se eu fosse um vídeo

I will keep broken things

I will keep
Broken
Things:
The big clay
Pot
With raised
Iguanas
Chasing
Their
Tails;
Two
Of their
Wise

Heads
Sheared
Off;

I will keep
Broken
things:
The old
Slave
Market
Basket
Brought
To my
Door

By Mississippi
A jagged
Hole
Gouged
In its sturdy
Dark
Oak
Side.

I will keep
Broken
things:
The memory
Of
Those
Long
Delicious
Nig ht
Swims
With
You;

I will keep
Broken
things:
In my house
There
Remains
An

Honored
Shelf
On which
I will
Keep
Broken
Things.

Their beauty
Is
They
Need
Not
Ever
Be
'fixed.'

I will keep
Your
Wild
Free
Laughter
Thoug h
It is now
Missing
Its
Reassuring
And
Gra ceful
Hinge.

I will keep
Broken
Things:

Thank you
So much!

I will keep
Broken
Things.

I will keep
You:

Pilgrim
Of
Sorrow.

I will keep
Myself.


Alice Walker

feliz compleaños leonor


you're my summer lover
A minha madrasta era mais baixa do que eu; chegava-me um tudo nada mais acima do ombro. Tinha o cabelo preto e puxado, a menina do olho um pouco verde. E o cantinho do olho acabava num leque de linhas finas. Tinha-as também nos dois lados da testa e em cada ângulo da boca. Como uma velhinha. Nos dias em que andava preocupada porque tinha de pôr o vaso na janela, diante da cortina, as linhas vincavam-se e ficavam um pouco mais escuras.

Quando nos sentávamos no degrau da entrada eu gostava de ver as unhas dos pés dela: tinha-as bem colocadas sobre a carne e pareciam de vidro. Às vezes o sol salpicava-as de cores. Tinham todas as que se vêem depois da chuva entre uma montanha e outra fazendo um arco no céu.

(...)

Era gulosa: bebia a água da fonte fazendo uma concha com as mãos e, antes de a encher, esfregava as mãos com erva-doce.

Um dia apanhei-a a comer uma abelha. Quando se deu conta de que eu olhava cuspiu-a e disse que a abelha é que se tinha metido na boca dela. Mas eu sabia que ela comia abelhas. Escolhia as que tinham bebido mais suco de glicínia e mantinha-as vivas durante algum tempo dentro da boca. Antes de as engolir, deixava-as brincar.

(...)

e disse-me que saíra da aldeia porque preferia o calor amplo ao calor apertado entre muros e entre casas. Perguntou-me do que gostava eu mais, se do dia ou da noite... As mãos voltaram a transpirar e esfreguei a palma das mãos no tronco de madeira que fazia de varanda e era áspero, e disse-lhe que não sabia mas que quando era muito pequeno, embora a noite me metesse medo, gostava mais dela do que do dia porque com a claridade as coisas viam-se demasiado e havia coisas muito feias e disse-lhe então que eu tinha vindo porque a vira partir e que a seguira e que um homem olhara para mim numa janela e que eu sentira medo... ela disse-me que o medo não era nada... perguntou-me se eu tinha reparado que havia dois medos: um a sério e outro a fingir. Ela tivera um medo a sério: o medo das mãos porque as mãos agarram. E o medo a fingir do meu medo do homem que olhara para mim da janela porque de dentro não se podia fazer mal algum...

 (...)

Assim que acordávamos ela contava-me o que vira enquanto dormia e uma noite vira que um dedo dela se transformara em lagarta e da ponta saía uma borboleta vermelha e assim que nascia morria logo. Outra noite tinha visto que as abelhas faziam uma coroa sobre a cabeça dos cavalos, e os cavalos viviam com uma coroa de abelhas, e depois as abelhas tinham feito uma coroa sobre a cabeça dos velhos e, quando os velhos matavam os cavalos, os cavalos e os velhos tinham coroas de abelhas. E outra noite vira um monte de olhos de cavalo e chegavam os de luto e apanhavam-nos com o bico e levavam-nos voando muito alto e quando já não podiam subir mais alto largavam os olhos de cavalo em cima do rio e a água levava-os e passavam pelos lavadouros e as mulheres diziam, olhem, estão a passar umas coisas brilhantes...


Mercè Rodoreda, A Morte e a Primavera
Por vezes, quando estava na cama e não conseguia adormecer, eu pensava que gostaria de fazer o senhor de cima cair, sobretudo no inverno, quando tudo estava nevado, ou ajudar as raízes a puxar as casas para cima, ou passear os cavalos na Maraldina, onde nunca tinha ido... Com os olhos fechados pensava em coisas assim até que adormecia. A última coisa que eu ouvia era o rio que ia descalçando as pedras que sustinham a aldeia, enquanto toda a gente descansava com os olhos fechados.

(...)

Senti maior angústia que a angústia que me metiam os que dormem.

Senti medo da aldeia, tão quieta lá em baixo, com as casas cheias de adormecidos.

(...)

As pernas é que nos aproximavam dos outros e sem as pernas tudo viveria mais separado e pensei nisto das pernas porque sentia medo.

(...)

ia pensando em coisas em que já tinha pensado outras vezes: que as pessoas estão fechadas e que se vão abrindo quando nos aproximamos delas. E sem querer abri a boca bem aberta para entender aquilo e fechei-a lentamente porque uma boca aberta mete-me sempre medo.


Mercè Rodoreda, A Morte e a Primavera
À luz das fogueiras todos os homens e todas as mulheres eram parecidos. De dia eram muito diferentes porque havia altos e baixos e magros e gordos e alguns tinham mais cabelo do que outros ou o nariz mais largo ou mais comprido e os olhos de cores diferentes. Mas à luz das fogueiras todos eram parecidos.

(...)

Perto das canas onde eu estava escondido, afastadas do lume, sujas e despenteadas, havia algumas mulheres sentadas no chão e com os olhos vendados: eram as grávidas. Tapavam-lhes os olhos para que ao olharem para os outros homens as crianças que levavam no ventre não olhassem também para eles e se fossem parecendo com eles; porque diziam que as mulheres se apaixonavam por todos os homens e, há quanto mais tempo estivessem grávidas, mais depressa se apaixonavam.

(...)

Bebiam a sopa do mesmo prato. comiam em irmandade. Os homens sem rosto, numa outra mesa, na margem do rio. Os homens sem nariz ou com a testa comida ou sem orelha, podiam sentar-se à mesa de todos e viver como toda a gente vivia. Mas os homens sem rosto queriam estar sós.

(...)

Mas morriam tal como os outros: ao vivo e com a boca cheia de cimento até ao ventre.

(...)

As grávidas levantaram-se para dançar. Dançavam sozinhas como se cada uma estivesse plantada num buraco. E para poderem dançar elas próprias cantavam. Inclinavam a cabeça até ao peito, levantavam-na para o alto, deitavam-na para trás e giravam como se toda a vida tivessem de girar daquela forma entre as sombras e chamas, sem homem e sós, com o vetre todo para a frente e despenteadas. Com todo o ventre para a frente, que já se desgarrava por dentro.


Mercè Rodoreda, A Morte e a Primavera
(...) aquela tristeza que as paredes tinham por se tornarem velhas quando as pessoas as deixavam sozinhas. E o que ele me disse das coisas era verdade: envelheciam a toda a pressa quando ficavam sozinhas, mas quando estavam bem acompanhadas pelas pessoas demoravam mais e faziam-se velhas de uma forma muito diferente, como se em vez de ficarem feias se tornassem bonitas.

(...)

Os pássaros vinham sempre do lado da montanha partida. Os de luto eram os primeiros a chegar. Iam direitos ao prado dos cavalos e passavam lá o dia a voar e a piar. No dia seguinte caíam sobre as casas, perseguiam-se, voavam muito alto e desciam fazendo um grande barulho. Eram negros de penas e de bico e tinham o cantinho do olho mais negro ainda com um círculo muito branco. As penas da cauda e as penas das asas separavam-se: quando voavam quase que se podia contá-las. Elevavam-se poupo a pouco e de repente começavam a dar voltas furiosas, com as patas incrustadas no ventre, bem esticadas para trás, como se as tivessem perdido.

(...)

No pátio, debaixo das glicínias que já não tinham flores, abriam-se ainda algumas flores que não tinham sabido florescer a tempo. Eram flores com pouca cor, escondidas entre as folhas,. Às vezes um vento destapava-as um nadinha, como se tivesse vergonha de as pôr à vista.

(...)

 A flor branca era igual à flor vermelha: só eram diferentes na cor. Tinham cinco folhas pequenas e cinco folhas maiores debaixo das pequenas: no centro nascia-lhes um raminho de fios amarelos que acabavam num disco. Eram flores de todo o ano. Quando uma murchava, em seguida saía uma nova de dentro da que tinha morrido: a morte puxava pela viva, Verão e Inverno, sem cessar.

 (...)

As Montanhas Roxas pareciam ao alcance da mão, mas estavam muito longe, cinzentas no Inverno e azuis na Primavera porque mudavam de cor e não se sabia de que cor eram; tão diferentes da Meraldina, de um verde-escuro que ficava sarapintado de um roxo que atirava para o rosa quando as urzes floresciam.
 
(...)

E não nos fomos enquanto não nos pareceu que éramos árvores, porque nas plantas dos pés sentíamos nascer e crescer raízes de frio de geada que nos atavam ao lugar em que estávamos.

De vez em quando caía neve de um ramo como se o ramo tivesse respirado.


Mercè Rodoreda, A Morte e a Primavera
Então tirei a roupa, deixei-a ao pé dum lódão junto à pedra do louco e, antes de me meter na água, olhei bem para a cor que o céu projectava nela, e toda a luz que o sol lhe dava era diferente porque tinha começado a Primavera que nascia outra vez depois de ter vivido debaixo da terra e dentro dos ramos... Entrei na água muito lentamente e sem me atrever a respirar, porque tinha sempre medo, quando entrava no mundo da água, de que o ar, liberto do estorvo que eu era, ficasse furioso e, convertido em vento, soprasse tão forte como soprava no Inverno, que quase levava as casas, as árvores e as pessoas.

(...)

Quando descíamos da Maraldina com os sacos ao ombro, o vento, que nos empurrava para baixo quando subíamos, empurrava-nos para cima. Quer subíssemos quer descêssemos, empurrava-nos sempre, como se nos pusesse as largas mãos no peito. E os velhos contavam que o vento da Maraldina, acocorado entre os matagais quando não havia ninguém na serra, era um vento carregado de almas que davam voltas pela serra somente para fazerem com que o vento fosse mais forte quando chegava a hora de ir buscar o pó, para tornar o nosso trabalho mais pesado e para nos dizer que tudo aquilo que fazíamos melhor seria não tê-lo feito, porque não servia para nada. E como as almas não tinham boca, diziam-nos aquilo com a voz do vento.

(...)

 O vento da Meraldina não era como o outro vento. Não era um vento que ia e vinha, era um vento de sempre, um vento cansado e raivoso por ter de correr sem parar para cima e para baixo pelas urzes. Quando subia, o vento arrancava arbustos e deixava-os um bocado no ar e eram como manchas da luz. Assim que os primeiros homens desceram à gruta, começaram a ouvir-se os gritos. Quase não havia pó. E um homem disse que gritar não servia para nada. Que só servia para pôr as almas contentes. Disse-lhes que se calassem, que não sabiam o que estavam a dizer, que as almas de todos os enterrados sem nome se riam ao ver que eles gritavam e que ele as ouvia rir.

(...) 

De noite ouvia-se o gemido do rio debaixo das camas como se fosse um gemido da terra e tivesse de levar tudo de rastos, como se tudo tivesse de ir com a água. Mas não. A aldeia ficava e só fugia a água escondida. Entrava lisa e saía louca de espumaradas pelo tempo que tivera de viver às escuras. Como se tivesse medo de ficar fechada.

(...)

A seguir à ponte o caminho era a descer. Quando eu era pequeno, aquele caminho levava-me inteirinho, mais vazio do que um precipício, porque o precipício mete medo e faz-nos parar mas quando é a descer cala-se e leva-nos. Numa descida encontraram-se o homem e a sombra e nunca mais se separaram. E fizeram a aldeia.

A aldeia nascera de uma grande mágoa da terra. E a montanha partira-se e caíra no rio, esparramada.

Não no fundo duma encosta, mas sim sobre a terra e as pedras despenhadas, uma noite de luar deixou duas sombras que se uniram pela boca. E choveu sangue. E assim começou tudo.

(...)

A água da Fonte da Jonquilha tinha de ser filtrada. Tinha vermes pequenos que se enroscavam e desenroscavam muito depressa. E se se metiam dentro duma pessoa, para conseguirem sair dela esburacavam os ossos, as veias e a pele. Assim que saíam ficavam mortos porque não podiam viver sem água.

(...) 

E no último dia, e porque era cedo, fomo-nos sentar no relógio de sol e dali ouvíamos o vento e ela disse que não era o vento que ouvíamos, mas sim a dor dos mortos.


Mercè Rodoreda, A Morte e a Primavera

DOMINGO DE LISBOA

Uma palavra branca
No arco retesado deste dia,
Um alvoroço de pureza
Uma ameaça de sonho e poesia.

Apetece sair, seguir, sondar
O segredo das pedras e dos passos
Nelas amortecidos.

O Tejo esplende entre navios.
Lisboa é boa e matinal;
Flutuam barcos, casarios
Na mesma onda musical.

Celeste archeiro
Dirige a desferida seta.
Caia redonda a nossa angústia.
Hoje é domingo. Vida quieta.


João Maia, 20 Anos de Poesia Portuguesa, Círculo de Poesia, Moraes Editores

poemário daqui

A. M. Pires Cabral Abel Neves Adília Lopes Adolfo Casais Monteiro Agustina Bessa-Luís Al Berto Albano Martins Alberto Pimenta Alexandra Malheiro Alexandre Nave Alexandre O'Neill Alice Turvo Alice Vieira Almada Negreiros Américo António Lindeza Diogo Ana Bessa Carvalho Ana C. Ana Caeiro Ana Cristina César Ana Duarte Ana Hatherly Ana Luísa Amaral Ana Marques Gastão Ana Martins Marques Ana Paula Inácio Ana Salomé Ana Tecedeiro Ana Teresa Pereira Ana Tinoco André Tomé Andreia C. Faria Angélica Freitas Ângelo de Lima Aníbal Fernandes António Amaral Tavares António Botto António Dacosta António Franco Alexandre António Gancho António Gedeão António Gregório António José Forte António Manuel Pires Cabral António Maria Lisboa António Mega Ferreira António Osório António Pedro António Quadros Ferro António Ramos Pereira António Ramos Rosa António Rebordão Navarro António Reis António S. Ribeiro Armando Baptista-Bastos Armando Silva Carvalho Artur do Cruzeiro Seixas Bénédicte Houart Bruno Béu Bruno Sousa Villar Camilo Castelo Branco Camilo Pessanha Carlos Alberto Machado Carlos Bessa Carlos de Oliveira Carlos Eurico da Costa Carlos Mota de Oliveira Carlos Poças Falcão Carlos Soares Casimiro de Brito Catarina Nunes de Almeida Cesário Verde Cláudia R. Sampaio Cruzeiro Seixas Daniel Faria Daniel Filipe David Mourão-Ferreira David Teles Pereira Delfim Lopes Dulce Maria Cardoso Eastwood da Silva Eduarda Chiote Egito Gonçalves Ernesto Sampaio Eugénio de Andrade Eugénio Lisboa Fernando Assis Pacheco Fernando Esteves Pinto Fernando Lemos Fernando Pessoa Fernando Pinto do Amaral Fiama Hasse Pais Brandão Filipa Leal Filipe Homem Fonseca Florbela Espanca Frederico Pedreira gil t. sousa Golgona Anghel Gonçalo M. Tavares Helder Moura Pereira Helena Carvalho Helga Moreira Hélia Correia Henrique Manuel Bento Fialho Henrique Risques Pereira Herberto Hélder Inês Dias Inês Fonseca Santos Inês Lourenço Isabel Meyrelles Joana Morais Varela Joana Serrado João Almeida João Bénard da Costa João Cabral de Melo Neto João Camilo João Damasceno João Ferreira Oliveira João Habitualmente João Luís Barreto Guimarães João Maia João Manuel Ribeiro João Miguel Henriques João Pacheco João Pereira Coutinho João Rodrigues João Vasco Coelho Joaquim Manuel Magalhães Joaquim Pessoa Jorge Carrera Andrade Jorge de Sena Jorge Gomes Miranda Jorge Melícias Jorge Roque Jorge Sousa Braga José Agostinho Baptista José Alberto Oliveira José Amaro Dionísio José António Franco José Cardoso Pires José Carlos Barros José Carlos Soares José Efe José Gomes Ferreira José Manuel de Vasconcelos José Mário Silva José Miguel Silva José Pascoal José Ricardo Nunes José Rui Teixeira José Saramago José Sebag José Tolentino Mendonça Judith Teixeira Leitão de Barros Leonor Castro Nunes Luís Miguel Nava Luís Quintais Luiza Neto Jorge Madalena de Castro Campos Mafalda Gomes Manuel A. Domingos Manuel António Pina Manuel Cintra Manuel da Silva Ramos Manuel de Castro Manuel de Freitas Manuel Fúria Manuel Gusmão Marcelino Vespeira Margarida Vale de Gato Maria Ângela Alvim Maria Azenha Maria do Rosário Pedreira Maria Gabriela Llansol Maria João Lopes Fernandes Maria Judite de Carvalho Maria Keil Maria Mergulhão Maria Sousa Maria Teresa Horta Maria Velho da Costa Mário Cesariny Mário Contumélias Mário de Sá-Carneiro Mário Dionísio Mário Quintana Mário Rui de Oliveira Mário-Henrique Leiria Marta Chaves Matilde Campilho Mendes de Carvalho Miguel Cardoso Miguel Martins Miguel Sousa Tavares Miguel Torga Miguel-Manso Nuno Araújo Nuno Bragança Nuno Júdice Nuno Moura Nuno Ramos Nuno Travanca Patrícia Baltazar Paulo José Miranda Pedro Jordão Pedro Loureiro Pedro Mexia Pedro Oom Pedro Santo Tirso Pedro Sena-Lino Pedro Tamen Pedro Tiago Piedade Araujo Sol Raquel Nobre Guerra Raquel Serejo Martins Raul de Carvalho Raul Malaquias Marques Regina Guimarães Reinaldo Ferreira Renata Correia Botelho Ricardo Adolfo Rosa Alice Branco Rosa Maria Martelo Rui Almeida Rui Baião Rui Caeiro Rui Cóias Rui Costa Rui Knopfli Rui Lage Rui Manuel Amaral Rui Nunes Rui Pedro Gonçalves Rui Pires Cabral Rute Mota Ruy Belo Ruy Cinatti Ruy Ventura Samuel Úria Sandra Andrade Sandra Costa Sebastião Alba Sílvio Mendes Soares de Passos Sofia Crespo Sofia Leal Sophia de Mello Breyner Andresen Tatiana Faia Teixeira de Pascoaes Teresa Balté Teresa M. G. Jardim Tiago Araújo Tiago Gomes valter hugo mãe Vasco Gato Vasco Graça Moura Vítor Nogueira Yvette K. Centeno

poemário dali

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