Subitamente tenho uma dor.

Mal a sinto, é muito leve. É o bater do coração deslocado para ali, para a ferida viva e fresca que ele me fez, aquele que me fala, aquele que fez o prazer desta tarde. Já não ouço o que ele diz, já não escuto. Ele vê, cala-se. Digo-lhe que continue a falar. Assim faz. Escuto de novo.


Marguerite Duras, O Amante

Pergunto-lhe se é costume estar-se triste como nós estamos.

Ele diz que é porque fizemos amor durante o dia, no momento em que o calor é maior. Diz que é sempre terrível depois. Sorri. Diz: quer nos amemos, quer não, é sempre terrível. Diz que há-de passar com a noite, assim que ela chegar. Digo-lhe que não é só por ter sido durante o dia, que está enganado, que estou numa tristeza que já esperava e que só vem de mim. Que sempre fui triste. Que vejo essa tristeza também nas fotografias em que sou muito pequena. Que hoje essa tristeza, reconhecendo-a embora como a que sempre tive, poderia dar-lhe o meu nome, de tal modo se me assemelha.


Marguerite Duras, O Amante

Muito cedo na minha vida foi tarde demais.

Aos dezoito anos era já tarde demais. Entre os dezoito e os vinte e cinco anos o meu rosto partiu numa direcção imprevista. Aos dezoito anos envelheci. Não sei se é assim com toda a gente, nunca perguntei. Parece-me ter ouvido falar dessa aceleração do tempo que nos fere por vezes quando atravessamos as idades mais jovens, mais celebradas da vida. Este envelhecimento foi brutal. Vi-o apoderar-se dos meus traços um a um, alterar a relação que havia entre eles, tornar os olhos maiores, o olhar mais triste, a boca mais definitiva, marcar a fronte de fendas profundas. Em vez de me assustar, vi opera-se este envelhecimento do meu rosto com o interesse que teria, por exemplo, pelo desenrolar de uma leitura. Sabia também que não me enganava, que um dia ele abrandaria e retomaria o seu curso normal.


Marguerite Duras, O Amante

De vez em quando,

olhava para as montras de vidro como se quisesse assegurar-se de que ainda existia.


Sylvia Plath, A Campânula de Vidro

«Sabes o que é um poema, Esther?»

«Não. O que é?» Diria eu.
«Apenas pó».
E nesse instante em que ele sorria para mim com a sua imponência, eu respondia-lhe: «Também os cadáveres que tu esquartejas o são. Também as pessoas que tu julgas amar o são. São pó e apenas pó. Um bom poema dura mais que cem pessoas juntas.»

Buddy não encontraria, como é evidente, argumentos face a isto. Esta era a verdade nua e crua. As pessoas eram feitas de nada, tal como o pó, e não conseguia entender qual a vantagem de andar a tratar todo aquele pó quando se podia muito bem escrever um bom poema que as pessoas repetiriam para si mesmas, quando estivessem tristes, doentes ou com insónias.


Sylvia Plath, A Campânula de Vidro

Gostava de observar os outros em situações cruciais.

Se havia um acidente de trânsito ou uma discussão na rua ou um bebé enfiado numa campânula de um laboratório que eu pudesse ver, para e olhava intensamente para jamais me esquecer.
Graças a este hábito aprendi muitas coisas que de outro modo me teriam certamente passado despercebidas. E, mesmo quando elas me surpreendiam ou causavam repulsa, não desviava o olhar como se de uma fatalidade se tratasse.


Sylvia Plath, A Campânula de Vidro

Não lhe podemos chamar Tolstoi,

replicou Tereza, porque é uma menina. Vamos mas é chamar-lhe Ana Karenina.
- Não lhe podemos chamar Ana Karenina, uma fuçazinha assim tão engraçada não é de mulher, disse Tomas. Karenine, sim. É isso mesmo. Foi sempre assim que o imaginei.
- Mas não achas que se se chamar Karenine pode ficar com a vida sexual perturbada?
- Não é de todo impossível que uma cadela que se habitue a responder por um nome de cão venha a ter tendências lésbicas...


Milan Kundera, A Insustentável Leveza do Ser

Tereza tentava ver-se através do corpo.

Por isso passava horas à frente do espelho. E, como tinha medo de ser apanhada pela mãe, os olhares que ia lançando traziam a marca de um vício secreto.

Não era a vaidade que a atraía para o espelho, mas o espanto de lá descobrir o seu eu. Esquecia-se de que o que tinha diante dos olhos era o quadro de comando dos mecanismos físicos. Parecia-lhe que o que se lhe revelava sob os traços do rosto era a sua própria alma. Esquecia-se de que o nariz é a extremidade do tubo que leva ar aos pulmões. O que nele via era a fiel expressão da sua natureza.

Contemplava-se longamente ao espelho e, por vezes, reconhecia, contrariada, os traços da mãe no seu próprio rosto. Quando isso acontecia, concentrava-se melhor e fazia um grande esforço de vontade para se abstrair, para fazer tábua rasa da fisionomia da mãe e só deixar subsistir o que era verdadeiramente ela própria. Quando conseguia, era um momento inebriante: a alma voltava a subir à superfície do corpo como a tripulação a sair do ventre de um navio, a invadir a ponte, a levantar os braços para os céus e a cantar.


Milan Kundera, A Insustentável Leveza do Ser

O amor não se manifesta através do desejo de fazer amor

(desejo que se aplica a um número incontável de mulheres), mas através do desejo de partilhar o sono (desejo que só se sente por uma única mulher).


Milan Kundera,

a curar a agressividade do amor

Pela primeira vez na vida,

hesitava quanto ao caminho a seguir. E, como muitas pessoas nas mesmas circunstâncias, fez o pior que podia ter feito - tomou, ao mesmo tempo, várias atitudes contraditórias.


Carson McCullers, A Balada do Café Triste

Mas o coração das crianças é órgão delicado.

Um cruel início de vida acaba por deformá-los de maneira singular. O coração de uma criança assim magoada pode encolher-se para sempre e endurecer como um caroço de pêssego. Ou, pelo contrário, dilatar-se de tal forma que se torna uma infelicidade para o corpo que o abriga e pode facilmente ser ferido pela coisa mais vulgar.


Carson McCullers, A Balada do Café Triste

o amor é uma coisa solitária - é esta descoberta que faz sofrer

Há o que ama e o que é amado, e estes dois eram diferentes como o dia da noite. Muitas vezes o amado é apenas um estímulo para todo o amor acumulado, durante muito tempo e até àquele momento, pelo amante. De algum modo, cada amante sabe que é assim. Sente no seu íntimo que o seu amor é solitário. Depois, conhece uma nova e estranha solidão, que o faz sofrer ainda mais. De maneira que só lhe resta fazer uma coisa. Deve abrigar dentro de si, o melhor que puder, esse amor; deve criar um mundo só seu, intenso e único.

(...)

Portanto, o valor e qualidade do amor é decidido apenas pelo próprio amante. É por esta razão que muitos preferem amar a ser amados. Quase toda a gente quer ser o amante. E a verdade nua e crua é esta: no íntimo, o facto de ser amado é intolerável para muita gente. O amado teme e odeia o amante, e pela melhor das razões. O amante quer sempre mais intensamente ao seu amado, ainda que isso lhe cause somente dor.


Carson McCullers, A Balada do Café Triste

Miss Amélia era indiferente ao amor dos homens

 e preferia a solidão.


Carson McCullers, A Balada do Café Triste

the girl with the pre-fabricated heart


Dreams That Money Can Buy, Hans Richter, 1947

incendiário

Nem sempre me incendeiam o acordar das ervas e a estrela despenhada de sua órbita viva.

- Porém, tu sempre me incendeias.


Herberto Hélder

have you ever been in love?

Horrible isn’t it? It makes you so vulnerable. It opens your chest and it opens up your heart and it means that someone can get inside you and mess you up. You build up all these defenses, you build up a whole suit of armor, so that nothing can hurt you, then one stupid person, no different from any other stupid person, wanders into your stupid life…You give them a piece of you. They didn’t ask for it. They did something dumb one day, like kiss you or smile at you, and then your life isn’t your own anymore. Love takes hostages. It gets inside you. It eats you out and leaves you crying in the darkness, so simple a phrase like ‘maybe we should be just friends’ turns into a glass splinter working its way into your heart. It hurts. Not just in the imagination. Not just in the mind. It’s a soul-hurt, a real gets-inside-you-and-rips-you-apart pain. I hate love.


Neil Gaiman, The Sandman

poemário daqui

A. M. Pires Cabral Abel Neves Adília Lopes Adolfo Casais Monteiro Agustina Bessa-Luís Al Berto Albano Martins Alberto Pimenta Alexandra Malheiro Alexandre Nave Alexandre O'Neill Alice Turvo Alice Vieira Almada Negreiros Américo António Lindeza Diogo Ana Bessa Carvalho Ana C. Ana Caeiro Ana Cristina César Ana Duarte Ana Hatherly Ana Luísa Amaral Ana Marques Gastão Ana Martins Marques Ana Paula Inácio Ana Salomé Ana Tecedeiro Ana Teresa Pereira Ana Tinoco André Tomé Andreia C. Faria Angélica Freitas Ângelo de Lima Aníbal Fernandes António Amaral Tavares António Botto António Dacosta António Franco Alexandre António Gancho António Gedeão António Gregório António José Forte António Manuel Pires Cabral António Maria Lisboa António Mega Ferreira António Osório António Pedro António Quadros Ferro António Ramos Pereira António Ramos Rosa António Rebordão Navarro António Reis António S. Ribeiro Armando Baptista-Bastos Armando Silva Carvalho Artur do Cruzeiro Seixas Bénédicte Houart Bruno Béu Bruno Sousa Villar Camilo Castelo Branco Camilo Pessanha Carlos Alberto Machado Carlos Bessa Carlos de Oliveira Carlos Eurico da Costa Carlos Mota de Oliveira Carlos Poças Falcão Carlos Soares Casimiro de Brito Catarina Nunes de Almeida Cesário Verde Cláudia R. Sampaio Cruzeiro Seixas Daniel Faria Daniel Filipe David Mourão-Ferreira David Teles Pereira Delfim Lopes Dulce Maria Cardoso Eastwood da Silva Eduarda Chiote Egito Gonçalves Ernesto Sampaio Eugénio de Andrade Eugénio Lisboa Fernando Assis Pacheco Fernando Esteves Pinto Fernando Lemos Fernando Pessoa Fernando Pinto do Amaral Fiama Hasse Pais Brandão Filipa Leal Filipe Homem Fonseca Florbela Espanca Frederico Pedreira gil t. sousa Golgona Anghel Gonçalo M. Tavares Helder Moura Pereira Helena Carvalho Helga Moreira Hélia Correia Henrique Manuel Bento Fialho Henrique Risques Pereira Herberto Hélder Inês Dias Inês Fonseca Santos Inês Lourenço Isabel Meyrelles Joana Morais Varela Joana Serrado João Almeida João Bénard da Costa João Cabral de Melo Neto João Camilo João Damasceno João Ferreira Oliveira João Habitualmente João Luís Barreto Guimarães João Maia João Manuel Ribeiro João Miguel Henriques João Pacheco João Pereira Coutinho João Rodrigues João Vasco Coelho Joaquim Manuel Magalhães Joaquim Pessoa Jorge Carrera Andrade Jorge de Sena Jorge Gomes Miranda Jorge Melícias Jorge Roque Jorge Sousa Braga José Agostinho Baptista José Alberto Oliveira José Amaro Dionísio José António Franco José Cardoso Pires José Carlos Barros José Carlos Soares José Efe José Gomes Ferreira José Manuel de Vasconcelos José Mário Silva José Miguel Silva José Pascoal José Ricardo Nunes José Rui Teixeira José Saramago José Sebag José Tolentino Mendonça Judith Teixeira Leitão de Barros Leonor Castro Nunes Luís Miguel Nava Luís Quintais Luiza Neto Jorge Madalena de Castro Campos Mafalda Gomes Manuel A. Domingos Manuel António Pina Manuel Cintra Manuel da Silva Ramos Manuel de Castro Manuel de Freitas Manuel Fúria Manuel Gusmão Marcelino Vespeira Margarida Vale de Gato Maria Ângela Alvim Maria Azenha Maria do Rosário Pedreira Maria Gabriela Llansol Maria João Lopes Fernandes Maria Judite de Carvalho Maria Keil Maria Mergulhão Maria Sousa Maria Teresa Horta Maria Velho da Costa Mário Cesariny Mário Contumélias Mário de Sá-Carneiro Mário Dionísio Mário Quintana Mário Rui de Oliveira Mário-Henrique Leiria Marta Chaves Matilde Campilho Mendes de Carvalho Miguel Cardoso Miguel Martins Miguel Sousa Tavares Miguel Torga Miguel-Manso Nuno Araújo Nuno Bragança Nuno Júdice Nuno Moura Nuno Ramos Nuno Travanca Patrícia Baltazar Paulo José Miranda Pedro Jordão Pedro Loureiro Pedro Mexia Pedro Oom Pedro Santo Tirso Pedro Sena-Lino Pedro Tamen Pedro Tiago Piedade Araujo Sol Raquel Nobre Guerra Raquel Serejo Martins Raul de Carvalho Raul Malaquias Marques Regina Guimarães Reinaldo Ferreira Renata Correia Botelho Ricardo Adolfo Rosa Alice Branco Rosa Maria Martelo Rui Almeida Rui Baião Rui Caeiro Rui Cóias Rui Costa Rui Knopfli Rui Lage Rui Manuel Amaral Rui Nunes Rui Pedro Gonçalves Rui Pires Cabral Rute Mota Ruy Belo Ruy Cinatti Ruy Ventura Samuel Úria Sandra Andrade Sandra Costa Sebastião Alba Sílvio Mendes Soares de Passos Sofia Crespo Sofia Leal Sophia de Mello Breyner Andresen Tatiana Faia Teixeira de Pascoaes Teresa Balté Teresa M. G. Jardim Tiago Araújo Tiago Gomes valter hugo mãe Vasco Gato Vasco Graça Moura Vítor Nogueira Yvette K. Centeno

poemário dali

A. E. Housman Abbas Kiarostami Abel Feu Adelaide Ivánova Adélia Prado Adrienne Rich Agota Kristof Al Purdy Alberto Tugues Alda Merini Aldous Huxley Alejandra Pizarnik Alejandro Jodorowsky Alexander Demidov Alfredo Veiravé Alice Walker Allen Ginsberg Amalia Bautista Amiri Baraka Amy Lowell Amy M. Homes Ana Merino André Breton Andrés Trapiello Angela Carter Anis Mojgani Anna Akhmatova Anna Kamienska Anne Carson Anne Perrier Anne Sexton Antonia Pozzi Antonin Artaud Antonio Gamoneda Antonio Orihuela Antonio Pérez Morte Antonio Sáez Delgado Arnold Lobel Arseny Tarkovsky Arthur Rimbaud Basilio Sánchez Benjamín Prado Bernard-Marie Koltès Billy Collins Boris Vian Brett Elizabeth Jenkins Brian Andreas Brian Patten Carl Phillips Carl Sandburg Carlos Drummond de Andrade Carlos Edmundo de Ory Carlos Marzal Carmen Gloria Berríos Carol Ann Duffy Cecília Meireles Cesare Pavese Charles Baudelaire Charles Bukowski Charles Dana Gibson Charles M. Schulz Chen Bolan Christoph Wilhelm Aigner Clarice Lispector Constantino Cavafy Corey Zeller Countee Cullen Cristopher Painter Cristovam Pavia Czesław Miłosz Damien Sevhac Daniel Clowes Daniel Francoy Daniel Pennac Daphne Gottlieb David Bowie David Lagmanovich David Lehman Delia Brown Delmore Schwarts Derek Walcott Derrick Brown Diamanda Galás Diane Ackerman Djuna Barnes Don Herold Dorianne Laux Dorothea Lasky Dorothy Parker Douglas Huebler Dylan Thomas E. E. Cummings E. Ethelbert Miller E. M. Cioran Edgar Allan Poe Edna O'Brien Eduarda Chiote Eduardo Bechara Eeva-Liisa Manner Egito Gonçalves Eleanor Farjeon Elías Moro Elie Wiesel Elis Regina Elizabeth Bishop Elizabeth Ross Taylor Else Lasker-Schuler Elsie Wood Emily Dickinson Emily Kagan Trenchard Erin Dorsey Eunice de Souza Fabiano Calixto Federico Díaz-Granados Federico García Lorca Félix Grande Fernando Arrabal Fernando Caio de Abreu Fernando Echevarría Fernando Gandra Ferreira Gular Forough Farrokhzad Francisco Madariaga Frank O'Hara Frederico Pedreira G. K. Chesterton Gabriel Celaya Geir Gulliksen Georges Bataille Gerrit Komrij Giánnis Ritsos Giovanny Gómez Glória Gervitz Gottfried Benn Guillaume Apollinaire Günter Kunert Gustavo Adolfo Bécquer Gustavo Ortiz H. P. Lovecraft Hal Sirowitz Hans-Ulrich Treichel Harold Pinter Harvey Shapiro Heiner Müller Heinrich Heine Helen Mort Henri Béhar Henri Michaux Henry Rollins Hermann Hesse Hilda Hilst Hilde Domin Hoa Nguyen Hugh Mackay Hugo von Hofmannsthal Hugo Williams Ingeborg Bachmann Ingmar Heytze Isabel Meyrelles Isabelle McNeill J. M. Fonollosa J. R. R. Tolkien Jack Gilbert Jack Kerouac Jack Winter Jacques Lacan Jacques Prévert James L. White James Rogers James Tate Jane Hirshfield Janet Frame Jean Baudrillard Jean Day Jeanette Winterson Jenny Joseph Jenny Schecter Jesús Llorente Jim Carroll Joan Julier Buck Joan Margarit Jodi Picoult Johann Wolfgang Goethe Johannes Bobrowski John Ashbery John Giorno John Keats John Mateer John Updike Jonathan Littell Jonathan Safran Foer Jonathan Swift Jorge Amado Jorge Luis Borges José Eduardo Agualusa José Gardeazabal José Mateos Joseph Brodsky Joseph Cervavolo József Attila Juan José Millás Juan Ramón Jiménez Judith Herzberg Junko Takahashi Justine Hermitage Katerina Angheláki-Rooke Kathy Acker Kendra Grant Kenneth Patchen Kenneth Traynor Kosntandinos Kavafis Kristina H. Langston Hughes Larissa Szporluk Lauren Mendinueta Laurie Anderson Lawrence Ferlinghetti Lêdo Ivo Leila Miccolis Leonard Cohen Leonardo Chioda Leonardo Da Vinci Leopoldo María Panero Lewis Carroll liam ryan Lígia Reyes Lord Byron Lou Andreas-Salomé Lou Reed Louis Aragon Louis Buisseret Lourdes Espínola Lucía Estrada Luis Alberto de Cuenca Luís Filipe Parrado Luis García Montero Malcolm Lowry Manoel de Barros Manuel Arana Marco Mackaaij Margaret Atwood María Sánchez Marianne Boruch Mariano Peyrou Marin Sorescu Marina Colasanti Martha Carolina Dávila Martin Amis Mary Elizabeth Frye Mary Jo Salter Mary Oliver Mary Ruefle Max Porter Medlar Lucan & Durian Gray Melissa Witcombe Mia Couto Michael Drayton Michel Carpassou Michel Houellebecq Miguel de Cervantes Miriam Reyes Mitch Albom Morgan Parker Muhammad al-Maghut Muriel Rukeyser Natsume Soseki Neil Gaiman Nicanor Parra Nichita Stanescu Nicole Blackman Nina Rizzi Octavio Paz Olga Orozco Omar Khayyam Osho Otávio Campos Pablo Fidalgo Lareo Pablo García Casado Pablo Neruda Pat Boran Patricia Beer Patti Smith Paul Éluard Paul Géraldy Paul Theroux Paulo Leminski Pentti Saaritsa Per Aage Brandt Pere Gimferrer Philip Larkin Philip Roth Philippe Wollney Pia Tafdrup Pier Paolo Pasolini Pierre Reverdy Piotr Sommer Rafael Alberti Rainer Maria Rilke Ramón Gómez de la Serna Raúl Gustavo Aguirre Raymond Carver Raymond Queneau Reinaldo Ferreira Reiner Kunze Richard Brautigan Richard Burton Roald Dahl Robert Creeley Robert Frost Roberto Bolaño Roberto Fernández Retamar Roberto Juarroz Robin Robertson Rod McKuen Roger Wolfe Ron Padgett Rosa Aliaga Ibañez Rosemarie Urquico Rubens Borba de Moraes Rudyard Kipling Russell Edson Ruth Stone Ryan Montanti Saiónji Sanekane Salman Rushdie Salvador Novo Sam Shepard Samuel Beckett Sandro Penna Santiago Nazarian Sei Shonagon Serge Gainsbourg Sharon Olds Shel Silverstein Silvia Chueire Silvia Ugidos Simone de Beauvoir Somerset Maugham Stephen Crane Stephen Wright Steve Mccaffery Stevie Smith Stuart Dischell Sue Goyette Susana Cabuchi Sylvia Plath T. S. Eliot Tai Fu Ku Tanya Davis Tati Bernard Tatianna Rei Moonshadow Tennessee Williams Thom Gunn Tiago Fabris Rendelli Tilly Strauss Tom Baker Tom Waits Toni Montesinos Gilbert Ulla Hahn Valentine de Saint-Point Vicente Aleixandre Victor Heringer Victor Prado Vincenzo Cardarelli Vinicius de Moraes Vladimir Maiakovski Vladimir Nabokov W. H. Auden Walt Whitman Warsan Shire William Blake William Butler Yeats William Carlos Williams William Shakespeare Winnie Meisler Winona Baker Wislawa Szymborska Yehuda Amichai Yohji Yamamoto Yoko Ono Yorgos Seferis Zee Avi

livraria

. A Sul de Nenhum Norte . . Granta . Adolfo Bioy Casares . Al Berto . Alexandre O'Neill . Algernon Blackwood . Ali Smith . Alice Munro . Alice Turvo . Almanaque do Dr. Thackery . Anaïs Nin . Anita Brookner . Ann Beattie . Annemarie Schwarzenbach . Anton Tchekhov . António Ferra . António Lobo Antunes . Arthur Miller . Boris Vian . Bret Easton Ellis . Carlos de Oliveira . Carson McCullers . Charles Bukowski . Chuck Palahniuk . Clarice Lispector . Conde de Lautréamont . Cormac McCarthy . Cristiane Lisbôa . Donald Barthelme . Doris Lessing . Dulce Maria Cardoso . Edith Wharton . Eileen Chang . Elena Ferrante . Enrique Vila-Matas . Erasmo de Roterdão . Ernest Hemingway . Ernesto Sampaio . F. Scott Fitzgerald . Fernando Pessoa . Flannery O'Connor . Florbela Espanca . Françoise Sagan . Franz Kafka . Frida Kahlo . Gabriel García Márquez . Gonçalo M. Tavares . Graça Pina de Morais . Gustave Flaubert . Guy de Maupassant . Harold Pinter . Haruki Murakami . Henri Michaux . Herberto Hélder . Hunter S. Thompson . Irene Lisboa . Irène Némirovsky . Italo Calvino . J. D. Salinger . Jack Kerouac . James Joyce . Jean Cocteau . Jean Genet . Jean Meckert . Jean-Paul Sartre . Jeffrey Eugenides . Jim Cartwright . Joan Didion . John Cheever . José Jorge Letria . José Saramago . Josep Pla . Julian Barnes . Julio Cortázar . Karen Blixen . Kate Chopin . Katherine Mansfield . Kurt Vonnegut . Lázaro Covadlo . Lillian Hellman . Luís de Sttau Monteiro . Luís Miguel Nava . Luiz Pacheco . Lydia Davis . Lygia Fagundes Telles . Malcolm Lowry . Manuel Hermínio Monteiro . Manuel Jorge Marmelo . Marcel Proust . Margaret Atwood . Marguerite Duras . Marguerite Yourcenar . Marina Tsvetáeva . Mário C. Brum . Mário-Henrique Leiria . Mark Lindquist . Marquis de Sade . Max Aub . Miguel Castro Henriques . Miguel Esteves Cardoso . Miguel Martins . Milan Kundera . Natalia Ginzburg . Neil Gaiman . Nick Cave . Norman Rush . Orhan Pamuk . Oscar Wilde . Paul Auster . Paulo Rodrigues Ferreira . Pedro Mexia . Penelope Fitzgerald . Pierre Louÿs . Rainer Maria Rilke . Rainer Werner Fassbinder . Raul Brandão . Ray Bradbury . Rebecca West . Regina Guimarães . Richard Yates . Roland Barthes . Roland Topor . Rolf Dieter Brinkmann . Rui Nunes . S. E. Hinton . Sam Shepard . Samuel Beckett . Sarah Kane . Sebastian Barry . Shirley Jackson . Stig Dagerman . Susan Sontag . Susana Moreira Marques . Sylvia Plath . Tennessee Williams . Teresa Veiga . Tom Baker . Truman Capote . valter hugo mãe . Vasco Gato . Vera Lagoa . Vergílio Ferreira . Virginia Woolf . Vladimir Nabokov . William Faulkner . Woody Allen . Yasunari Kawabata . Yukio Mishima .
page visitor counter

mariaravascosoares@gmail.com
ocinemadaoqueavidatira.tumblr.com