se eu fosse um vídeo

amanita phalloides, o cogumelo da morte

Chamo-me Mary Katherine Blackwood. Tenho dezoito anos e vivo com a minha irmã Constance. É frequente pensar que se tivesse tido um pouco de sorte poderia ter nascido lobisomem, porque o anular e o dedo médio das minhas mãos têm o mesmo comprimento, mas tive de me contentar com aquilo que tenho. Não gosto de me lavar, nem de cães ou barulho. Gosto da minha irmã Constance, de Ricardo Coração de Leão e do Amanita phalloides, o cogumelo da morte. Todas as outras pessoas da minha família estão mortas.


Shirley Jackson, Sempre Vivemos no Castelo

stellar

Stan Brakhage, Stellar, 1993

a noite não é mais que um momento de trevas entre dois dias

De facto, assim que o desespero me diz - «perde a esperança, o dia não passa de um momento de trevas entre duas noites», há uma falsa voz que me grita - «tem confiança, a noite não é mais que um momento de trevas entre dois dias».  


Stig Dagerman, A Nossa Necessidade de Consolo é Impossível de Satisfazer

na neve do esquecimento

E, quando se instala a depressão, é dela que sou também escravo. O meu maior desejo é retê-la. O meu prazer mais forte, sentir que tudo o que valho residia no que julgo ter perdido: essa capacidade de gerar beleza a partir do que é em mim desespero, desgosto e fraqueza. Com amargo prazer desejo ver ruir o que arquitectei e ver-me, eu também, envolto na neve do esquecimento. Mas quê? A depressão é uma boneca russa, e na última boneca estão as águas profundas e o salto para um grande abismo. De todos esses instrumentos de morte me torno escravo. Perseguem-me como cães, a não ser que o cão seja apenas eu. Parece-me então ser o suicídio a única prova da liberdade humana.


Stig Dagerman, A Nossa Necessidade de Consolo é Impossível de Satisfazer

se eu fosse um vídeo

o equivalente masculino

A sua experiência de fumadores era limitada (o marido desaprovava o uso do tabaco) mas sabia de ouvir dizer que os homens fumavam por vezes para escapar das coisas; que um charuto podia ser o equivalente masculino de janelas fechadas e uma dor de cabeça.


Edith Wharton, Almas ao Entardecer

THE SLAP

THE SLAP, Max Landis, 2014

the story of an hour

Knowing that Mrs. Mallard was afflicted with a heart trouble, great care was taken to break to her as gently as possible the news of her husband's death.
It was her sister Josephine who told her, in broken sentences; veiled hints that revealed in half concealing. Her husband's friend Richards was there, too, near her. It was he who had been in the newspaper office when intelligence of the railroad disaster was received, with Brently Mallard's name leading the list of "killed." He had only taken the time to assure himself of its truth by a second telegram, and had hastened to forestall any less careful, less tender friend in bearing the sad message.

She did not hear the story as many women have heard the same, with a paralyzed inability to accept its significance. She wept at once, with sudden, wild abandonment, in her sister's arms. When the storm of grief had spent itself she went away to her room alone. She would have no one follow her.

There stood, facing the open window, a comfortable, roomy armchair. Into this she sank, pressed down by a physical exhaustion that haunted her body and seemed to reach into her soul.

She could see in the open square before her house the tops of trees that were all aquiver with the new spring life. The delicious breath of rain was in the air. In the street below a peddler was crying his wares. The notes of a distant song which some one was singing reached her faintly, and countless sparrows were twittering in the eaves.

There were patches of blue sky showing here and there through the clouds that had met and piled one above the other in the west facing her window.

She sat with her head thrown back upon the cushion of the chair, quite motionless, except when a sob came up into her throat and shook her, as a child who has cried itself to sleep continues to sob in its dreams.

She was young, with a fair, calm face, whose lines bespoke repression and even a certain strength. But now there was a dull stare in her eyes, whose gaze was fixed away off yonder on one of those patches of blue sky. It was not a glance of reflection, but rather indicated a suspension of intelligent thought.

There was something coming to her and she was waiting for it, fearfully. What was it? She did not know; it was too subtle and elusive to name. But she felt it, creeping out of the sky, reaching toward her through the sounds, the scents, the color that filled the air.

Now her bosom rose and fell tumultuously. She was beginning to recognize this thing that was approaching to possess her, and she was striving to beat it back with her will--as powerless as her two white slender hands would have been. When she abandoned herself a little whispered word escaped her slightly parted lips. She said it over and over under hte breath: "free, free, free!" The vacant stare and the look of terror that had followed it went from her eyes. They stayed keen and bright. Her pulses beat fast, and the coursing blood warmed and relaxed every inch of her body.

She did not stop to ask if it were or were not a monstrous joy that held her. A clear and exalted perception enabled her to dismiss the suggestion as trivial. She knew that she would weep again when she saw the kind, tender hands folded in death; the face that had never looked save with love upon her, fixed and gray and dead. But she saw beyond that bitter moment a long procession of years to come that would belong to her absolutely. And she opened and spread her arms out to them in welcome.

There would be no one to live for during those coming years; she would live for herself. There would be no powerful will bending hers in that blind persistence with which men and women believe they have a right to impose a private will upon a fellow-creature. A kind intention or a cruel intention made the act seem no less a crime as she looked upon it in that brief moment of illumination.

And yet she had loved him--sometimes. Often she had not. What did it matter! What could love, the unsolved mystery, count for in the face of this possession of self-assertion which she suddenly recognized as the strongest impulse of her being!

"Free! Body and soul free!" she kept whispering.

Josephine was kneeling before the closed door with her lips to the keyhold, imploring for admission. "Louise, open the door! I beg; open the door--you will make yourself ill. What are you doing, Louise? For heaven's sake open the door."

"Go away. I am not making myself ill." No; she was drinking in a very elixir of life through that open window.

Her fancy was running riot along those days ahead of her. Spring days, and summer days, and all sorts of days that would be her own. She breathed a quick prayer that life might be long. It was only yesterday she had thought with a shudder that life might be long.

She arose at length and opened the door to her sister's importunities. There was a feverish triumph in her eyes, and she carried herself unwittingly like a goddess of Victory. She clasped her sister's waist, and together they descended the stairs. Richards stood waiting for them at the bottom.

Some one was opening the front door with a latchkey. It was Brently Mallard who entered, a little travel-stained, composedly carrying his grip-sack and umbrella. He had been far from the scene of the accident, and did not even know there had been one. He stood amazed at Josephine's piercing cry; at Richards' quick motion to screen him from the view of his wife.

When the doctors came they said she had died of heart disease - of the joy that kills.


Kate Chopin, The Story of An Hour

bacall to arms


Bacall to Arms, Warner Bros., 1946

dickinson plath woolf kahlo

Tão cansada de engolir
Comprimidos sem dormir
Do meu sexo que se embota
Do meu coração que se esgota
Esticado na horizontal
Sob uma agulha sensual
E a sopa na panela
Embacia-me a janela
E sorvo o palato
Sem ter forças para o salto

Se há uma falha um abalo
Dickinson Plath Woolf Kahlo
Onde foram estavam loucas
Queriam coisas eram ocas
Queriam chique eram pedras
Queriam arte eram merdas
Tentando o voo eram estacas
Punho em riste eram farpas
Fornos hortos seu delírio
Nunca foi santo martírio


Margarida Vale de Gato

une collection particuliere

Borowczyk Walerian, Une Collection Particuliere

com esta idade, já viu o que é

Olhe, preciso de dinheiro.
Preciso de muito dinheiro. Quero abrir um negócio.
Algo meu, sabe como é. Estou farto de patrões.
Não posso passar a minha vida atrás de um balcão.
A levar todas as noites com a baba dos perdidos nas trombas.
Já não tenho paciência.
Com esta idade, já viu o que é.
Sujeitar-se a todos os labregos.
Já tentei noutros bancos, sim.
Pedi também aos meus pais, é verdade;
disse-lhes que era para me casar.
Não, não tenho casa, nem automóvel.
Mas, olhe, posso garantir com o meu corpo.
O meu fígado, senhor, tem que ver o meu fígado.
É fígado de motard. Isto parece encolhido e tal,
mas anda a mil.
E adiantado, não pode pagar nada como entrada?
Entrada, não sei.
Só se for o coração.


Golgona Anghel

a casa

A Casa era imensa. Sem estilo algum espalhava pelo terreno os seus braços, numa desordem estática; por vezes o terreno subia acima do piso da casa, como se, com o decorrer dos anos, esta se fosse afundando. Esse pormenor dava-lhe o aspecto de um navio encalhado.

Era bem um navio encalhado, aquela casa, onde a solidão vivia na alma dos seus habitantes.


Graça Pina de Morais, A Origem

a família

Cresciam e nada acontecia naquela casa. Se se pode chamar Vida a uma sequência de acontecimentos, aquelas raparigas não a tiveram; mas a vida não é isso e, nos seres solitários, o vazio exterior vai criando, pelo contrário, uma densidade existencial funda, apurada e transcendente.

Era verdade que os filhos de Leonardo metiam as pessoas no coração. Tinham o dom da amabilidade, da simpatia; não por hipocrisia, mas por delicadeza natural e até porque, sobretudo Leonardo e Constança, gostavam realmente dos homens. Também era verdade que, de uma forma superficial, «não se interessavam por eles», isto é, não conviviam e tinham nascido solitários. Todos ficavam encantados quando os conheciam, depois, sentiam uma espécie de barreira por eles levantada inconscientemente e levavam à conta de hipocrisia a maneira encantadora e afável que usavam no escasso convivio que podiam dar. A grande maioria acabava por dizer mal deles.


Graça Pina de Morais, A Origem

leonardo

Leonardo amava cada tronco, cada folha, cada bago de uva. Alguns anos atrás, num dia de temporal, já perto do Verão, em que um granizo impiedoso destruíra toda a novidade, Leonardo saiu de casa correndo, desnorteado. Não pensava na perda material e no ano de privações que iriam passar. Chegado à primeira videira, despiu com impetuosidade o casaco e cobriu com ele a cepa e os grandes cachos já dourados. Ficou em mangas de camisa, encostado aos bardos, sob as grossas pedras de granizo que se iam espalhando na grande barba negra. Depois do temporal tudo ficou destruído e só se salvou a videira de Leonardo.


Graça Pina de Morais, A Origem

maria da anunciação

A sua voz era a de um ser esmagado. Maria da Anunciação não sabia o que a oprimia assim. O que a esmagava? Era o fanatismo pelos da sua raça, próprio daquela gente; a sua angústia era a do animal ao descobrir que há muitos anos vive com escassez de ar; a ansiedade dela era a da sua personalidade trágica, transplantada para um meio violento, que luta desesperadamente, sem ter onde segurar as suas débeis raízes.


Graça Pina de Morais, A Origem

poemário daqui

A. M. Pires Cabral Abel Neves Adília Lopes Adolfo Casais Monteiro Agustina Bessa-Luís Al Berto Albano Martins Alberto Pimenta Alexandra Malheiro Alexandre Nave Alexandre O'Neill Alice Turvo Alice Vieira Almada Negreiros Ana C. Ana Caeiro Ana Cristina César Ana Duarte Ana Hatherly Ana Luísa Amaral Ana Marques Gastão Ana Paula Inácio Ana Salomé Ana Tinoco André Tomé Andreia C. Faria Angélica Freitas Ângelo de Lima Aníbal Fernandes António Botto António Dacosta António Franco Alexandre António Gancho António Gedeão António Gregório António José Forte António Manuel Pires Cabral António Maria Lisboa António Mega Ferreira António Osório António Pedro António Quadros Ferro António Ramos Pereira António Ramos Rosa António Rebordão Navarro António Reis António S. Ribeiro Armando Baptista-Bastos Armando Silva Carvalho Artur do Cruzeiro Seixas Bénédicte Houart Bruno Béu Bruno Sousa Villar Camilo Castelo Branco Carlos Alberto Machado Carlos de Oliveira Carlos Eurico da Costa Carlos Mota de Oliveira Carlos Soares Casimiro de Brito Catarina Nunes de Almeida Cesário Verde Cláudia R. Sampaio Cruzeiro Seixas Daniel Faria Daniel Filipe David Mourão-Ferreira David Teles Pereira Delfim Lopes Dulce Maria Cardoso Eastwood da Silva Egito Gonçalves Ernesto Sampaio Eugénio de Andrade Eugénio Lisboa Fernando Assis Pacheco Fernando Esteves Pinto Fernando Lemos Fernando Pessoa Fernando Pinto do Amaral Fiama Hasse Pais Brandão Filipa Leal Filipe Homem Fonseca Florbela Espanca Frederico Pedreira gil t. sousa Golgona Anghel Gonçalo M. Tavares Helder Moura Pereira Helena Carvalho Helga Moreira Hélia Correia Henrique Manuel Bento Fialho Henrique Risques Pereira Herberto Hélder Inês Dias Inês Fonseca Santos Inês Lourenço Isabel Meyrelles Joana Serrado João Almeida João Bénard da Costa João Cabral de Melo Neto João Camilo João Damasceno João Ferreira Oliveira João Habitualmente João Luís Barreto Guimarães João Manuel Ribeiro João Pacheco João Pereira Coutinho João Rodrigues João Vasco Coelho Joaquim Manuel Magalhães Joaquim Pessoa Jorge de Sena Jorge Gomes Miranda Jorge Melícias Jorge Roque Jorge Sousa Braga José Agostinho Baptista José Alberto Oliveira José Amaro Dionísio José António Franco José Cardoso Pires José Carlos Barros José Carlos Soares José Efe José Gomes Ferreira José Manuel de Vasconcelos José Mário Silva José Miguel Silva José Ricardo Nunes José Rui Teixeira José Saramago José Sebag José Tolentino Mendonça Judith Teixeira Leitão de Barros Luís Miguel Nava Luís Quintais Luiza Neto Jorge Mafalda Gomes Manuel A. Domingos Manuel António Pina Manuel Cintra Manuel da Silva Ramos Manuel de Castro Manuel de Freitas Manuel Fúria Manuel Gusmão Marcelino Vespeira Margarida Vale de Gato Maria Ângela Alvim Maria Azenha Maria do Rosário Pedreira Maria Gabriela Llansol Maria João Lopes Fernandes Maria Judite de Carvalho Maria Keil Maria Sousa Maria Teresa Horta Maria Velho da Costa Mário Cesariny Mário Contumélias Mário de Sá-Carneiro Mário Quintana Mário Rui de Oliveira Mário-Henrique Leiria Marta Chaves Matilde Campilho Miguel Cardoso Miguel Martins Miguel Sousa Tavares Miguel Torga Miguel-Manso Nuno Araújo Nuno Bragança Nuno Júdice Nuno Moura Nuno Ramos Nuno Travanca Paulo José Miranda Pedro Jordão Pedro Mexia Pedro Oom Pedro Santo Tirso Pedro Sena-Lino Pedro Tamen Piedade Araujo Sol Raquel Nobre Guerra Raul de Carvalho Regina Guimarães Reinaldo Ferreira Renata Correia Botelho Ricardo Adolfo Rosa Alice Branco Rui Almeida Rui Baião Rui Caeiro Rui Cóias Rui Costa Rui Knopfli Rui Manuel Amaral Rui Nunes Rui Pedro Gonçalves Rui Pires Cabral Rute Mota Ruy Belo Ruy Cinatti Ruy Ventura Samuel Úria Sandra Costa Sebastião Alba Sílvio Mendes Soares de Passos Sofia Crespo Sofia Leal Sophia de Mello Breyner Andresen Teixeira de Pascoaes Teresa Balté Tiago Gomes valter hugo mãe Vasco Gato Vasco Graça Moura Vítor Nogueira Yvette K. Centeno

poemário dali

A. E. Housman Abbas Kiarostami Abel Feu Adelaide Ivánova Adélia Prado Adrienne Rich Agota Kristof Al Purdy Alberto Tugues Alda Merini Aldous Huxley Alejandra Pizarnik Alejandro Jodorowsky Alexander Demidov Alice Walker Amalia Bautista Amiri Baraka Amy Lowell Amy M. Homes Ana Merino André Breton Angela Carter Anis Mojgani Anna Akhmatova Anna Kamienska Anne Carson Anne Perrier Anne Sexton Antonia Pozzi Antonin Artaud Antonio Gamoneda Antonio Orihuela Antonio Pérez Morte Antonio Sáez Delgado Arnold Lobel Arseny Tarkovsky Arthur Rimbaud Benjamín Prado Bernard-Marie Koltès Boris Vian Brett Elizabeth Jenkins Brian Andreas Carl Sandburg Carlos Drummond de Andrade Carlos Edmundo de Ory Carlos Marzal Carmen Gloria Berríos Carol Ann Duffy Cecília Meireles Cesare Pavese Charles Baudelaire Charles Bukowski Charles Dana Gibson Charles M. Schulz Chen Bolan Clarice Lispector Constantino Cavafy Czesław Miłosz Damien Sevhac Daniel Francoy Daniel Pennac Daphne Gottlieb David Bowie David Lagmanovich David Lehman Delia Brown Delmore Schwarts Derek Walcott Derrick Brown Diamanda Galás Diane Ackerman Djuna Barnes Don Herold Dorianne Laux Dorothea Lasky Dorothy Parker Douglas Huebler Dylan Thomas E. E. Cummings E. M. Cioran Edgar Allan Poe Edna O'Brien Eduarda Chiote Eeva-Liisa Manner Egito Gonçalves Eleanor Farjeon Elie Wiesel Elis Regina Elizabeth Bishop Elizabeth Ross Taylor Else Lasker-Schuler Emily Dickinson Emily Kagan Trenchard Erin Dorsey Fabiano Calixto Federico Díaz-Granados Federico García Lorca Félix Grande Fernando Arrabal Fernando Caio de Abreu Fernando Gandra Ferreira Gular Forough Farrokhzad Frank O'Hara Frederico Pedreira G. K. Chesterton Gabriel Celaya Georges Bataille Gerrit Komrij Giovanny Gómez Glória Gervitz Gottfried Benn Günter Kunert Gustavo Ortiz H. P. Lovecraft Hal Sirowitz Hans-Ulrich Treichel Harold Pinter Harvey Shapiro Heinrich Heine Helen Mort Henry Rollins Hermann Hesse Hilda Hilst Hilde Domin Hoa Nguyen Hugh Mackay Hugo von Hofmannsthal Hugo Williams Ingeborg Bachmann Isabel Meyrelles Isabelle McNeill J. R. R. Tolkien Jack Kerouac Jacques Lacan Jacques Prévert James L. White James Rogers James Tate Janet Frame Jean Baudrillard Jean Day Jeanette Winterson Jenny Joseph Jenny Schecter Jesús Llorente Joan Julier Buck Joan Margarit Jodi Picoult Johann Wolfgang Goethe John Ashbery John Giorno John Keats John Mateer John Updike Jonathan Littell Jonathan Safran Foer Jonathan Swift Jorge Amado Jorge Luis Borges José Eduardo Agualusa José Gardeazabal José Mateos Joseph Brodsky Joseph Cervavolo József Attila Juan José Millás Juan Ramón Jimenez Judith Herzberg Junko Takahashi Katerina Angheláki-Rooke Kendra Grant Kenneth Traynor Kosntandinos Kavafis Kristina H. Langston Hughes Larissa Szporluk Lauren Mendinueta Laurie Anderson Lawrence Ferlinghetti Lêdo Ivo Leila Miccolis Leonard Cohen Leonardo Chioda Leonardo Da Vinci Leopoldo María Panero Lewis Carroll Lígia Reyes Lord Byron Lou Andreas-Salomé Lou Reed Louis Aragon Louis Buisseret Lourdes Espínola Lucía Estrada Luis Alberto de Cuenca Malcolm Lowry Manoel de Barros Manuel Arana Marco Mackaaij Margaret Atwood María Sánchez Mariano Peyrou Marin Sorescu Martha Carolina Dávila Martin Amis Mary Elizabeth Frye Mary Jo Salter Mary Oliver Mary Ruefle Medlar Lucan & Durian Gray Mia Couto Michael Drayton Michel Houellebecq Miguel de Cervantes Miriam Reyes Mitch Albom Morgan Parker Muriel Rukeyser Natsume Soseki Neil Gaiman Nichita Stanescu Nicole Blackman Octavio Paz Olga Orozco Osho Otávio Campos Pablo García Casado Pablo Neruda Pat Boran Patricia Beer Patti Smith Paul Eluard Paul Éluard Paul Géraldy Paul Theroux Paulo Leminski Pentti Saaritsa Per Aage Brandt Pere Gimferrer Philip Larkin Philip Roth Pia Tafdrup Pierre Reverdy Piotr Sommer Rafael Alberti Rainer Maria Rilke Ramón Gómez de la Serna Raymond Carver Raymond Queneau Reiner Kunze Richard Brautigan Richard Burton Robert Creeley Robert Frost Roberto Fernández Retamar Roberto Juarroz Roger Wolfe Rosemarie Urquico Rubens Borba de Moraes Rudyard Kipling Russell Edson Ruth Stone Salman Rushdie Sam Shepard Samuel Beckett Sandro Penna Santiago Nazarian Serge Gainsbourg Sharon Olds Shel Silverstein Silvia Chueire Silvia Ugidos Simone de Beauvoir Somerset Maugham Stephen Crane Stephen Wright Steve Mccaffery Stevie Smith Stuart Dischell Sue Goyette Susana Cabuchi Sylvia Plath T. S. Eliot Tanya Davis Tati Bernard Tatianna Rei Moonshadow Tennessee Williams Tilly Strauss Tom Baker Tom Waits Ulla Hahn Valentine de Saint-Point Vincenzo Cardarelli Vinicius de Moraes Vladimir Nabokov W. H. Auden Warsan Shire William Blake William Butler Yeats William Carlos Williams William Shakespeare Winnie Meisler Winona Baker Wislawa Szymborska Yehuda Amichai Yohji Yamamoto Yoko Ono Yorgos Seferis Zee Avi

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