longo silêncio

POZZO   Ah, já me lembro! A noite. (Levanta a cabeça.) Mas estejam um pouco mais atentos senão não vamos a lado nenhum. (Olha para o céu.) Olhem. Muito bem, já chega. (Deixam de olhar para o céu.) O que é que ele tem de tão extraordinário? Tendo em conta que é um céu. É claro e luminoso como qualquer outro céu a esta hora do dia. (Pausa.) Nesta latitude. (Pausa.) Quando o tempo está bom. (Lírico.) Há uma hora atrás (olha prosaicamente para o relógio) aproximadamente (lírico) depois de nos ter inundado desde as (hesita, prosaico) digamos dez da manhã, (lírico) com torrentes inesgotáveis de luz vermelha e branca, começa agora a perder o seu esplendor, empalidece cada vez mais, cada vez mais até que (pausa dramática, gesto amplo com ambas as mãos que se afastam) chhht! desaparece! acalma-se. Mas - (mãos erguidas prevenindo) - mas, por trás deste véu de paz e delicadeza, a noite galopa (vibrando) pronta a saltar sobre nós (estala os dedos) e paf! (a inspiração abandona-o) quando menos esperamos. (Silêncio. Triste.) São assim as coisas nesta puta desta terra.

Longo silêncio.


Samuel Beckett, À Espera de Godot

as coisas do costume

Outros amigos e conhecidos ou não deram por nada ou nem sequer tinham ainda sabido, a maior parte deles já não se lembrava dela e os poucos que se lembravam partiam do princípio, de uma maneira geral, de que ela estava onde a tinham visto pela última vez, tal e qual como se parte do princípio de que alguém que se conhece continua a fazer as coisas do costume, a respirar, a andar, a fazer compras, a comer bolachas, até que se vem a saber que a pessoa morreu, morreu há muito tempo e ninguém sabia de nada.


Ali Smith, Amor Livre e outras histórias

na fresca e bem sentada escuridão de qualquer sala de cinema

O cinema era maravilhoso porque os tirava de si próprios e, ao mesmo tempo, lhes dava uma sensação de serem incólumes. As coisas do mundo serviam para lembrar a cada momento que a vida era confusa e perigosamente incompleta, que o terror nunca estaria longe de possuir o coração, mas essas percepções quase sempre desapareciam, ainda que por breves momentos, na fresca e bem sentada escuridão de qualquer sala de cinema, em qualquer lado.

(...)

Era provavelmente melhor ir ao cinema à noite, quando nada mais era depois esperado senão dormir; ir durante o dia significava que tinha de se sair para as ofuscantes ruas da realidade e encontrar maneira de enfrentar o que restava ainda da tarde.


Richard Yates, Perto da Felicidade

elevar as aspirações e albergar os sonhos

Era verdadeiramente impressionante. A inimaginável silhueta de Nova Iorque, vista deste desfiladeiro do outro lado do rio Hudson, era mais do que suficiente para tirar a respiração. Fazia-os saber que aquelas torres salpicadas de amarelo, laranja e vermelho, com as suas inúmeras janelas em labareda, estavam ali por melhores razões do que o simples comércio; estavam ali por causa deles, como se tivessem sido criadas pelo desejo, e o seu mais elevado propósito fosse elevar as aspirações e albergar os sonhos.


Richard Yates, Perto da Felicidade

hora e meia no silêncio quase absoluto

Phil Drake dormiu muito pouco nesse dia. Não parou de se revirar na cama e de esmurrar a almofada de diferentes formas, como se isso ajudasse, mas sempre que uma vaga de sono lhe sobrevinha trazia pesadelos do tipo dos que têm as crianças com febre, e rapidamente o acordavam outra vez. Então, Phil ficava desperto, à mercê de pensamentos fortuitos que não faziam sentido. Nada fazia sentido, e ele recordava-se das alturas, na escola, em que se sentava durante hora e meia no silêncio quase absoluto da sala de estudo sem virar uma página do seu livro ou sem sequer ler uma linha.


Richard Yates, Perto da Felicidade

PARÁBOLA

Não há amores malditos

Há poder leis hábitos
erro espanto astúcia
impotências normas mentira
angústia domesticação comércio
cobardia e calamidade

Não há amores malditos


Félix Grande, trad. Inês Dias

the dead

I have nothing to say to the dead
unless they approach me first.
It is their right to come to me
with a soft step, singing
or moaning as they please.

The dead cry all night under the tree.
I never tire of listening to them.
Sometimes I want to invite them in
to warm their hands by the fire
but nobody wants the dead inside,
especially not the living. Lock the door,
keep them out, they say,
or the next thing you know
they will overcome you with death,
they will feed from you, rob you,
tap your blood and your preserved memory.
The dead have no memory. A torn scarf
flows in and out of their head, controlled
by the wind of forgetfulness, not by the dead,

and where the end or the beginning may be
the dead do not know
who have no memory, no memory.


Janet Frame

darkness


I caught the darkness
Drinking from your cup
I caught the darkness
Drinking from your cup
I said: Is this contagious?
You said: Just drink it up.


Leonard Cohen, Darkness

4.

uma a uma, as sílabas do
teu nome, declino-as no jardim
sobre a laje, pedra de silêncio
onde poiso as dores quando a
cabeça só se encaixa na
concha das mãos.

no descampado herdado dos teus braços
jazem letras indispostas em
rouco desassossego.

não era preciso ter andado tanto; dista apenas
um palmo da palavra à erva daninha.


Renata Correia Botelho, Avulsos, por causa

a bater, a subir e a descer

- O mar - disse eu -, olha para ele lá fora, a bater, a subir e a descer. E, por baixo daquilo tudo, os peixes, os pobres dos peixes a lutarem, a comerem-se uns aos outros. Nós somos como aqueles peixes, só que estamos cá em cima. Uma má jogada e um gajo está feito.


Charles Bukowski, Correios

uma mulher só de uns

Guardo segredo
e guardo-te
para a noite.
O teu número
de telemóvel
é nove um seis
um um um
dois um um
o que faz de ti
uma mulher só de uns
e isso torna-me feliz.


Carlos Mota de Oliveira, Usos do Amor

conselhos maternos

A minha mãe deu-me um conselho que me fez pensar, mas que de qualquer maneira tento seguir: sê simpático, e ninguém perceberá que és doido. A minha mãe é simpática e toda a gente percebe que ela é doida.


Mark Lindquist, Filmes Tristes

um romance de joan didion

Depois de andar às voltas pela rede de auto-estradas de L.A. durante um bocado, começo a sentir-me como se estivesse a viver um romance de Joan Didion. O susto é suficiente para me mandar para casa.


Mark Lindquist, Filmes Tristes

uma bicicleta para dois

Depois, leio um artigo interessante. Trata-se de uma reportagem sobre um carteiro que um dia chega ao emprego armado com duas pistolas de calibre 45 e desata aos tiros aos seus colegas de trabalho. Para tentar dar coesão à história, o repórter entrevista amigos do homem, psiquiatras, chuis estafados e por aí fora. A única coisa que transparece do seu artigo é a confusão pagã generalizada.
Mas há uma imagem maravilhosa: alguém se lembra de ter visto o carteiro às voltas numa bicicleta para dois - sozinho.
Só não sei porque é que as pessoas se espantam por ele ter marado.


Mark Lindquist, Filmes Tristes

poemário daqui

A. M. Pires Cabral Abel Neves Adília Lopes Adolfo Casais Monteiro Agustina Bessa-Luís Al Berto Albano Martins Alberto Pimenta Alexandra Malheiro Alexandre Nave Alexandre O'Neill Alice Turvo Alice Vieira Almada Negreiros Ana C. Ana Caeiro Ana Cristina César Ana Duarte Ana Hatherly Ana Luísa Amaral Ana Marques Gastão Ana Paula Inácio Ana Salomé Ana Tinoco André Tomé Andreia C. Faria Angélica Freitas Ângelo de Lima Aníbal Fernandes António Botto António Dacosta António Franco Alexandre António Gancho António Gedeão António Gregório António José Forte António Manuel Pires Cabral António Maria Lisboa António Mega Ferreira António Osório António Pedro António Quadros Ferro António Ramos Pereira António Ramos Rosa António Rebordão Navarro António Reis António S. Ribeiro Armando Baptista-Bastos Armando Silva Carvalho Artur do Cruzeiro Seixas Bénédicte Houart Bruno Béu Bruno Sousa Villar Camilo Castelo Branco Carlos Alberto Machado Carlos de Oliveira Carlos Eurico da Costa Carlos Mota de Oliveira Carlos Soares Casimiro de Brito Catarina Nunes de Almeida Cesário Verde Cláudia R. Sampaio Cruzeiro Seixas Daniel Faria Daniel Filipe David Mourão-Ferreira David Teles Pereira Delfim Lopes Dulce Maria Cardoso Eastwood da Silva Egito Gonçalves Ernesto Sampaio Eugénio de Andrade Eugénio Lisboa Fernando Assis Pacheco Fernando Esteves Pinto Fernando Lemos Fernando Pessoa Fernando Pinto do Amaral Fiama Hasse Pais Brandão Filipa Leal Filipe Homem Fonseca Florbela Espanca Frederico Pedreira gil t. sousa Golgona Anghel Gonçalo M. Tavares Helder Moura Pereira Helena Carvalho Helga Moreira Hélia Correia Henrique Manuel Bento Fialho Henrique Risques Pereira Herberto Hélder Inês Dias Inês Fonseca Santos Inês Lourenço Isabel Meyrelles Joana Serrado João Almeida João Bénard da Costa João Cabral de Melo Neto João Camilo João Damasceno João Ferreira Oliveira João Habitualmente João Luís Barreto Guimarães João Manuel Ribeiro João Pacheco João Pereira Coutinho João Rodrigues João Vasco Coelho Joaquim Manuel Magalhães Joaquim Pessoa Jorge de Sena Jorge Gomes Miranda Jorge Melícias Jorge Roque Jorge Sousa Braga José Agostinho Baptista José Alberto Oliveira José Amaro Dionísio José António Franco José Cardoso Pires José Carlos Barros José Carlos Soares José Efe José Gomes Ferreira José Manuel de Vasconcelos José Mário Silva José Miguel Silva José Ricardo Nunes José Rui Teixeira José Saramago José Sebag José Tolentino Mendonça Judith Teixeira Leitão de Barros Luís Miguel Nava Luís Quintais Luiza Neto Jorge Mafalda Gomes Manuel A. Domingos Manuel António Pina Manuel Cintra Manuel da Silva Ramos Manuel de Castro Manuel de Freitas Manuel Fúria Manuel Gusmão Marcelino Vespeira Margarida Vale de Gato Maria Ângela Alvim Maria Azenha Maria do Rosário Pedreira Maria Gabriela Llansol Maria João Lopes Fernandes Maria Judite de Carvalho Maria Keil Maria Sousa Maria Teresa Horta Maria Velho da Costa Mário Cesariny Mário Contumélias Mário de Sá-Carneiro Mário Quintana Mário Rui de Oliveira Mário-Henrique Leiria Marta Chaves Matilde Campilho Miguel Cardoso Miguel Martins Miguel Sousa Tavares Miguel Torga Miguel-Manso Nuno Araújo Nuno Bragança Nuno Júdice Nuno Moura Nuno Ramos Nuno Travanca Paulo José Miranda Pedro Jordão Pedro Mexia Pedro Oom Pedro Santo Tirso Pedro Sena-Lino Pedro Tamen Piedade Araujo Sol Raquel Nobre Guerra Raul de Carvalho Regina Guimarães Reinaldo Ferreira Renata Correia Botelho Ricardo Adolfo Rosa Alice Branco Rui Almeida Rui Baião Rui Caeiro Rui Cóias Rui Costa Rui Knopfli Rui Manuel Amaral Rui Nunes Rui Pedro Gonçalves Rui Pires Cabral Rute Mota Ruy Belo Ruy Cinatti Ruy Ventura Samuel Úria Sandra Costa Sebastião Alba Sílvio Mendes Soares de Passos Sofia Crespo Sofia Leal Sophia de Mello Breyner Andresen Teixeira de Pascoaes Teresa Balté Tiago Gomes valter hugo mãe Vasco Gato Vasco Graça Moura Vítor Nogueira Yvette K. Centeno

poemário dali

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