© Jo Ann Walters
lembraram-me que vivo demasiado a poesia
fiz-me desentendida e um tanto admirada mas não é novidade não
I'm not afraid of heights. I'm afraid of falling
Paris, Texas, Wim Wenders, 1984
«I... I used to make long speeches to you after you left. I used to talk to you all the time, even though I was alone. I walked around for months talking to you. Now I don't know what to say. It was easier when I just imagined you. I even imagined you talking back to me. We'd have long conversations, the two of us. It was almost like you were there. I could hear you, I could see you, smell you. I could hear your voice. Sometimes your voice would wake me up. It would wake me up in the middle of the night, just like you were in the room with me. Then... it slowly faded. I couldn't picture you anymore. I tried to talk out loud to you like I used to, but there was nothing there. I couldn't hear you. Then... I just gave it up. Everything stopped. You just... disappeared. And now I'm working here. I hear your voice all the time. Every man has your voice.»
(tenho tantas coisas para te contar)
ABC
Jamais saberei
Se B. acabou por me perdoar.
Por que razão fingia C. que tudo estava bem.
Qual a quota-parte de D. no silêncio de E.
O que esperava F. se acaso algo esperava.
Por que fingia G. sabendo de tudo.
O que tinha H. a esconder.
O que queria I. acrescentar.
Se o facto de eu estar por perto,
teve algum significado
para J. e K. e para o resto do alfabeto.
Wislawa Szymborska, trad. Teresa Swiatkiewicz
foda-se
Livra-me das tentações
e que em Fevereiro pague sempre
os meus impostos.
Afasta-me do supérfluo e
da vaidade e recorda-me que
um dia hei-de ter hemorróidas.
E não me deixes cair no pecado
da ideologia
para que não leve com o proletariado nas trombas.
Guia-me pelos caminhos do amor
até um centro comercial
onde o amado me acompanhará
a experimentar um a um cada vestido.
E, por último, faz com que
todo o iogurte que coma seja
— foda-se! —
de morango.
Ana Paula Inácio
Metrónomo
Todos temos um metrónomo dentro de nós. Um instrumento que nos marca o ritmo. O tempo. Há quem diga que basta seguir o tempo certo. Que a vida se vai levando. A verdade é que Ken Chu (朱孝天) nunca foi muito bom a educação musical e começa a pagar um preço elevado. De há uns meses a esta parte o seu coração bate allegro mas os seus passos insistem em não caminhar em sinfonia. A dúvida e a angústia perseguem-no. Terá começado o acerto de contas com a infância? Ou terá apenas o metrónomo avariado?
João Ferreira Oliveira, A Sul de Nenhum Norte
ÀREA DE FUMADORES
A seta apontava para a direita e tinha escrito a caracteres bem legíveis: ÀREA DE FUMADORES.
Todas as pessoas seguiam a indicação sem hesitar, menos Li Yapeng (李亚鹏) que ficou parado a observar aquela insuspeita placa de madeira. Desassossegava-o a incorrecta colocação do acento. A frase parecia inclinar-se, sub-reptícia, para a esquerda. Como se o acento agudo puxasse as palavras para fora de si mesmas. Para outra realidade.
Li Yapeng (李亚鹏) equacionou várias possibilidades. Seria um simples erro ortográfico? Um problema geográfico? Uma premonição?
E assim teria continuado, imerso na formulação das mais variadas e inusitadas teorias, não tivesse sido interrompido por uma mulher.
- Sabe onde fica a área de fumadores? - perguntou-lhe, visivelmente desorientada.
- À esquerda - respondeu Li Yapeng (李亚鹏) sem hesitar. Tirou o maço de tabaco do bolso e seguiu-a.
Dois cigarros depois o impensável aconteceu.
João Ferreira Oliveira, A Sul de Nenhum Norte
(agora faz scroll)
Todas as pessoas seguiam a indicação sem hesitar, menos Li Yapeng (李亚鹏) que ficou parado a observar aquela insuspeita placa de madeira. Desassossegava-o a incorrecta colocação do acento. A frase parecia inclinar-se, sub-reptícia, para a esquerda. Como se o acento agudo puxasse as palavras para fora de si mesmas. Para outra realidade.
Li Yapeng (李亚鹏) equacionou várias possibilidades. Seria um simples erro ortográfico? Um problema geográfico? Uma premonição?
E assim teria continuado, imerso na formulação das mais variadas e inusitadas teorias, não tivesse sido interrompido por uma mulher.
- Sabe onde fica a área de fumadores? - perguntou-lhe, visivelmente desorientada.
- À esquerda - respondeu Li Yapeng (李亚鹏) sem hesitar. Tirou o maço de tabaco do bolso e seguiu-a.
Dois cigarros depois o impensável aconteceu.
João Ferreira Oliveira, A Sul de Nenhum Norte
(agora faz scroll)
a propósito
Há livros que falam baixinho, há livros que falam alto. Uns têm por si o encanto outros a força. Às vezes as palavras murmuradas impressionam mais: passado tempo ainda acordam em nós fibras adormecidas.
Raul Brandão
Raul Brandão
diz a anne sexton
«If you put your ear close to a book, you can hear it talking to you.»
fiquei à escuta à escuta à escuta à
handle with care
Things break all the time. Glass and dishes and fingernails. Cars and contracts and potato chips. You can break a record, a horse, a dollar. You can break the ice. There are coffee breaks and lunch breaks and prison breaks. Day breaks, waves break, voices break. Chains can be broken. So can silence, and fever... promises break. Hearts break.
Jodi Picoult
Jodi Picoult
finish your collapse and stay for breakfast
I felt like crying but nothing came out. It was just a sort of sad sickness, sick sad, when you can’t feel any worse. I think you know it. I think everybody knows it now and then. But I think I have known it pretty often, too often.
Charles Bukowski, Tales of Ordinary Madness
your wounds will help you, my dear
-O que é?
-A sério? Apesar de?
-Apesar de.
Philip Roth
o espanto com que acordas e percebes que o mundo não teve o bom senso de acabar
But one can't build little white picket
fences to keep the nightmares out.
Anne Sexton
e depois é lixívia, corrói corrói corrói
Cinema is arguably the most decadent of art forms. A group of strangers come together in a darkened room, not only to lose themselves in fantasy, but also to indulge in communal sensory stimulation. Then there is the seductive passivity of much cinematic viewing pleasure: we lie back and let images and sounds do things to our minds and bodies. We are moved to tears, we are quiveringly frightened, we are convulsed with laughter and we are turned on - all in a public place.
Isabelle McNeill, The Decadent Handbook
Isabelle McNeill, The Decadent Handbook
manifesto sobre a vida do artista
1. a conduta de vida do artista:
- o artista nunca deve mentir a si próprio ou aos outros- o artista não deve roubar ideias de outros artistas
- os artistas não devem comprometer o seu próprio nome ou comprometer-se com o mercado de arte
- o artista não deve matar outros seres humanos
- os artistas não se devem transformar em ídolos
- os artistas não se devem transformar em ídolos
- os artistas não se devem transformar em ídolos
2. a relação entre o artista e sua vida amorosa:
- o artista deve evitar apaixonar-se por outro artista
- o artista deve evitar apaixonar-se por outro artista
- o artista deve evitar apaixonar-se por outro artista
3. a relação entre o artista e o erotismo:
- o artista deve ter uma visão erótica do mundo
- o artista deve ter erotismo
- o artista deve ter erotismo
- o artista deve ter erotismo
4. a relação entre o artista e o sofrimento:
- o artista deve sofrer
- o sofrimento cria as melhores obras
- o sofrimento traz transformação
- o sofrimento leva o artista a transcender seu espírito
- o sofrimento leva o artista a transcender seu espírito
- o sofrimento leva o artista a transcender seu espírito
5. a relação entre o artista e a depressão:
- o artista nunca deve estar deprimido
- a depressão é uma doença e deve ser curada
- a depressão não é produtiva para os artistas
- a depressão não é produtiva para os artistas
- a depressão não é produtiva para os artistas
6. a relação entre o artista e o suicídio:
- o suicídio é um crime contra a vida
- o artista não deve cometer suicídio
- o artista não deve cometer suicídio
- o artista não deve cometer suicídio
7. a relação entre o artista e a inspiração:
- os artistas devem procurar a inspiração no seu âmago
- Quanto mais se aprofundarem no seu âmago, mais universais serão
- o artista é um universo
- o artista é um universo
- o artista é um universo
8. a relação entre o artista e o auto-controlo:
- o artista não deve ter auto-controlo em relação à sua vida
- o artista deve ter auto-controlo total em relação à sua obra
- o artista não deve ter auto-controlo em relação à sua vida
- o artista deve ter auto-controlo total em relação à sua obra
9. a relação entre o artista e a transparência:
- o artista deve dar e receber ao mesmo tempo
- transparência significa receptividade
- transparência significa doar
- transparência significa receber
- transparência significa receptividade
- transparência significa doar
- transparência significa receber
- transparência significa receptividade
- transparência significa doar
- transparência significa receber
10. a relação entre o artista e os símbolos:
- o artista cria os seus próprios símbolos
- os símbolos são a língua do artista
- e a língua tem que ser traduzida
- Às vezes, é difícil encontrar a chave
- Às vezes, é difícil encontrar a chave
- Às vezes, é difícil encontrar a chave
11. a relação entre o artista e o silêncio:
- o artista deve compreender o silêncio
- o artista deve criar um espaço para que o silêncio entre na sua obra
- o silêncio é como uma ilha no meio de um oceano turbulento
- o silêncio é como uma ilha no meio de um oceano turbulento
- o silêncio é como uma ilha no meio de um oceano turbulento
12. a relação entre o artista e a solidão:
- o artista deve reservar para si longos períodos de solidão
- a solidão é extremamente importante
- Longe de casa
- Longe do atelier
- Longe da família
- Longe dos amigos
- o artista deve passar longos períodos de tempo perto de cascatas
- o artista deve passar longos períodos de tempo perto de vulcões em erupção
- o artista deve passar longos períodos de tempo observando a correnteza dos rios
- o artista deve passar longos períodos de tempo contemplando a linha do horizonte onde o oceano e o céu se encontram
- o artista deve passar longos períodos de tempo admirando as estrelas no céu da noite
13. a conduta do artista em relação ao trabalho:
- o artista deve evitar ir para seu atelier todos os dias
- o artista não deve considerar o seu horário de trabalho como o de um funcionário de um banco
- o artista deve explorar a vida, e trabalhar apenas quando uma ideia se revela no sonho, ou durante o dia, como uma visão que irrompe como uma surpresa
- o artista não se deve repetir
- o artista não deve produzir em demasia
- o artista deve evitar poluir a sua própria arte
- o artista deve evitar poluir a sua própria arte
- o artista deve evitar poluir a sua própria arte
14. as posses do artista:
- os monges budistas entendem que o ideal na vida é possuir nove objectos:
1 roupão para o verão
1 roupão para o inverno
1 par de sapatos
1 pequena tigela para pedir alimentos
1 tela de protecção contra insectos
1 livro de orações
1 guarda-chuva
1 colchão para dormir
1 par de óculos se necessário
- o artista deve tomar a sua própria decisão sobre os objectos pessoais que deve ter
- o artista deve, cada vez mais, ter menos
- o artista deve, cada vez mais, ter menos
- o artista deve, cada vez mais, ter menos
15. a lista de amigos do artista:
- o artista deve ter amigos que elevem seu estado de espírito
- o artista deve ter amigos que elevem seu estado de espírito
- o artista deve ter amigos que elevem seu estado de espírito
16. os inimigos do artista:
- os inimigos são muito importantes
- o Dalai Lama afirmou que é fácil ter compaixão pelos amigos; porém, muito mais difícil ter compaixão pelos inimigos
- o artista deve aprender a perdoar
- o artista deve aprender a perdoar
- o artista deve aprender a perdoar
17. a morte e seus diferentes contextos:
- o artista deve ter consciência de sua mortalidade
- Para o artista, como viver é tão importante quanto como morrer
- o artista deve encontrar nos símbolos da sua obra os sinais dos diferentes contextos da morte
- o artista deve morrer conscientemente e sem medo
- o artista deve morrer conscientemente e sem medo
- o artista deve morrer conscientemente e sem medo
18. o funeral e seus diferentes contextos:
- o artista deve deixar instruções para seu próprio funeral, para que tudo seja feito segundo a sua vontade
- o funeral é a última obra de arte do artista antes de sua partida
- o funeral é a última obra de arte do artista antes de sua partida
Marina Abramović
- o artista nunca deve mentir a si próprio ou aos outros- o artista não deve roubar ideias de outros artistas
- os artistas não devem comprometer o seu próprio nome ou comprometer-se com o mercado de arte
- o artista não deve matar outros seres humanos
- os artistas não se devem transformar em ídolos
- os artistas não se devem transformar em ídolos
- os artistas não se devem transformar em ídolos
2. a relação entre o artista e sua vida amorosa:
- o artista deve evitar apaixonar-se por outro artista
- o artista deve evitar apaixonar-se por outro artista
- o artista deve evitar apaixonar-se por outro artista
3. a relação entre o artista e o erotismo:
- o artista deve ter uma visão erótica do mundo
- o artista deve ter erotismo
- o artista deve ter erotismo
- o artista deve ter erotismo
4. a relação entre o artista e o sofrimento:
- o artista deve sofrer
- o sofrimento cria as melhores obras
- o sofrimento traz transformação
- o sofrimento leva o artista a transcender seu espírito
- o sofrimento leva o artista a transcender seu espírito
- o sofrimento leva o artista a transcender seu espírito
5. a relação entre o artista e a depressão:
- o artista nunca deve estar deprimido
- a depressão é uma doença e deve ser curada
- a depressão não é produtiva para os artistas
- a depressão não é produtiva para os artistas
- a depressão não é produtiva para os artistas
6. a relação entre o artista e o suicídio:
- o suicídio é um crime contra a vida
- o artista não deve cometer suicídio
- o artista não deve cometer suicídio
- o artista não deve cometer suicídio
7. a relação entre o artista e a inspiração:
- os artistas devem procurar a inspiração no seu âmago
- Quanto mais se aprofundarem no seu âmago, mais universais serão
- o artista é um universo
- o artista é um universo
- o artista é um universo
8. a relação entre o artista e o auto-controlo:
- o artista não deve ter auto-controlo em relação à sua vida
- o artista deve ter auto-controlo total em relação à sua obra
- o artista não deve ter auto-controlo em relação à sua vida
- o artista deve ter auto-controlo total em relação à sua obra
9. a relação entre o artista e a transparência:
- o artista deve dar e receber ao mesmo tempo
- transparência significa receptividade
- transparência significa doar
- transparência significa receber
- transparência significa receptividade
- transparência significa doar
- transparência significa receber
- transparência significa receptividade
- transparência significa doar
- transparência significa receber
10. a relação entre o artista e os símbolos:
- o artista cria os seus próprios símbolos
- os símbolos são a língua do artista
- e a língua tem que ser traduzida
- Às vezes, é difícil encontrar a chave
- Às vezes, é difícil encontrar a chave
- Às vezes, é difícil encontrar a chave
11. a relação entre o artista e o silêncio:
- o artista deve compreender o silêncio
- o artista deve criar um espaço para que o silêncio entre na sua obra
- o silêncio é como uma ilha no meio de um oceano turbulento
- o silêncio é como uma ilha no meio de um oceano turbulento
- o silêncio é como uma ilha no meio de um oceano turbulento
12. a relação entre o artista e a solidão:
- o artista deve reservar para si longos períodos de solidão
- a solidão é extremamente importante
- Longe de casa
- Longe do atelier
- Longe da família
- Longe dos amigos
- o artista deve passar longos períodos de tempo perto de cascatas
- o artista deve passar longos períodos de tempo perto de vulcões em erupção
- o artista deve passar longos períodos de tempo observando a correnteza dos rios
- o artista deve passar longos períodos de tempo contemplando a linha do horizonte onde o oceano e o céu se encontram
- o artista deve passar longos períodos de tempo admirando as estrelas no céu da noite
13. a conduta do artista em relação ao trabalho:
- o artista deve evitar ir para seu atelier todos os dias
- o artista não deve considerar o seu horário de trabalho como o de um funcionário de um banco
- o artista deve explorar a vida, e trabalhar apenas quando uma ideia se revela no sonho, ou durante o dia, como uma visão que irrompe como uma surpresa
- o artista não se deve repetir
- o artista não deve produzir em demasia
- o artista deve evitar poluir a sua própria arte
- o artista deve evitar poluir a sua própria arte
- o artista deve evitar poluir a sua própria arte
14. as posses do artista:
- os monges budistas entendem que o ideal na vida é possuir nove objectos:
1 roupão para o verão
1 roupão para o inverno
1 par de sapatos
1 pequena tigela para pedir alimentos
1 tela de protecção contra insectos
1 livro de orações
1 guarda-chuva
1 colchão para dormir
1 par de óculos se necessário
- o artista deve tomar a sua própria decisão sobre os objectos pessoais que deve ter
- o artista deve, cada vez mais, ter menos
- o artista deve, cada vez mais, ter menos
- o artista deve, cada vez mais, ter menos
15. a lista de amigos do artista:
- o artista deve ter amigos que elevem seu estado de espírito
- o artista deve ter amigos que elevem seu estado de espírito
- o artista deve ter amigos que elevem seu estado de espírito
16. os inimigos do artista:
- os inimigos são muito importantes
- o Dalai Lama afirmou que é fácil ter compaixão pelos amigos; porém, muito mais difícil ter compaixão pelos inimigos
- o artista deve aprender a perdoar
- o artista deve aprender a perdoar
- o artista deve aprender a perdoar
17. a morte e seus diferentes contextos:
- o artista deve ter consciência de sua mortalidade
- Para o artista, como viver é tão importante quanto como morrer
- o artista deve encontrar nos símbolos da sua obra os sinais dos diferentes contextos da morte
- o artista deve morrer conscientemente e sem medo
- o artista deve morrer conscientemente e sem medo
- o artista deve morrer conscientemente e sem medo
18. o funeral e seus diferentes contextos:
- o artista deve deixar instruções para seu próprio funeral, para que tudo seja feito segundo a sua vontade
- o funeral é a última obra de arte do artista antes de sua partida
- o funeral é a última obra de arte do artista antes de sua partida
Marina Abramović
#2
«vem cuidar de mim / vamos ver um filme, ter dois filhos / ir ao parque / discutir caetano / planejar bobagens / e morrer de rir»
Cícero, Vagalumes Cegos
#1
«coração não é tão simples quanto pensa
nele cabe o que não cabe na despensa»
A Banda Mais Bonita da Cidade, Oração
you should date a girl who reads
Date a girl who reads. Date a girl who spends her money on books instead of clothes, who has problems with closet space because she has too many books. Date a girl who has a list of books she wants to read, who has had a library card since she was twelve.
Find a girl who reads. You’ll know that she does because she will always have an unread book in her bag. She’s the one lovingly looking over the shelves in the bookstore, the one who quietly cries out when she has found the book she wants. You see that weird chick sniffing the pages of an old book in a secondhand book shop? That’s the reader. They can never resist smelling the pages, especially when they are yellow and worn.
She’s the girl reading while waiting in that coffee shop down the street. If you take a peek at her mug, the non-dairy creamer is floating on top because she’s kind of engrossed already. Lost in a world of the author’s making. Sit down. She might give you a glare, as most girls who read do not like to be interrupted. Ask her if she likes the book.
Buy her another cup of coffee.
Let her know what you really think of Murakami. See if she got through the first chapter of Fellowship. Understand that if she says she understood James Joyce’s Ulysses she’s just saying that to sound intelligent. Ask her if she loves Alice or she would like to be Alice.
It’s easy to date a girl who reads. Give her books for her birthday, for Christmas, for anniversaries. Give her the gift of words, in poetry and in song. Give her Neruda, Pound, Sexton, Cummings. Let her know that you understand that words are love. Understand that she knows the difference between books and reality but by god, she’s going to try to make her life a little like her favorite book. It will never be your fault if she does.
She has to give it a shot somehow.
Lie to her. If she understands syntax, she will understand your need to lie. Behind words are other things: motivation, value, nuance, dialogue. It will not be the end of the world.
Fail her. Because a girl who reads knows that failure always leads up to the climax. Because girls who read understand that all things must come to end, but that you can always write a sequel. That you can begin again and again and still be the hero. That life is meant to have a villain or two.
Why be frightened of everything that you are not? Girls who read understand that people, like characters, develop. Except in the Twilight series.
If you find a girl who reads, keep her close. When you find her up at 2 AM clutching a book to her chest and weeping, make her a cup of tea and hold her. You may lose her for a couple of hours but she will always come back to you. She’ll talk as if the characters in the book are real, because for a while, they always are.
You will propose on a hot air balloon. Or during a rock concert. Or very casually next time she’s sick. Over Skype.
You will smile so hard you will wonder why your heart hasn’t burst and bled out all over your chest yet. You will write the story of your lives, have kids with strange names and even stranger tastes. She will introduce your children to the Cat in the Hat and Aslan, maybe in the same day. You will walk the winters of your old age together and she will recite Keats under her breath while you shake the snow off your boots.
Date a girl who reads because you deserve it. You deserve a girl who can give you the most colorful life imaginable. If you can only give her monotony, and stale hours and half-baked proposals, then you’re better off alone. If you want the world and the worlds beyond it, date a girl who reads.
Or better yet, date a girl who writes.
Rosemarie Urquico
manual de sobrevivência
© Laurie Simmons
3 – Fazer das pessoas personagens.
4 – Não deixar de chorar pelas personagens.
Susana Moreira Marques, Agora e na hora da nossa morte
outras pessoas do meu sitemeter
«poemas sobre o bater do coração»
toma:
toma:
One night I will say to it:
Heart, be still,
and it will.
Margaret Atwood
pessoas do meu sitemeter
«diz-me um segredo»
digo-te uma coisa melhor:
Se me não fosse proibido revelar os segredos da minha prisão, far-te-ia tal narrativa que a menor palavra despedaçaria a tua alma, gelaria o teu sangue, faria saltar os teus olhos das suas órbitas como duas estrelas para fora das suas esferas, destruiria a harmonia da tua cabeleira simetricamente anelada e faria erguer em pé cada um dos teus cabelos, como dardos de porco-espinho furioso; mas estas revelações não são para ouvidos mortais.
William Shakespeare, Hamlet
digo-te uma coisa melhor:
Se me não fosse proibido revelar os segredos da minha prisão, far-te-ia tal narrativa que a menor palavra despedaçaria a tua alma, gelaria o teu sangue, faria saltar os teus olhos das suas órbitas como duas estrelas para fora das suas esferas, destruiria a harmonia da tua cabeleira simetricamente anelada e faria erguer em pé cada um dos teus cabelos, como dardos de porco-espinho furioso; mas estas revelações não são para ouvidos mortais.
William Shakespeare, Hamlet
o resto, a vida, fica para outra vez
she died of alcoholism
on a deck chair
on an ocean
steamer.
all her books of
terrified loneliness
all her books about
the cruelty
of loveless love
were all that was left
of her
as the strolling vacationer
discovered her body
notified the captain
and she was quickly dispatched
to somewhere else
on the ship
as everything
continued just
as
she had written it
Charles Bukowski
e eu só gostava, no fundo, que o inferno também fechasse às duas
I'm Too Sad to Tell You, Bas Jan Ader, 1971
o que queres ser quando fores grande?
respondi-te que queria ter cabelos brancos, compridos, em trança,
mas agora mudei de ideias:
Falo de um homem que possuía livros de poemas. Foi talvez o único real leitor. Ele abria os livros, um livro. Escolhia um poema. Era um ritual misterioso. Porque ele raspava as letras da página, cuidadosamente, como para conservar a integridade do papel. Raspava e reunia os pedaços negros. Aquecia então água com o vagar próprio da vertigem. Uma estranha ciência de vapores.
A infusão sucedia: a escura substância do poema misturava-se mais e mais com o fervor da água, até ao ponto em que tudo aquilo era vivo. O homem bebia então o poema e o poema flutuava no sangue, atingindo todos os lugares do corpo, reclamando todos os lugares do corpo. Não era previsível o efeito do poema. Cada poema dissolvido, sorvido, feito homem, trazia consigo uma possibilidade própria. O homem crescia com o poema, crescia mais para si, mais para o poema.
O homem que possuía livros de poemas, possuía uma biblioteca em branco. Páginas e páginas de poemas arrancados sem vestígios, um crime perfeito. Era uma biblioteca poética. Uma biblioteca que podia arder.
Vasco Gato, Omertà
mas agora mudei de ideias:
Falo de um homem que possuía livros de poemas. Foi talvez o único real leitor. Ele abria os livros, um livro. Escolhia um poema. Era um ritual misterioso. Porque ele raspava as letras da página, cuidadosamente, como para conservar a integridade do papel. Raspava e reunia os pedaços negros. Aquecia então água com o vagar próprio da vertigem. Uma estranha ciência de vapores.
A infusão sucedia: a escura substância do poema misturava-se mais e mais com o fervor da água, até ao ponto em que tudo aquilo era vivo. O homem bebia então o poema e o poema flutuava no sangue, atingindo todos os lugares do corpo, reclamando todos os lugares do corpo. Não era previsível o efeito do poema. Cada poema dissolvido, sorvido, feito homem, trazia consigo uma possibilidade própria. O homem crescia com o poema, crescia mais para si, mais para o poema.
O homem que possuía livros de poemas, possuía uma biblioteca em branco. Páginas e páginas de poemas arrancados sem vestígios, um crime perfeito. Era uma biblioteca poética. Uma biblioteca que podia arder.
Vasco Gato, Omertà
morrer feliz
«Morrer numa livraria chateia tanto como morrer noutro sítio qualquer, suponho. Mas se é mesmo preciso praticar essa maçada de morrer, que seja em serviço. Foi isso que Fernando Assis Pacheco fez numa manhã de 1995, num 30 de Novembro. Saiu de casa para ir trabalhar, passou pela livraria de todos os dias, apagou-se. A morte-merdeira não tem atenuantes. A puta infame tem quando muito coincidências. E neste caso coincide ser Dia das Livrarias a 30 de Novembro.
Acho que sei quem saberia rir da coincidência. E brindo a isso.»
João Pacheco
morria de boa vontade naquele sofá castanho, rodeada de estantes e prateleiras e livros de cotas azuladas com a secção do oculto por trás. também morria de boa vontade ali nos alfarrabistas, ou até no sr. armando. ou na lello, morria de muito boa vontade na lello sim
os grandes planos sobre as pequenas grandes coisas
love is a horse with a broken
leg
trying to stand
while 45,000 people
watch
Charles Bukowski
leg
trying to stand
while 45,000 people
watch
Charles Bukowski
monachopsis
n. the subtle but persistent feeling of being out of place, as maladapted to your surroundings as a seal on a beach—lumbering, clumsy, easily distracted, huddled in the company of other misfits, unable to recognize the ambient roar of your intended habitat, in which you’d be fluidly, brilliantly, effortlessly at home.
I took three klonopin and woke up next to a spoon full of peanut butter
- You don't have AIDS, do you?
- No. Do you?
- Uh uh.
- Do you have herpes?
- No. Do you?
- No.
(oh! diálogos bonitos)
ainda a propósito
diz a querida condessa Markievicz:
«Dress suitably in short skirts and strong boots,
leave your jewels in the bank,
and buy a revolver.»
leave your jewels in the bank,
and buy a revolver.»
a propósito
Black is modest and arrogant at the same time. Black is lazy and easy - but mysterious. But above all, black says this: “I don’t bother you - don’t bother me”.
Yohji Yamamoto
a minha mãe e as aulas de processamento nos anos 80
«preto é a minha cor preferida! não diria que tudo devesse ser preto, mas tudo deveria ter "um toque" preto. acho que isto de aprender processamento de texto não tem piada, as letras não são pretas! vou agora tentar mudar de assunto, vou falar de isqueiros: os isqueiros mais "in" são os pretos. acho que há nesta minha frase algo de familiar. sei lá! vou voltar ao tema do preto. o chá preto dá cabo da bexiga.»
Monday, Monday got to get down on Monday
Toda a gente foi domingo
alguma vez.
Depois nas fezes aparecem
sinais de sangue, ou na urina.
Declaram-se abcessos, coágulos, tumores.
Passam então a ser uma sombria,
pesada, intransitiva
segunda-feira.
A. M. Pires Cabral
alguma vez.
Depois nas fezes aparecem
sinais de sangue, ou na urina.
Declaram-se abcessos, coágulos, tumores.
Passam então a ser uma sombria,
pesada, intransitiva
segunda-feira.
A. M. Pires Cabral
oh lonesome me
troquei de cama encostei o estrado e o colchão e os lençóis a uma janela e troquei de cama troquei de uma corpo e meio para uma de dois corpos e agora é grande demasiado grande para apenas meio corpo
outras pessoas do meu sitemeter
«foi de tanto bater a cara no muro que»
caro leitor/a, estou quase, quase, quase lá.
caro leitor/a, estou quase, quase, quase lá.
só o sangue cheira a sangue
Há na intimidade um limiar sagrado,
encantamento e paixão não o podem transpor –
mesmo que no silêncio assustador se fundam
os lábios e o coração se rasgue de amor.
Onde a amizade nada pode nem os anos
da felicidade mais sublime e ardente,
onde a alma é livre, e se torna estranha
à vagarosa volúpia e seu langor lento.
Quem corre para o limiar é louco, e quem
o alcançar é ferido de aflição...
Agora compreendes por que já não bate
sob a tua mão em concha o meu coração.
Anna Akhmatova
encantamento e paixão não o podem transpor –
mesmo que no silêncio assustador se fundam
os lábios e o coração se rasgue de amor.
Onde a amizade nada pode nem os anos
da felicidade mais sublime e ardente,
onde a alma é livre, e se torna estranha
à vagarosa volúpia e seu langor lento.
Quem corre para o limiar é louco, e quem
o alcançar é ferido de aflição...
Agora compreendes por que já não bate
sob a tua mão em concha o meu coração.
Anna Akhmatova
dos lugares revisitados
- Sempre achei que não se deve revisitar os lugares da paixão. São lugares escuros, onde o corpo se move com dificuldade e sufoca. A ausência de alguém alastra neles até doer. Nada resta do que ali vivemos. Os poemas absorveram toda a luminosidade que deles irradiava. São lugares belos, mas mortos.
Al Berto, O Anjo Mudo
Al Berto, O Anjo Mudo
tenho uma gata chamada papoila porque
«As papoilas são estrelas que caíram de sono.
Elas têm o segredo.»
Maria Ângela Alvim
someday he'll come along
Nelken, Pina Bausch
He'll look at me and smile, I'll understand / Then in a little while, He'll take my hand / And though it seems absurd / I know we both won't say a word
um exemplar falhado da espécie
Suicido-me devagar a pão com queijo, vinho tinto, cigarros e solidão. Bem sei que podia comprar sopa, já que não a faço. Podia também comprar um microondas, serviria para aquecer a sopa e ainda preparar refeições pré-cozinhadas. Não se trataria de um grande passo, do ponto de vista do destino da humanidade, mas significaria ao menos comida quente no prato. Podia até casar-me, segundo o juízo optimista da minha mãe, e desse modo adquirir tudo isto num pacote bonificado, diminuindo o custo de cada um dos artigos individualmente considerados. Está tudo certo, por conseguinte, eu errado. Determinam os factos, no entanto, que o casamento é para mim um caso semelhante ao do microondas, ou seja, uma circunstância de que não suporto o ruído e, não serei eu que o anuncie, se há coisa que ninguém pode é ser aquele que não é (assim se desmorona um admirável plano, ignorando as esperanças da minha mãe). Resta acrescentar que nada há de heróico no meu gesto, nem eu me ocupo já de o iludir. É a mão que tenho (e a que não tenho). O prato que recuso (e o que aceito). Pão com queijo, vinho tinto, cigarros e solidão, cumpro-me no que sou: um exemplar falhado da espécie.
Jorge Roque
4.48 Psychosis
Sometimes I turn around and catch the smell of you and I cannot go on I cannot fucking go on without expressing this terrible so fucking awful physical aching fucking longing I have for you. And I cannot believe that I can feel this for you and you feel nothing. Do you feel nothing?
(Silence.)
Do you feel nothing?
(Silence.)
And I go out at six in the morning and start my search for you. If I've dreamt a message of a street or a pub or a station I go there. And I wait for you.
(Silence.)
You know, I really feel like I'm being manipulated.
(Silence.)
I've never in my life had a problem giving another person what they want. But no one's ever been able to do that for me. No one touches me, no one gets near me. But now you've touched me somewhere so fucking deep I can't believe and I can't be that for you. Because I can't find you.
(Silence.)
Do you think it's possible for a person to be born in the wrong body?
(Silence.)
Fuck you. Fuck you. Fuck you for rejecting me by never being there, fuck you for making me feel shit about myself, fuck you for bleeding the fucking love and life out of me, fuck my father for fucking up my life for good and fuck my mother for not leaving him, but most of all, fuck you God for making me love a person who does not exist,
FUCK YOU FUCK YOU FUCK YOU.
Sarah Kane, 4.48 Psychosis (aqui)
(Silence.)
Do you feel nothing?
(Silence.)
And I go out at six in the morning and start my search for you. If I've dreamt a message of a street or a pub or a station I go there. And I wait for you.
(Silence.)
You know, I really feel like I'm being manipulated.
(Silence.)
I've never in my life had a problem giving another person what they want. But no one's ever been able to do that for me. No one touches me, no one gets near me. But now you've touched me somewhere so fucking deep I can't believe and I can't be that for you. Because I can't find you.
(Silence.)
Do you think it's possible for a person to be born in the wrong body?
(Silence.)
Fuck you. Fuck you. Fuck you for rejecting me by never being there, fuck you for making me feel shit about myself, fuck you for bleeding the fucking love and life out of me, fuck my father for fucking up my life for good and fuck my mother for not leaving him, but most of all, fuck you God for making me love a person who does not exist,
FUCK YOU FUCK YOU FUCK YOU.
Sarah Kane, 4.48 Psychosis (aqui)
34 excuses for why we failed at love
1. I’m lonely so I do lonely things.
2. Loving you was like going to war, I never came back the same.
3. You hate women, just like your father and his father, so it runs in your blood.
4. I was wandering the derelict car park of your heart looking for a ride home.
5. You’re a ghost town I’m too patriotic to leave.
6. I stay because you’re the beginning of the dream I want to remember.
7. I didn’t call him back because he likes his girls voiceless.
8. It’s not that he’s wants to be a liar, it’s just that he doesn’t know the truth.
9. I couldn’t love you, you were a small war.
10. We covered the smell of loss with jokes.
11. I didn’t want to fail at love like our parents.
12. You made the nomad in me build a house and stay.
13. I’m not a dog.
14. We were trying to prove our blood wrong.
15. I was still lonely so I did even lonelier things.
16. Yes, I’m insecure, but so was my mother and her mother.
17. No, he loves me he just makes me cry a lot.
18. He knows all of my secrets and still wants to kiss me.
19. You were too cruel to love for a long time.
20. It just didn’t work out.
21. My dad walked out one afternoon and never came back.
22. I can’t sleep because I can still taste him in my mouth.
23. I cut him out at the root , he was my favourite tree, rotting, threatening the foundations of my home.
24. The women in my family die waiting.
25. Because I didn’t want to die waiting for you.
26. I had to leave, I felt lonely when he held me.
27. You’re the song I rewind until I know all the words and I feel sick.
28. He sent me a text that said ‘I love you so bad’
29. His heart wasn’t as beautiful as his smile.
30. We emotionally manipulated one another until we thought it was love.
31. Forgive me, I was lonely so I chose you.
32. I’m a lover without a lover
33. I’m lovely and lonely.
34. I belong deeply to myself.
Warsan Shire
2. Loving you was like going to war, I never came back the same.
3. You hate women, just like your father and his father, so it runs in your blood.
4. I was wandering the derelict car park of your heart looking for a ride home.
5. You’re a ghost town I’m too patriotic to leave.
6. I stay because you’re the beginning of the dream I want to remember.
7. I didn’t call him back because he likes his girls voiceless.
8. It’s not that he’s wants to be a liar, it’s just that he doesn’t know the truth.
9. I couldn’t love you, you were a small war.
10. We covered the smell of loss with jokes.
11. I didn’t want to fail at love like our parents.
12. You made the nomad in me build a house and stay.
13. I’m not a dog.
14. We were trying to prove our blood wrong.
15. I was still lonely so I did even lonelier things.
16. Yes, I’m insecure, but so was my mother and her mother.
17. No, he loves me he just makes me cry a lot.
18. He knows all of my secrets and still wants to kiss me.
19. You were too cruel to love for a long time.
20. It just didn’t work out.
21. My dad walked out one afternoon and never came back.
22. I can’t sleep because I can still taste him in my mouth.
23. I cut him out at the root , he was my favourite tree, rotting, threatening the foundations of my home.
24. The women in my family die waiting.
25. Because I didn’t want to die waiting for you.
26. I had to leave, I felt lonely when he held me.
27. You’re the song I rewind until I know all the words and I feel sick.
28. He sent me a text that said ‘I love you so bad’
29. His heart wasn’t as beautiful as his smile.
30. We emotionally manipulated one another until we thought it was love.
31. Forgive me, I was lonely so I chose you.
32. I’m a lover without a lover
33. I’m lovely and lonely.
34. I belong deeply to myself.
Warsan Shire
chorando baixinho
© Aino Kannisto
Time is a matter of fact / And it's gone and it'll never come back / And mine, it's wasted all the time / Tears, stupid tears, bring me down
Daniel Johnston, Tears Stupid Tears
Daniel Johnston, Tears Stupid Tears
the beautiful people
Myth #1 – Introverts don’t like to talk.
This is not true. Introverts just don’t talk unless they have something to say. They hate small talk. Get an introvert talking about something they are interested in, and they won’t shut up for days.
Myth #2 – Introverts are shy.
Shyness has nothing to do with being an Introvert. Introverts are not necessarily afraid of people. What they need is a reason to interact. They don’t interact for the sake of interacting. If you want to talk to an Introvert, just start talking. Don’t worry about being polite.
Myth #3 – Introverts are rude.
Introverts often don’t see a reason for beating around the bush with social pleasantries. They want everyone to just be real and honest. Unfortunately, this is not acceptable in most settings, so Introverts can feel a lot of pressure to fit in, which they find exhausting.
Myth #4 – Introverts don’t like people.
On the contrary, Introverts intensely value the few friends they have. They can count their close friends on one hand. If you are lucky enough for an introvert to consider you a friend, you probably have a loyal ally for life. Once you have earned their respect as being a person of substance, you’re in.
Myth #5 – Introverts don’t like to go out in public.
Nonsense. Introverts just don’t like to go out in public FOR AS LONG. They also like to avoid the complications that are involved in public activities. They take in data and experiences very quickly, and as a result, don’t need to be there for long to “get it.” They’re ready to go home, recharge, and process it all. In fact, recharging is absolutely crucial for Introverts.
Myth #6 – Introverts always want to be alone.
Introverts are perfectly comfortable with their own thoughts. They think a lot. They daydream. They like to have problems to work on, puzzles to solve. But they can also get incredibly lonely if they don’t have anyone to share their discoveries with. They crave an authentic and sincere connection with ONE PERSON at a time.
Myth #7 – Introverts are weird.
Introverts are often individualists. They don’t follow the crowd. They’d prefer to be valued for their novel ways of living. They think for themselves and because of that, they often challenge the norm. They don’t make most decisions based on what is popular or trendy.
Myth #8 – Introverts are aloof nerds.
Introverts are people who primarily look inward, paying close attention to their thoughts and emotions. It’s not that they are incapable of paying attention to what is going on around them, it’s just that their inner world is much more stimulating and rewarding to them.
Myth #9 – Introverts don’t know how to relax and have fun.
Introverts typically relax at home or in nature, not in busy public places. Introverts are not thrill seekers and adrenaline junkies. If there is too much talking and noise going on, they shut down. Their brains are too sensitive to the neurotransmitter called Dopamine. Introverts and Extroverts have different dominant neuro-pathways. Just look it up.
Myth #10 – Introverts can fix themselves and become Extroverts.
A world without Introverts would be a world with few scientists, musicians, artists, poets, filmmakers, doctors, mathematicians, writers, and philosophers. That being said, there are still plenty of techniques an Extrovert can learn in order to interact with Introverts. (Yes, I reversed these two terms on purpose to show you how biased our society is.) Introverts cannot “fix themselves” and deserve respect for their natural temperament and contributions to the human race. In fact, one study (Silverman, 1986) showed that the percentage of Introverts increases with IQ.
This is not true. Introverts just don’t talk unless they have something to say. They hate small talk. Get an introvert talking about something they are interested in, and they won’t shut up for days.
Myth #2 – Introverts are shy.
Shyness has nothing to do with being an Introvert. Introverts are not necessarily afraid of people. What they need is a reason to interact. They don’t interact for the sake of interacting. If you want to talk to an Introvert, just start talking. Don’t worry about being polite.
Myth #3 – Introverts are rude.
Introverts often don’t see a reason for beating around the bush with social pleasantries. They want everyone to just be real and honest. Unfortunately, this is not acceptable in most settings, so Introverts can feel a lot of pressure to fit in, which they find exhausting.
Myth #4 – Introverts don’t like people.
On the contrary, Introverts intensely value the few friends they have. They can count their close friends on one hand. If you are lucky enough for an introvert to consider you a friend, you probably have a loyal ally for life. Once you have earned their respect as being a person of substance, you’re in.
Myth #5 – Introverts don’t like to go out in public.
Nonsense. Introverts just don’t like to go out in public FOR AS LONG. They also like to avoid the complications that are involved in public activities. They take in data and experiences very quickly, and as a result, don’t need to be there for long to “get it.” They’re ready to go home, recharge, and process it all. In fact, recharging is absolutely crucial for Introverts.
Myth #6 – Introverts always want to be alone.
Introverts are perfectly comfortable with their own thoughts. They think a lot. They daydream. They like to have problems to work on, puzzles to solve. But they can also get incredibly lonely if they don’t have anyone to share their discoveries with. They crave an authentic and sincere connection with ONE PERSON at a time.
Myth #7 – Introverts are weird.
Introverts are often individualists. They don’t follow the crowd. They’d prefer to be valued for their novel ways of living. They think for themselves and because of that, they often challenge the norm. They don’t make most decisions based on what is popular or trendy.
Myth #8 – Introverts are aloof nerds.
Introverts are people who primarily look inward, paying close attention to their thoughts and emotions. It’s not that they are incapable of paying attention to what is going on around them, it’s just that their inner world is much more stimulating and rewarding to them.
Myth #9 – Introverts don’t know how to relax and have fun.
Introverts typically relax at home or in nature, not in busy public places. Introverts are not thrill seekers and adrenaline junkies. If there is too much talking and noise going on, they shut down. Their brains are too sensitive to the neurotransmitter called Dopamine. Introverts and Extroverts have different dominant neuro-pathways. Just look it up.
Myth #10 – Introverts can fix themselves and become Extroverts.
A world without Introverts would be a world with few scientists, musicians, artists, poets, filmmakers, doctors, mathematicians, writers, and philosophers. That being said, there are still plenty of techniques an Extrovert can learn in order to interact with Introverts. (Yes, I reversed these two terms on purpose to show you how biased our society is.) Introverts cannot “fix themselves” and deserve respect for their natural temperament and contributions to the human race. In fact, one study (Silverman, 1986) showed that the percentage of Introverts increases with IQ.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
poemário daqui
A. M. Pires Cabral
Abel Neves
Adília Lopes
Adolfo Casais Monteiro
Agustina Bessa-Luís
Al Berto
Albano Martins
Alberto Pimenta
Alexandra Malheiro
Alexandre Nave
Alexandre O'Neill
Alice Turvo
Alice Vieira
Almada Negreiros
Ana C.
Ana Caeiro
Ana Cristina César
Ana Duarte
Ana Hatherly
Ana Luísa Amaral
Ana Marques Gastão
Ana Paula Inácio
Ana Salomé
Ana Tinoco
André Tomé
Andreia C. Faria
Angélica Freitas
Ângelo de Lima
Aníbal Fernandes
António Botto
António Dacosta
António Franco Alexandre
António Gancho
António Gedeão
António Gregório
António José Forte
António Manuel Pires Cabral
António Maria Lisboa
António Mega Ferreira
António Osório
António Pedro
António Quadros Ferro
António Ramos Pereira
António Ramos Rosa
António Rebordão Navarro
António Reis
António S. Ribeiro
Armando Baptista-Bastos
Armando Silva Carvalho
Artur do Cruzeiro Seixas
Bénédicte Houart
Bruno Béu
Bruno Sousa Villar
Camilo Castelo Branco
Carlos Alberto Machado
Carlos de Oliveira
Carlos Eurico da Costa
Carlos Mota de Oliveira
Carlos Soares
Casimiro de Brito
Catarina Nunes de Almeida
Cesário Verde
Cláudia R. Sampaio
Cruzeiro Seixas
Daniel Faria
Daniel Filipe
David Mourão-Ferreira
David Teles Pereira
Delfim Lopes
Dulce Maria Cardoso
Eastwood da Silva
Egito Gonçalves
Ernesto Sampaio
Eugénio de Andrade
Eugénio Lisboa
Fernando Assis Pacheco
Fernando Esteves Pinto
Fernando Lemos
Fernando Pessoa
Fernando Pinto do Amaral
Fiama Hasse Pais Brandão
Filipa Leal
Filipe Homem Fonseca
Florbela Espanca
Frederico Pedreira
gil t. sousa
Golgona Anghel
Gonçalo M. Tavares
Helder Moura Pereira
Helena Carvalho
Helga Moreira
Hélia Correia
Henrique Manuel Bento Fialho
Henrique Risques Pereira
Herberto Hélder
Inês Dias
Inês Fonseca Santos
Inês Lourenço
Isabel Meyrelles
Joana Serrado
João Almeida
João Bénard da Costa
João Cabral de Melo Neto
João Camilo
João Damasceno
João Ferreira Oliveira
João Habitualmente
João Luís Barreto Guimarães
João Manuel Ribeiro
João Pacheco
João Pereira Coutinho
João Rodrigues
João Vasco Coelho
Joaquim Manuel Magalhães
Joaquim Pessoa
Jorge de Sena
Jorge Gomes Miranda
Jorge Melícias
Jorge Roque
Jorge Sousa Braga
José Agostinho Baptista
José Alberto Oliveira
José Amaro Dionísio
José António Franco
José Cardoso Pires
José Carlos Barros
José Carlos Soares
José Efe
José Gomes Ferreira
José Manuel de Vasconcelos
José Mário Silva
José Miguel Silva
José Ricardo Nunes
José Rui Teixeira
José Saramago
José Sebag
José Tolentino Mendonça
Judith Teixeira
Leitão de Barros
Luís Miguel Nava
Luís Quintais
Luiza Neto Jorge
Mafalda Gomes
Manuel A. Domingos
Manuel António Pina
Manuel Cintra
Manuel da Silva Ramos
Manuel de Castro
Manuel de Freitas
Manuel Fúria
Manuel Gusmão
Marcelino Vespeira
Margarida Vale de Gato
Maria Ângela Alvim
Maria Azenha
Maria do Rosário Pedreira
Maria Gabriela Llansol
Maria João Lopes Fernandes
Maria Judite de Carvalho
Maria Keil
Maria Sousa
Maria Teresa Horta
Maria Velho da Costa
Mário Cesariny
Mário Contumélias
Mário de Sá-Carneiro
Mário Quintana
Mário Rui de Oliveira
Mário-Henrique Leiria
Marta Chaves
Matilde Campilho
Miguel Cardoso
Miguel Martins
Miguel Sousa Tavares
Miguel Torga
Miguel-Manso
Nuno Araújo
Nuno Bragança
Nuno Júdice
Nuno Moura
Nuno Ramos
Nuno Travanca
Paulo José Miranda
Pedro Jordão
Pedro Mexia
Pedro Oom
Pedro Santo Tirso
Pedro Sena-Lino
Pedro Tamen
Piedade Araujo Sol
Raquel Nobre Guerra
Raul de Carvalho
Regina Guimarães
Reinaldo Ferreira
Renata Correia Botelho
Ricardo Adolfo
Rosa Alice Branco
Rui Almeida
Rui Baião
Rui Caeiro
Rui Cóias
Rui Costa
Rui Knopfli
Rui Manuel Amaral
Rui Nunes
Rui Pedro Gonçalves
Rui Pires Cabral
Rute Mota
Ruy Belo
Ruy Cinatti
Ruy Ventura
Samuel Úria
Sandra Costa
Sebastião Alba
Sílvio Mendes
Soares de Passos
Sofia Crespo
Sofia Leal
Sophia de Mello Breyner Andresen
Teixeira de Pascoaes
Teresa Balté
Tiago Gomes
valter hugo mãe
Vasco Gato
Vasco Graça Moura
Vítor Nogueira
Yvette K. Centeno
poemário dali
A. E. Housman
Abbas Kiarostami
Abel Feu
Adelaide Ivánova
Adélia Prado
Adrienne Rich
Agota Kristof
Al Purdy
Alberto Tugues
Alda Merini
Aldous Huxley
Alejandra Pizarnik
Alejandro Jodorowsky
Alexander Demidov
Alice Walker
Amalia Bautista
Amiri Baraka
Amy Lowell
Amy M. Homes
Ana Merino
André Breton
Angela Carter
Anis Mojgani
Anna Akhmatova
Anna Kamienska
Anne Carson
Anne Perrier
Anne Sexton
Antonia Pozzi
Antonin Artaud
Antonio Gamoneda
Antonio Orihuela
Antonio Pérez Morte
Antonio Sáez Delgado
Arnold Lobel
Arseny Tarkovsky
Arthur Rimbaud
Benjamín Prado
Bernard-Marie Koltès
Boris Vian
Brett Elizabeth Jenkins
Brian Andreas
Carl Sandburg
Carlos Drummond de Andrade
Carlos Edmundo de Ory
Carlos Marzal
Carmen Gloria Berríos
Carol Ann Duffy
Cecília Meireles
Cesare Pavese
Charles Baudelaire
Charles Bukowski
Charles Dana Gibson
Charles M. Schulz
Chen Bolan
Clarice Lispector
Constantino Cavafy
Czesław Miłosz
Damien Sevhac
Daniel Francoy
Daniel Pennac
Daphne Gottlieb
David Bowie
David Lagmanovich
David Lehman
Delia Brown
Delmore Schwarts
Derek Walcott
Derrick Brown
Diamanda Galás
Diane Ackerman
Djuna Barnes
Don Herold
Dorianne Laux
Dorothea Lasky
Dorothy Parker
Douglas Huebler
Dylan Thomas
E. E. Cummings
E. M. Cioran
Edgar Allan Poe
Edna O'Brien
Eduarda Chiote
Eeva-Liisa Manner
Egito Gonçalves
Eleanor Farjeon
Elie Wiesel
Elis Regina
Elizabeth Bishop
Elizabeth Ross Taylor
Else Lasker-Schuler
Emily Dickinson
Emily Kagan Trenchard
Erin Dorsey
Fabiano Calixto
Federico Díaz-Granados
Federico García Lorca
Félix Grande
Fernando Arrabal
Fernando Caio de Abreu
Fernando Gandra
Ferreira Gular
Forough Farrokhzad
Frank O'Hara
Frederico Pedreira
G. K. Chesterton
Gabriel Celaya
Georges Bataille
Gerrit Komrij
Giovanny Gómez
Glória Gervitz
Gottfried Benn
Günter Kunert
Gustavo Ortiz
H. P. Lovecraft
Hal Sirowitz
Hans-Ulrich Treichel
Harold Pinter
Harvey Shapiro
Heinrich Heine
Helen Mort
Henry Rollins
Hermann Hesse
Hilda Hilst
Hilde Domin
Hoa Nguyen
Hugh Mackay
Hugo von Hofmannsthal
Hugo Williams
Ingeborg Bachmann
Isabel Meyrelles
Isabelle McNeill
J. R. R. Tolkien
Jack Kerouac
Jacques Lacan
Jacques Prévert
James L. White
James Rogers
James Tate
Janet Frame
Jean Baudrillard
Jean Day
Jeanette Winterson
Jenny Joseph
Jenny Schecter
Jesús Llorente
Joan Julier Buck
Joan Margarit
Jodi Picoult
Johann Wolfgang Goethe
John Ashbery
John Giorno
John Keats
John Mateer
John Updike
Jonathan Littell
Jonathan Safran Foer
Jonathan Swift
Jorge Amado
Jorge Luis Borges
José Eduardo Agualusa
José Gardeazabal
José Mateos
Joseph Brodsky
Joseph Cervavolo
József Attila
Juan José Millás
Juan Ramón Jimenez
Judith Herzberg
Junko Takahashi
Katerina Angheláki-Rooke
Kendra Grant
Kenneth Traynor
Kosntandinos Kavafis
Kristina H.
Langston Hughes
Larissa Szporluk
Lauren Mendinueta
Laurie Anderson
Lawrence Ferlinghetti
Lêdo Ivo
Leila Miccolis
Leonard Cohen
Leonardo Chioda
Leonardo Da Vinci
Leopoldo María Panero
Lewis Carroll
Lígia Reyes
Lord Byron
Lou Andreas-Salomé
Lou Reed
Louis Aragon
Louis Buisseret
Lourdes Espínola
Lucía Estrada
Luis Alberto de Cuenca
Malcolm Lowry
Manoel de Barros
Manuel Arana
Marco Mackaaij
Margaret Atwood
María Sánchez
Mariano Peyrou
Marin Sorescu
Martha Carolina Dávila
Martin Amis
Mary Elizabeth Frye
Mary Jo Salter
Mary Oliver
Mary Ruefle
Medlar Lucan & Durian Gray
Mia Couto
Michael Drayton
Michel Houellebecq
Miguel de Cervantes
Miriam Reyes
Mitch Albom
Morgan Parker
Muriel Rukeyser
Natsume Soseki
Neil Gaiman
Nichita Stanescu
Nicole Blackman
Octavio Paz
Olga Orozco
Osho
Otávio Campos
Pablo García Casado
Pablo Neruda
Pat Boran
Patricia Beer
Patti Smith
Paul Eluard
Paul Éluard
Paul Géraldy
Paul Theroux
Paulo Leminski
Pentti Saaritsa
Per Aage Brandt
Pere Gimferrer
Philip Larkin
Philip Roth
Pia Tafdrup
Pierre Reverdy
Piotr Sommer
Rafael Alberti
Rainer Maria Rilke
Ramón Gómez de la Serna
Raymond Carver
Raymond Queneau
Reiner Kunze
Richard Brautigan
Richard Burton
Robert Creeley
Robert Frost
Roberto Fernández Retamar
Roberto Juarroz
Roger Wolfe
Rosemarie Urquico
Rubens Borba de Moraes
Rudyard Kipling
Russell Edson
Ruth Stone
Salman Rushdie
Sam Shepard
Samuel Beckett
Sandro Penna
Santiago Nazarian
Serge Gainsbourg
Sharon Olds
Shel Silverstein
Silvia Chueire
Silvia Ugidos
Simone de Beauvoir
Somerset Maugham
Stephen Crane
Stephen Wright
Steve Mccaffery
Stevie Smith
Stuart Dischell
Sue Goyette
Susana Cabuchi
Sylvia Plath
T. S. Eliot
Tanya Davis
Tati Bernard
Tatianna Rei Moonshadow
Tennessee Williams
Tilly Strauss
Tom Baker
Tom Waits
Ulla Hahn
Valentine de Saint-Point
Vincenzo Cardarelli
Vinicius de Moraes
Vladimir Nabokov
W. H. Auden
Warsan Shire
William Blake
William Butler Yeats
William Carlos Williams
William Shakespeare
Winnie Meisler
Winona Baker
Wislawa Szymborska
Yehuda Amichai
Yohji Yamamoto
Yoko Ono
Yorgos Seferis
Zee Avi
livraria
. A Sul de Nenhum Norte .
. Granta .
Al Berto .
Alexandre O'Neill .
Algernon Blackwood .
Ali Smith .
Alice Munro .
Alice Turvo .
Almanaque do Dr. Thackery .
Anaïs Nin .
Anita Brookner .
Ann Beattie .
Annemarie Schwarzenbach .
Anton Tchekhov .
António Ferra .
António Lobo Antunes .
Arthur Miller .
Boris Vian .
Bret Easton Ellis .
Carlos de Oliveira .
Carson McCullers .
Charles Bukowski .
Chuck Palahniuk .
Clarice Lispector .
Conde de Lautréamont .
Cormac McCarthy .
Cristiane Lisbôa .
Donald Barthelme .
Doris Lessing .
Dulce Maria Cardoso .
Edith Wharton .
Eileen Chang .
Elena Ferrante .
Enrique Vila-Matas .
Erasmo de Roterdão .
Ernest Hemingway .
Ernesto Sampaio .
F. Scott Fitzgerald .
Fernando Pessoa .
Flannery O'Connor .
Florbela Espanca .
Françoise Sagan .
Franz Kafka .
Frida Kahlo .
Gabriel García Márquez .
Gonçalo M. Tavares .
Graça Pina de Morais .
Gustave Flaubert .
Guy de Maupassant .
Harold Pinter .
Haruki Murakami .
Henri Michaux .
Herberto Hélder .
Hunter S. Thompson .
Irene Lisboa .
Irène Némirovsky .
Italo Calvino .
J. D. Salinger .
Jack Kerouac .
James Joyce .
Jean Cocteau .
Jean Genet .
Jean Meckert .
Jean-Paul Sartre .
Jeffrey Eugenides .
Jim Cartwright .
Joan Didion .
John Cheever .
José Jorge Letria .
José Saramago .
Josep Pla .
Julian Barnes .
Julio Cortázar .
Karen Blixen .
Kate Chopin .
Katherine Mansfield .
Kurt Vonnegut .
Lázaro Covadlo .
Lillian Hellman .
Luís de Sttau Monteiro .
Luís Miguel Nava .
Luiz Pacheco .
Lydia Davis .
Lygia Fagundes Telles .
Malcolm Lowry .
Manuel Hermínio Monteiro .
Manuel Jorge Marmelo .
Marcel Proust .
Margaret Atwood .
Marguerite Duras .
Marguerite Yourcenar .
Mário C. Brum .
Mário-Henrique Leiria .
Mark Lindquist .
Marquis de Sade .
Max Aub .
Miguel Castro Henriques .
Miguel Esteves Cardoso .
Miguel Martins .
Milan Kundera .
Neil Gaiman .
Nick Cave .
Norman Rush .
Orhan Pamuk .
Oscar Wilde .
Paul Auster .
Paulo Rodrigues Ferreira .
Pedro Mexia .
Penelope Fitzgerald .
Pierre Louÿs .
Rainer Maria Rilke .
Rainer Werner Fassbinder .
Raul Brandão .
Ray Bradbury .
Rebecca West .
Regina Guimarães .
Richard Yates .
Roland Topor .
Rolf Dieter Brinkmann .
Rui Nunes .
S. E. Hinton .
Sam Shepard .
Samuel Beckett .
Sarah Kane .
Shirley Jackson .
Stig Dagerman .
Susan Sontag .
Susana Moreira Marques .
Sylvia Plath .
Tennessee Williams .
Teresa Veiga .
Tom Baker .
Truman Capote .
valter hugo mãe .
Vasco Gato .
Vera Lagoa .
Vergílio Ferreira .
Virginia Woolf .
Vladimir Nabokov .
William Faulkner .
Woody Allen .
Yasunari Kawabata .
Yukio Mishima .






















