do concreto ao abstracto ao nulo

© Louise-Bourgeois

seven unpopular things to say about blood

1
Our mothers bled, and bleed,
and our enemies,
and our enemies’ mothers.

2
It rushes to the finest
nick, romances the blade.

3
It dreams
the primary dream of liquids:
to sleep, horizontally.

4
It is in the surgeon’s heart,
the executioner’s brain.

5
Vampires and journalists
are excited by it; poets
faint on sight.

6
I knew it better as a child,
kept scabs, like ladybirds, in jars.

7
Blood: now mine would be with yours
until the moon breaks orbit
and the nights run cold.


Pat Boran, Grisu nº1


tenham um domingo sangrento. no bom ou no mau sentido, como vos aprouver

herzensschatzi komm, sweetheart come

© Emma Hauck

em fevereiro de 1909, Emma Hauck foi, aos trinta anos, internada no hospital psiquiátrico da universidade de heidelberg, na alemanha, com esquizofrenia. (ufa) morre onze anos depois e é descoberta a colecção comovente de cartas, escritas obsessivamente pela mão da doce Emma - todas elas dirigidas ao perdido marido Mark. pouco se percebe mas repetem-se os «herzensschatzi komm» (sweetheart come) e «komm komm komm» (come, come, come).

olhem, não sei. lágrimas

cartas de amor quem as não tem

So My Lumps,

You’re off, by God! I can barely believe it since I am so unaccustomed to anybody leaving me. But reflectively I wonder why nobody did so before.

All I care about - honest to God - is that you are happy and I don’t much care who you’ll find happiness with. I mean as long as he’s a friendly bloke and treats you nice and kind.

If he doesn’t, I’ll come at him with a hammer and clinker. God’s eye may be on the sparrow, but my eye will always be on you. Never forget your strange virtues.

Never forget that underneath that veneer of raucous language is a remarkable and puritanical LADY.

I am a smashing bore and why you’ve stuck by me so long is an indication of your loyalty. I shall miss you with passion and wild regret. You know, of course, my angelic one, that everything I (we) have is yours, so you should be fairly comfortable.

Don’t, however, let your next inamorata use it, otherwise I might become a trifle testy. And if he takes my former wife and turns her into stress and strife, I’ll smash him bash him, laugh or crash him, slash him, trash him etc.

Christ, I am possessed by language. Mostly bad. (Sloshed, d’yer think?) So now, have a good time. You may rest assured that I will not have affairs with any other female. Anybody after you is going to be disinteresting.

I shall gloom a lot and stare morosely into unimaginable distances and act a bit - probably on the stage - to keep me in booze and butter, but chiefly and above all I shall write. Not about you, I hasten to add. I’ll leave it to you to announce the parting of the ways while I shall never say or write one word except this valedictory note to you.

Try and look after yourself. Much love. Don’t forget that you are probably the greatest actress in the world, you are the best there can be. I wish I could borrow a minute portion of your passion and commitment, but there you are - cold is cold as ice is ice.


escreveu o Richard Burton à Elizabeth Taylor

cartas de amor quem as não tem

My Dearest Gertrude,

You will be sorry, and surprised, and puzzled, to hear what a queer illness I have had ever since you went. I sent for the doctor, and said, "Give me some medicine. for I'm tired." He said, "Nonsense and stuff! You don't want medicine: go to bed!" I said, "No; it isn't the sort of tiredness that wants bed. I'm tired in the face."

He looked a little grave, and said, "Oh, it's your nose that's tired: a person often talks too much when he thinks he knows a great deal." I said, "No, it isn't the nose. Perhaps it's the hair."

Then he looked rather grave, and said, "Now I understand: you've been playing too many hairs on the pianoforte." "No, indeed I haven't!" I said, "and it isn't exactly the hair: it's more about the nose and chin."

Then he looked a good deal graver, and said, "Have you been walking much on your chin lately?" I said, "No." "Well!" he said, "it puzzles me very much. Do you think it's in the lips?" "Of course!" I said. "That's exactly what it is!"

Then he looked very grave indeed, and said, "I think you must have been giving too many kisses." "Well," I said, "I did give one kiss to a baby child, a little friend of mine." "Think again," he said; "are you sure it was only one?" I thought again, and said, "Perhaps it was eleven times." Then the doctor said, "You must not give her any more till your lips are quite rested again." "But what am I to do?" I said, "because you see, I owe her a hundred and eighty-two more."

Then he looked so grave that tears ran down his cheeks, and he said, "You may send them to her in a box." Then I remembered a little box that I once bought at Dover, and thought I would some day give it to some little girl or other. So I have packed them all in it very carefully. Tell me if they come safe or if any are lost on the way.


escreveu o Lewis Carroll à Gertrude Chataway

se eu fosse uma banda sonora

High Society, Charles Walters, 1956

o cão godard e o cão ray

Era uma vez um cão todo amarelo. Na rua, os cães com quem ele brincava faziam muita troça dele. Chamavam-lhe «o ovo estrelado», «o ovo mole», o «carro eléctrico», «o icterício» e outros mimos. Todos os dias, o cão chegava a casa a chorar. A mãe reparou na tamanha tristeza e perguntou-lhe pela razão dela. Quando, entre soluços, o filho a informou, a mãe encorajou-o. O que fazia falar os outros era a inveja, toda a gente prefere os louros, ele era o mais bonito de todos os cães das redondezas.
No dia seguinte, o cão amarelo voltou ufano. Aos habituais insultos retorquiu com a opinião da mãe. Foi o fim da macacada. Além de o achincalharem a ele, achincalharam-lhe a mãe. Devia ser bonita a gema de ovo, a margarina velha, a amarelona.
Desesperado, o animal nem sequer ousou voltar para casa, à noite. Sentou-se em cima de uma pedrinha, a chorar, a chorar muito. Até que passou um elefante que meteu conversa com ele e quis saber da razão das lágrimas. Quando o cão amarelo contou a sua desdita, o elefante perguntou se já lhe tinham falado do Cão Godard. Que não, respondeu o coitadinho. O Cão Godard - explicou o elefante - era um cão de gosto infalível, que pintava todos os cães do mundo com as cores mais belas. Morava muito longe, mas o elefante levá-lo-ia até ele. E o Cão Godard escolheria a mais bela das cores, fazendo regressar o cão amarelo mais lindo do que as coisas lindas. O cão aceitou logo o convite do elefante. Pulou para as costas dele e seguiram viagem.
Três dias e três noites percorreram montes e vales, até chegar a uma montanha muito alta e distante onde dezenas de cães formavam duas extensas filas, à direita e à esquerda de um trono, no topo de uma elevação, em que se sentava o Cão Godard. Os da fila do lado direito vinham a descer e eram, todos, belíssimos. Eram cães que o Cão Godard acabara de pintar, com cores diferentes mas igualmente admiráveis. Os da fila do lado esquerdo iam a subir e eram feiíssimos. Eram os cães que o Cão Godard se preparava para pintar.
O elefante pousou no solo o cão amarelo e este, cabisbaixo, ocupou o seu lugar na fila do lado esquerdo, aguardando a sua vez. Não aguardou muito tempo. Do alto do trono, o Cão Godard olhou-o e levantou-se de um salto. «Em verdade, em verdade vos digo» - bradou, atroando aos ares - «que nunca, até hoje, vi cão mais belo. Já pintei cães da cor da dança, já pintei cães da cor da música, já pintei cães da cor da poesia, já pintei cães da cor da pintura. Mas nunca consegui pintar um cão da cor do cinema. O cão amarelo, que ali vejo, é o cão da cor do cinema. Eu te baptizo: Cão Nicholas Ray».
O cão ficou muito espantado. Contou os enxovalhos que sofrera, disse que vinha ali para mudar de cor. Logo o Cão Godard gritou irado: «São cães neo-realistas os teus amigos. Não percebem nada de nada de nada. Eu te digo, ó cão, que tu és o mais belo dos cães. Mais belo do que o cão amarelo só o cão amarelo, só tu que agora baptizo como Cão Nicholas Ray». A estas palavras, todos os outros cães rebentaram numa ovação. Todos lhe queriam mexer, todos o queriam cheirar, todos o queriam lamber, todos o queriam beijar.
Mas o cão desconfiava ainda. Como é que os outros cães, os cães da terra dele, o iriam acreditar? O Cão Godard veio então até ele, e, com brandos movimentos, da direita para a esquerda e da esquerda para a direita, escreveu na barriga do cão: «O cão amarelo é o mais belo dos cães. Mais belo do que o cão amarelo só o cão amarelo. A tua beleza é a ausência da beleza. O cão amarelo, como o sol, obriga-nos a fechar os olhos. A beleza cega. Porque a beleza é o cão amarelo. E por isso o cão amarelo é o Cão Nicholas Ray. Porque o cinema é Nicholas Ray». E, havendo terminado, assinou: «Cão Godard».
Orgulhosíssimo, radiantíssimo, o cão amarelo agradeceu ao Cão Godard e, entre palmas e bravos, voltou a subir para as costas do elefante, que a custo continha as lágrimas.
Três dias e três noites durou também a viagem de regresso. De noite, chegaram a casa, onde o elefante e o cão se despediram. A mãe esperava-o em enorme ansiedade. O filho contou-lhe então o sucedido. «Vês» - disse a mãe - «vês como eu tinha razão? Agora já acreditas e em mim não acreditaste. Mas desculpo-te: que é uma mãe ao lado do Cão Godard?»
Ao outro dia, o cão amarelo acordou contentíssimo. Comeu à pressa o osso matinal e foi ter com os amigos. Receberam-no ainda pior, se possível: «Olha, o ovo estrelado, nós a julgar que já tinhas desaparecido. Vai-te embora carro eléctrico, vai-te embora cão tinhoso, bicho feioso». «Sou tinhoso? Sou feio?», respondeu seguríssimo o jovem cão, «então leiam aqui». E deitou-se de costas, de barriga para o ar. Os cães nem podiam acreditar no que liam. Todo o seu mundo vacilava. Afinal o cão amarelo era o mais belo dos cães.
Suplicaram-lhe então que os levasse até ao monte do Cão Godard, para que o Cão Godard os pintasse a todos da mesma cor ou, pelo menos, de cor tão parecida quanto possível. Mas o elefante recusou-se a refazer o percurso. «Então vocês foram maus e fizeram troça do cão amarelo e agora querem ser como ele? Não os levo, não. E, mesmo que os levasse, o Cão Godard não os pintava e, horrorizado com o vosso mau gosto, mandava afastá-los como malditos que são.»
Daí em diante, o cão amarelo chamado Cão Ray ou Cão Rei, passou a ser o ídolo de todos os cães da vizinhança. E viveu feliz o resto dos seus dias.


João Bénard da Costa, Os Filmes da Minha Vida

sabes que se os neo-realistas vissem isto riam-se muito, muitíssimo. mas dás-te ao trabalho de passar tudo, tudinho, mesmo que à mão, mãozinha, porque sem isto o teu blog não fazia sentido algum, algunzinho

(and now for something completely different)

darling
the crocodile species
has existed for over
300 million years
and you became extinct
last night.


Charles Bukowski

ufa. antes tarde do que nunca

affichez vos poemes



do visceral bom

fotografia de Raoul Ubac e as minhas maravilhosas aulas de fotografia

e mais outro

E os que vivem de
consumições à toa
como a minha mãe.
E frutos doces e amargos.
E, para acompanhar, whisky,
gin tónico,
os salgados.


Helga Moreira, Desrazões

(este é tal e qual)

poema à mãe

(...)

Olha — queres ouvir-me? —
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;

ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;

ainda oiço a tua voz:
          Era uma vez uma princesa
          no meio de um laranjal...

Mas — tu sabes — a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.


Eugénio de Andrade, Os Amantes Sem Dinheiro

o'er our victim come begin!

Slavko Vorkapich, The Furies, 1934

Come, the incantation sing,
Frantic all and maddening,
To the heart a brand of fire,
The Furies' hymn,
That which claims the senses dim,
Tuneless to the gentle lyre,
Withering the soul within.

Aeschylus, Song of the Furies

um poema (só) para mim

I'm sitting on my window waiting for you to come.
I could sit on my couch watching T.V. but,
who would see you coming with your funny walk rrrclap rrrclap rrrclap,
waving and smiling and waving and smiling again?
like a bird out of the cage does, free.
with your arms wide open,
those arms ready to hug me.

Let me just grab an orange
to eat while I wait.
but I wait and I wait and it seems nothing happens
except for the fruit, which was eaten by me.
That's ok
I'll just grab another one.


J.C.

um conto (só) para mim

ela era uma laranja, uma linda laranja.
bonita, doce e elegante. exactamente como uma laranja deve ser.
com um raminho verde na cabeça.
era o raminho mais bonito do mundo. era a laranja mais bonita do mundo.
ele era só um kiwi redondo e peludo.  verde. muito verde.
que longe da laranja fingia sorrir. fingia sorrir.

J.C.


do meu amor por laranjas. (e por kiwis)

é o amor, o amor é

É o Amor, João Canijo, 2013


o amor começa com encontros e desencontros marítimos e chega a portos que não dá não dá, não dava não dava. depois não se tira o dedo da campainha até nos abrirem a porta e chega-se da tropa e pede-se em casamento. vamos marcar o casamento? vamos. afinal de contas, deus escreve direito por linhas tortas. o segredo do casamento é como dizem os nossos pais "nunca se vos zangais os dois ao mesmo tempo". se as coisas tiverem más, pensamos nos pretinhos em angola. o amor é ter uma música que nos lembra a família, seja ela qual for. é ver o Marta Sofia sair e ter fé na nossa senhora de fátima. o amor é polvos e linguados, é saber (e lembrar) que quem amamos nem sempre está ao nosso lado. o amor é bilhetes escondidos entre cerejas, é escrever em postais "és a pessoa mais especial da minha vida". o amor é lindo para quem sabe amar, para quem sabe viver. já dizem o zezé di camargo e o luciano no hit de 91, o amor é o que "fez pensar em você e esquecer de mim".

ó anabela, só tu é que achas que o amor não é lindo

e eu que falava de estradas e só conhecia atalhos

© Robert Montgomery

mas isso também não interessa nada

Estou à nora é uma
expressão que aprendi
mesmo agora
e de que não sei
o significado.


Helga Moreira, Desrazões

vou sair para comprar cigarros

Descia a tempestade
como quem vai
comprar cigarros ao outro

lado da vida. Lá ia
de mãos nos bolsos de alguma
inclinação. Subia

para os comboios na estação
mais fria, lia

sobretudo nobre
azul e poesia.


José Carlos Soares

porque sair para comprar um frango não é tão poético

poemário daqui

A. M. Pires Cabral Abel Neves Adília Lopes Adolfo Casais Monteiro Agustina Bessa-Luís Al Berto Albano Martins Alberto Pimenta Alexandra Malheiro Alexandre Nave Alexandre O'Neill Alice Turvo Alice Vieira Almada Negreiros Américo António Lindeza Diogo Ana Bessa Carvalho Ana C. Ana Caeiro Ana Cristina César Ana Duarte Ana Hatherly Ana Luísa Amaral Ana Marques Gastão Ana Martins Marques Ana Paula Inácio Ana Salomé Ana Tecedeiro Ana Teresa Pereira Ana Tinoco André Tomé Andreia C. Faria Angélica Freitas Ângelo de Lima Aníbal Fernandes António Amaral Tavares António Botto António Dacosta António Franco Alexandre António Gancho António Gedeão António Gregório António José Forte António Manuel Pires Cabral António Maria Lisboa António Mega Ferreira António Osório António Pedro António Quadros Ferro António Ramos Pereira António Ramos Rosa António Rebordão Navarro António Reis António S. Ribeiro Armando Baptista-Bastos Armando Silva Carvalho Artur do Cruzeiro Seixas Bénédicte Houart Bruno Béu Bruno Sousa Villar Camilo Castelo Branco Camilo Pessanha Carlos Alberto Machado Carlos Bessa Carlos de Oliveira Carlos Eurico da Costa Carlos Mota de Oliveira Carlos Poças Falcão Carlos Soares Casimiro de Brito Catarina Nunes de Almeida Cesário Verde Cláudia R. Sampaio Cruzeiro Seixas Daniel Faria Daniel Filipe David Mourão-Ferreira David Teles Pereira Delfim Lopes Dulce Maria Cardoso Eastwood da Silva Eduarda Chiote Egito Gonçalves Ernesto Sampaio Eugénio de Andrade Eugénio Lisboa Fernando Assis Pacheco Fernando Esteves Pinto Fernando Lemos Fernando Pessoa Fernando Pinto do Amaral Fiama Hasse Pais Brandão Filipa Leal Filipe Homem Fonseca Florbela Espanca Frederico Pedreira gil t. sousa Golgona Anghel Gonçalo M. Tavares Helder Moura Pereira Helena Carvalho Helga Moreira Hélia Correia Henrique Manuel Bento Fialho Henrique Risques Pereira Herberto Hélder Inês Dias Inês Fonseca Santos Inês Lourenço Isabel Meyrelles Joana Morais Varela Joana Serrado João Almeida João Bénard da Costa João Cabral de Melo Neto João Camilo João Damasceno João Ferreira Oliveira João Habitualmente João Luís Barreto Guimarães João Maia João Manuel Ribeiro João Miguel Henriques João Pacheco João Pereira Coutinho João Rodrigues João Vasco Coelho Joaquim Manuel Magalhães Joaquim Pessoa Jorge Carrera Andrade Jorge de Sena Jorge Gomes Miranda Jorge Melícias Jorge Roque Jorge Sousa Braga José Agostinho Baptista José Alberto Oliveira José Amaro Dionísio José António Franco José Cardoso Pires José Carlos Barros José Carlos Soares José Efe José Gomes Ferreira José Manuel de Vasconcelos José Mário Silva José Miguel Silva José Pascoal José Ricardo Nunes José Rui Teixeira José Saramago José Sebag José Tolentino Mendonça Judith Teixeira Leitão de Barros Leonor Castro Nunes Luís Miguel Nava Luís Quintais Luiza Neto Jorge Madalena de Castro Campos Mafalda Gomes Manuel A. Domingos Manuel António Pina Manuel Cintra Manuel da Silva Ramos Manuel de Castro Manuel de Freitas Manuel Fúria Manuel Gusmão Marcelino Vespeira Margarida Vale de Gato Maria Ângela Alvim Maria Azenha Maria do Rosário Pedreira Maria Gabriela Llansol Maria João Lopes Fernandes Maria Judite de Carvalho Maria Keil Maria Mergulhão Maria Sousa Maria Teresa Horta Maria Velho da Costa Mário Cesariny Mário Contumélias Mário de Sá-Carneiro Mário Dionísio Mário Quintana Mário Rui de Oliveira Mário-Henrique Leiria Marta Chaves Matilde Campilho Mendes de Carvalho Miguel Cardoso Miguel Martins Miguel Sousa Tavares Miguel Torga Miguel-Manso Nuno Araújo Nuno Bragança Nuno Júdice Nuno Moura Nuno Ramos Nuno Travanca Patrícia Baltazar Paulo José Miranda Pedro Jordão Pedro Loureiro Pedro Mexia Pedro Oom Pedro Santo Tirso Pedro Sena-Lino Pedro Tamen Pedro Tiago Piedade Araujo Sol Raquel Nobre Guerra Raquel Serejo Martins Raul de Carvalho Raul Malaquias Marques Regina Guimarães Reinaldo Ferreira Renata Correia Botelho Ricardo Adolfo Rosa Alice Branco Rosa Maria Martelo Rui Almeida Rui Baião Rui Caeiro Rui Cóias Rui Costa Rui Knopfli Rui Lage Rui Manuel Amaral Rui Nunes Rui Pedro Gonçalves Rui Pires Cabral Rute Mota Ruy Belo Ruy Cinatti Ruy Ventura Samuel Úria Sandra Andrade Sandra Costa Sebastião Alba Sílvio Mendes Soares de Passos Sofia Crespo Sofia Leal Sophia de Mello Breyner Andresen Tatiana Faia Teixeira de Pascoaes Teresa Balté Teresa M. G. Jardim Tiago Araújo Tiago Gomes valter hugo mãe Vasco Gato Vasco Graça Moura Vítor Nogueira Yvette K. Centeno

poemário dali

A. E. Housman Abbas Kiarostami Abel Feu Adelaide Ivánova Adélia Prado Adrienne Rich Agota Kristof Al Purdy Alberto Tugues Alda Merini Aldous Huxley Alejandra Pizarnik Alejandro Jodorowsky Alexander Demidov Alfredo Veiravé Alice Walker Allen Ginsberg Amalia Bautista Amiri Baraka Amy Lowell Amy M. Homes Ana Merino André Breton Andrés Trapiello Angela Carter Anis Mojgani Anna Akhmatova Anna Kamienska Anne Carson Anne Perrier Anne Sexton Antonia Pozzi Antonin Artaud Antonio Gamoneda Antonio Orihuela Antonio Pérez Morte Antonio Sáez Delgado Arnold Lobel Arseny Tarkovsky Arthur Rimbaud Basilio Sánchez Benjamín Prado Bernard-Marie Koltès Billy Collins Boris Vian Brett Elizabeth Jenkins Brian Andreas Brian Patten Carl Phillips Carl Sandburg Carlos Drummond de Andrade Carlos Edmundo de Ory Carlos Marzal Carmen Gloria Berríos Carol Ann Duffy Cecília Meireles Cesare Pavese Charles Baudelaire Charles Bukowski Charles Dana Gibson Charles M. 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