ninguém,
não há ninguém que venda
flores
neste triste caminho?
Antonia Pozzi, trad. Inês Dias
a journal of love
Henry and I are one, lying soldered for four days. Not with bodies but with flames. God, let me thank somebody. No drug could be more potent. Such a man. He has sucked my life into his body as I have sucked his. This is the apotheosis of my life. Henry, Louveciennes, solitude, summer heat, quivering smells, chanting breezes, and, within us, tornadoes and exquisite calms… The next day I run about the house cooking. Suddenly I love cooking, for Henry. I cook richly, with infinite care. I enjoy seeing him eat, eating with him. We sit in the garden, in our pajamas, drunk on the air, the caresses of the swaying trees, the songs of birds, attentive dogs licking our hands. Henry’s desire is always coursing. I am ploughed, open. At night, books, talk, passion. As he pours his passion into me I feel that I become beautiful. I show him a hundred faces. He watches me. It all passes like a procession, up to this morning’s climax, before he leaves me, when he sees a burnt face, heavy, sensual, Moorish. There was a storm last night. Marble-sized hail. Sea fury of the trees. Henry sits in an armchair and asks, “Are we going to read Spengler now?” He sits purring like a cat. He has the yawn of a tiger, all the jungle cries of contentment. His voice vibrates in his stomach. I have put my head there and listened, as against an organ. I am lying on the bed. I wear a lace dress, nothing else, because it gives him pleasure to look at me. “Now,” he says, “you look like an Ingres.” I cannot bear the space between us. I sit on the floor. He caresses my hair. He gives me winged kisses on the eyes. He is all tenderness, thoughtfulness.”
Anaïs Nin, Henry and June
Anaïs Nin, Henry and June
No final de contas,
e a propósito de uma conversa ontem,
«são poucas as palavras
que nos doem de verdade, e muito poucas
as que conseguem alegrar a alma.
E são também muito poucas as pessoas
que nos fazem bater o coração, e menos
ainda com o correr do tempo.
No fim de contas, são pouquíssimas as coisas
que na verdade importam nesta vida:
poder amar alguém e ser amado,
não morrer depois dos nossos filhos.»
Amalia Bautista
das excitações poucas que vão sendo cada vez menores
«são poucas as palavras
que nos doem de verdade, e muito poucas
as que conseguem alegrar a alma.
E são também muito poucas as pessoas
que nos fazem bater o coração, e menos
ainda com o correr do tempo.
No fim de contas, são pouquíssimas as coisas
que na verdade importam nesta vida:
poder amar alguém e ser amado,
não morrer depois dos nossos filhos.»
Amalia Bautista
das excitações poucas que vão sendo cada vez menores
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