A morte dos nossos pais, escrevia ele, «apesar da nossa preparação e, aliás, apesar da nossa idade, remexe em coisas profundamente instaladas em nós, catalisa emoções que nos surpreendem e que podem libertar lembranças e sentimentos que julgávamos enterrados há muito. Nesse lapso de tempo indeterminado a que chamam "luto", podemos estar dentro de um submarino, em silêncio no leito do oceano, conscientes dos assaltos das profundezas, agora próximos, logo distantes, esbofeteando-nos com recordações».
Joan Didion,
O Ano do Pensamento Mágico