de tanto bater o meu coração parou

Quién te Cantará, Carlos Vermut, 2018
Quién te Cantará, Carlos Vermut, 2018
Quién te Cantará, Carlos Vermut, 2018
Quién te Cantará, Carlos Vermut, 2018

quien te cantara*


Quien te cantara, con esta guitarra,
quien la hara sonar, cuando no este yo,
quien dara a tu casa dolor, a tu lecho calor,
quien te hara el amor

Quien tachara, mi direccion,
de tu libreta azul, archivando mi historia,
en un cajon, y tu que haras a donde iras,
tal vez me olvidaras y tendras mi guitarra,
en un rincon

* Mocedades

se eu fosse um vídeo

Contratiempo, Oriol Paulo, 2016

se eu fosse um vídeo

EL HOMBRE PLANETARIO

II

Camino, mas no avanzo.
Mis pasos me conducen a la nada
por una calle, tumba de hojas secas
o sucesión de puertas condenadas.
¿Soy esa sombra sola
que aparece de pronto sobre el vidrio
de los escaparates?
¿O aquel hombre que pasa
y que entra siempre por la misma puerta?
Me reconozco en todos, pero nunca
me encuentro en donde estoy. No voy conmigo
sino muy pocas veces, a escondidas.
Me busco casi siempre sin hallarme
y mis monedas cuento a medianoche.
¿Malbaraté el caudal de mi existencia?
¿Dilapidé mi oro? Nada importa:
se pasa sin pagar al fin del viaje
la invisible frontera.


Jorge Carrera Andrade, Antologia de la Poesia Hispanoamericana Contemporanea 1914-1970
El Autor, Manuel Martín Cuenca, 2017

junto a tu cuerpo

Junto a tu cuerpo totalmente entregado al mío
junto a tus hombros tersos
de que nacen las rutas de tu abrazo,
de que nacen tu voz y tus miradas, claras y remotas,
sentí de pronto el infinito vacío de su ausencia.

Si todos estos años que me falta
como una planta trepadora que se coge del viento
he sentido que llega o que regresa en cada contacto
y ávidamente rasgo todos los días un mensaje
que nada contiene sino una fecha
y su nombre se agranda
y vibra cada vez más profundamente
porque su voz no era más que para mí oído,
porque cegó mis ojos cuando apartó los suyos
y mi alma es como un gran templo deshabitado.

Pero este cuerpo tuyo es un Dios extraño
forjado en mis recuerdos, reflejo de mí mismo,
suave de mi tersura, grande por mis deseos,
máscara, estatua que he erigido a su memoria.


Salvador Novo, Antologia de la Poesia Hispanoamericana Contemporanea 1914-1970

se eu fosse um vídeo

I will keep broken things

I will keep
Broken
Things:
The big clay
Pot
With raised
Iguanas
Chasing
Their
Tails;
Two
Of their
Wise

Heads
Sheared
Off;

I will keep
Broken
things:
The old
Slave
Market
Basket
Brought
To my
Door

By Mississippi
A jagged
Hole
Gouged
In its sturdy
Dark
Oak
Side.

I will keep
Broken
things:
The memory
Of
Those
Long
Delicious
Nig ht
Swims
With
You;

I will keep
Broken
things:
In my house
There
Remains
An

Honored
Shelf
On which
I will
Keep
Broken
Things.

Their beauty
Is
They
Need
Not
Ever
Be
'fixed.'

I will keep
Your
Wild
Free
Laughter
Thoug h
It is now
Missing
Its
Reassuring
And
Gra ceful
Hinge.

I will keep
Broken
Things:

Thank you
So much!

I will keep
Broken
Things.

I will keep
You:

Pilgrim
Of
Sorrow.

I will keep
Myself.


Alice Walker

feliz compleaños leonor


you're my summer lover
A minha madrasta era mais baixa do que eu; chegava-me um tudo nada mais acima do ombro. Tinha o cabelo preto e puxado, a menina do olho um pouco verde. E o cantinho do olho acabava num leque de linhas finas. Tinha-as também nos dois lados da testa e em cada ângulo da boca. Como uma velhinha. Nos dias em que andava preocupada porque tinha de pôr o vaso na janela, diante da cortina, as linhas vincavam-se e ficavam um pouco mais escuras.

Quando nos sentávamos no degrau da entrada eu gostava de ver as unhas dos pés dela: tinha-as bem colocadas sobre a carne e pareciam de vidro. Às vezes o sol salpicava-as de cores. Tinham todas as que se vêem depois da chuva entre uma montanha e outra fazendo um arco no céu.

(...)

Era gulosa: bebia a água da fonte fazendo uma concha com as mãos e, antes de a encher, esfregava as mãos com erva-doce.

Um dia apanhei-a a comer uma abelha. Quando se deu conta de que eu olhava cuspiu-a e disse que a abelha é que se tinha metido na boca dela. Mas eu sabia que ela comia abelhas. Escolhia as que tinham bebido mais suco de glicínia e mantinha-as vivas durante algum tempo dentro da boca. Antes de as engolir, deixava-as brincar.

(...)

e disse-me que saíra da aldeia porque preferia o calor amplo ao calor apertado entre muros e entre casas. Perguntou-me do que gostava eu mais, se do dia ou da noite... As mãos voltaram a transpirar e esfreguei a palma das mãos no tronco de madeira que fazia de varanda e era áspero, e disse-lhe que não sabia mas que quando era muito pequeno, embora a noite me metesse medo, gostava mais dela do que do dia porque com a claridade as coisas viam-se demasiado e havia coisas muito feias e disse-lhe então que eu tinha vindo porque a vira partir e que a seguira e que um homem olhara para mim numa janela e que eu sentira medo... ela disse-me que o medo não era nada... perguntou-me se eu tinha reparado que havia dois medos: um a sério e outro a fingir. Ela tivera um medo a sério: o medo das mãos porque as mãos agarram. E o medo a fingir do meu medo do homem que olhara para mim da janela porque de dentro não se podia fazer mal algum...

 (...)

Assim que acordávamos ela contava-me o que vira enquanto dormia e uma noite vira que um dedo dela se transformara em lagarta e da ponta saía uma borboleta vermelha e assim que nascia morria logo. Outra noite tinha visto que as abelhas faziam uma coroa sobre a cabeça dos cavalos, e os cavalos viviam com uma coroa de abelhas, e depois as abelhas tinham feito uma coroa sobre a cabeça dos velhos e, quando os velhos matavam os cavalos, os cavalos e os velhos tinham coroas de abelhas. E outra noite vira um monte de olhos de cavalo e chegavam os de luto e apanhavam-nos com o bico e levavam-nos voando muito alto e quando já não podiam subir mais alto largavam os olhos de cavalo em cima do rio e a água levava-os e passavam pelos lavadouros e as mulheres diziam, olhem, estão a passar umas coisas brilhantes...


Mercè Rodoreda, A Morte e a Primavera
Por vezes, quando estava na cama e não conseguia adormecer, eu pensava que gostaria de fazer o senhor de cima cair, sobretudo no inverno, quando tudo estava nevado, ou ajudar as raízes a puxar as casas para cima, ou passear os cavalos na Maraldina, onde nunca tinha ido... Com os olhos fechados pensava em coisas assim até que adormecia. A última coisa que eu ouvia era o rio que ia descalçando as pedras que sustinham a aldeia, enquanto toda a gente descansava com os olhos fechados.

(...)

Senti maior angústia que a angústia que me metiam os que dormem.

Senti medo da aldeia, tão quieta lá em baixo, com as casas cheias de adormecidos.

(...)

As pernas é que nos aproximavam dos outros e sem as pernas tudo viveria mais separado e pensei nisto das pernas porque sentia medo.

(...)

ia pensando em coisas em que já tinha pensado outras vezes: que as pessoas estão fechadas e que se vão abrindo quando nos aproximamos delas. E sem querer abri a boca bem aberta para entender aquilo e fechei-a lentamente porque uma boca aberta mete-me sempre medo.


Mercè Rodoreda, A Morte e a Primavera
À luz das fogueiras todos os homens e todas as mulheres eram parecidos. De dia eram muito diferentes porque havia altos e baixos e magros e gordos e alguns tinham mais cabelo do que outros ou o nariz mais largo ou mais comprido e os olhos de cores diferentes. Mas à luz das fogueiras todos eram parecidos.

(...)

Perto das canas onde eu estava escondido, afastadas do lume, sujas e despenteadas, havia algumas mulheres sentadas no chão e com os olhos vendados: eram as grávidas. Tapavam-lhes os olhos para que ao olharem para os outros homens as crianças que levavam no ventre não olhassem também para eles e se fossem parecendo com eles; porque diziam que as mulheres se apaixonavam por todos os homens e, há quanto mais tempo estivessem grávidas, mais depressa se apaixonavam.

(...)

Bebiam a sopa do mesmo prato. comiam em irmandade. Os homens sem rosto, numa outra mesa, na margem do rio. Os homens sem nariz ou com a testa comida ou sem orelha, podiam sentar-se à mesa de todos e viver como toda a gente vivia. Mas os homens sem rosto queriam estar sós.

(...)

Mas morriam tal como os outros: ao vivo e com a boca cheia de cimento até ao ventre.

(...)

As grávidas levantaram-se para dançar. Dançavam sozinhas como se cada uma estivesse plantada num buraco. E para poderem dançar elas próprias cantavam. Inclinavam a cabeça até ao peito, levantavam-na para o alto, deitavam-na para trás e giravam como se toda a vida tivessem de girar daquela forma entre as sombras e chamas, sem homem e sós, com o vetre todo para a frente e despenteadas. Com todo o ventre para a frente, que já se desgarrava por dentro.


Mercè Rodoreda, A Morte e a Primavera
(...) aquela tristeza que as paredes tinham por se tornarem velhas quando as pessoas as deixavam sozinhas. E o que ele me disse das coisas era verdade: envelheciam a toda a pressa quando ficavam sozinhas, mas quando estavam bem acompanhadas pelas pessoas demoravam mais e faziam-se velhas de uma forma muito diferente, como se em vez de ficarem feias se tornassem bonitas.

(...)

Os pássaros vinham sempre do lado da montanha partida. Os de luto eram os primeiros a chegar. Iam direitos ao prado dos cavalos e passavam lá o dia a voar e a piar. No dia seguinte caíam sobre as casas, perseguiam-se, voavam muito alto e desciam fazendo um grande barulho. Eram negros de penas e de bico e tinham o cantinho do olho mais negro ainda com um círculo muito branco. As penas da cauda e as penas das asas separavam-se: quando voavam quase que se podia contá-las. Elevavam-se poupo a pouco e de repente começavam a dar voltas furiosas, com as patas incrustadas no ventre, bem esticadas para trás, como se as tivessem perdido.

(...)

No pátio, debaixo das glicínias que já não tinham flores, abriam-se ainda algumas flores que não tinham sabido florescer a tempo. Eram flores com pouca cor, escondidas entre as folhas,. Às vezes um vento destapava-as um nadinha, como se tivesse vergonha de as pôr à vista.

(...)

 A flor branca era igual à flor vermelha: só eram diferentes na cor. Tinham cinco folhas pequenas e cinco folhas maiores debaixo das pequenas: no centro nascia-lhes um raminho de fios amarelos que acabavam num disco. Eram flores de todo o ano. Quando uma murchava, em seguida saía uma nova de dentro da que tinha morrido: a morte puxava pela viva, Verão e Inverno, sem cessar.

 (...)

As Montanhas Roxas pareciam ao alcance da mão, mas estavam muito longe, cinzentas no Inverno e azuis na Primavera porque mudavam de cor e não se sabia de que cor eram; tão diferentes da Meraldina, de um verde-escuro que ficava sarapintado de um roxo que atirava para o rosa quando as urzes floresciam.
 
(...)

E não nos fomos enquanto não nos pareceu que éramos árvores, porque nas plantas dos pés sentíamos nascer e crescer raízes de frio de geada que nos atavam ao lugar em que estávamos.

De vez em quando caía neve de um ramo como se o ramo tivesse respirado.


Mercè Rodoreda, A Morte e a Primavera

poemário daqui

A. M. Pires Cabral Abel Neves Adília Lopes Adolfo Casais Monteiro Agustina Bessa-Luís Al Berto Albano Martins Alberto Pimenta Alexandra Malheiro Alexandre Nave Alexandre O'Neill Alice Turvo Alice Vieira Almada Negreiros Ana C. Ana Caeiro Ana Cristina César Ana Duarte Ana Hatherly Ana Luísa Amaral Ana Marques Gastão Ana Paula Inácio Ana Salomé Ana Tinoco André Tomé Andreia C. Faria Angélica Freitas Ângelo de Lima Aníbal Fernandes António Botto António Dacosta António Franco Alexandre António Gancho António Gedeão António Gregório António José Forte António Manuel Pires Cabral António Maria Lisboa António Mega Ferreira António Osório António Pedro António Quadros Ferro António Ramos Pereira António Ramos Rosa António Rebordão Navarro António Reis António S. Ribeiro Armando Baptista-Bastos Armando Silva Carvalho Artur do Cruzeiro Seixas Bénédicte Houart Bruno Béu Bruno Sousa Villar Camilo Castelo Branco Carlos Alberto Machado Carlos de Oliveira Carlos Eurico da Costa Carlos Mota de Oliveira Carlos Soares Casimiro de Brito Catarina Nunes de Almeida Cesário Verde Cláudia R. Sampaio Cruzeiro Seixas Daniel Faria Daniel Filipe David Mourão-Ferreira David Teles Pereira Delfim Lopes Dulce Maria Cardoso Eastwood da Silva Egito Gonçalves Ernesto Sampaio Eugénio de Andrade Eugénio Lisboa Fernando Assis Pacheco Fernando Esteves Pinto Fernando Lemos Fernando Pessoa Fernando Pinto do Amaral Fiama Hasse Pais Brandão Filipa Leal Filipe Homem Fonseca Florbela Espanca Frederico Pedreira gil t. sousa Golgona Anghel Gonçalo M. Tavares Helder Moura Pereira Helena Carvalho Helga Moreira Hélia Correia Henrique Manuel Bento Fialho Henrique Risques Pereira Herberto Hélder Inês Dias Inês Fonseca Santos Inês Lourenço Isabel Meyrelles Joana Serrado João Almeida João Bénard da Costa João Cabral de Melo Neto João Camilo João Damasceno João Ferreira Oliveira João Habitualmente João Luís Barreto Guimarães João Manuel Ribeiro João Pacheco João Pereira Coutinho João Rodrigues João Vasco Coelho Joaquim Manuel Magalhães Joaquim Pessoa Jorge de Sena Jorge Gomes Miranda Jorge Melícias Jorge Roque Jorge Sousa Braga José Agostinho Baptista José Alberto Oliveira José Amaro Dionísio José António Franco José Cardoso Pires José Carlos Barros José Carlos Soares José Efe José Gomes Ferreira José Manuel de Vasconcelos José Mário Silva José Miguel Silva José Ricardo Nunes José Rui Teixeira José Saramago José Sebag José Tolentino Mendonça Judith Teixeira Leitão de Barros Luís Miguel Nava Luís Quintais Luiza Neto Jorge Mafalda Gomes Manuel A. Domingos Manuel António Pina Manuel Cintra Manuel da Silva Ramos Manuel de Castro Manuel de Freitas Manuel Fúria Manuel Gusmão Marcelino Vespeira Margarida Vale de Gato Maria Ângela Alvim Maria Azenha Maria do Rosário Pedreira Maria Gabriela Llansol Maria João Lopes Fernandes Maria Judite de Carvalho Maria Keil Maria Sousa Maria Teresa Horta Maria Velho da Costa Mário Cesariny Mário Contumélias Mário de Sá-Carneiro Mário Quintana Mário Rui de Oliveira Mário-Henrique Leiria Marta Chaves Matilde Campilho Miguel Cardoso Miguel Martins Miguel Sousa Tavares Miguel Torga Miguel-Manso Nuno Araújo Nuno Bragança Nuno Júdice Nuno Moura Nuno Ramos Nuno Travanca Paulo José Miranda Pedro Jordão Pedro Mexia Pedro Oom Pedro Santo Tirso Pedro Sena-Lino Pedro Tamen Piedade Araujo Sol Raquel Nobre Guerra Raul de Carvalho Regina Guimarães Reinaldo Ferreira Renata Correia Botelho Ricardo Adolfo Rosa Alice Branco Rui Almeida Rui Baião Rui Caeiro Rui Cóias Rui Costa Rui Knopfli Rui Manuel Amaral Rui Nunes Rui Pedro Gonçalves Rui Pires Cabral Rute Mota Ruy Belo Ruy Cinatti Ruy Ventura Samuel Úria Sandra Costa Sebastião Alba Sílvio Mendes Soares de Passos Sofia Crespo Sofia Leal Sophia de Mello Breyner Andresen Teixeira de Pascoaes Teresa Balté Tiago Gomes valter hugo mãe Vasco Gato Vasco Graça Moura Vítor Nogueira Yvette K. Centeno

poemário dali

A. E. Housman Abbas Kiarostami Abel Feu Adelaide Ivánova Adélia Prado Adrienne Rich Agota Kristof Al Purdy Alberto Tugues Alda Merini Aldous Huxley Alejandra Pizarnik Alejandro Jodorowsky Alexander Demidov Alice Walker Amalia Bautista Amiri Baraka Amy Lowell Amy M. Homes Ana Merino André Breton Angela Carter Anis Mojgani Anna Akhmatova Anna Kamienska Anne Carson Anne Perrier Anne Sexton Antonia Pozzi Antonin Artaud Antonio Gamoneda Antonio Orihuela Antonio Pérez Morte Antonio Sáez Delgado Arnold Lobel Arseny Tarkovsky Arthur Rimbaud Benjamín Prado Bernard-Marie Koltès Boris Vian Brett Elizabeth Jenkins Brian Andreas Carl Sandburg Carlos Drummond de Andrade Carlos Edmundo de Ory Carlos Marzal Carmen Gloria Berríos Carol Ann Duffy Cecília Meireles Cesare Pavese Charles Baudelaire Charles Bukowski Charles Dana Gibson Charles M. Schulz Chen Bolan Clarice Lispector Constantino Cavafy Czesław Miłosz Damien Sevhac Daniel Francoy Daniel Pennac Daphne Gottlieb David Bowie David Lagmanovich David Lehman Delia Brown Delmore Schwarts Derek Walcott Derrick Brown Diamanda Galás Diane Ackerman Djuna Barnes Don Herold Dorianne Laux Dorothea Lasky Dorothy Parker Douglas Huebler Dylan Thomas E. E. Cummings E. M. Cioran Edgar Allan Poe Edna O'Brien Eduarda Chiote Eeva-Liisa Manner Egito Gonçalves Eleanor Farjeon Elie Wiesel Elis Regina Elizabeth Bishop Elizabeth Ross Taylor Else Lasker-Schuler Emily Dickinson Emily Kagan Trenchard Erin Dorsey Fabiano Calixto Federico Díaz-Granados Federico García Lorca Félix Grande Fernando Arrabal Fernando Caio de Abreu Fernando Gandra Ferreira Gular Forough Farrokhzad Frank O'Hara Frederico Pedreira G. K. Chesterton Gabriel Celaya Georges Bataille Gerrit Komrij Giovanny Gómez Glória Gervitz Gottfried Benn Günter Kunert Gustavo Ortiz H. P. Lovecraft Hal Sirowitz Hans-Ulrich Treichel Harold Pinter Harvey Shapiro Heinrich Heine Helen Mort Henry Rollins Hermann Hesse Hilda Hilst Hilde Domin Hoa Nguyen Hugh Mackay Hugo von Hofmannsthal Hugo Williams Ingeborg Bachmann Isabel Meyrelles Isabelle McNeill J. R. R. Tolkien Jack Kerouac Jacques Lacan Jacques Prévert James L. White James Rogers James Tate Janet Frame Jean Baudrillard Jean Day Jeanette Winterson Jenny Joseph Jenny Schecter Jesús Llorente Joan Julier Buck Joan Margarit Jodi Picoult Johann Wolfgang Goethe John Ashbery John Giorno John Keats John Mateer John Updike Jonathan Littell Jonathan Safran Foer Jonathan Swift Jorge Amado Jorge Luis Borges José Eduardo Agualusa José Gardeazabal José Mateos Joseph Brodsky Joseph Cervavolo József Attila Juan José Millás Juan Ramón Jimenez Judith Herzberg Junko Takahashi Katerina Angheláki-Rooke Kendra Grant Kenneth Traynor Kosntandinos Kavafis Kristina H. Langston Hughes Larissa Szporluk Lauren Mendinueta Laurie Anderson Lawrence Ferlinghetti Lêdo Ivo Leila Miccolis Leonard Cohen Leonardo Chioda Leonardo Da Vinci Leopoldo María Panero Lewis Carroll Lígia Reyes Lord Byron Lou Andreas-Salomé Lou Reed Louis Aragon Louis Buisseret Lourdes Espínola Lucía Estrada Luis Alberto de Cuenca Malcolm Lowry Manoel de Barros Manuel Arana Marco Mackaaij Margaret Atwood María Sánchez Mariano Peyrou Marin Sorescu Martha Carolina Dávila Martin Amis Mary Elizabeth Frye Mary Jo Salter Mary Oliver Mary Ruefle Medlar Lucan & Durian Gray Mia Couto Michael Drayton Michel Houellebecq Miguel de Cervantes Miriam Reyes Mitch Albom Morgan Parker Muriel Rukeyser Natsume Soseki Neil Gaiman Nichita Stanescu Nicole Blackman Octavio Paz Olga Orozco Osho Otávio Campos Pablo García Casado Pablo Neruda Pat Boran Patricia Beer Patti Smith Paul Eluard Paul Éluard Paul Géraldy Paul Theroux Paulo Leminski Pentti Saaritsa Per Aage Brandt Pere Gimferrer Philip Larkin Philip Roth Pia Tafdrup Pierre Reverdy Piotr Sommer Rafael Alberti Rainer Maria Rilke Ramón Gómez de la Serna Raymond Carver Raymond Queneau Reiner Kunze Richard Brautigan Richard Burton Robert Creeley Robert Frost Roberto Fernández Retamar Roberto Juarroz Roger Wolfe Rosemarie Urquico Rubens Borba de Moraes Rudyard Kipling Russell Edson Ruth Stone Salman Rushdie Sam Shepard Samuel Beckett Sandro Penna Santiago Nazarian Serge Gainsbourg Sharon Olds Shel Silverstein Silvia Chueire Silvia Ugidos Simone de Beauvoir Somerset Maugham Stephen Crane Stephen Wright Steve Mccaffery Stevie Smith Stuart Dischell Sue Goyette Susana Cabuchi Sylvia Plath T. S. Eliot Tanya Davis Tati Bernard Tatianna Rei Moonshadow Tennessee Williams Tilly Strauss Tom Baker Tom Waits Ulla Hahn Valentine de Saint-Point Vincenzo Cardarelli Vinicius de Moraes Vladimir Nabokov W. H. Auden Warsan Shire William Blake William Butler Yeats William Carlos Williams William Shakespeare Winnie Meisler Winona Baker Wislawa Szymborska Yehuda Amichai Yohji Yamamoto Yoko Ono Yorgos Seferis Zee Avi

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