Mal a sinto, é muito leve. É o bater do coração deslocado para ali, para a ferida viva e fresca que ele me fez, aquele que me fala, aquele que fez o prazer desta tarde. Já não ouço o que ele diz, já não escuto. Ele vê, cala-se. Digo-lhe que continue a falar. Assim faz. Escuto de novo.
Marguerite Duras, O Amante
Pergunto-lhe se é costume estar-se triste como nós estamos.
Ele diz que é porque fizemos amor durante o dia, no momento em que o calor é maior. Diz que é sempre terrível depois. Sorri. Diz: quer nos amemos, quer não, é sempre terrível. Diz que há-de passar com a noite, assim que ela chegar. Digo-lhe que não é só por ter sido durante o dia, que está enganado, que estou numa tristeza que já esperava e que só vem de mim. Que sempre fui triste. Que vejo essa tristeza também nas fotografias em que sou muito pequena. Que hoje essa tristeza, reconhecendo-a embora como a que sempre tive, poderia dar-lhe o meu nome, de tal modo se me assemelha.
Marguerite Duras, O Amante
Marguerite Duras, O Amante
Muito cedo na minha vida foi tarde demais.
Aos dezoito anos era já tarde demais. Entre os dezoito e os vinte e cinco anos o meu rosto partiu numa direcção imprevista. Aos dezoito anos envelheci. Não sei se é assim com toda a gente, nunca perguntei. Parece-me ter ouvido falar dessa aceleração do tempo que nos fere por vezes quando atravessamos as idades mais jovens, mais celebradas da vida. Este envelhecimento foi brutal. Vi-o apoderar-se dos meus traços um a um, alterar a relação que havia entre eles, tornar os olhos maiores, o olhar mais triste, a boca mais definitiva, marcar a fronte de fendas profundas. Em vez de me assustar, vi opera-se este envelhecimento do meu rosto com o interesse que teria, por exemplo, pelo desenrolar de uma leitura. Sabia também que não me enganava, que um dia ele abrandaria e retomaria o seu curso normal.
Marguerite Duras, O Amante
Marguerite Duras, O Amante
De vez em quando,
olhava para as montras de vidro como se quisesse assegurar-se de que ainda existia.
Sylvia Plath, A Campânula de Vidro
Sylvia Plath, A Campânula de Vidro
«Sabes o que é um poema, Esther?»
«Não. O que é?» Diria eu.
«Apenas pó».
E nesse instante em que ele sorria para mim com a sua imponência, eu respondia-lhe: «Também os cadáveres que tu esquartejas o são. Também as pessoas que tu julgas amar o são. São pó e apenas pó. Um bom poema dura mais que cem pessoas juntas.»
Buddy não encontraria, como é evidente, argumentos face a isto. Esta era a verdade nua e crua. As pessoas eram feitas de nada, tal como o pó, e não conseguia entender qual a vantagem de andar a tratar todo aquele pó quando se podia muito bem escrever um bom poema que as pessoas repetiriam para si mesmas, quando estivessem tristes, doentes ou com insónias.
Sylvia Plath, A Campânula de Vidro
«Apenas pó».
E nesse instante em que ele sorria para mim com a sua imponência, eu respondia-lhe: «Também os cadáveres que tu esquartejas o são. Também as pessoas que tu julgas amar o são. São pó e apenas pó. Um bom poema dura mais que cem pessoas juntas.»
Buddy não encontraria, como é evidente, argumentos face a isto. Esta era a verdade nua e crua. As pessoas eram feitas de nada, tal como o pó, e não conseguia entender qual a vantagem de andar a tratar todo aquele pó quando se podia muito bem escrever um bom poema que as pessoas repetiriam para si mesmas, quando estivessem tristes, doentes ou com insónias.
Sylvia Plath, A Campânula de Vidro
Gostava de observar os outros em situações cruciais.
Se havia um acidente de trânsito ou uma discussão na rua ou um bebé enfiado numa campânula de um laboratório que eu pudesse ver, para e olhava intensamente para jamais me esquecer.
Graças a este hábito aprendi muitas coisas que de outro modo me teriam certamente passado despercebidas. E, mesmo quando elas me surpreendiam ou causavam repulsa, não desviava o olhar como se de uma fatalidade se tratasse.
Sylvia Plath, A Campânula de Vidro
Graças a este hábito aprendi muitas coisas que de outro modo me teriam certamente passado despercebidas. E, mesmo quando elas me surpreendiam ou causavam repulsa, não desviava o olhar como se de uma fatalidade se tratasse.
Sylvia Plath, A Campânula de Vidro
Não lhe podemos chamar Tolstoi,
replicou Tereza, porque é uma menina. Vamos mas é chamar-lhe Ana Karenina.
- Não lhe podemos chamar Ana Karenina, uma fuçazinha assim tão engraçada não é de mulher, disse Tomas. Karenine, sim. É isso mesmo. Foi sempre assim que o imaginei.
- Mas não achas que se se chamar Karenine pode ficar com a vida sexual perturbada?
- Não é de todo impossível que uma cadela que se habitue a responder por um nome de cão venha a ter tendências lésbicas...
Milan Kundera, A Insustentável Leveza do Ser
- Não lhe podemos chamar Ana Karenina, uma fuçazinha assim tão engraçada não é de mulher, disse Tomas. Karenine, sim. É isso mesmo. Foi sempre assim que o imaginei.
- Mas não achas que se se chamar Karenine pode ficar com a vida sexual perturbada?
- Não é de todo impossível que uma cadela que se habitue a responder por um nome de cão venha a ter tendências lésbicas...
Milan Kundera, A Insustentável Leveza do Ser
Tereza tentava ver-se através do corpo.
Por isso passava horas à frente do espelho. E, como tinha medo de ser apanhada pela mãe, os olhares que ia lançando traziam a marca de um vício secreto.
Não era a vaidade que a atraía para o espelho, mas o espanto de lá descobrir o seu eu. Esquecia-se de que o que tinha diante dos olhos era o quadro de comando dos mecanismos físicos. Parecia-lhe que o que se lhe revelava sob os traços do rosto era a sua própria alma. Esquecia-se de que o nariz é a extremidade do tubo que leva ar aos pulmões. O que nele via era a fiel expressão da sua natureza.
Contemplava-se longamente ao espelho e, por vezes, reconhecia, contrariada, os traços da mãe no seu próprio rosto. Quando isso acontecia, concentrava-se melhor e fazia um grande esforço de vontade para se abstrair, para fazer tábua rasa da fisionomia da mãe e só deixar subsistir o que era verdadeiramente ela própria. Quando conseguia, era um momento inebriante: a alma voltava a subir à superfície do corpo como a tripulação a sair do ventre de um navio, a invadir a ponte, a levantar os braços para os céus e a cantar.
Milan Kundera, A Insustentável Leveza do Ser
Não era a vaidade que a atraía para o espelho, mas o espanto de lá descobrir o seu eu. Esquecia-se de que o que tinha diante dos olhos era o quadro de comando dos mecanismos físicos. Parecia-lhe que o que se lhe revelava sob os traços do rosto era a sua própria alma. Esquecia-se de que o nariz é a extremidade do tubo que leva ar aos pulmões. O que nele via era a fiel expressão da sua natureza.
Contemplava-se longamente ao espelho e, por vezes, reconhecia, contrariada, os traços da mãe no seu próprio rosto. Quando isso acontecia, concentrava-se melhor e fazia um grande esforço de vontade para se abstrair, para fazer tábua rasa da fisionomia da mãe e só deixar subsistir o que era verdadeiramente ela própria. Quando conseguia, era um momento inebriante: a alma voltava a subir à superfície do corpo como a tripulação a sair do ventre de um navio, a invadir a ponte, a levantar os braços para os céus e a cantar.
Milan Kundera, A Insustentável Leveza do Ser
O amor não se manifesta através do desejo de fazer amor
(desejo que se aplica a um número incontável de mulheres), mas através do desejo de partilhar o sono (desejo que só se sente por uma única mulher).
Milan Kundera,
a curar a agressividade do amor
Milan Kundera,
a curar a agressividade do amor
Pela primeira vez na vida,
hesitava quanto ao caminho a seguir. E, como muitas pessoas nas mesmas circunstâncias, fez o pior que podia ter feito - tomou, ao mesmo tempo, várias atitudes contraditórias.
Carson McCullers, A Balada do Café Triste
Carson McCullers, A Balada do Café Triste
Mas o coração das crianças é órgão delicado.
Um cruel início de vida acaba por deformá-los de maneira singular. O coração de uma criança assim magoada pode encolher-se para sempre e endurecer como um caroço de pêssego. Ou, pelo contrário, dilatar-se de tal forma que se torna uma infelicidade para o corpo que o abriga e pode facilmente ser ferido pela coisa mais vulgar.
Carson McCullers, A Balada do Café Triste
Carson McCullers, A Balada do Café Triste
o amor é uma coisa solitária - é esta descoberta que faz sofrer
Há o que ama e o que é amado, e estes dois eram diferentes como o dia da noite. Muitas vezes o amado é apenas um estímulo para todo o amor acumulado, durante muito tempo e até àquele momento, pelo amante. De algum modo, cada amante sabe que é assim. Sente no seu íntimo que o seu amor é solitário. Depois, conhece uma nova e estranha solidão, que o faz sofrer ainda mais. De maneira que só lhe resta fazer uma coisa. Deve abrigar dentro de si, o melhor que puder, esse amor; deve criar um mundo só seu, intenso e único.
(...)
Portanto, o valor e qualidade do amor é decidido apenas pelo próprio amante. É por esta razão que muitos preferem amar a ser amados. Quase toda a gente quer ser o amante. E a verdade nua e crua é esta: no íntimo, o facto de ser amado é intolerável para muita gente. O amado teme e odeia o amante, e pela melhor das razões. O amante quer sempre mais intensamente ao seu amado, ainda que isso lhe cause somente dor.
Carson McCullers, A Balada do Café Triste
(...)
Portanto, o valor e qualidade do amor é decidido apenas pelo próprio amante. É por esta razão que muitos preferem amar a ser amados. Quase toda a gente quer ser o amante. E a verdade nua e crua é esta: no íntimo, o facto de ser amado é intolerável para muita gente. O amado teme e odeia o amante, e pela melhor das razões. O amante quer sempre mais intensamente ao seu amado, ainda que isso lhe cause somente dor.
Carson McCullers, A Balada do Café Triste
Miss Amélia era indiferente ao amor dos homens
e preferia a solidão.
Carson McCullers, A Balada do Café Triste
Carson McCullers, A Balada do Café Triste
incendiário
Nem sempre me incendeiam o acordar das ervas e a estrela despenhada de sua órbita viva.
- Porém, tu sempre me incendeias.
Herberto Hélder
- Porém, tu sempre me incendeias.
Herberto Hélder
have you ever been in love?
Horrible isn’t it? It makes you so vulnerable. It opens your chest and it opens up your heart and it means that someone can get inside you and mess you up. You build up all these defenses, you build up a whole suit of armor, so that nothing can hurt you, then one stupid person, no different from any other stupid person, wanders into your stupid life…You give them a piece of you. They didn’t ask for it. They did something dumb one day, like kiss you or smile at you, and then your life isn’t your own anymore. Love takes hostages. It gets inside you. It eats you out and leaves you crying in the darkness, so simple a phrase like ‘maybe we should be just friends’ turns into a glass splinter working its way into your heart. It hurts. Not just in the imagination. Not just in the mind. It’s a soul-hurt, a real gets-inside-you-and-rips-you-apart pain. I hate love.
Neil Gaiman, The Sandman
Neil Gaiman, The Sandman
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