entretenho os hábitos dos culpados
como acordar a meio da noite
distrair-me com a chuva contra as janelas
a despontar das árvores
toda a minha atenção no escuro prepara
a inundação de uma visita inesperada
e ninguém em nenhuma destas casas quer saber de espanha
ou vai ser surpreendido por uma morte de sede
ou aceitará um convite para jogar
xadrez às quatro das manhã
nenhum dos habitantes deste bairro
se há-de levantar das suas camas
a meio da noite surpreendido
por coisas que os sonhos sugerem
os meus vizinhos são este tipo de pessoas
cantam na igreja ao domingo
contam as horas de sono que lhes restam a cada noite
acordam alguns minutos antes do despertador tocar
dormem muito e quando sonham
escapa-lhes que se tornaram alheios
a todo um tipo de complicações noturnas
como mulheres solitárias
em estações de comboios desertas
homens que viajam com malas vazias
que chegam a um destino qualquer que não era o seu
e se sentem estranhamente alegres
com a companhia de estranhos
gente que chega a meio
da noite a cidades desconhecidas
e se hospeda numa pensão barata
ninguém aqui alguma vez dirá que das decisões a tomar
muitas serão sempre entre duas coisas erradas
e não é provável que o resultado final seja feliz
dormem tranquilamente nas casas ao longo da estrada
são jovens e bonitos vestem-se com cuidado
gravatas cor de vinho camisas brancas casacos castanhos
as calças um pouco curtas para deixar cintilar
a possibilidade daquela escolha de peúgas ser uma provocação
a mais perigosa provocação de que seriam capazes
nas suas afirmações mais categóricas
dão o dito pelo não dito
e a mim o que me trouxe até aqui
examino as possibilidades deixadas
em aberto por alguns fragmentos
pelo lixo da memória com um cuidado
inútil arquivado em caixas
isto não é nem o melhor nem o pior
de tudo o que podia ter acontecido
é apenas o suportável
e espero pelo poeta que procure
a estátua que se afogou na sua juventude
que amor prendeu estes homens às coisas às casas
tanto que fazem o seu trabalho
e preparam com cuidado
a banalidade de regressos quotidianos
caminhando para dentro e fora de si
como setas procuram os seus alvos
que outro eco ainda podiam
as suas sombras ter prolongado
estendem as mãos para fontes distantes
desconhecem a força da água que delas
corre e de onde emana e não querem saber
desejam beber mas se trazidos até junto delas
se confrontados com o rumor da água
na pedra as suas mãos afrouxam
afinal preferem não beber
como toleraste isto tu?
rodeou-te um cuidado e outro cuidado
seguiste preso à mão que agarrou a tua no escuro
estiveste em jardins que outros
antes de ti ensaiaram
uma maçã e outra e outra
corta o escuro até já não teres
mentira nenhuma a dizer
limpas o suor das mãos à saia
a tua cabeça repousa perto do tronco
raios de luz cortam pela obscuridade das copas
suspendem as aranhas no seu trabalho
o mundo das coisas amadas
não é complicado
mãos construíram muros
e plantaram jardins dentro dos muros e deram-te
as chaves para que pudesses ir e voltar
sem horas certas como e quando quisesses
isto era então o teu poder
e quando te rodearam
em subúrbios fora do limite das cidades
disseste
nas vossas casas
vocês podem dizer-me o que quiserem
os amigos que restam
os que sobrevivem à peste
juntam-se em jardins
pedem que se fechem os portões
as vozes começam por ordem
uma a seguir à outra a seguir à outra
o que se extingue dá lugar
ao que se segue
se levamos uma vida segundo
o que não pode ser dispensado
podia então ser
este jardim fechado no meio do nada
o embalo de vozes familiares
histórias laboriosamente transportadas
de sopro em sopro até se entranharem no sangue
Tatiana Faia
uniforme de poeta
Ajustei minha cabeleira longa,
coloquei-lhe ao de cima meu
chapéu de coco em fibra sintética,
sacudi a densa poeira das asas encardidas
e, dependurada a lira a tiracolo,
saio para a rua
em grande uniforme de poeta.
Tremei guardas-marinhas,
alferes do activo em
situação de disponibilidade:
meu ridículo hoje suplanta
o vosso e nele se enleia e perturba
o suspiro longo das meninas
romântico-calculistas.
Rui Knopfli, Uso Particular
coloquei-lhe ao de cima meu
chapéu de coco em fibra sintética,
sacudi a densa poeira das asas encardidas
e, dependurada a lira a tiracolo,
saio para a rua
em grande uniforme de poeta.
Tremei guardas-marinhas,
alferes do activo em
situação de disponibilidade:
meu ridículo hoje suplanta
o vosso e nele se enleia e perturba
o suspiro longo das meninas
romântico-calculistas.
Rui Knopfli, Uso Particular
numa só apenas mão
Quando somos dessas raparigas imprecisas que não se sabe onde começam, onde acabam, se acaso algum dia terminarão. Parecem crescer a cada instante, em largura, em altura, sobretudo em profundidade. E, no entanto, minguam se alguém as acaricia com vagar. Pequenas, cabem então numa só apenas mão.
Bénédicte Houart, HÁ DIAS II
Bénédicte Houart, HÁ DIAS II
lei sálica
As mulheres da família sempre
tiveram um jeito quase póstumo
de existir: guardar o lume
em silêncio, comer depois de
servir os outros, morrer primeiro.
Saíam à hora de ponta do destino
para lerem os caminhos perdidos
e coleccionavam a abdicação
em caixinhas de folha, entre bilhetes
caducados ou dentes de infâncias alheias.
Esperavam a vida toda por uma vida
próxima, de alma presa a alfinetes
no vestido preferido para o enterro,
os passos medidos nas suas varandas
a dar para o fim do mundo.
Retomo-lhes às vezes os gestos
neste meu exílio inventado,
mas acaba aqui: vou encher de corpo
a sombra, mesmo que nem tempo
me reste já para a pesar.
Inês Dias
tiveram um jeito quase póstumo
de existir: guardar o lume
em silêncio, comer depois de
servir os outros, morrer primeiro.
Saíam à hora de ponta do destino
para lerem os caminhos perdidos
e coleccionavam a abdicação
em caixinhas de folha, entre bilhetes
caducados ou dentes de infâncias alheias.
Esperavam a vida toda por uma vida
próxima, de alma presa a alfinetes
no vestido preferido para o enterro,
os passos medidos nas suas varandas
a dar para o fim do mundo.
Retomo-lhes às vezes os gestos
neste meu exílio inventado,
mas acaba aqui: vou encher de corpo
a sombra, mesmo que nem tempo
me reste já para a pesar.
Inês Dias
advice to women
Keep cats
if you want to learn to cope with
the otherness of lovers.
Otherness is not always neglect --
Cats return to their litter trays
when they need to.
Don't cuss out of the window
at their enemies.
That stare of perpetual surprise
in those great green eyes
will teach you
to die alone.
Eunice de Souza
if you want to learn to cope with
the otherness of lovers.
Otherness is not always neglect --
Cats return to their litter trays
when they need to.
Don't cuss out of the window
at their enemies.
That stare of perpetual surprise
in those great green eyes
will teach you
to die alone.
Eunice de Souza
sofás compridos
como lobos em período de seca
crescemos por toda a parte
amamos a chuva
amamos o outono
um dia até pensamos
em enviar uma carta de agradecimento ao céu
com uma folha de outono como selo de correio
acreditávamos que as montanhas desapareceriam
os mares se dissipariam
apenas o amor seria eterno
de súbito separamo-nos
ela gostava de sofás compridos
e eu de longos navios
ela gostava de sussurrar e suspirar nos cafés
eu gostava de saltar e gritar nas ruas
e, apesar de tudo,
os meus braços vastos como o universo
estão à espera dela
Muhammad al-Maghut, trad. Adalberto Alves
crescemos por toda a parte
amamos a chuva
amamos o outono
um dia até pensamos
em enviar uma carta de agradecimento ao céu
com uma folha de outono como selo de correio
acreditávamos que as montanhas desapareceriam
os mares se dissipariam
apenas o amor seria eterno
de súbito separamo-nos
ela gostava de sofás compridos
e eu de longos navios
ela gostava de sussurrar e suspirar nos cafés
eu gostava de saltar e gritar nas ruas
e, apesar de tudo,
os meus braços vastos como o universo
estão à espera dela
Muhammad al-Maghut, trad. Adalberto Alves
morrer de luz
i.
{às 8h15
em 6 de agosto de 1945
do ventre do enola gay
desliza little boy
feito de urânio}
sobre nós
num banco da praça
aproveitando
a última manhã juntos
o vento trazendo
o cheiro de ontem
que se solta
de teus cabelos
o suor das minhas mãos
enlambidos nas suas
{estávamos em guerra
mas eu
tímido e débil
só servia para o sexo
e para literatura
até eles começarem a convocar
os tímidos e débeis
da literatura}
“o sol havia caído
sobre nós”
nossos órgãos internos
ferveram
nossos ossos
se carbonizaram
os átomos
se desvincularam
e uma mancha
é o nosso vestígio
numa manhã
de ódio, medo
e de amor
Philippe Wollney
{às 8h15
em 6 de agosto de 1945
do ventre do enola gay
desliza little boy
feito de urânio}
sobre nós
num banco da praça
aproveitando
a última manhã juntos
o vento trazendo
o cheiro de ontem
que se solta
de teus cabelos
o suor das minhas mãos
enlambidos nas suas
{estávamos em guerra
mas eu
tímido e débil
só servia para o sexo
e para literatura
até eles começarem a convocar
os tímidos e débeis
da literatura}
“o sol havia caído
sobre nós”
nossos órgãos internos
ferveram
nossos ossos
se carbonizaram
os átomos
se desvincularam
e uma mancha
é o nosso vestígio
numa manhã
de ódio, medo
e de amor
Philippe Wollney
neste país
neste país os doidos terão sempre divertida audiência
se por mais nada porque não é
com compaixão que se enchem casas de saúde
às vezes é preciso reduzir o mundo a um só círculo de escuridão
e o que seria das nossas farmácias sem longas filas para a gota,
emagrecimento, falta de sono, doenças do coração,
peste e no fundo uma morte lenta que se agarra a tudo
é dentro de uma grande farmácia que uma velha juventude
ainda joga à bola, aos matraquilhos, ao pião
enquanto as mães hesitam entre prozac e xanax
que meninos de bibe aos trinta anos
ligam para a mãe para apurar o grau de concentração
necessário para que o óleo de fígado de bacalhau
garanta um desenvolvimento são
na educação do português
de geração em geração é este o único garante vital
de que este país crescerá forte e sadio
aqui e agora
não acredito que o país do puro pássaro seja possível
ainda que este ano a operação de ouvir o hino nacional
em estádios por toda a frança
chegue para encher de vontade a quase totalidade
de uma classe média
numa considerável porção ainda colonial e racista
que povoa os cafés de ruas
aonde o meu fantasma há-de voltar
e não será para viver todos os momentos
que não viveu junto do mar
nem tão só para repetir a carta aos meus filhos
sobre os fuzilamentos de goya porque essa seria
uma esperança que lhe sairia demasiado cara
como é que eu posso saber
no meio deste inferno periférico
hipotecado a setenta anos
democraticamente manso
e de fraca consciência histórica
que mundo será o vosso meus filhos
nascida de pais portugueses em portugal
os meus filhos nascerão talvez ingleses
liberais de esquerda, leitores de platão,
perfeitamente bilingues, cidadãos do mundo
e até nisso serão mais portugueses do que eu
e é possível que este seja o acto de demagogia que me reste
uma demagogia pobre e zangada tão à portuguesa
que não mata mas mói e portanto pode e deve ser
abraçada em quartos cor-de-rosa por um exército
de meninas vestidas com camisolas do benfica
não tanto porque lhes interesse o futebol mas para
não matar o diálogo intelectual com o namorado
educadas quase só na arte de habitar
a solidão de uma cozinha
onde homem que é homem não entra
e abençoadas pelo fado católico que ainda se escoa
dos rádios dos melhores taxistas da nação
e um poeta com menos discernimento
neste país tão europeu que se enche
de painéis de publicidade em inglês
como selvas se enchem de vegetação
e certos quadros da renascença italiana
se enchem de cabeças cortadas
alinharia aqui os três Fs e concluiria
que não tem sido fácil calcular a distância certa
que nos pode salvar do orgulho de estar sós
sem grande artifício há no coração desta
bela cidade uma enorme praça de touros
a ternura desarmante e sem dentes
de todos os empregados de mesa
um falo gigante num dos parques principais
a única luz que será cuidadosamente preservada
porque esta é a que chega para combater a dor, a tristeza
e a ruína esfomeada de tudo o que cresce ou não cresce à volta
e o poeta que esta noite fechar a sua janela sobre o tejo
sabe que só é preciso fechar os olhos a metade
ou mesmo olhar para tudo com um olho a menos
para poder continuar a amar em paz o resto
Tatiana Faia
se por mais nada porque não é
com compaixão que se enchem casas de saúde
às vezes é preciso reduzir o mundo a um só círculo de escuridão
e o que seria das nossas farmácias sem longas filas para a gota,
emagrecimento, falta de sono, doenças do coração,
peste e no fundo uma morte lenta que se agarra a tudo
é dentro de uma grande farmácia que uma velha juventude
ainda joga à bola, aos matraquilhos, ao pião
enquanto as mães hesitam entre prozac e xanax
que meninos de bibe aos trinta anos
ligam para a mãe para apurar o grau de concentração
necessário para que o óleo de fígado de bacalhau
garanta um desenvolvimento são
na educação do português
de geração em geração é este o único garante vital
de que este país crescerá forte e sadio
aqui e agora
não acredito que o país do puro pássaro seja possível
ainda que este ano a operação de ouvir o hino nacional
em estádios por toda a frança
chegue para encher de vontade a quase totalidade
de uma classe média
numa considerável porção ainda colonial e racista
que povoa os cafés de ruas
aonde o meu fantasma há-de voltar
e não será para viver todos os momentos
que não viveu junto do mar
nem tão só para repetir a carta aos meus filhos
sobre os fuzilamentos de goya porque essa seria
uma esperança que lhe sairia demasiado cara
como é que eu posso saber
no meio deste inferno periférico
hipotecado a setenta anos
democraticamente manso
e de fraca consciência histórica
que mundo será o vosso meus filhos
nascida de pais portugueses em portugal
os meus filhos nascerão talvez ingleses
liberais de esquerda, leitores de platão,
perfeitamente bilingues, cidadãos do mundo
e até nisso serão mais portugueses do que eu
e é possível que este seja o acto de demagogia que me reste
uma demagogia pobre e zangada tão à portuguesa
que não mata mas mói e portanto pode e deve ser
abraçada em quartos cor-de-rosa por um exército
de meninas vestidas com camisolas do benfica
não tanto porque lhes interesse o futebol mas para
não matar o diálogo intelectual com o namorado
educadas quase só na arte de habitar
a solidão de uma cozinha
onde homem que é homem não entra
e abençoadas pelo fado católico que ainda se escoa
dos rádios dos melhores taxistas da nação
e um poeta com menos discernimento
neste país tão europeu que se enche
de painéis de publicidade em inglês
como selvas se enchem de vegetação
e certos quadros da renascença italiana
se enchem de cabeças cortadas
alinharia aqui os três Fs e concluiria
que não tem sido fácil calcular a distância certa
que nos pode salvar do orgulho de estar sós
sem grande artifício há no coração desta
bela cidade uma enorme praça de touros
a ternura desarmante e sem dentes
de todos os empregados de mesa
um falo gigante num dos parques principais
a única luz que será cuidadosamente preservada
porque esta é a que chega para combater a dor, a tristeza
e a ruína esfomeada de tudo o que cresce ou não cresce à volta
e o poeta que esta noite fechar a sua janela sobre o tejo
sabe que só é preciso fechar os olhos a metade
ou mesmo olhar para tudo com um olho a menos
para poder continuar a amar em paz o resto
Tatiana Faia
minha fantasma
hoje a vizinha deu-me nos nervos. a campainha tocou um milhão de vezes.
não atendeu nenhuma.
que tipo de gente não atende um sinal tão insistente e urgente?
sei que ela estava lá. o crec-crec da rede e campainha todo o dia numa sinfonia de loucos.
lembro agora que também não atendo ninguém.
não sei porquê minha fantasma.
Nina Rizzi
não atendeu nenhuma.
que tipo de gente não atende um sinal tão insistente e urgente?
sei que ela estava lá. o crec-crec da rede e campainha todo o dia numa sinfonia de loucos.
lembro agora que também não atendo ninguém.
não sei porquê minha fantasma.
Nina Rizzi
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Marin Sorescu
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Mary Elizabeth Frye
Mary Jo Salter
Mary Oliver
Mary Ruefle
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Patti Smith
Paul Eluard
Paul Éluard
Paul Géraldy
Paul Theroux
Paulo Leminski
Pentti Saaritsa
Per Aage Brandt
Pere Gimferrer
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Philip Roth
Pia Tafdrup
Pierre Reverdy
Piotr Sommer
Rafael Alberti
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Raymond Carver
Raymond Queneau
Reiner Kunze
Richard Brautigan
Richard Burton
Robert Creeley
Robert Frost
Roberto Fernández Retamar
Roberto Juarroz
Roger Wolfe
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Rubens Borba de Moraes
Rudyard Kipling
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Ruth Stone
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Samuel Beckett
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Santiago Nazarian
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Silvia Chueire
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Stevie Smith
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Tanya Davis
Tati Bernard
Tatianna Rei Moonshadow
Tennessee Williams
Tilly Strauss
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Tom Waits
Ulla Hahn
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William Butler Yeats
William Carlos Williams
William Shakespeare
Winnie Meisler
Winona Baker
Wislawa Szymborska
Yehuda Amichai
Yohji Yamamoto
Yoko Ono
Yorgos Seferis
Zee Avi
livraria
. A Sul de Nenhum Norte .
. Granta .
Al Berto .
Alexandre O'Neill .
Algernon Blackwood .
Ali Smith .
Alice Munro .
Alice Turvo .
Almanaque do Dr. Thackery .
Anaïs Nin .
Anita Brookner .
Ann Beattie .
Annemarie Schwarzenbach .
Anton Tchekhov .
António Ferra .
António Lobo Antunes .
Arthur Miller .
Boris Vian .
Bret Easton Ellis .
Carlos de Oliveira .
Carson McCullers .
Charles Bukowski .
Chuck Palahniuk .
Clarice Lispector .
Conde de Lautréamont .
Cormac McCarthy .
Cristiane Lisbôa .
Donald Barthelme .
Doris Lessing .
Dulce Maria Cardoso .
Edith Wharton .
Eileen Chang .
Elena Ferrante .
Enrique Vila-Matas .
Erasmo de Roterdão .
Ernest Hemingway .
Ernesto Sampaio .
F. Scott Fitzgerald .
Fernando Pessoa .
Flannery O'Connor .
Florbela Espanca .
Françoise Sagan .
Franz Kafka .
Frida Kahlo .
Gabriel García Márquez .
Gonçalo M. Tavares .
Graça Pina de Morais .
Gustave Flaubert .
Guy de Maupassant .
Harold Pinter .
Haruki Murakami .
Henri Michaux .
Herberto Hélder .
Hunter S. Thompson .
Irene Lisboa .
Irène Némirovsky .
Italo Calvino .
J. D. Salinger .
Jack Kerouac .
James Joyce .
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Jean Genet .
Jean Meckert .
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Julian Barnes .
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Lázaro Covadlo .
Lillian Hellman .
Luís de Sttau Monteiro .
Luís Miguel Nava .
Luiz Pacheco .
Lydia Davis .
Lygia Fagundes Telles .
Malcolm Lowry .
Manuel Hermínio Monteiro .
Manuel Jorge Marmelo .
Marcel Proust .
Margaret Atwood .
Marguerite Duras .
Marguerite Yourcenar .
Mário C. Brum .
Mário-Henrique Leiria .
Mark Lindquist .
Marquis de Sade .
Max Aub .
Miguel Castro Henriques .
Miguel Esteves Cardoso .
Miguel Martins .
Milan Kundera .
Neil Gaiman .
Nick Cave .
Norman Rush .
Orhan Pamuk .
Oscar Wilde .
Paul Auster .
Paulo Rodrigues Ferreira .
Pedro Mexia .
Penelope Fitzgerald .
Pierre Louÿs .
Rainer Maria Rilke .
Rainer Werner Fassbinder .
Raul Brandão .
Ray Bradbury .
Rebecca West .
Regina Guimarães .
Richard Yates .
Roland Topor .
Rolf Dieter Brinkmann .
Rui Nunes .
S. E. Hinton .
Sam Shepard .
Samuel Beckett .
Sarah Kane .
Shirley Jackson .
Stig Dagerman .
Susan Sontag .
Susana Moreira Marques .
Sylvia Plath .
Tennessee Williams .
Teresa Veiga .
Tom Baker .
Truman Capote .
valter hugo mãe .
Vasco Gato .
Vera Lagoa .
Vergílio Ferreira .
Virginia Woolf .
Vladimir Nabokov .
William Faulkner .
Woody Allen .
Yasunari Kawabata .
Yukio Mishima .


























