aqui de cima, da casa da árvore
No final, pouco interessava a idade que tinham, ou o facto de serem raparigas; interessava apenas que as tínhamos amado e que elas não nos tinham ouvido a chamá-las, e ainda não nos ouvem, aqui de cima, da casa da árvore, de cabelo quebradiço e barriga flácida, chamando-as para saírem daqueles quartos para onde foram com o propósito de ficarem sozinhas para todo o sempre, sozinhas no suicídio, que é mais profundo do que a morte, e onde jamais encontraremos as peças para as reconstruir.
Jeffrey Eugenides, As Virgens Suicidas
Jeffrey Eugenides, As Virgens Suicidas
aquela versão do mundo
Ficámos admiradíssimos por os nossos pais o terem permitido, já que a destruição dos relvados justificava que se chamasse a polícia. Mas desta vez o Sr. Bates não berrou, nem tentou tirar a matrícula do camião, nem mesmo a Sr.ª Bates, que chorara uma vez quando lançámos foguetes sobre as suas tulipas de competição - não disseram nada e os nossos pais também não e, assim, apercebemo-nos da idade deles, de como estavam habituados ao trauma, às depressões, às guerras. Percebemos que aquela versão do mundo em que realmente acreditavam e que, apesar dos cuidados e reclamações acerca das ervas daninhas, estavam-se mas é a borrifar para os relvados.
Jeffrey Eugenides, As Virgens Suicidas
Jeffrey Eugenides, As Virgens Suicidas
mulheres disfarçadas
Nunca compreendemos porque é que as raparigas se preocupavam tanto em amadurecer, ou porque se sentiam obrigadas a elogiar-se mutuamente, mas, por vezes, depois de termos lido uma passagem mais comprida do diário em voz alta, tínhamos de lutar contra o impulso de nos abraçarmos uns aos outros, ou de dizermos uns aos outros como estávamos bonitos. Sentiamos a prisão que é ser-se rapariga, a maneira como isso tornava a mente activa e sonhadora e como se acabava por saber quais as cores que combinavam umas com as outras. (...) Percebemos, finalmente, que as raparigas eram, na verdade, mulheres disfarçadas, que compreendiam o amor e até a morte, e que a nossa tarefa era simplesmente a de criar o barulho que parecia fasciná-las tanto.
Jeffrey Eugenides, As Virgens Suicidas
Jeffrey Eugenides, As Virgens Suicidas
a 'tia' está de visita
Segundo o Sr. Lisbon, já há muito que tinha dúvidas acerca da intransigência da mulher, sabendo, no fundo, que as raparigas que não tivessem autorização para dançar só serviam para atrair maridos de cara bexigosa e corpos franzinos. Para além disso, o odor de todas aquelas raparigas engaioladas já o começara a enervar. Por vezes, sentia que estava a viver na secção das aves, no jardim zoológico. Para onde quer que olhasse, via ganchos e pentes cabeludos e, visto que havia tantas fêmeas em casa, esqueciam-se de que ele era o único macho e discutiam abertamente a menstruação à sua frente. Cecilia acabara de ter o primeiro período, no mesmo dia do mês que o das outras, todas sincronizadas nos seus ritmos lunares. Aqueles cinco dias, todos os meses, eram para o Sr. Lisbon os piores; altura em que distribuía aspirina como se fosse pão a patos e acalmava ataques de choro causados pela morte de um cão na TV. Disse que as raparigas também adoptavam uma feminilidade dramática durante aquela «altura do mês». Ficavam letárgicas, desciam as escadas de forma teatral e passavam a vida a dizer, entre piscadelas de olhos: «A 'tia' está de visita.»
Jeffrey Eugenides, As Virgens Suicidas
Jeffrey Eugenides, As Virgens Suicidas
aposentos com camas de dossel feitas de tules
Quando regressou, contou-nos histórias de quartos de dormir cheios de cuequinhas amarrotadas, de peluches que a paixão das meninas abraçara até ao limite, de um crucifixo do qual pendia um soutien, de aposentos com camas de dossel feitas de tules e do eflúvio de tantas jovens que se estavam a transformar em mulheres, todas juntas naquele espaço apertado.
Na casa de banho, tendo deixado a torneira a correr para abafar os sons da sua busca, Peter Sissen encontrou o esconderijo secreto da maquilhagem de Mary Lisbon, uma meia atada com um nó e presa por baixo do lavatório: continha tubos de bâton vermelho, o blush e a base, que são uma segunda pele, e a cera depilatória que nos informou de que Mary tinha um buço em que nunca tínhamos reparado. Aliás, nem sequer sabíamos a quem pertencia a maquilhagem que Peter Sissen encontrara até termos visto, duas semanas mais tarde, Mary Lisbon, no cais, com uma boca cor de carmesim que condizia com o tom descrito por ele.
Jeffrey Eugenides, As Virgens Suicidas
Na casa de banho, tendo deixado a torneira a correr para abafar os sons da sua busca, Peter Sissen encontrou o esconderijo secreto da maquilhagem de Mary Lisbon, uma meia atada com um nó e presa por baixo do lavatório: continha tubos de bâton vermelho, o blush e a base, que são uma segunda pele, e a cera depilatória que nos informou de que Mary tinha um buço em que nunca tínhamos reparado. Aliás, nem sequer sabíamos a quem pertencia a maquilhagem que Peter Sissen encontrara até termos visto, duas semanas mais tarde, Mary Lisbon, no cais, com uma boca cor de carmesim que condizia com o tom descrito por ele.
Jeffrey Eugenides, As Virgens Suicidas
ainda menos agora
Mais uma queda. Mais uma lasca de madeira cravada no corpo. Ossos esmagados, sinapses rotas e, sempre, o fígado fosfórico. De cada vez, a dúvida absoluta. A suspensão da vida. A estupidez mais iníqua amesquinhando a nossa suposta divindade. Tudo poderia ter sido banal, banal e generoso, tivera eu chegado três gerações mais cedo. Vejo-me, à chuva, a apanhar ouriços sob os castanheiros. Analfabeto. São. Vejo-me e não me vejo em parte alguma. Muito menos aqui. Ainda menos agora. Ah!, quem me dera perder, ao menos, a memória dos castanheiros que nunca toquei, que apenas de relance pude amar.
Miguel Martins, Morte-Viva
Miguel Martins, Morte-Viva
uma espécie de perda
Usámos a dois: estações do ano, livros e uma música.
As chaves, as taças de chá, o cesto do pão, lençóis de
linho e uma cama.
Um enxoval de palavras, de gestos, trazidos,
utilizados, gastos.
Cumprimos o regulamento de um prédio. Dissemos.
Fizemos. E estendemos sempre a mão.
Apaixonei-me por Invernos, por um septeto vienense e
por Verões.
Por mapas, por um ninho de montanha, uma praia e uma
cama.
Ritualizei datas, declarei promessas irrevogáveis,
idolatrei o indefinido e senti devoção perante um nada,
( - o jornal dobrado, a cinza fria, o papel com um
apontamento)
sem temores religiosos, pois a igreja era esta cama.
De olhar o mar nasceu a minha pintura inesgotável.
Da varanda podia saudar os povos, meus vizinhos.
Ao fogo da lareira, em segurança, o meu cabelo tinha a
sua cor mais intensa.
A campainha da porta era o alarme da minha alegria.
Não te perdi a ti,
perdi o mundo.
Ingeborg Bachmann
As chaves, as taças de chá, o cesto do pão, lençóis de
linho e uma cama.
Um enxoval de palavras, de gestos, trazidos,
utilizados, gastos.
Cumprimos o regulamento de um prédio. Dissemos.
Fizemos. E estendemos sempre a mão.
Apaixonei-me por Invernos, por um septeto vienense e
por Verões.
Por mapas, por um ninho de montanha, uma praia e uma
cama.
Ritualizei datas, declarei promessas irrevogáveis,
idolatrei o indefinido e senti devoção perante um nada,
( - o jornal dobrado, a cinza fria, o papel com um
apontamento)
sem temores religiosos, pois a igreja era esta cama.
De olhar o mar nasceu a minha pintura inesgotável.
Da varanda podia saudar os povos, meus vizinhos.
Ao fogo da lareira, em segurança, o meu cabelo tinha a
sua cor mais intensa.
A campainha da porta era o alarme da minha alegria.
Não te perdi a ti,
perdi o mundo.
Ingeborg Bachmann
a mudança que se operara em mim
Ninguém se deu conta da mudança que se operara em mim. Vivia sem dormir, devorava um livro atrás do outro, horas a fio, a minha mente encontrava-se a centenas de anos e a milhares de quilómetros da realidade. Pela minha parte ocupava-me das coisas que tinha para fazer mecanicamente, por dever, sem pôr nessas tarefas grande afecto ou emoção.
Haruki Murakami, Sono
Haruki Murakami, Sono
fácil de manusear
Desde que deixara de conseguir dormir, começara a perceber até que ponto a realidade podia ser banal. Vendo bem, não passa disso mesmo: é apenas a realidade. Logo, fácil de manusear. O trabalho de casa, a mesma história. Como uma máquina: uma vez que se sabe pô-la a funcionar, depois é só questão de repetir os mesmos gestos. Carregar naquele botão, puxar aquela alavanca. Ajustar o termóstato, fechar a tampa, regular o temporizador.
Haruki Murakami, Sono
Haruki Murakami, Sono
este livro tem poros
»Número um: sabe por que livros como este são tão importantes? Porque têm qualidade. E o que significa a palavra qualidade? Para mim significa textura. Este livro tem poros. Tem características. Este livro pode ver-se num microscópio. Encontraria vida por debaixo da lente, a passar numa quantidade infinita. Quantos mais poros mais detalhes verdadeiramente registados de vida por centímetros quadrado encontrar numa folha de papel, mais «literário» será.
Ray Bradbury, Fahrenheit 451
Ray Bradbury, Fahrenheit 451
gota a gota
- Não podemos dizer em que preciso momento começa a amizade. Quando se enche um vaso, gota a gota, há pelo menos uma gota que o faz transbordar, por isso numa série de amabilidades há sempre uma que faz transbordar o coração.
Ray Bradbury, Fahrenheit 451
Ray Bradbury, Fahrenheit 451
clarisse estava lá, algures no mundo
- Oh, não sentem a minha falta - disse ela - Sou anti-social, dizem. Não me misturo. É tão estranho. Sou bastante sociável. Tudo depende daquilo que se entender por sociável, não é? Sociável para mim significa conversar consigo sobre coisas como estas. - Ou dizer que o mundo é tão estranho. Estar com as pessoas é agradável. Mas não me parece social juntar um grupo de pessoas e depois não as deixar falar, não lhe parece?
(...)
Creio que sou aquilo que dizem que sou. Não tenho amigos. Isso prova que sou anormal. Mas toda a gente que conheço ou grita ou anda às voltas como louca ou a espancar-se. Reparou como as pessoas fazem mal umas às outras nos nossos dias?
(...)
»Mas - disse ela - o que eu gosto mais é de observar as pessoas. Umas vezes ando de metropolitano todo o dia e olho para elas e ouço-as. Apenas quero descobrir quem são e o que querem e para onde vão. Às vezes, escondo-me e ponho-me à escuta nos metropolitanos. Ou ponho-me à escuta nos bares, e sabe que mais?
- O quê?
- As pessoas não falam de nada. Mencionam sobretudo muitos carros ou roupas ou piscinas e dizem que é óptimo! Mas todas dizem as mesmas coisas e ninguém diz nada de diferente.
E nos museus, já lá foi alguma vez? Tudo abstracto. Agora é tudo assim. O meu tio diz que antes era diferente. Há muito tempo atrás, às vezes os filmes diziam coisas ou mostravam pessoas.
Ray Bradbury, Fahrenheit 451
onde foste clarisse que nunca mais voltaste com o teu rosto bronzeado pelo sol da tardinha
(...)
Creio que sou aquilo que dizem que sou. Não tenho amigos. Isso prova que sou anormal. Mas toda a gente que conheço ou grita ou anda às voltas como louca ou a espancar-se. Reparou como as pessoas fazem mal umas às outras nos nossos dias?
(...)
»Mas - disse ela - o que eu gosto mais é de observar as pessoas. Umas vezes ando de metropolitano todo o dia e olho para elas e ouço-as. Apenas quero descobrir quem são e o que querem e para onde vão. Às vezes, escondo-me e ponho-me à escuta nos metropolitanos. Ou ponho-me à escuta nos bares, e sabe que mais?
- O quê?
- As pessoas não falam de nada. Mencionam sobretudo muitos carros ou roupas ou piscinas e dizem que é óptimo! Mas todas dizem as mesmas coisas e ninguém diz nada de diferente.
E nos museus, já lá foi alguma vez? Tudo abstracto. Agora é tudo assim. O meu tio diz que antes era diferente. Há muito tempo atrás, às vezes os filmes diziam coisas ou mostravam pessoas.
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