ano novo
anos buscando
um ânimo novo
Paulo Leminski
do meu remorso um canto
Não te ofenderei com poemas
Param os meus olhos quando penso em ti
Não farei do meu remorso um canto
Com árvores e céus mas sem poemas
Demasiado humano para poder ser dito
O teu mundo era simples e difícil
Quotidiano e límpido.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Param os meus olhos quando penso em ti
Não farei do meu remorso um canto
Com árvores e céus mas sem poemas
Demasiado humano para poder ser dito
O teu mundo era simples e difícil
Quotidiano e límpido.
Sophia de Mello Breyner Andresen
um morto à superfície da terra
Dormia um sono lento e era
um morto
à superfície da terra.
Talvez do seu futuro corpo nascesse
uma planta, súbito arbusto silvestre
ou simples amora.
Entanto considerava:
Este meu corpo é música sem pausa.
Arbusto sem princípio nem fim.
Assim o dou.
Manuel de Castro, Bonsoir, Madame, Alexandria
um morto
à superfície da terra.
Talvez do seu futuro corpo nascesse
uma planta, súbito arbusto silvestre
ou simples amora.
Entanto considerava:
Este meu corpo é música sem pausa.
Arbusto sem princípio nem fim.
Assim o dou.
Manuel de Castro, Bonsoir, Madame, Alexandria
sleep
An auditorium
where nobody is clapping.
You enter naked, breasts
like two grey stones. You have
to leave your things outside.
They will be counted, weighed,
put back exactly as they weren't.
Helen Mort, Division Street
where nobody is clapping.
You enter naked, breasts
like two grey stones. You have
to leave your things outside.
They will be counted, weighed,
put back exactly as they weren't.
Helen Mort, Division Street
T was just this time last year I died
'T was just this time last year I died.
I know I heard the corn,
When I was carried by the farms,--
It had the tassels on.
I thought how yellow it would look
When Richard went to mill;
And then I wanted to get out,
But something held my will.
I thought just how red apples wedged
The stubble's joints between;
And carts went stooping round the fields
To take the pumpkins in.
I wondered which would miss me least,
And when Thanksgiving came,
If father'd multiply the plates
To make an even sum.
And if my stocking hung too high,
Would it blur the Christmas glee,
That not a Santa Claus could reach
The altitude of me?
But this sort grieved myself, and so
I thought how it would be
When just this time, some perfect year,
Themselves should come to me.
Emily Dickinson
I know I heard the corn,
When I was carried by the farms,--
It had the tassels on.
I thought how yellow it would look
When Richard went to mill;
And then I wanted to get out,
But something held my will.
I thought just how red apples wedged
The stubble's joints between;
And carts went stooping round the fields
To take the pumpkins in.
I wondered which would miss me least,
And when Thanksgiving came,
If father'd multiply the plates
To make an even sum.
And if my stocking hung too high,
Would it blur the Christmas glee,
That not a Santa Claus could reach
The altitude of me?
But this sort grieved myself, and so
I thought how it would be
When just this time, some perfect year,
Themselves should come to me.
Emily Dickinson
tudo o que testemunha um esventramento
III
Entre os seus dedos a tesoura canta,
como os lobos,
cortando.
Há muita melodia para os sons.
A tesoura e os lobos são iguais
no desajeitamento.
Com as lâminas e as fauces
cantam. Cantam
enquanto dilaceram,
enquanto o sangue
e o rasgão que são a mesma coisa
compõem uma nova geografia,
marcando um centro,
aniquilando os bichos
e o tracejado dos proprietários.
É o que se ouve, à noite,
além do vento, estando o vento
paralisado sobre as chaminés:
a tesoura e o uivo,
o lobo e a mãe,
separando,
comendo devagar,
deitando brilho e desperdício em volta,
tudo o que testemunha um esventramento.
Hélia Correia, POESIA, UM DIA
Entre os seus dedos a tesoura canta,
como os lobos,
cortando.
Há muita melodia para os sons.
A tesoura e os lobos são iguais
no desajeitamento.
Com as lâminas e as fauces
cantam. Cantam
enquanto dilaceram,
enquanto o sangue
e o rasgão que são a mesma coisa
compõem uma nova geografia,
marcando um centro,
aniquilando os bichos
e o tracejado dos proprietários.
É o que se ouve, à noite,
além do vento, estando o vento
paralisado sobre as chaminés:
a tesoura e o uivo,
o lobo e a mãe,
separando,
comendo devagar,
deitando brilho e desperdício em volta,
tudo o que testemunha um esventramento.
Hélia Correia, POESIA, UM DIA
If poetry could tell it backward
In all my dreams, before my helpless sight,
He plunges at me, guttering, choking, drowning.
If poetry could tell it backwards, true, begin
that moment shrapnel scythed you to the stinking mud ...
but you get up, amazed, watch bled bad blood
run upwards from the slime into its wounds;
see lines and lines of British boys rewind
back to their trenches, kiss the photographs from home -
mothers, sweethearts, sisters, younger brothers
not entering the story now
to die and die and die.
Dulce - No - Decorum - No - Pro patria mori.
You walk away.
You walk away; drop your gun (fixed bayonet)
like all your mates do too -
Harry, Tommy, Wilfred, Edward, Bert -
and light a cigarette.
There's coffee in the square,
warm French bread
and all those thousands dead
are shaking dried mud from their hair
and queuing up for home. Freshly alive,
a lad plays Tipperary to the crowd, released
from History; the glistening, healthy horses fit for heroes, kings.
You lean against a wall,
your several million lives still possible
and crammed with love, work, children, talent, English beer, good food.
You see the poet tuck away his pocket-book and smile.
If poetry could truly tell it backwards,
then it would.
Carol Ann Duffy
He plunges at me, guttering, choking, drowning.
If poetry could tell it backwards, true, begin
that moment shrapnel scythed you to the stinking mud ...
but you get up, amazed, watch bled bad blood
run upwards from the slime into its wounds;
see lines and lines of British boys rewind
back to their trenches, kiss the photographs from home -
mothers, sweethearts, sisters, younger brothers
not entering the story now
to die and die and die.
Dulce - No - Decorum - No - Pro patria mori.
You walk away.
You walk away; drop your gun (fixed bayonet)
like all your mates do too -
Harry, Tommy, Wilfred, Edward, Bert -
and light a cigarette.
There's coffee in the square,
warm French bread
and all those thousands dead
are shaking dried mud from their hair
and queuing up for home. Freshly alive,
a lad plays Tipperary to the crowd, released
from History; the glistening, healthy horses fit for heroes, kings.
You lean against a wall,
your several million lives still possible
and crammed with love, work, children, talent, English beer, good food.
You see the poet tuck away his pocket-book and smile.
If poetry could truly tell it backwards,
then it would.
Carol Ann Duffy
depois de voltar de uma viagem de exploração
Na almofada a cabeça sonolenta de John Mateer
é um aquário às voltas com água veneziana
e naquele galeão, aquele brinquedo luminoso,
ele está ao leme, de telescópio no olho,
jurando que não consegue ver a Austrália.
E quando a sua caravela desliza Tejo adentro,
tão colocada e cerebral como um cisne negro,
ele pede um copo de porto e um pastel de nata,
depois recolhe ao quarto num calmo hotel de Alfama,
e sonha o sonho:
que um dia haverá um poeta
chamado John Mateer, tal como houve uma vez,
para além dos limites dos mapas, um monstro
chamado Austrália.
John Mateer, NAMBAN, trad. Andreia Sarabando
é um aquário às voltas com água veneziana
e naquele galeão, aquele brinquedo luminoso,
ele está ao leme, de telescópio no olho,
jurando que não consegue ver a Austrália.
E quando a sua caravela desliza Tejo adentro,
tão colocada e cerebral como um cisne negro,
ele pede um copo de porto e um pastel de nata,
depois recolhe ao quarto num calmo hotel de Alfama,
e sonha o sonho:
que um dia haverá um poeta
chamado John Mateer, tal como houve uma vez,
para além dos limites dos mapas, um monstro
chamado Austrália.
John Mateer, NAMBAN, trad. Andreia Sarabando
[...]
O Álvaro
gosta muito de levar no cu
O Alberto
nem por isso
O Ricardo
dá-lhe mais para ir
O Fernando
emociona-se e não consegue acabar.
O Campos
Em podendo
fazia-o mais de uma vez por dia
Ficavam-lhe
os olhos brancos
E não
falava, mordia. O Alberto
É mais por
causa da fotografia
Das árvores
altas nos montes perto
Quando
passam rapazes
O que nem
sempre sucedia.
O Fernando o
seu maior desejo desde adulto
(Mas já na
tenra idade lhe provia)
Era ver os
hètèros a foder uns com os outros
Pela
seguinte ordem e teoria:
O Ricardo no
chão, debaixo de todos (era molengão
Em não se
tratando de anacreônticas) introduzia-
-Se no
Alberto até à base
E com algum
incómodo o Alberto erguia
[...]
Mário
Cesariny
aquele terraço em évora
quando o nível das águas subir
(não se sabe ainda quantos metros)
e se apagarem certos lugares: a sombra
do limoeiro da infância
a praia onde todo o Verão cabia
e terminar submerso tudo o que foi raso e sacro
então que pelo menos permaneça intacto
aquele terraço em Évora
Miguel Manso
(não se sabe ainda quantos metros)
e se apagarem certos lugares: a sombra
do limoeiro da infância
a praia onde todo o Verão cabia
e terminar submerso tudo o que foi raso e sacro
então que pelo menos permaneça intacto
aquele terraço em Évora
Miguel Manso
like light through dark
Dark inside me every day
I am nothing to be
or see, or hear, compared
to what I am not here.
Because what I am, I am not,
and what I am not I disappear
like light through dark:
Dark inside me very day.
Joseph Cervavolo
I am nothing to be
or see, or hear, compared
to what I am not here.
Because what I am, I am not,
and what I am not I disappear
like light through dark:
Dark inside me very day.
Joseph Cervavolo
poética
De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.
A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.
Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem
Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando.
Vinicius de Moraes
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.
A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.
Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem
Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando.
Vinicius de Moraes
se lembram o paraíso
Não magoes as palavras,
nem lhes queiras mal por isso.
Afivela-te aos sapatos.
Afirma-te num sorriso.
Os teus amigos esperam-te.
Pergunta-lhes onde fica,
se lembram o paraíso.
Ruy Cinatti
nem lhes queiras mal por isso.
Afivela-te aos sapatos.
Afirma-te num sorriso.
Os teus amigos esperam-te.
Pergunta-lhes onde fica,
se lembram o paraíso.
Ruy Cinatti
é domingo, é domingo, é domingo
Na minha cidade, nos domingos de tarde,
as pessoas se põem na sombra com faca e laranjas.
Tomam a fresca e riem do rapaz de bicicleta,
a campainha desatada, o aro enfeitado de laranjas:
"Eh, bobagem!"
Daqui a muito progresso tecno-ilógico,
quando for impossível detectar o domingo
pelo sumo das laranjas no ar e bicicletas,
em meus país de memória e sentimento,
basta fechar os olhos:
é domingo, é domingo, é domingo.
Adélia Prado
as pessoas se põem na sombra com faca e laranjas.
Tomam a fresca e riem do rapaz de bicicleta,
a campainha desatada, o aro enfeitado de laranjas:
"Eh, bobagem!"
Daqui a muito progresso tecno-ilógico,
quando for impossível detectar o domingo
pelo sumo das laranjas no ar e bicicletas,
em meus país de memória e sentimento,
basta fechar os olhos:
é domingo, é domingo, é domingo.
Adélia Prado
despair
O'er the midnight moorlands crying,
Thro' the cypress forests sighing,
In the night-wind madly flying,
Hellish forms with streaming hair;
In the barren branches creaking,
By the stagnant swamp-pools speaking,
Past the shore-cliffs ever shrieking,
Damn'd demons of despair.
Once, I think I half remember,
Ere the grey skies of November
Quench'd my youth's aspiring ember,
Liv'd there such a thing as bliss;
Skies that now are dark were beaming,
Bold and azure, splendid seeming
Till I learn'd it all was dreaming —
Deadly drowsiness of Dis.
But the stream of Time, swift flowing,
Brings the torment of half-knowing —
Dimly rushing, blindly going
Past the never-trodden lea;
And the voyager, repining,
Sees the wicked death-fires shining,
Hears the wicked petrel's whining
As he helpless drifts to sea.
Evil wings in ether beating;
Vultures at the spirit eating;
Things unseen forever fleeting
Black against the leering sky.
Ghastly shades of bygone gladness,
Clawing fiends of future sadness,
Mingle in a cloud of madness
Ever on the soul to lie.
Thus the living, lone and sobbing,
In the throes of anguish throbbing,
With the loathsome Furies robbing
Night and noon of peace and rest.
But beyond the groans and grating
Of abhorrent Life, is waiting
Sweet Oblivion, culminating
All the years of fruitless quest.
H.P. Lovecraft
Thro' the cypress forests sighing,
In the night-wind madly flying,
Hellish forms with streaming hair;
In the barren branches creaking,
By the stagnant swamp-pools speaking,
Past the shore-cliffs ever shrieking,
Damn'd demons of despair.
Once, I think I half remember,
Ere the grey skies of November
Quench'd my youth's aspiring ember,
Liv'd there such a thing as bliss;
Skies that now are dark were beaming,
Bold and azure, splendid seeming
Till I learn'd it all was dreaming —
Deadly drowsiness of Dis.
But the stream of Time, swift flowing,
Brings the torment of half-knowing —
Dimly rushing, blindly going
Past the never-trodden lea;
And the voyager, repining,
Sees the wicked death-fires shining,
Hears the wicked petrel's whining
As he helpless drifts to sea.
Evil wings in ether beating;
Vultures at the spirit eating;
Things unseen forever fleeting
Black against the leering sky.
Ghastly shades of bygone gladness,
Clawing fiends of future sadness,
Mingle in a cloud of madness
Ever on the soul to lie.
Thus the living, lone and sobbing,
In the throes of anguish throbbing,
With the loathsome Furies robbing
Night and noon of peace and rest.
But beyond the groans and grating
Of abhorrent Life, is waiting
Sweet Oblivion, culminating
All the years of fruitless quest.
H.P. Lovecraft
diálogo para um personagem de andrei tarkovskii
dizer-te é inclinar-me
sobre o
silêncio
faz que eu seja
o choupo
todo dobrado
na face pressentida
das águas
José Tolentino Mendonça
sobre o
silêncio
faz que eu seja
o choupo
todo dobrado
na face pressentida
das águas
José Tolentino Mendonça
los animales buscan sitios difíciles para morir
I
Soy la tercera generación de hombres que vienen de la tierra y de la sangre. Manos de mi abuelo atando los cuatro estómagos de una vaca. Pies de mi bisabuelo en la espalda de una mula para llegar al olivo. Voz y cabeza de mi padre yo con tu edad yo y tu abuelo yo y los hombres.
II
Estudio técnicas quirúrgicas para abordar una cavidad que nunca abriré, no las manos de mi abuelo, no la voz de mi padre. Ahora los animales se mueren antes de coserles las entrañas antes de sentir el pulso caliente antes de manchar la tierra de sangre.
III
Quiero seguir a un animal que va a morir. Tocar el trayecto difícil de la agonía en sus párpados. Pies en el lomo voz en el estómago. Ellos me hablan como a un hombre. Ellos esperan de mí lo que esperan de un hombre.
Pero yo sangro. Animal o mujer: hecha de sueño y lágrimas.
María Sánchez
Soy la tercera generación de hombres que vienen de la tierra y de la sangre. Manos de mi abuelo atando los cuatro estómagos de una vaca. Pies de mi bisabuelo en la espalda de una mula para llegar al olivo. Voz y cabeza de mi padre yo con tu edad yo y tu abuelo yo y los hombres.
II
Estudio técnicas quirúrgicas para abordar una cavidad que nunca abriré, no las manos de mi abuelo, no la voz de mi padre. Ahora los animales se mueren antes de coserles las entrañas antes de sentir el pulso caliente antes de manchar la tierra de sangre.
III
Quiero seguir a un animal que va a morir. Tocar el trayecto difícil de la agonía en sus párpados. Pies en el lomo voz en el estómago. Ellos me hablan como a un hombre. Ellos esperan de mí lo que esperan de un hombre.
Pero yo sangro. Animal o mujer: hecha de sueño y lágrimas.
María Sánchez
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Edith Wharton .
Eileen Chang .
Elena Ferrante .
Enrique Vila-Matas .
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Ernest Hemingway .
Ernesto Sampaio .
F. Scott Fitzgerald .
Fernando Pessoa .
Flannery O'Connor .
Florbela Espanca .
Françoise Sagan .
Franz Kafka .
Frida Kahlo .
Gabriel García Márquez .
Gonçalo M. Tavares .
Graça Pina de Morais .
Gustave Flaubert .
Guy de Maupassant .
Harold Pinter .
Haruki Murakami .
Henri Michaux .
Herberto Hélder .
Hunter S. Thompson .
Irene Lisboa .
Irène Némirovsky .
Italo Calvino .
J. D. Salinger .
Jack Kerouac .
James Joyce .
Jean Cocteau .
Jean Genet .
Jean Meckert .
Jean-Paul Sartre .
Jeffrey Eugenides .
Jim Cartwright .
Joan Didion .
John Cheever .
José Jorge Letria .
José Saramago .
Josep Pla .
Julian Barnes .
Julio Cortázar .
Karen Blixen .
Kate Chopin .
Katherine Mansfield .
Kurt Vonnegut .
Lázaro Covadlo .
Lillian Hellman .
Luís de Sttau Monteiro .
Luís Miguel Nava .
Luiz Pacheco .
Lydia Davis .
Lygia Fagundes Telles .
Malcolm Lowry .
Manuel Hermínio Monteiro .
Manuel Jorge Marmelo .
Marcel Proust .
Margaret Atwood .
Marguerite Duras .
Marguerite Yourcenar .
Mário C. Brum .
Mário-Henrique Leiria .
Mark Lindquist .
Marquis de Sade .
Max Aub .
Miguel Castro Henriques .
Miguel Esteves Cardoso .
Miguel Martins .
Milan Kundera .
Neil Gaiman .
Nick Cave .
Norman Rush .
Orhan Pamuk .
Oscar Wilde .
Paul Auster .
Paulo Rodrigues Ferreira .
Pedro Mexia .
Penelope Fitzgerald .
Pierre Louÿs .
Rainer Maria Rilke .
Rainer Werner Fassbinder .
Raul Brandão .
Ray Bradbury .
Rebecca West .
Regina Guimarães .
Richard Yates .
Roland Topor .
Rolf Dieter Brinkmann .
Rui Nunes .
S. E. Hinton .
Sam Shepard .
Samuel Beckett .
Sarah Kane .
Shirley Jackson .
Stig Dagerman .
Susan Sontag .
Susana Moreira Marques .
Sylvia Plath .
Tennessee Williams .
Teresa Veiga .
Tom Baker .
Truman Capote .
valter hugo mãe .
Vasco Gato .
Vera Lagoa .
Vergílio Ferreira .
Virginia Woolf .
Vladimir Nabokov .
William Faulkner .
Woody Allen .
Yasunari Kawabata .
Yukio Mishima .












