Respirar
o menos possível
nestas cidades
de uma tristeza
sem idade
abrindo o espaço
com os gestos lentos de um náufrago
a caminho
do fundo
A noite sobe-me
na voz
como um lugar
capaz de imaginar
sozinho
o seu cenário
onde o azul
dorme
numa cave
com os cães
Ernesto Sampaio
manual de instruções
Sentado à janela do edifício
Quem me dera não ter de escrever o manual de instruções sobre o uso de um
novo metal.
Olho para a rua e vejo gente, todos caminhando numa paz interior,
E invejo-os – estão tão longe de mim!
nenhum deles tem de se preocupar em entregar a tempo este manual.
E, como sempre, começo a sonhar, apoiando os cotovelos na secretária e
debruçando-me um pouco da janela,
Com a vaga Guadalajara! Cidade de flores da cor das rosas!
Cidade que mais queria ver e menos vi, no México!
Mas imagino ver, sob a pressão de ter de redigir o manual de instruções,
A tua praça pública, cidade, com o pequeno coreto rendilhado!
A banda toca a Xerazade de Rimsky-Korsakov.
Em volta, raparigas distribuem flores cor de rosa e de limão,
Todas atraentes nos seus vestidos de riscas cor-de-rosa e azuis (Oh, aqueles
tons de rosa e azul!),
E ali ao pé a pequena barraca branca onde mulheres de verde servem frutas
verdes e amarelas.
Os casais desfilam, todos com ar de festa.
À frente, abrindo o desfile, um janota
Vestido de azul escuro. Na cabeça pousa-lhe um chapéu branco
E usa bigode, aparado para esta ocasião.
A sua querida, a mulher, é jovem e bonita: traz um xaile malva, rosa e branco.
As chinelas são de verniz, à maneira americana,
E traz um leque, pois é modesta, e não quer que os outros lhe vejam muitas
vezes a cara.
Mas estando todos tão entretidos com as mulheres ou as namoradas
Duvido que reparassem na mulher do homem de bigode.
Aí vêm os rapazes! Vêm saltitando e atiram pequenas coisas para o passeio
De ladrilho cinzento. Um deles, um pouco mais velho, tem um palito nos dentes.
Está mais calado que os outros, e faz que não repara nas bonitas raparigas de
branco.
Mas os amigos reparam, e lançam chalaças às raparigas que riem.
Em breve, porém, tudo isto acabará, com o aprofundar dos anos,
E o amor os trará à parada por outras razões.
Mas perdi de vista o rapazola do palito.
Espera! Lá está ele, do outro lado do coreto,
Afastado dos amigos, em conversa séria com uma rapariga
De catorze ou quinze anos. Tento ouvir o que dizem,
Mas parece que apenas murmuram qualquer coisa – tímidas palavras de amor,
provavelmente.
Ela é um pouco mais alta, e desce o olhar sereno para os seus olhos sinceros.
Está vestida de branco. A brisa agita-lhe os cabelos pretos, finos e compridos
contra a face morena.
É claro que está apaixonada. O rapaz, o do palito, também ele está apaixonado;
Vê-se-lhe nos olhos. Afasto-me deste par
E vejo que há um intervalo no concerto.
Os que desfilaram descansam e bebem por palhinhas
(As bebidas são servidas dum grande jarro de vidro por uma senhora de azul
escuro),
E os músicos misturam-se com eles, nos seus uniformes de um branco-creme, e
fala.
Do tempo, talvez, ou de como os miúdos vão bem na escola.
Aproveitemos esta oportunidade para entrar pé-ante-pé numa das ruas laterais.
Cá está uma daquelas casas debruadas de verde,
Tão populares aqui. Olha – eu não te dizia?
Está fresco e escuro cá dentro, mas no pátio há sol.
Uma velha, de cinzento, ali sentada, abana-se com um leque de folha de
palmeira.
Recebe-nos no pátio e oferece-nos um refresco.
«O meu filho está na Cidade do México», diz ela. «Também os havia de receber
bem,
Se cá estivesse. Mas trabalha lá num banco.
Olhe, uma fotografia dele.»
E um rapaz de pele escura e dentes de pérola sorri para nós da moldura de
couro gasto.
Agradecemos-lhe a hospitalidade, porque se faz tarde
E nós precisamos de encontrar um ponto alto para ver bem a cidade, antes de
partir.
A torre da igreja serve – aquela ali, de rosa desmaiado, recortada no azul
violento do céu. Entramos devagar.
O sacristão, um velho vestido de castanho e cinzento, pergunta-nos há quanto
tempo estamos na cidade, e se gostamos dela.
A filha está a esfregar os degraus – acena-nos ao passarmos para a torre.
Em breve chegamos ao cimo e toda a malha da cidade se estende diante de
nós.
Lá está o bairro elegante, de casas pintadas de rosa e branco, com frondosos
terraços decrépitos.
Lá está o bairro popular, com casas de azul escuro.
Lá está o mercado, onde os homens vendem chapéus e enxotam moscas,
E a biblioteca pública, pintada em vários tons de verde pálido e beige.
Olha! Lá está a praça onde há pouco estivemos, com os passeantes.
Já são menos, agora que o dia aqueceu,
Mas o rapaz e a rapariga continuam escondidos pela sombra do coreto.
E lá está a casa da senhora velha –
Continua sentada no pátio a abanar-se.
Que limitada, e no entanto completa, foi a nossa experiência de Guadalajara!
Vimos amor de jovens, amor de casados, e o amor de uma mãe idosa pelo filho.
Provámos as bebidas, ouvimos música e vimos casas coloridas.
Que mais há a fazer, senão ficar? E isso é que não é possível.
E enquanto uma última brisa refresca o cimo da velha torre degradada, volto a
olhar
Para o manual de instruções que me fez sonhar com Guadalajara.
John Ashbery
Quem me dera não ter de escrever o manual de instruções sobre o uso de um
novo metal.
Olho para a rua e vejo gente, todos caminhando numa paz interior,
E invejo-os – estão tão longe de mim!
nenhum deles tem de se preocupar em entregar a tempo este manual.
E, como sempre, começo a sonhar, apoiando os cotovelos na secretária e
debruçando-me um pouco da janela,
Com a vaga Guadalajara! Cidade de flores da cor das rosas!
Cidade que mais queria ver e menos vi, no México!
Mas imagino ver, sob a pressão de ter de redigir o manual de instruções,
A tua praça pública, cidade, com o pequeno coreto rendilhado!
A banda toca a Xerazade de Rimsky-Korsakov.
Em volta, raparigas distribuem flores cor de rosa e de limão,
Todas atraentes nos seus vestidos de riscas cor-de-rosa e azuis (Oh, aqueles
tons de rosa e azul!),
E ali ao pé a pequena barraca branca onde mulheres de verde servem frutas
verdes e amarelas.
Os casais desfilam, todos com ar de festa.
À frente, abrindo o desfile, um janota
Vestido de azul escuro. Na cabeça pousa-lhe um chapéu branco
E usa bigode, aparado para esta ocasião.
A sua querida, a mulher, é jovem e bonita: traz um xaile malva, rosa e branco.
As chinelas são de verniz, à maneira americana,
E traz um leque, pois é modesta, e não quer que os outros lhe vejam muitas
vezes a cara.
Mas estando todos tão entretidos com as mulheres ou as namoradas
Duvido que reparassem na mulher do homem de bigode.
Aí vêm os rapazes! Vêm saltitando e atiram pequenas coisas para o passeio
De ladrilho cinzento. Um deles, um pouco mais velho, tem um palito nos dentes.
Está mais calado que os outros, e faz que não repara nas bonitas raparigas de
branco.
Mas os amigos reparam, e lançam chalaças às raparigas que riem.
Em breve, porém, tudo isto acabará, com o aprofundar dos anos,
E o amor os trará à parada por outras razões.
Mas perdi de vista o rapazola do palito.
Espera! Lá está ele, do outro lado do coreto,
Afastado dos amigos, em conversa séria com uma rapariga
De catorze ou quinze anos. Tento ouvir o que dizem,
Mas parece que apenas murmuram qualquer coisa – tímidas palavras de amor,
provavelmente.
Ela é um pouco mais alta, e desce o olhar sereno para os seus olhos sinceros.
Está vestida de branco. A brisa agita-lhe os cabelos pretos, finos e compridos
contra a face morena.
É claro que está apaixonada. O rapaz, o do palito, também ele está apaixonado;
Vê-se-lhe nos olhos. Afasto-me deste par
E vejo que há um intervalo no concerto.
Os que desfilaram descansam e bebem por palhinhas
(As bebidas são servidas dum grande jarro de vidro por uma senhora de azul
escuro),
E os músicos misturam-se com eles, nos seus uniformes de um branco-creme, e
fala.
Do tempo, talvez, ou de como os miúdos vão bem na escola.
Aproveitemos esta oportunidade para entrar pé-ante-pé numa das ruas laterais.
Cá está uma daquelas casas debruadas de verde,
Tão populares aqui. Olha – eu não te dizia?
Está fresco e escuro cá dentro, mas no pátio há sol.
Uma velha, de cinzento, ali sentada, abana-se com um leque de folha de
palmeira.
Recebe-nos no pátio e oferece-nos um refresco.
«O meu filho está na Cidade do México», diz ela. «Também os havia de receber
bem,
Se cá estivesse. Mas trabalha lá num banco.
Olhe, uma fotografia dele.»
E um rapaz de pele escura e dentes de pérola sorri para nós da moldura de
couro gasto.
Agradecemos-lhe a hospitalidade, porque se faz tarde
E nós precisamos de encontrar um ponto alto para ver bem a cidade, antes de
partir.
A torre da igreja serve – aquela ali, de rosa desmaiado, recortada no azul
violento do céu. Entramos devagar.
O sacristão, um velho vestido de castanho e cinzento, pergunta-nos há quanto
tempo estamos na cidade, e se gostamos dela.
A filha está a esfregar os degraus – acena-nos ao passarmos para a torre.
Em breve chegamos ao cimo e toda a malha da cidade se estende diante de
nós.
Lá está o bairro elegante, de casas pintadas de rosa e branco, com frondosos
terraços decrépitos.
Lá está o bairro popular, com casas de azul escuro.
Lá está o mercado, onde os homens vendem chapéus e enxotam moscas,
E a biblioteca pública, pintada em vários tons de verde pálido e beige.
Olha! Lá está a praça onde há pouco estivemos, com os passeantes.
Já são menos, agora que o dia aqueceu,
Mas o rapaz e a rapariga continuam escondidos pela sombra do coreto.
E lá está a casa da senhora velha –
Continua sentada no pátio a abanar-se.
Que limitada, e no entanto completa, foi a nossa experiência de Guadalajara!
Vimos amor de jovens, amor de casados, e o amor de uma mãe idosa pelo filho.
Provámos as bebidas, ouvimos música e vimos casas coloridas.
Que mais há a fazer, senão ficar? E isso é que não é possível.
E enquanto uma última brisa refresca o cimo da velha torre degradada, volto a
olhar
Para o manual de instruções que me fez sonhar com Guadalajara.
John Ashbery
elogio da lembrança
Quando os desesperos nocturnos
pouco a pouco se amontoam em pânicos matinais
lembra.
O tempo em que, depois das aulas,
ias à janela e batias o apagador...
ficava sempre a marca de giz
na parede escura.
Quando aos fins de semana vais de carro ao campo,
a camisa imaculada, o olhar fatigado de vigiar as crianças,
lembra.
As longas caminhadas pelo monte,
o último encontro de futebol, findo o secundário,
a roupa amarrotada debaixo de uma pedra.
Quando já atravessas para o outro lado da rua
para não teres que falar com ninguém,
com pressa de chegar à casa que compraste
(estás a pagá-la todos os meses e um dia, dizem, será tua)
lembra.
O tempo em que ao cruzares com um polícia
dizias: «bom dia, minha senhora».
Lembra o rosto dos ausentes.
E essa palavra lançada ao rio pelo amigo.
Não olhes com sobranceria
o tempo em que à janela procuravas
responder e nunca o conseguias, à pergunta: «o que há entre
a escuridão lá fora e a minha alma aqui?»
Lembra.
Jorge Gomes Miranda
pouco a pouco se amontoam em pânicos matinais
lembra.
O tempo em que, depois das aulas,
ias à janela e batias o apagador...
ficava sempre a marca de giz
na parede escura.
Quando aos fins de semana vais de carro ao campo,
a camisa imaculada, o olhar fatigado de vigiar as crianças,
lembra.
As longas caminhadas pelo monte,
o último encontro de futebol, findo o secundário,
a roupa amarrotada debaixo de uma pedra.
Quando já atravessas para o outro lado da rua
para não teres que falar com ninguém,
com pressa de chegar à casa que compraste
(estás a pagá-la todos os meses e um dia, dizem, será tua)
lembra.
O tempo em que ao cruzares com um polícia
dizias: «bom dia, minha senhora».
Lembra o rosto dos ausentes.
E essa palavra lançada ao rio pelo amigo.
Não olhes com sobranceria
o tempo em que à janela procuravas
responder e nunca o conseguias, à pergunta: «o que há entre
a escuridão lá fora e a minha alma aqui?»
Lembra.
Jorge Gomes Miranda
7 tisanas inéditas
nº 237 - Parcialmente, a santidade consiste na capacidade de praticar transgressões bem orientadas. Por exemplo: matando em nós os fantasmas tutelares. Sem ternura. É assim que se atinge a múltipla orfandade.
nº 238 - O que pensará uma formiga ao ser contemplada por uma mosca poisada na parede? Quanto mais se pensa no sofrimento mais se compreende que tudo é devido a um incomensurável não-saber.
nº 239 - Tudo está aqui para alguma coisa, para desempenhar um papel, uma missão, pensamos utilitariamente. Eu, gosto das portas. A porta entreaberta, por exemplo: irá fechar-se? irá abrir-se? dar passagem? Oh subtil porta que tão indiferentemente abres-fechas: nem sei se olho para dentro ou de dentro.
nº 240 - Os livros quando são lidos por leitores apaixonados, alegres soltam suas folhas coloridas pelos ares da mente, guardião involuntário em todas as ocasiões. Este é um discurso cuja antiguidade reconstituo ludicamente enquanto escondo a ferida do tempo.
nº 241 - Era uma vez uma pessoa que andava sempre com uma palavra debaixo da língua. Quando a tinha na ponta falava, dando pequenos estalos de prazer. Depois lambia os beiços gulosamente. Estamos aqui à espera de quê? Imagina-acção.
nº 242 - Vou de comboio. Penso no terror que nos habita, que nos segue como imensa ignorada cauda. Chegando à estação vejo o meu rosto reflectido no vidro da janela. Olho fixamente o meu próprio rosto.
nº 243 - Ia pela rua fora, como de costume, quando vejo uma porta entreaberta que dava para um corredor muito comprido. Entro. No fundo há uma porta fechada. Bato à porta. Uma voz pergunta: quem é? Sou eu, digo. Eu quem? respondem. E não abrem a porta.
Ana Hatherly
nº 238 - O que pensará uma formiga ao ser contemplada por uma mosca poisada na parede? Quanto mais se pensa no sofrimento mais se compreende que tudo é devido a um incomensurável não-saber.
nº 239 - Tudo está aqui para alguma coisa, para desempenhar um papel, uma missão, pensamos utilitariamente. Eu, gosto das portas. A porta entreaberta, por exemplo: irá fechar-se? irá abrir-se? dar passagem? Oh subtil porta que tão indiferentemente abres-fechas: nem sei se olho para dentro ou de dentro.
nº 240 - Os livros quando são lidos por leitores apaixonados, alegres soltam suas folhas coloridas pelos ares da mente, guardião involuntário em todas as ocasiões. Este é um discurso cuja antiguidade reconstituo ludicamente enquanto escondo a ferida do tempo.
nº 241 - Era uma vez uma pessoa que andava sempre com uma palavra debaixo da língua. Quando a tinha na ponta falava, dando pequenos estalos de prazer. Depois lambia os beiços gulosamente. Estamos aqui à espera de quê? Imagina-acção.
nº 242 - Vou de comboio. Penso no terror que nos habita, que nos segue como imensa ignorada cauda. Chegando à estação vejo o meu rosto reflectido no vidro da janela. Olho fixamente o meu próprio rosto.
nº 243 - Ia pela rua fora, como de costume, quando vejo uma porta entreaberta que dava para um corredor muito comprido. Entro. No fundo há uma porta fechada. Bato à porta. Uma voz pergunta: quem é? Sou eu, digo. Eu quem? respondem. E não abrem a porta.
Ana Hatherly
estudo
Há muito que suspeitava de mim mesmo
E hoje persegui-me durante todo o dia
A uma distância que evitasse suspeitas.
Pois sabei que sou mais perigoso do que imaginava.
Quando saio à rua, olho à direita e à esquerda
Como se fotografasse incessantemente
As casas, os homens, os postes telegráficos
E todas as riquezas.
Depois, sem reparar
(Talvez para não ser reconhecido)
Altero a expressão da alma.
O meu rosto é um verdadeiro alfabeto morse
Que transmite constantemente sabe-se lá que segredos
Aos homens da lua que apuram o ouvido para escutarem.
Quando estou sentado à mesa
Rasgo uma folha de papel
Em pedacinhos que, uma vez feitos numa bola,
São imediatamente arremessados ao esquecimento,
O que é muito estranho.
Esta noite descerei no meu sono
Por uma corda que levo para isso no bolso,
Par ver o que ali confessa o indivíduo,
De que se recorda espontaneamente
E ─ algo mais importante ─ quem é que
Lhe proporciona estas relações entre as coisas.
Depois disso tudo iniciarei
O preenchimento da ficha.
Marin Sorescu
E hoje persegui-me durante todo o dia
A uma distância que evitasse suspeitas.
Pois sabei que sou mais perigoso do que imaginava.
Quando saio à rua, olho à direita e à esquerda
Como se fotografasse incessantemente
As casas, os homens, os postes telegráficos
E todas as riquezas.
Depois, sem reparar
(Talvez para não ser reconhecido)
Altero a expressão da alma.
O meu rosto é um verdadeiro alfabeto morse
Que transmite constantemente sabe-se lá que segredos
Aos homens da lua que apuram o ouvido para escutarem.
Quando estou sentado à mesa
Rasgo uma folha de papel
Em pedacinhos que, uma vez feitos numa bola,
São imediatamente arremessados ao esquecimento,
O que é muito estranho.
Esta noite descerei no meu sono
Por uma corda que levo para isso no bolso,
Par ver o que ali confessa o indivíduo,
De que se recorda espontaneamente
E ─ algo mais importante ─ quem é que
Lhe proporciona estas relações entre as coisas.
Depois disso tudo iniciarei
O preenchimento da ficha.
Marin Sorescu
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