«como afastar osgas das paredes»
outra vez?! este blog reduz-se a osgas e all bran. mnhami mnhami
pessoas do meu sitemeter
«ja nao vivo sem all bran»
mas o que é que se passa convosco e os cereais??
mas o que é que se passa convosco e os cereais??
mas não existem alturas certas para amar, pois não?
entrevistas a Deleuze por Claire Parnet, 1988-1989
ao homem dos meus sonhos
vem, pergunta-me se gosto de laranjas, canta-me o lili marleen ao ouvido, mas até lá, espera por mim
Eu não tinha muita coisa e hoje tenho
a soma dos teus passos quando desces
a correr os nossos treze degraus e
me prometes: até logo. Mas se
nada (ou só o nada) está escrito,
quem mais ama é quem mais tem
a recear. Com isso, passo as horas
num rebate de dramáticos motivos:
engano-me na roda dos temperos,
ponho sal na cafeteira, maionese
no saleiro, vejo o mel mudar de cor
e se me chama o telefone empalideço
como o rosto do relógio da cozinha.
Só sossego quando as gatas me garantem
que chegaste e posso então, aliviado,
unir-me ao coro de miaus que te recebe,
para mais uma noite roubada ao escuro.
José Miguel Silva
Eu não tinha muita coisa e hoje tenho
a soma dos teus passos quando desces
a correr os nossos treze degraus e
me prometes: até logo. Mas se
nada (ou só o nada) está escrito,
quem mais ama é quem mais tem
a recear. Com isso, passo as horas
num rebate de dramáticos motivos:
engano-me na roda dos temperos,
ponho sal na cafeteira, maionese
no saleiro, vejo o mel mudar de cor
e se me chama o telefone empalideço
como o rosto do relógio da cozinha.
Só sossego quando as gatas me garantem
que chegaste e posso então, aliviado,
unir-me ao coro de miaus que te recebe,
para mais uma noite roubada ao escuro.
José Miguel Silva
não acredito na morte porque acredito que quando alguém morre foi apenas dar uma volta pela cidade
vezes por ano celebramos o aniversário dos mortos
miramos os seus retratos, mas vemo-nos a nós
num espelho tão cruel quanto carinhoso
mais velhos um ano, eles, e nós
mais próximos do nosso último retrato
oh sim, fazemos anos nos mesmos dias
happy birthday, parabéns
pode-se continuar morrendo pela eternidade
Bénédicte Houart
miramos os seus retratos, mas vemo-nos a nós
num espelho tão cruel quanto carinhoso
mais velhos um ano, eles, e nós
mais próximos do nosso último retrato
oh sim, fazemos anos nos mesmos dias
happy birthday, parabéns
pode-se continuar morrendo pela eternidade
Bénédicte Houart
vamos fazer limpeza, mas geral
Vamos fazer limpeza, mas geral
e vamos deitar fora as coisas todas
que não nos servem para nada, essas
coisas que não usamos já e essas
que nada fazem mais que apanhar pó,
as que evitamos encontrar porquanto
nos trazem as lembranças mais amargas,
as que nos fazem mal, enchem espaço
ou não quisemos nunca ter por perto.
vamos fazer limpeza, mas geral,
talvez melhor ainda uma mudança
que nos permita abandonar as coisas
sem sequer lhes tocar, sem nos sujarmos,
que fiquem onde sempre têm estado;
vamos embora só nós, vida minha,
para voltar a acumular de novo.
Ou vamos deitar fogo ao que nos cerca
e ficarmos em paz com essa imagem
do braseiro do mundo face aos olhos
e com o coração desabitado.
Amalia Bautista
para assim dormirmos melhor. até amanhã
e vamos deitar fora as coisas todas
que não nos servem para nada, essas
coisas que não usamos já e essas
que nada fazem mais que apanhar pó,
as que evitamos encontrar porquanto
nos trazem as lembranças mais amargas,
as que nos fazem mal, enchem espaço
ou não quisemos nunca ter por perto.
vamos fazer limpeza, mas geral,
talvez melhor ainda uma mudança
que nos permita abandonar as coisas
sem sequer lhes tocar, sem nos sujarmos,
que fiquem onde sempre têm estado;
vamos embora só nós, vida minha,
para voltar a acumular de novo.
Ou vamos deitar fogo ao que nos cerca
e ficarmos em paz com essa imagem
do braseiro do mundo face aos olhos
e com o coração desabitado.
Amalia Bautista
para assim dormirmos melhor. até amanhã
Maria Cristina
Maria Cristina é sem-abrigo. Vive numa rua da baixa da cidade, perto do Teatro Nacional. Considera essa rua sua e, sempre que há estreias no teatro, incomoda-a os carros estacionados no passeio. Para além desta rua, pouca coisa tem Maria Cristina: uma corneta, roupa e papel, repartidos por quatro sacos de plástico. Em noite de estreias no teatro, Maria Cristina gosta de tocar a corneta. Acredita que só depois do seu contributo, o espectáculo pode começar.
(...)
ENTRETANTO NA RUA DE MARIA CRISTINA...
Além de compôr música erudita para uma corneta, Maria Cristina passa parte do tempo a contar as pedras da calçada da sua rua. - Pode alguma dia uma pedra ir embora? E se isso acontecer, cabe uma pedra no espaço de outra? - questiona-se amiúde. Por entre o debate das respostas, Maria Cristina confirma diariamente os 523 quadrados irregulares de calcário branco. Um a um. O fim desta actividade é celebrada a coçar-se. Maria Cristina coça-se e sorri e sorri à medida que se coça: o prurido da felicidade adensa a vontade em comichão.
(...)
ENTRETANTO NA RUA DE MARIA CRISTINA...
Mais do que fazer música com a corneta e contar as pedras da calçada da sua rua, Maria Cristina espreita duas molduras que repartiu pelo mesmo número de bolsos das calças. No Inverno, vê somente a moldura do bolso esquerdo: na fotografia, aparece a imagem a cores de uma Maria Cristina sorridente (os dentes na cara), vestida com uma t-shirt de manga cava. No Verão, a imagem muda como o bolso: Maria Cristina observa com atenção uma moldura que se revela a preto e branco (sem dentes nem cara), vestida com um grosso casaco de lã. Maria Cristina tem saudades do Verão, quando o tempo está frio e chuvoso, e do Inverno, quando o sol está quente e vigoroso.
Mário C. Brum, Discinesia em Eco
(para o que eu havia de estar guardada)
(...)
ENTRETANTO NA RUA DE MARIA CRISTINA...
Além de compôr música erudita para uma corneta, Maria Cristina passa parte do tempo a contar as pedras da calçada da sua rua. - Pode alguma dia uma pedra ir embora? E se isso acontecer, cabe uma pedra no espaço de outra? - questiona-se amiúde. Por entre o debate das respostas, Maria Cristina confirma diariamente os 523 quadrados irregulares de calcário branco. Um a um. O fim desta actividade é celebrada a coçar-se. Maria Cristina coça-se e sorri e sorri à medida que se coça: o prurido da felicidade adensa a vontade em comichão.
(...)
ENTRETANTO NA RUA DE MARIA CRISTINA...
Mais do que fazer música com a corneta e contar as pedras da calçada da sua rua, Maria Cristina espreita duas molduras que repartiu pelo mesmo número de bolsos das calças. No Inverno, vê somente a moldura do bolso esquerdo: na fotografia, aparece a imagem a cores de uma Maria Cristina sorridente (os dentes na cara), vestida com uma t-shirt de manga cava. No Verão, a imagem muda como o bolso: Maria Cristina observa com atenção uma moldura que se revela a preto e branco (sem dentes nem cara), vestida com um grosso casaco de lã. Maria Cristina tem saudades do Verão, quando o tempo está frio e chuvoso, e do Inverno, quando o sol está quente e vigoroso.
Mário C. Brum, Discinesia em Eco
(para o que eu havia de estar guardada)
se eu fosse um vídeo
and they know just what we do / that we toss and turn at night / they're waiting to make their moves on us / the stars are out tonight
tenho 22 anos e estou cansada
Tenho 31 anos e estou cansado.
Todos os sítios me vão parecendo, finalmente,
igualmente maus.
Todas as pessoas, incluindo as que gostam de mim,
insuportáveis.
Não encontro sentido nem para o que faço
nem para as coisas que deixo por fazer.
Olho para os outros
com a absoluta certeza de quem vê
não semelhantes,
serenos, resignados, envilecidos extraterrestres.
Olho para mim
e sinto-me como se não tivesse outros com quem partilhar.
Para onde quer que eu olhe,
a insuportável mentira que faz ninho, germina, destila
este tempo, este país, este modo de viver
a que chamam
progressista, tolerante, solidário, democrático,
avançado, europeu, e melhor e melhor
que todos os existidos,
que todos os possíveis.
Este modo de viver
onde falta tudo o que foi nomeado.
Que desfez a classe trabalhadora sem uma única bala,
que encarcerou as consciências sem uma única grade,
que me afasta sem um único cassetete,
que me exclui sem um ferro candente,
sem sequer uma estrela amarela na lapela.
Este tempo
de fatos novos,
de Imperadores.
Antonio Orihuela
Todos os sítios me vão parecendo, finalmente,
igualmente maus.
Todas as pessoas, incluindo as que gostam de mim,
insuportáveis.
Não encontro sentido nem para o que faço
nem para as coisas que deixo por fazer.
Olho para os outros
com a absoluta certeza de quem vê
não semelhantes,
serenos, resignados, envilecidos extraterrestres.
Olho para mim
e sinto-me como se não tivesse outros com quem partilhar.
Para onde quer que eu olhe,
a insuportável mentira que faz ninho, germina, destila
este tempo, este país, este modo de viver
a que chamam
progressista, tolerante, solidário, democrático,
avançado, europeu, e melhor e melhor
que todos os existidos,
que todos os possíveis.
Este modo de viver
onde falta tudo o que foi nomeado.
Que desfez a classe trabalhadora sem uma única bala,
que encarcerou as consciências sem uma única grade,
que me afasta sem um único cassetete,
que me exclui sem um ferro candente,
sem sequer uma estrela amarela na lapela.
Este tempo
de fatos novos,
de Imperadores.
Antonio Orihuela
muito
Nunca pensei a música como uma
companhia pequena, assim de redor. Foi sempre uma presença central,
essencial, interior. E as vozes, porque as vozes são as pessoas a
transformarem-se inteiras num instrumento, o único instrumento com
coração pulmões, sonho e medo, foram o que mais me marcou. As
vozes que carregam cada palavra num som até então inédito. Cada um
de nós, até os que parecem apenas gralhas, temos vozes únicas que
podem conter maravilha. E o virtuosismo também não me interessa.
Interessa-me o genuíno. Mesmo a falha.
Quem não ama Nina Simone quando ela
prolonga uma nota e aquilo lhe sai tudo desafinado e sem fôlego? É
linda. Perfeita quando teve de ser perfeita. Humana e única quando
falhou. Sempre intensa. Sou todo da Billie Holiday. Voz de bicho
magoado, sem grande escala, mas alma para todo o tamanho de um prédio
e não para o tamanho pequenino de uma mulher. Sou todo da Billie
Holiday e só vou acreditar em deus se me prometerem que ela me
aguarda num lugar qualquer, pousada numa nuvem a beber um vinho bom,
a sorrir aos pássaros que sobem ali para aprenderem a cantar.
valter hugo mãe no Jornal de Letras do quinzenário que passou
branca de neve despede-se dos sete anões
Prometo escrever-vos, lenços que se perdem no horizonte, risos que empalidecem, rostos que caem sem peso sobre a erva húmida, onde as aranhas tecem agora as suas teias azuis. Na casa do bosque estalam, de noite, as velhas madeiras, o vento agita coçados cortinados, entra apenas a lua através das gretas. Os espelhos silenciosos, agora, que grotescos!, envenenados pentes, maçãs, malefícios, que cheiro a lugar fechado!, agora, que grotescos!. Terei saudades vossas, nunca vos esquecerei. Lenços que se perdem no horizonte. Ao longe ouvem-se pancadas secas, uma após outra as árvores sucumbem. Está à venda o jardim das cerejeiras.
Leopoldo María Panero
Leopoldo María Panero
dos pequenos grandes consolos
e as duas resmungando as suas vidas até caírem extenuadas de sono, já muito mais tarde do que poderiam imaginar. seguramente não lhes faltaria conversa para ficarem acordadas, e isso provava o quanto se atiravam aos ouvidos uma da outra, relatadas de todos os anseios e defeitos sem segredo, constantemente reaproximadas numa amizade de sempre e para sempre.
valter hugo mãe, o apocalipse dos trabalhadores
valter hugo mãe, o apocalipse dos trabalhadores
fifteen ways to stay alive
1. Offer the wolves your arm only from the elbow down. Leave tourniquet space. Do not offer them your calves. Do not offer them your side. Do not let them near your femoral artery, your jugular. Give them only your arm.
2. Wear chapstick when kissing the bomb.
3. Pretend you don’t know English.
4. Pretend you never met her.
5. Offer the bomb to the wolves. Offer the wolves to the zombies.
6. Only insert a clean knife into your chest. Rusty ones will cause tetanus. Or infection.
7. Don’t inhale.
8. Realize that this love was not your trainwreck, was not the truck that flattened you, was not your Waterloo, did not cause massive hemorrhaging from a rusty knife. That love is still to come.
9. Use a rusty knife to cut through most of the noose in a strategic place so that it breaks when your weight is on it.
10. Practice desperate pleas for attention, louder calls for help. Learn them in English, French, Spanish: May Day, Aidez-Moi, Ayúdeme.
11. Don’t kiss trainwrecks. Don’t kiss knives. Don’t kiss.
12. Pretend you made up the zombies, and only superheroes exist.
13. Pretend there is no kryptonite.
14. Pretend there was no love so sweet that you would have died for it, pretend that it does not belong to someone else now, pretend like your heart depends on it because it does. Pretend there is no wreck — you watched the train go by and felt the air brush your face and that was it. Another train passing. You do not need trains. You can fly. You are a superhero. And there is no kryptonite.
15. Forget her name.
Daphne Gottlieb
2. Wear chapstick when kissing the bomb.
3. Pretend you don’t know English.
4. Pretend you never met her.
5. Offer the bomb to the wolves. Offer the wolves to the zombies.
6. Only insert a clean knife into your chest. Rusty ones will cause tetanus. Or infection.
7. Don’t inhale.
8. Realize that this love was not your trainwreck, was not the truck that flattened you, was not your Waterloo, did not cause massive hemorrhaging from a rusty knife. That love is still to come.
9. Use a rusty knife to cut through most of the noose in a strategic place so that it breaks when your weight is on it.
10. Practice desperate pleas for attention, louder calls for help. Learn them in English, French, Spanish: May Day, Aidez-Moi, Ayúdeme.
11. Don’t kiss trainwrecks. Don’t kiss knives. Don’t kiss.
12. Pretend you made up the zombies, and only superheroes exist.
13. Pretend there is no kryptonite.
14. Pretend there was no love so sweet that you would have died for it, pretend that it does not belong to someone else now, pretend like your heart depends on it because it does. Pretend there is no wreck — you watched the train go by and felt the air brush your face and that was it. Another train passing. You do not need trains. You can fly. You are a superhero. And there is no kryptonite.
15. Forget her name.
Daphne Gottlieb
when i grow old
When I am an old woman I shall wear purple
And I shall spend my pension on brandy and summer gloves
And satin sandals, and say we've no money for butter.
I shall sit down on the pavement when I'm tired
And gobble up samples in shops and press alarm bells
And run my stick along the public railings
And make up for the sobriety of my youth.
I shall go out in slippers in the rain
And pick flowers in other people's gardens
And learn to spit.
You can wear terrible shirts and grow more fat
And eat three pounds of sausages at a go
Or only bread and pickle for a week
And hoard pens and pencils and beermats and things in boxes.
But now we must have clothes that keep us dry
And pay our rent and not swear in the street
And set a good example for the children.
We must have friends to dinner and read the papers.
But maybe I ought to practice a little now?
So people who know me are not too shocked and surprised
When suddenly I am old, and start to wear purple.
Jenny Joseph, Warning
(isto é a coisa mais bonita de sempre. como é que ponho corações aqui?)
ladies and gentlemen, good evening
Estás a começar a ler o novo romance Se numa noite de Inverno um viajante de Italo Calvino. Descontrai-te. Recolhe-te. Afasta de ti todos os outros pensamentos. deixa esfumar-se no indistinto o mundo que te rodeia. A porta é melhor fechá-la; lá dentro a televisão está sempre acesa. Diz aos outros: “Estou a ler! Não quero que me incomodem!”. Não devem ter-te ouvido, com aquele barulho todo; fala mais alto, grita: “Estou a começar a ler o novo romance de Italo Calvino!” Ou se não quiseres não digas nada; esperemos que te deixem em paz.
É claro que a posição ideal para ler nunca se consegue arranjar. Dantes lia-se de pé, diante de uma estante. As pessoas estavam habituadas a ficar de pé. Era assim que se repousava quando se estava cansado de andar a cavalo. A cavalo ninguém se lembrou alguma vez de ler; e no entanto agora essa de ler sobre o arção, com o livro pousado nas crinas do cavalo, se calhar até preso às orelhas com um adereço especial, é ideia que achas atraente. De pés nos estribos devia-se ficar com muita comodidade para ler; ter os pés soerguidos é primeira condição para desfrutar da leitura.
Bem, afinal de que estás à espera? Estende as pernas, estica também os pés numa almofada, em duas almofadas, nos braços do sofá, nas orelhas da poltrona, na mesinha de chá, na secretária, no piano, no mapa-mundo. Descalça primeiro os sapatos. Mas só se quiseres ficar de pés soerguidos, senão torna a calçá-los. E agora não fiques para aí de sapatos numa mão e livro na outra.
Regula a luz de modo a não te cansar a vista. Fá-lo já, porque assim que estiveres mergulhado na leitura, nem penses em mexer-te. Arranja-te de maneira a que a página não fique na sombra, um emaranhado de letras negras sobre fundo cinzento, uniformes como uma ninhada de ratos; mas tem cuidado para que não lhe bata de chapa uma luz demasiado forte e que não se reflicta no branco cru do papel roendo as sombras dos caracteres como um meio-dia do Sul. Tenta prever tudo o que puder evitar-te o interromper da leitura. Os cigarros ao alcance da mão, se fumares, e o cinzeiro. Que mais é que falta? Tens de ir fazer chichi? Bem, tu é que sabes.
Não é por esperares alguma coisa especial deste livro em especial. És uma pessoa que por questão de princípios já não espera nada de nada. Há muitos, mais jovens que tu mas também menos jovens, que vivem na expectativa de experiências extraordinárias; dos livros, das pessoas, das viagens, dos acontecimentos, do que o dia de amanhã lhes reserva. Tu não. Tu sabes que o melhor que se pode esperar é evitar o pior. Foi esta a conclusão a que chegaste, tanto na vida pessoal, como nas questões gerais e até mesmo mundiais. E com os livros? É isso, exactamente porque o excluíste em todos os outros campos, achas que é justo concederes-te ainda este prazer juvenil da expectativa num sector bem circunscrito como é o dos livros, onde as coisas te podem correr mal ou correr bem, mas o risco de decepção não é grave.
(...)
Italo Calvino, Se Numa Noite de Inverno Um Viajante
dieta
© Ernesto Timor
Deitei-me sem jantar, naquela noite
sonhei que te comia o coração.
Suponho que seria pela fome.
Enquanto devorava aquela fruta
- era doce e amarga ao mesmo tempo -
tu beijavas-me com os lábios frios,
mais frios e pálidos que nunca.
Suponho que seria pela morte.
Amalia Bautista
exclamações
olha! meio-dia! horas de apanhar o autocarro! tanta
gente! gente por todo o lado! todos tão espremidos!
curtido! aquele fulano! que trombil! e que pescoço!
setenta e cinco centímetros! pelo menos! e o galão!
o galão! não o tinha visto! o galão! é o mais curti-
do! esta agora! o galão! à volta do chapéu! um galão!
curtido! curtido a valer! ó p'ra ele a mandar vir!
o tipo do galão! com o sujeito do lado! e o que lhe
diz! o outro! tinha-o pisado! vão desatar à estalada!
de certeza! parece que não! parece que sim! ó, dá-
-lhe! dá-lhe! dá-lhe uma mordidela no olho! vá lá!
força! então, caraças! não pode ser! meteu o rabo
entre as pernas! o tipo! do pescoço comprido! com o
galão! e é p'ra um lugar vago que ele corre! olha,
olha! o fulano!
ora esta! sim, senhor! não! não estou enganado! é
mesmo ele! ali! na cour de rome! em frente da estação
de sain-lazare! a andar de um lado pró o outro! com
outro tipo! e então o que o outro lhe diz! que ele
devia acrescentar um botão! pois! um botão ao sobre-
tudo! ao sobretudo!
Raymond Queneau
Subscrever:
Mensagens (Atom)
~
poemário daqui
A. M. Pires Cabral
Abel Neves
Adília Lopes
Adolfo Casais Monteiro
Agustina Bessa-Luís
Al Berto
Albano Martins
Alberto Pimenta
Alexandra Malheiro
Alexandre Nave
Alexandre O'Neill
Alice Turvo
Alice Vieira
Almada Negreiros
Américo António Lindeza Diogo
Ana Bessa Carvalho
Ana C.
Ana Caeiro
Ana Cristina César
Ana Duarte
Ana Hatherly
Ana Luísa Amaral
Ana Marques Gastão
Ana Martins Marques
Ana Paula Inácio
Ana Salomé
Ana Tecedeiro
Ana Teresa Pereira
Ana Tinoco
André Tomé
Andreia C. Faria
Angélica Freitas
Ângelo de Lima
Aníbal Fernandes
António Amaral Tavares
António Botto
António Dacosta
António Franco Alexandre
António Gancho
António Gedeão
António Gregório
António José Forte
António Manuel Pires Cabral
António Maria Lisboa
António Mega Ferreira
António Osório
António Pedro
António Quadros Ferro
António Ramos Pereira
António Ramos Rosa
António Rebordão Navarro
António Reis
António S. Ribeiro
Armando Baptista-Bastos
Armando Silva Carvalho
Artur do Cruzeiro Seixas
Bénédicte Houart
Bruno Béu
Bruno Sousa Villar
Camilo Castelo Branco
Camilo Pessanha
Carlos Alberto Machado
Carlos Bessa
Carlos de Oliveira
Carlos Eurico da Costa
Carlos Mota de Oliveira
Carlos Poças Falcão
Carlos Soares
Casimiro de Brito
Catarina Nunes de Almeida
Cesário Verde
Cláudia R. Sampaio
Cruzeiro Seixas
Daniel Faria
Daniel Filipe
David Mourão-Ferreira
David Teles Pereira
Delfim Lopes
Dulce Maria Cardoso
Eastwood da Silva
Eduarda Chiote
Egito Gonçalves
Ernesto Sampaio
Eugénio de Andrade
Eugénio Lisboa
Fernando Assis Pacheco
Fernando Esteves Pinto
Fernando Lemos
Fernando Pessoa
Fernando Pinto do Amaral
Fiama Hasse Pais Brandão
Filipa Leal
Filipe Homem Fonseca
Florbela Espanca
Frederico Pedreira
gil t. sousa
Golgona Anghel
Gonçalo M. Tavares
Helder Moura Pereira
Helena Carvalho
Helga Moreira
Hélia Correia
Henrique Manuel Bento Fialho
Henrique Risques Pereira
Herberto Hélder
Inês Dias
Inês Fonseca Santos
Inês Lourenço
Isabel Meyrelles
Joana Morais Varela
Joana Serrado
João Almeida
João Bénard da Costa
João Cabral de Melo Neto
João Camilo
João Damasceno
João Ferreira Oliveira
João Habitualmente
João Luís Barreto Guimarães
João Maia
João Manuel Ribeiro
João Miguel Henriques
João Pacheco
João Pereira Coutinho
João Rodrigues
João Vasco Coelho
Joaquim Manuel Magalhães
Joaquim Pessoa
Jorge Carrera Andrade
Jorge de Sena
Jorge Gomes Miranda
Jorge Melícias
Jorge Roque
Jorge Sousa Braga
José Agostinho Baptista
José Alberto Oliveira
José Amaro Dionísio
José António Franco
José Cardoso Pires
José Carlos Barros
José Carlos Soares
José Efe
José Gomes Ferreira
José Manuel de Vasconcelos
José Mário Silva
José Miguel Silva
José Pascoal
José Ricardo Nunes
José Rui Teixeira
José Saramago
José Sebag
José Tolentino Mendonça
Judith Teixeira
Leitão de Barros
Leonor Castro Nunes
Luís Miguel Nava
Luís Quintais
Luiza Neto Jorge
Madalena de Castro Campos
Mafalda Gomes
Manuel A. Domingos
Manuel António Pina
Manuel Cintra
Manuel da Silva Ramos
Manuel de Castro
Manuel de Freitas
Manuel Fúria
Manuel Gusmão
Marcelino Vespeira
Margarida Vale de Gato
Maria Ângela Alvim
Maria Azenha
Maria do Rosário Pedreira
Maria Gabriela Llansol
Maria João Lopes Fernandes
Maria Judite de Carvalho
Maria Keil
Maria Mergulhão
Maria Sousa
Maria Teresa Horta
Maria Velho da Costa
Mário Cesariny
Mário Contumélias
Mário de Sá-Carneiro
Mário Dionísio
Mário Quintana
Mário Rui de Oliveira
Mário-Henrique Leiria
Marta Chaves
Matilde Campilho
Mendes de Carvalho
Miguel Cardoso
Miguel Martins
Miguel Sousa Tavares
Miguel Torga
Miguel-Manso
Nuno Araújo
Nuno Bragança
Nuno Júdice
Nuno Moura
Nuno Ramos
Nuno Travanca
Patrícia Baltazar
Paulo José Miranda
Pedro Jordão
Pedro Loureiro
Pedro Mexia
Pedro Oom
Pedro Santo Tirso
Pedro Sena-Lino
Pedro Tamen
Pedro Tiago
Piedade Araujo Sol
Raquel Nobre Guerra
Raquel Serejo Martins
Raul de Carvalho
Raul Malaquias Marques
Regina Guimarães
Reinaldo Ferreira
Renata Correia Botelho
Ricardo Adolfo
Rosa Alice Branco
Rosa Maria Martelo
Rui Almeida
Rui Baião
Rui Caeiro
Rui Cóias
Rui Costa
Rui Knopfli
Rui Lage
Rui Manuel Amaral
Rui Nunes
Rui Pedro Gonçalves
Rui Pires Cabral
Rute Mota
Ruy Belo
Ruy Cinatti
Ruy Ventura
Samuel Úria
Sandra Andrade
Sandra Costa
Sebastião Alba
Sílvio Mendes
Soares de Passos
Sofia Crespo
Sofia Leal
Sophia de Mello Breyner Andresen
Tatiana Faia
Teixeira de Pascoaes
Teresa Balté
Teresa M. G. Jardim
Tiago Araújo
Tiago Gomes
valter hugo mãe
Vasco Gato
Vasco Graça Moura
Vítor Nogueira
Yvette K. Centeno
poemário dali
A. E. Housman
Abbas Kiarostami
Abel Feu
Adelaide Ivánova
Adélia Prado
Adrienne Rich
Agota Kristof
Al Purdy
Alberto Tugues
Alda Merini
Aldous Huxley
Alejandra Pizarnik
Alejandro Jodorowsky
Alexander Demidov
Alfredo Veiravé
Alice Walker
Allen Ginsberg
Amalia Bautista
Amiri Baraka
Amy Lowell
Amy M. Homes
Ana Merino
André Breton
Andrés Trapiello
Angela Carter
Anis Mojgani
Anna Akhmatova
Anna Kamienska
Anne Carson
Anne Perrier
Anne Sexton
Antonia Pozzi
Antonin Artaud
Antonio Gamoneda
Antonio Orihuela
Antonio Pérez Morte
Antonio Sáez Delgado
Arnold Lobel
Arseny Tarkovsky
Arthur Rimbaud
Basilio Sánchez
Benjamín Prado
Bernard-Marie Koltès
Billy Collins
Boris Vian
Brett Elizabeth Jenkins
Brian Andreas
Brian Patten
Carl Phillips
Carl Sandburg
Carlos Drummond de Andrade
Carlos Edmundo de Ory
Carlos Marzal
Carmen Gloria Berríos
Carol Ann Duffy
Cecília Meireles
Cesare Pavese
Charles Baudelaire
Charles Bukowski
Charles Dana Gibson
Charles M. Schulz
Chen Bolan
Christoph Wilhelm Aigner
Clarice Lispector
Constantino Cavafy
Corey Zeller
Countee Cullen
Cristopher Painter
Cristovam Pavia
Czesław Miłosz
Damien Sevhac
Daniel Clowes
Daniel Francoy
Daniel Pennac
Daphne Gottlieb
David Bowie
David Lagmanovich
David Lehman
Delia Brown
Delmore Schwarts
Derek Walcott
Derrick Brown
Diamanda Galás
Diane Ackerman
Djuna Barnes
Don Herold
Dorianne Laux
Dorothea Lasky
Dorothy Parker
Douglas Huebler
Dylan Thomas
E. E. Cummings
E. Ethelbert Miller
E. M. Cioran
Edgar Allan Poe
Edna O'Brien
Eduarda Chiote
Eduardo Bechara
Eeva-Liisa Manner
Egito Gonçalves
Eleanor Farjeon
Elías Moro
Elie Wiesel
Elis Regina
Elizabeth Bishop
Elizabeth Ross Taylor
Else Lasker-Schuler
Elsie Wood
Emily Dickinson
Emily Kagan Trenchard
Erin Dorsey
Eunice de Souza
Fabiano Calixto
Federico Díaz-Granados
Federico García Lorca
Félix Grande
Fernando Arrabal
Fernando Caio de Abreu
Fernando Echevarría
Fernando Gandra
Ferreira Gular
Forough Farrokhzad
Francisco Madariaga
Frank O'Hara
Frederico Pedreira
G. K. Chesterton
Gabriel Celaya
Geir Gulliksen
Georges Bataille
Gerrit Komrij
Giánnis Ritsos
Giovanny Gómez
Glória Gervitz
Gottfried Benn
Guillaume Apollinaire
Günter Kunert
Gustavo Adolfo Bécquer
Gustavo Ortiz
H. P. Lovecraft
Hal Sirowitz
Hans-Ulrich Treichel
Harold Pinter
Harvey Shapiro
Heiner Müller
Heinrich Heine
Helen Mort
Henri Béhar
Henri Michaux
Henry Rollins
Hermann Hesse
Hilda Hilst
Hilde Domin
Hoa Nguyen
Hugh Mackay
Hugo von Hofmannsthal
Hugo Williams
Ingeborg Bachmann
Ingmar Heytze
Isabel Meyrelles
Isabelle McNeill
J. M. Fonollosa
J. R. R. Tolkien
Jack Gilbert
Jack Kerouac
Jack Winter
Jacques Lacan
Jacques Prévert
James L. White
James Rogers
James Tate
Jane Hirshfield
Janet Frame
Jean Baudrillard
Jean Day
Jeanette Winterson
Jenny Joseph
Jenny Schecter
Jesús Llorente
Jim Carroll
Joan Julier Buck
Joan Margarit
Jodi Picoult
Johann Wolfgang Goethe
Johannes Bobrowski
John Ashbery
John Giorno
John Keats
John Mateer
John Updike
Jonathan Littell
Jonathan Safran Foer
Jonathan Swift
Jorge Amado
Jorge Luis Borges
José Eduardo Agualusa
José Gardeazabal
José Mateos
Joseph Brodsky
Joseph Cervavolo
József Attila
Juan José Millás
Juan Ramón Jiménez
Judith Herzberg
Junko Takahashi
Justine Hermitage
Katerina Angheláki-Rooke
Kathy Acker
Kendra Grant
Kenneth Patchen
Kenneth Traynor
Kosntandinos Kavafis
Kristina H.
Langston Hughes
Larissa Szporluk
Lauren Mendinueta
Laurie Anderson
Lawrence Ferlinghetti
Lêdo Ivo
Leila Miccolis
Leonard Cohen
Leonardo Chioda
Leonardo Da Vinci
Leopoldo María Panero
Lewis Carroll
liam ryan
Lígia Reyes
Lord Byron
Lou Andreas-Salomé
Lou Reed
Louis Aragon
Louis Buisseret
Lourdes Espínola
Lucía Estrada
Luis Alberto de Cuenca
Luís Filipe Parrado
Luis García Montero
Malcolm Lowry
Manoel de Barros
Manuel Arana
Marco Mackaaij
Margaret Atwood
María Sánchez
Marianne Boruch
Mariano Peyrou
Marin Sorescu
Marina Colasanti
Martha Carolina Dávila
Martin Amis
Mary Elizabeth Frye
Mary Jo Salter
Mary Oliver
Mary Ruefle
Max Porter
Medlar Lucan & Durian Gray
Melissa Witcombe
Mia Couto
Michael Drayton
Michel Carpassou
Michel Houellebecq
Miguel de Cervantes
Miriam Reyes
Mitch Albom
Morgan Parker
Muhammad al-Maghut
Muriel Rukeyser
Natsume Soseki
Neil Gaiman
Nicanor Parra
Nichita Stanescu
Nicole Blackman
Nina Rizzi
Octavio Paz
Olga Orozco
Omar Khayyam
Osho
Otávio Campos
Pablo Fidalgo Lareo
Pablo García Casado
Pablo Neruda
Pat Boran
Patricia Beer
Patti Smith
Paul Éluard
Paul Géraldy
Paul Theroux
Paulo Leminski
Pentti Saaritsa
Per Aage Brandt
Pere Gimferrer
Philip Larkin
Philip Roth
Philippe Wollney
Pia Tafdrup
Pier Paolo Pasolini
Pierre Reverdy
Piotr Sommer
Rafael Alberti
Rainer Maria Rilke
Ramón Gómez de la Serna
Raúl Gustavo Aguirre
Raymond Carver
Raymond Queneau
Reinaldo Ferreira
Reiner Kunze
Richard Brautigan
Richard Burton
Roald Dahl
Robert Creeley
Robert Frost
Roberto Bolaño
Roberto Fernández Retamar
Roberto Juarroz
Robin Robertson
Rod McKuen
Roger Wolfe
Ron Padgett
Rosa Aliaga Ibañez
Rosemarie Urquico
Rubens Borba de Moraes
Rudyard Kipling
Russell Edson
Ruth Stone
Ryan Montanti
Saiónji Sanekane
Salman Rushdie
Salvador Novo
Sam Shepard
Samuel Beckett
Sandro Penna
Santiago Nazarian
Sei Shonagon
Serge Gainsbourg
Sharon Olds
Shel Silverstein
Silvia Chueire
Silvia Ugidos
Simone de Beauvoir
Somerset Maugham
Stephen Crane
Stephen Wright
Steve Mccaffery
Stevie Smith
Stuart Dischell
Sue Goyette
Susana Cabuchi
Sylvia Plath
T. S. Eliot
Tai Fu Ku
Tanya Davis
Tati Bernard
Tatianna Rei Moonshadow
Tennessee Williams
Thom Gunn
Tiago Fabris Rendelli
Tilly Strauss
Tom Baker
Tom Waits
Toni Montesinos Gilbert
Ulla Hahn
Valentine de Saint-Point
Vicente Aleixandre
Victor Heringer
Victor Prado
Vincenzo Cardarelli
Vinicius de Moraes
Vladimir Maiakovski
Vladimir Nabokov
W. H. Auden
Walt Whitman
Warsan Shire
William Blake
William Butler Yeats
William Carlos Williams
William Shakespeare
Winnie Meisler
Winona Baker
Wislawa Szymborska
Yehuda Amichai
Yohji Yamamoto
Yoko Ono
Yorgos Seferis
Zee Avi
livraria
. A Sul de Nenhum Norte .
. Granta .
Adolfo Bioy Casares .
Al Berto .
Alexandre O'Neill .
Algernon Blackwood .
Ali Smith .
Alice Munro .
Alice Turvo .
Almanaque do Dr. Thackery .
Anaïs Nin .
Anita Brookner .
Ann Beattie .
Annemarie Schwarzenbach .
Anton Tchekhov .
António Ferra .
António Lobo Antunes .
Arthur Miller .
Boris Vian .
Bret Easton Ellis .
Carlos de Oliveira .
Carson McCullers .
Charles Bukowski .
Chuck Palahniuk .
Clarice Lispector .
Conde de Lautréamont .
Cormac McCarthy .
Cristiane Lisbôa .
Donald Barthelme .
Doris Lessing .
Dulce Maria Cardoso .
Edith Wharton .
Eileen Chang .
Elena Ferrante .
Enrique Vila-Matas .
Erasmo de Roterdão .
Ernest Hemingway .
Ernesto Sampaio .
F. Scott Fitzgerald .
Fernando Pessoa .
Flannery O'Connor .
Florbela Espanca .
Françoise Sagan .
Franz Kafka .
Frida Kahlo .
Gabriel García Márquez .
Gonçalo M. Tavares .
Graça Pina de Morais .
Gustave Flaubert .
Guy de Maupassant .
Harold Pinter .
Haruki Murakami .
Henri Michaux .
Herberto Hélder .
Hunter S. Thompson .
Irene Lisboa .
Irène Némirovsky .
Italo Calvino .
J. D. Salinger .
Jack Kerouac .
James Joyce .
Jean Cocteau .
Jean Genet .
Jean Meckert .
Jean-Paul Sartre .
Jeffrey Eugenides .
Jim Cartwright .
Joan Didion .
John Cheever .
José Jorge Letria .
José Saramago .
Josep Pla .
Julian Barnes .
Julio Cortázar .
Karen Blixen .
Kate Chopin .
Katherine Mansfield .
Kurt Vonnegut .
Lázaro Covadlo .
Lillian Hellman .
Luís de Sttau Monteiro .
Luís Miguel Nava .
Luiz Pacheco .
Lydia Davis .
Lygia Fagundes Telles .
Malcolm Lowry .
Manuel Hermínio Monteiro .
Manuel Jorge Marmelo .
Marcel Proust .
Margaret Atwood .
Marguerite Duras .
Marguerite Yourcenar .
Marina Tsvetáeva .
Mário C. Brum .
Mário-Henrique Leiria .
Mark Lindquist .
Marquis de Sade .
Max Aub .
Miguel Castro Henriques .
Miguel Esteves Cardoso .
Miguel Martins .
Milan Kundera .
Natalia Ginzburg .
Neil Gaiman .
Nick Cave .
Norman Rush .
Orhan Pamuk .
Oscar Wilde .
Paul Auster .
Paulo Rodrigues Ferreira .
Pedro Mexia .
Penelope Fitzgerald .
Pierre Louÿs .
Rainer Maria Rilke .
Rainer Werner Fassbinder .
Raul Brandão .
Ray Bradbury .
Rebecca West .
Regina Guimarães .
Richard Yates .
Roland Barthes .
Roland Topor .
Rolf Dieter Brinkmann .
Rui Nunes .
S. E. Hinton .
Sam Shepard .
Samuel Beckett .
Sarah Kane .
Sebastian Barry .
Shirley Jackson .
Stig Dagerman .
Susan Sontag .
Susana Moreira Marques .
Sylvia Plath .
Tennessee Williams .
Teresa Veiga .
Tom Baker .
Truman Capote .
valter hugo mãe .
Vasco Gato .
Vera Lagoa .
Vergílio Ferreira .
Virginia Woolf .
Vladimir Nabokov .
William Faulkner .
Woody Allen .
Yasunari Kawabata .
Yukio Mishima .

