11 — Nas horas que se desagregam, que desfio entre os meus dedos parados, sou a que sabe sempre que horas são, que dia é, o que faz hoje, amanhã, depois. Não sinto deslizar o tempo através de mim, sou eu que deslizo através dele e sinto-me passar com a consciéncia nítida dos minutos que passam e dos que se vão seguir. Como compreender a amargura desta amargura? Onde paras tu, ó Imprevisto, que vestes de cor-de-rosa tantas vidas? Deus malicioso e frívolo que tão lindos mantos teces sobre os ombros das mulheres que vivem? Para mim és um fantoche, ora amável ora rabugento, de que eu conheço todos os fios, de quem eu sei de cor todas as contorções. «Attendre sans espérer» poderia ser a minha divisa, a divisa do meu tédio que ainda se dá ao prazer de fazer frases. Não tenho nenhum intuito especial ao escrever estas linhas, não viso nenhum objectivo, não tenho em vista nenhum fim. Quando morrer, é possível que alguém, ao ler estes descosidos monólogos, leia o que sente sem o saber dizer, que essa coisa tão rara neste mundo - uma alma - se debruce com um pouco de piedade, um pouco de compreensão, em silêncio, sobre o que eu fui ou o que julguei ser. E realize o que eu não pude: conhecer-me.


Florbela Espanca, diário do último ano


soror mariana alcoforado

e o doce Hermínio Monteiro diz assim sobre o amor de Mariana:

«Coração solitário que suplica para fora do convento, do país, para fora do tempo e principalmente do próprio corpo, para o terraço maior que como se sabe é um lugar alto e escuro donde o coração exprime, insondável, as mais profundas vertigens.»

(poetry is colder than death)

Mas eu ainda não descobri outra maneira de analisar a poesia para além do secretíssimo estremeção, como um choque eléctrico, que alguns versos que lemos descarregam sobre o nosso coração.


Manuel Hermínio Monteiro, Urzes

os livros ou as imagens por conta própria

Quando depois de um dia de trabalho os observamos, alinhados e silenciosos nos armazéns, ou nas livrarias, parece que nos fitamos mutuamente. Nós sabemos que há uma incomensurável energia de efeitos imprevisíveis adormecida no seu interior. Uma infinidade de mundos à espera de um toque mágico que os solte do interior das páginas impressas. Trabalhar com livros é também intuir os seus feitiços, milagres e encantamentos. Por isso ficamos presos a eles como as abelhas aos arbustos floridos e só mais tarde calha saborearmos o mel de um trabalho pouco notado. Não admira que gostemos de contemplar as suas lombadas. Cheirar-lhes a tinta quando chegam da tipografia. Se pegamos um no outro, abrimo-lo e começa logo a insinuar-nos a sua história. São incrivelmente sedutores, os livros. E sabem que são únicos na potencialidade dos seus efeitos, como são inúteis e ridículos sem os seus leitores. E só ambos funcionam como extraordinários geradores de imagens e emoções.


Manuel Hermínio Monteiro, Urzes

o espírito errante dos livros

Pela leitura apaixonada, libertamos a alma dos livros e nada há de mais sublime do que constatar como pequenos desenhos repetidos, impressos numa forma que rapidamente se esquece ao ler, seguram as pontas ínfimas da alma. É a partir dessas letras que a alma do livro se ergue, se organiza discreta e subtilmente para depois se altear mais e mais, chegando a estabelecer uma espécie de cúpula ou de telhado. Sob esse tecto levantado pela leitura, conduz-se cada um à sua maneira. As indicações são as palavras escritas que rapidamente se tornam invisíveis e mesmo imperceptíveis, levando-nos às formas, aos cheiros, a compartimentos e gavetas, deixando-nos a sós com as personagens, até que... como cegos, tacteamos já o seu rosto, percorremos as suas feições, mexemos a cor do seu cabelo, alma contra alma, respiramos finalmente o mesmo ar de uma realidade inventada.

(...)

Chora-se ao ler livros. Treme-se de medo ou de frio fora de época. Revoltamo-nos e gozamos. Sentimo-nos catapultados para países que nunca vimos e, como diria Pessoa, perderíamos se na realidade os visitássemos. E todo este trânsito se processa por intermédio de simples objectos feitos de papel impresso.


Manuel Hermínio Monteiro, Urzes

as mulheres e o alentejo

No Alentejo as mulheres vivem retiradas. Mas no seu silêncio fermentam as paixões. Salúquia, Mariana Alcoforado e Florbela Espanca são a constelação mais significativa deste céu escurecido. Eis uma história: sobre os barros negros de Beja, A. de L. ama Rosa Campaniça. De cada vez que se cruzam, ele sorri-lhe com dentes de fome. Pudicamente, ela regressa a casa. E pouco mais acontece na planície para além do trigo a nascer, a ir do verde ao oiro até que, cansado de sol, se desfaz em grão.

(...)

Este é um dos actores principais do silêncio das mulheres alentejanas. Em nenhuma outra região portuguesa a mulher anda tão escondida. Ainda hoje se passa por cidades e vilas do Alentejo e dificilmente se vêem as suas mulheres. Estão metidas em casa, raramente frequentam os poucos cafés. Às vezes vão ver, de longe, escondidas atrás de uns arbustos, os homens jogando futebol. Se as descobrimos, ficam envergonhadas. Mas é o retiro que propicia sabedoras paixões. Mariana Alcoforado é a madrinha de Florbela Espanca e esta é uma actualização da moura Salúquia. Por elas circula a mesma seiva que faz o mistério do Alentejo imenso. Não admira que muitos jovens alemães, que vêm para a base aérea de Beja, acabem com o coração tripulado por estas morenas de olhos profundos.

(...)

Quem ande pelo Alentejo depreende que enquanto os homens se encontram nas grandes tabernas para beber muito e cantar mais, as mulheres alentejanas não cantam porque não as deixam e também porque elas não querem. Gostam pouco de exteriorizar o que lhes vai na alma. Se a paixão é maior do que o silêncio que a suporta, pode dar-se o suicídio. Há diferenças na região? Há. O Norte do Alentejo é mais lírico e o Sul mais trágico e seco.


Manuel Hermínio Monteiro, Urzes

para o caso de passarem por cá e nem de mim saberem

(o meu país é lindo)

se eu fosse um vídeo

Citizen Bird, Joy com imagens de Weg zum Nachbarn, Lutz Mommartz, 1968

o vento

Está hoje um dia de vento e eu gosto do vento
O vento tem entrado nos meus versos de todas as maneiras e
só entram nos meus versos as coisas de que gosto
O vento das árvores o vento dos cabelos
o vento do inverno o vento do verão
O vento é o melhor veículo que conheço
Só ele traz o perfume das flores só ele traz
a música que jaz à beira-mar em Agosto
Mas só hoje soube o verdadeiro valor do vento
O vento actualmente vale oitenta escudos
Partiu-se o vidro grande da janela do meu quarto


Ruy Belo

among your dead

Be nobody’s darling;
Be an outcast.
Take the contradictions
Of your life
And wrap around
You like a shawl,
To parry stones
To keep you warm.
Watch the people succumb
To madness
With ample cheer;
Let them look askance at you
And you askance reply.
Be an outcast;
Be pleased to walk alone
(Uncool)
Or line the crowded
River beds
With other impetuous
Fools.

Make a merry gathering
On the bank
Where thousands perished
For brave hurt words
They said.

But be nobody's darling;
Be an outcast.
Qualified to live

Among your dead.


Alice Walker

coming home

© Anja Niemi

a mão

Vinte e sete ossos,
trinta e cinco músculos,
cerca de duas mil células nervosas
em cada uma das pontas dos cinco dedos.
É quanto basta
para escrever Mein Kampf
ou A Casinha do Ursinho Puff.


Wislawa Szymborska

tristeza sábia

Feliz aquele que administra sabiamente
a tristeza e aprende a reparti-la pelos dias.


Ruy Belo

half past one

© Anja Niemi

caminhos do espelho

I
E sobretudo olhar com inocência. Como se não se passasse nada, o que é certo.


II
Mas a ti quero olhar-te até que o teu rosto se afaste do meu medo, como um pássaro do limite afiado da noite.


III
Como uma menina de giz cor-de-rosa num muro muito velho subitamente apagada pela chuva.


IV
Como quando se abre uma flor e revela o coração que não tem.


V
Todos os gestos do meu corpo e voz para fazer de mim a oferenda, o ramo que o vento abandona na soleira.


VI
Cobre a memória da tua cara com a máscara daquela que serás e assusta a menina que foste.


VII
A noite dos dois dispersou-se com a neblina. É a estação dos alimentos frios.


VIII
E a sede, a minha memória é da sede, eu em baixo, no fundo, no poço, eu bebia, recordo.


IX
Cair como um animal ferido no lugar que seria de revelações.


X
Como quem não quer a coisa. Nenhuma coisa. Boca cosida. Pálpebras cosidas. Esqueci-me. Lá dentro o vento. Tudo fechado e o vento lá dentro.


XI
Sob o negro sol do silêncio douravam-se as palavras.


XII
Mas o silêncio é certo. Por isso escrevo. Estou só e escrevo. Não, não estou só. Há aqui alguém que treme.


XIII
Ainda que diga sol e lua e estrelas refiro-me a coisas que me acontecem. E o que desejava eu? Desejava um silêncio perfeito.
Por isso falo.


XIV
A noite tem a forma de um grito de lobo.


XV
Delícia de perder-se na imagem pressentida. Levantei-me do meu cadáver, fui à procura de quem sou. Peregrina de mim, fui até àquela que dorme num país ao vento.


XVI
Minha queda sem fim minha queda sem fim onde ninguém me esperou pois ao olhar para quem me esperava outra não vi senão a mim mesma.


XVII
Algo caía no silêncio. A minha última palavra foi eu, embora me referisse à aurora luminosa.


XVIII
Flores amarelas constelam um círculo de terra azul. A água treme cheia de vento.


XIX
Deslumbramento do dia, pássaros amarelos na manhã. Uma mão desata as trevas, arrasta a cabeleira de uma afogada que não pára de caminhar pelo espelho. Voltar à memória do corpo, hei-de regressar aos meus ossos de luto, hei-de compreender o que diz a minha voz.


Alejandra Pizarnik, Trad. Maria Sousa

sunday

Sunday, Alex Prager, 2012, for W magazine

morning glory

Morning, noon & bloody night,
Seven sodding days a week,
I slave at filthy WORK, that might
Be done by any book-drunk freak.
This goes on until I kick the bucket.
FUCK IT FUCK IT FUCK IT FUCK IT


Philip Larkin, Letters to Monica

poemário daqui

A. M. Pires Cabral Abel Neves Adília Lopes Adolfo Casais Monteiro Agustina Bessa-Luís Al Berto Albano Martins Alberto Pimenta Alexandra Malheiro Alexandre Nave Alexandre O'Neill Alice Turvo Alice Vieira Almada Negreiros Ana C. Ana Caeiro Ana Cristina César Ana Duarte Ana Hatherly Ana Luísa Amaral Ana Marques Gastão Ana Paula Inácio Ana Salomé Ana Tinoco André Tomé Andreia C. Faria Angélica Freitas Ângelo de Lima Aníbal Fernandes António Botto António Dacosta António Franco Alexandre António Gancho António Gedeão António Gregório António José Forte António Manuel Pires Cabral António Maria Lisboa António Mega Ferreira António Osório António Pedro António Quadros Ferro António Ramos Pereira António Ramos Rosa António Rebordão Navarro António Reis António S. Ribeiro Armando Baptista-Bastos Armando Silva Carvalho Artur do Cruzeiro Seixas Bénédicte Houart Bruno Béu Bruno Sousa Villar Camilo Castelo Branco Carlos Alberto Machado Carlos de Oliveira Carlos Eurico da Costa Carlos Mota de Oliveira Carlos Soares Casimiro de Brito Catarina Nunes de Almeida Cesário Verde Cláudia R. Sampaio Cruzeiro Seixas Daniel Faria Daniel Filipe David Mourão-Ferreira David Teles Pereira Delfim Lopes Dulce Maria Cardoso Eastwood da Silva Egito Gonçalves Ernesto Sampaio Eugénio de Andrade Eugénio Lisboa Fernando Assis Pacheco Fernando Esteves Pinto Fernando Lemos Fernando Pessoa Fernando Pinto do Amaral Fiama Hasse Pais Brandão Filipa Leal Filipe Homem Fonseca Florbela Espanca Frederico Pedreira gil t. sousa Golgona Anghel Gonçalo M. Tavares Helder Moura Pereira Helena Carvalho Helga Moreira Hélia Correia Henrique Manuel Bento Fialho Henrique Risques Pereira Herberto Hélder Inês Dias Inês Fonseca Santos Inês Lourenço Isabel Meyrelles Joana Serrado João Almeida João Bénard da Costa João Cabral de Melo Neto João Camilo João Damasceno João Ferreira Oliveira João Habitualmente João Luís Barreto Guimarães João Manuel Ribeiro João Pacheco João Pereira Coutinho João Rodrigues João Vasco Coelho Joaquim Manuel Magalhães Joaquim Pessoa Jorge de Sena Jorge Gomes Miranda Jorge Melícias Jorge Roque Jorge Sousa Braga José Agostinho Baptista José Alberto Oliveira José Amaro Dionísio José António Franco José Cardoso Pires José Carlos Barros José Carlos Soares José Efe José Gomes Ferreira José Manuel de Vasconcelos José Mário Silva José Miguel Silva José Ricardo Nunes José Rui Teixeira José Saramago José Sebag José Tolentino Mendonça Judith Teixeira Leitão de Barros Luís Miguel Nava Luís Quintais Luiza Neto Jorge Mafalda Gomes Manuel A. Domingos Manuel António Pina Manuel Cintra Manuel da Silva Ramos Manuel de Castro Manuel de Freitas Manuel Fúria Manuel Gusmão Marcelino Vespeira Margarida Vale de Gato Maria Ângela Alvim Maria Azenha Maria do Rosário Pedreira Maria Gabriela Llansol Maria João Lopes Fernandes Maria Judite de Carvalho Maria Keil Maria Sousa Maria Teresa Horta Maria Velho da Costa Mário Cesariny Mário Contumélias Mário de Sá-Carneiro Mário Quintana Mário Rui de Oliveira Mário-Henrique Leiria Marta Chaves Matilde Campilho Miguel Cardoso Miguel Martins Miguel Sousa Tavares Miguel Torga Miguel-Manso Nuno Araújo Nuno Bragança Nuno Júdice Nuno Moura Nuno Ramos Nuno Travanca Paulo José Miranda Pedro Jordão Pedro Mexia Pedro Oom Pedro Santo Tirso Pedro Sena-Lino Pedro Tamen Piedade Araujo Sol Raquel Nobre Guerra Raul de Carvalho Regina Guimarães Reinaldo Ferreira Renata Correia Botelho Ricardo Adolfo Rosa Alice Branco Rui Almeida Rui Baião Rui Caeiro Rui Cóias Rui Costa Rui Knopfli Rui Manuel Amaral Rui Nunes Rui Pedro Gonçalves Rui Pires Cabral Rute Mota Ruy Belo Ruy Cinatti Ruy Ventura Samuel Úria Sandra Costa Sebastião Alba Sílvio Mendes Soares de Passos Sofia Crespo Sofia Leal Sophia de Mello Breyner Andresen Teixeira de Pascoaes Teresa Balté Tiago Gomes valter hugo mãe Vasco Gato Vasco Graça Moura Vítor Nogueira Yvette K. Centeno

poemário dali

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