É o amor, eu sei, eu sei,
a fome e a alma de todas as coisas,
mas há dias, eu juro, em que
luto com todas as minhas forças,
para que não seja a raiva,
a razão de todos os actos importantes.
Sou um homem dado ao álcool e a eternas dúvidas
e que na rua ou lá onde seja a todo o momento pode tropeçar
ou morrer: voar é que é muito mais improvável
Sou um homem de áridas certezas e uma esperança
a essa arrasto-a pela mão pelos cabelos pelas orelhas
paro escuto e olho antes de atravessar