(d)os direitos inalienáveis do leitor

1- O direito de não ler;
2- O direito de saltar páginas;
3- O direito de não acabar um livro;
4- O direito de reler;
5- O direito de ler não importa o quê;
6- O direito de amar os “heróis” dos romances;
7- O direito de ler não importa onde;
8- O direito de saltar de livro em livro;
9- O direito de ler em voz alta;
10- O direito de não falar do que se leu.

Daniel Pennac


obrigada doce regina

stand guard over the solitude of the other

© Herman Nicholson

Acostumar-nos-íamos facilmente aos desgostos,

se a razão ou o fígado não lhes sucumbissem.


E. M. Cioran

- O que é o amor?

- É uma rua muito sossegada onde só se passou uma vez.


João Rodrigues, Mário Cesariny, Antologia do Cadáver Esquisito

um brinde



salgado e ranhoso à lhasa que fazia anos hoje

I don’t care about anyone,

and the feeling is quite obviously mutual.


Sylvia Plath, The Unabridged Journals of Sylvia Plath

Woke up this morning with

a terrific urge to lie in bed all day
and read. Fought against it for a minute.
Then looked out the window at the rain.
And gave over. Put myself entirely
in the keep of this rainy morning.
Would I live my life over again?
Make the same unforgiveable mistakes?
Yes, given half a chance. Yes.


Raymond Carver, Rain

have you ever seen the rain

© Hannah Starkey, Rain

NOITE

Até de madrugada falámos e bebemos,
não interessa onde nem quais os assuntos.
Sobre as nossas palavras calado o firmamento
e querer desvendá-lo era mais do que um capricho.

Para quê tanta frase desdobrando uma ideia?
Para quê tanta citação tirada de livros?
Bastava o teu olhar para apagar a neblina
e as nossas intuições profundas de sentido.

Se tal noite calada era a noite de nós dois
e o amor, água escura de um saber infinito.


José Mateos

book of the month

Having been blown away
by a book
I am in the gutter
at the end of the street
in little pieces
like the alphabet
(mother do not worry
letters are not flesh
though there’s meaning in them
but not when they are mean
my letters to you were mean
I found them after you died
and read them and tore them up
and fed them to the wind
thank you for intruding
I love you now leave)
Also at the end of the street
there is a magnolia tree
the white kind
that tatters
after it blooms
so the tree winds up
in the street
Our naked shivering bodies
must be at some distance
missing us come back
come back they cry
come home
put down that book
whenever you read
you drift away on a raft
you like your parrot
more than you like me
and stuff like that
(dear father
you always were a bore
but I loved you more
than interesting things
and in your honor
I’ve felt the same about myself
and everyone I’ve ever met)
I like to read in tree houses
whenever I can which is seldom
and sometimes never
The book that blew me away
held all the problems
of the world
and those of being alive
under my nose
but I felt far away from them
at the same time
reading is like that
(I am sorry I did not
go to your funeral
but like you said
on the phone
an insect cannot crawl
to China)
Here at the end of the street
the insects go on living
under the dome
of the pacific sky
If Mary and Joseph
had walked the sixty miles
to Bethlehem vertically
they would have found
themselves floating
in the outer pitch of space
it would have been cold
no inns
a long night
in the dark endless
and when they began to cry
the whole world would think
something had just been born
I like to read into things
as I am continually borne forward
in time by the winds like the snow
(dear sister
you were perfect in every way
like a baby
please tell brother
the only reason
we never spoke
was out of our great love
for each other
which made a big wind
that blew us apart)
I think I am coming back
I feel shoulders
where a parrot could land
though a tree would be
as good a place as any
You cannot teach a tree to talk
Trees can say it is spring
but not though bright sunlight
can also be very sad
have you noticed?

Mary Ruefle


Se estou só, queres tu saber:

Pois bem, sim, estou só,
como o avião que voa só e horizontal,
fixado no feixe de rádio,
e atravessa as Montanhas Rochosas,
visando os corredores orlados de azul
de um qualquer aeroporto no oceano.

Se estou só, queres perguntar:
Bem, é claro, só
como uma mulher que atravessa de automóvel o país,
dia após dia, deixando atrás de si,
milha após milha,
cidadezinhas onde podia ter parado
e vivido e morrido em solidão.

Se estou só,
deve ser a solidão
de ser a primeira a despertar, de respirar
o primeiro sopro frio da manhã sobre a cidade,
de ser a única acordada
numa casa envolta em sono.

Se estou só,
é com o barco a remos bloqueado na margem pelo gelo
na derradeira luz vermelha do ano,
e que sabe o que é, que sabe não ser
gelo, nem lama, nem luz de Inverno,
mas madeira, dotada para arder.


Adrienne Rich

domingo

Acordámos com o céu encostado
no ouvido, nuvens que ladravam e mordiam
o domingo, a partir do alto das montanhas.
E aqui continuamos, agarrados a nós próprios,
como dois miúdos que não têm para onde ir.
Estamos presos ao sofá unicamente porque sim,
nem tristes nem alegres, metidos no roupão
e nos chinelos, pequenos cadeados de trazer
por casa. O mundo, esse, vem buscar-nos
amanhã. Bate-nos à porta, à hora do costume,
palitando os dentes com a ponta da navalha.

Vítor Nogueira


um presente da doce mariana, a adocicar o meu domingo

a little drop of poison

© Julião Sarmento

days become burdens

if i let days become burdens
and relationships i once nurtured
beneath my haze became buried
i'll unearth them
with vigor and urgency
take the mirth in me
and let it breathe
and the worth of things
will supercede
this time of dim lights and complacency

Tanya Davis

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I’m a tranquilizer.
I’m effective at home.
I work in the office.
I can take exams
on the witness stand.
I mend broken cups with care.
All you have to do is take me,
let me melt beneath your tongue,
just gulp me
with a glass of water.

I know how to handle misfortune,
how to take bad news.
I can minimize injustice,
lighten up God’s absence,
or pick the widow’s veil that suits your face.
What are you waiting for—
have faith in my chemical compassion.

You’re still a young man/woman.
It’s not too late to learn how to unwind.
Who said
you have to take it on the chin?

Let me have your abyss.
I’ll cushion it with sleep.
You’ll thank me for giving you
four paws to fall on.

Sell me your soul.
There are no other takers.

There is no other devil anymore.


Wislawa Szymborska

still there







Before Midnight, Richard Linklater, 2013

Like sunlight, sunset, we appear, we disappear. We are so important to some, but we are just passing through.

da necessidade de consolo (im)possível de satisfazer

When she says margarita she means daiquiri. When she says quixotic she means mercurial. And when she says, "I'll never speak to you again," she means, "Put your arms around me from behind as I stand disconsolate at the window." He's supposed to know that.

David Lehman


pfff, gajas

the only way

You have to be always drunk. That's all there is to it—it's the only way. So as not to feel the horrible burden of time that breaks your back and bends you to the earth, you have to be continually drunk.

But on what? Wine, poetry or virtue, as you wish. But be drunk.

And if sometimes, on the steps of a palace or the green grass of a ditch, in the mournful solitude of your room, you wake again, drunkenness already diminishing or gone, ask the wind, the wave, the star, the bird, the clock, everything that is flying, everything that is groaning, everything that is rolling, everything that is singing, everything that is speaking... ask what time it is and wind, wave, star, bird, clock will answer you: "It is time to be drunk! So as not to be the martyred slaves of time, be drunk, be continually drunk! On wine, on poetry or on virtue as you wish."


Charles Baudelaire

the face of love

© Sanne Sannes, 1965

a handy tip for the easily distracted

The Future, Miranda July, 2011

as happy as sad is blue

I am talking to myself
With empty rooms
I cannot bear to live in.


Stuart Dischell, Proclamation

mania do suicídio

Às vezes tenho desejos
de me aproximar serenamente
da linha dos eléctricos
e me estender sobre o asfalto
com a garganta pousada no carril polido.
Estamos cansados
e inquietam-nos trinta e um
problemas desencontrados.
Não tenho coragem de pedir emprestados
os duzentos escudos
e suportar o peso de todas as outras cangas.
Também não quero morrer
definitivamente.
Só queria estar morto até que isto tudo
passasse.
Morrer periodicamente.
Acabarei por pedir os duzentos escudos
e suportar todas as cangas.
De resto, na minha terra
não há eléctricos.

Rui Knopfli

you know how to whistle, don't you, steve?

To Have and Have Not, Howard Hawks, 1944

A solidão é feita de regressos:

Levamos a vida a afastar da morte quem amamos. Mas somos quase sempre derrotados, porque os gestos que afastam já estão carregados de morte.

O que há em mim que não quer? Todos os meus caminhos não quiseram. Nem desvios foram. De um momento para o outro, chega-se. Ao lugar onde cada passo tem a decisão de uma queda. Escorpiões vão de duna em duna. Por um engano.

Hoje, não consigo recompor o teu rosto, e, se nitidamente te imagino, não és bem tu mas uma qualquer fotografia tua. Hoje, a tua fotografia apropriou-se de ti: deve ser assim que se começa a morrer. Quando à nossa volta um corpo desaparece nos sinais da sua passagem.


Rui Nunes, Armadilha

inside and out

Há quem olhe para as coisas e veja formas,
cores, colmeias de melífluo sentido.
Eu nunca vi senão prefácios à destruição.
Nas linhas dum rosto via medo farpado,
na curva dum ombro, o peso que suporta.
Encarava com descrença o sorriso das praças,
na cabeça dum menino lia o mapa do inferno
e no amor o combustível da ganância.
Não sei como foi, eu nunca soube fechar
os olhos e dormir como os demais.
E se olhava para dentro de mim, era ainda
pior: uma paisagem abjecta entre colunas
de mercúrio, de enxofre, de metais pesados
como a consciência. Fui, em suma, um triste,
um homem estacado na fronteira entre
verdade e pânico, e desconfiado, sempre,
de qualquer ideia de consolação. Retirado,
no final, para um respiro de montanha,
esforcei-me por manter a ilusão de ser
o último elo na cadeia antropológica,
o nec plus ultra da insanidade.


José Miguel Silva, Telhados de Vidro nº2


violência pela manhã. que bom

hell is around the corner

© Jenny Holzer

poetry is colder than death

Poemas são conchas abandonadas por animais sofredores
que nelas viveram — a beleza que resta
de uns traços da humana errância.

Casimiro de Brito

o inferno

Debrucei-me na janela do inferno
e não vi nada que me horrorizasse;
pareceu-me um lugar igual aos outros,
cheio de gente e coisas. Alguém
do inferno convidou-me a entrar.
Não me lembro quem era, ou se eram vários,
nem o que me disseram lá de dentro
ou se aquelas pessoas sorriam,
se havia algum que se lamentasse,
nem se desconfiei em algum momento.
Procurei e achei a porta do inferno,
abri a porta do inferno, entrei
e desde então vivo no inferno.
É um lugar igual a outro qualquer
cheio de gente e coisas. Mas
sei que só pode ser o inferno
porque neste lugar não estás comigo.

Amalia Bautista



bonjour tristesse

Mais uma manhã sem cor
uma manhã inexausta cheia
como um marmelo,
como a romã de Deus,
uma manhã com cheiro a fetos
e a cavalgadas nos bosques,
mas não haverá nem fetos
nem cavalos irrompendo na luz,
esta doce manhã
trará no rosto a marca
das minhas decadências...


Alda Merini

the hunted

I feel as if I am an ad
for the sale of a haunted house:
18 rooms
$37,000
I’m yours
ghosts and all.


Richard Brautigan

30 cents, two transfers, love

Thinking hard about you
I got on the bus
and paid 30 cents car fare
and asked the driver for two transfers
before discovering
that I was
alone.


Richard Brautigan

romeo and juliet

If you will die for me,
I will die for you
and our graves will be like two lovers washing
their clothes together
in a laundromat
If you will bring the soap
I will bring the bleach.


Richard Brautigan

she doesn't live here anymore

© Duane Michals

the pill versus the springhill mine disaster

When you take your pill
it’s like a mine disaster.
I think of all the people
lost inside of you.


Richard Brautigan

this poem

I feel so bad today
that I want to write a poem.
I don't care: any poem, this
       poem.


Richard Brautigan

your catfish friend

If I were to live my life
in catfish forms
in scaffolds of skin and whiskers
at the bottom of a pond
and you were to come by
one evening
when the moon was shining
down into my dark home
and stand there at the edge
of my affection
and think, "It's beautiful
here by this pond. I wish
somebody loved me,"
I'd love you and be your catfish
friend and drive such lonely
thoughts from your mind
and suddenly you would be
at peace,
and ask yourself, "I wonder
if there are any catfish
in this pond? It seems like
a perfect place for them."


Richard Brautigan

kafka's hat

With the rain falling
surgically against the roof,
I ate a dish of ice cream
that looked like Kafka's hat.


Richard Brautigan

december 30

At 1:30 in the morning a fart
smells like a marriage between
an avocado and a fish head.

I have to get out of bed
to write this down without
my glasses on.


Richard Brautigan

poemário daqui

A. M. Pires Cabral Abel Neves Adolfo Casais Monteiro Adília Lopes Agustina Bessa-Luís Al Berto Albano Martins Alberto Pimenta Alexandra Malheiro Alexandre Nave Alexandre O'Neill Alice Turvo Alice Vieira Almada Negreiros Américo António Lindeza Diogo Ana Bessa Carvalho Ana C. Ana Caeiro Ana Cristina César Ana Duarte Ana Hatherly Ana Luísa Amaral Ana Marques Gastão Ana Martins Marques Ana Paula Inácio Ana Salomé Ana Tecedeiro Ana Teresa Pereira Ana Tinoco Andreia C. Faria André Tomé Angélica Freitas António Amaral Tavares António Botto António Dacosta António Franco Alexandre António Gancho António Gedeão António Gregório António José Forte António Manuel Pires Cabral António Maria Lisboa António Mega Ferreira António Osório António Pedro António Quadros Ferro António Ramos Pereira António Ramos Rosa António Rebordão Navarro António Reis António S. Ribeiro Aníbal Fernandes Armando Baptista-Bastos Armando Silva Carvalho Artur do Cruzeiro Seixas Bruno Béu Bruno Sousa Villar Bénédicte Houart Camilo Castelo Branco Camilo Pessanha Carlos Alberto Machado Carlos Bessa Carlos Eurico da Costa Carlos Mota de Oliveira Carlos Poças Falcão Carlos Soares Carlos de Oliveira Casimiro de Brito Catarina Nunes de Almeida Cesário Verde Cláudia R. Sampaio Cruzeiro Seixas Daniel Faria Daniel Filipe David Mourão-Ferreira David Teles Pereira Delfim Lopes Dulce Maria Cardoso Eastwood da Silva Eduarda Chiote Egito Gonçalves Ernesto Sampaio Eugénio Lisboa Eugénio de Andrade Fernando Assis Pacheco Fernando Esteves Pinto Fernando Lemos Fernando Pessoa Fernando Pinto do Amaral Fiama Hasse Pais Brandão Filipa Leal Filipe Homem Fonseca Florbela Espanca Frederico Pedreira Golgona Anghel Gonçalo M. Tavares Helder Moura Pereira Helena Carvalho Helga Moreira Henrique Manuel Bento Fialho Henrique Risques Pereira Herberto Hélder Hélia Correia Inês Dias Inês Fonseca Santos Inês Lourenço Isabel Meyrelles Joana Morais Varela Joana Serrado Joaquim Manuel Magalhães Joaquim Pessoa Jorge Carrera Andrade Jorge Gomes Miranda Jorge Melícias Jorge Roque Jorge Sousa Braga Jorge de Sena José Agostinho Baptista José Alberto Oliveira José Amaro Dionísio José António Franco José Cardoso Pires José Carlos Barros José Carlos Soares José Efe José Gomes Ferreira José Manuel de Vasconcelos José Miguel Silva José Mário Silva José Pascoal José Ricardo Nunes José Rui Teixeira José Saramago José Sebag José Tolentino Mendonça João Almeida João Bénard da Costa João Cabral de Melo Neto João Camilo João Damasceno João Ferreira Oliveira João Habitualmente João Luís Barreto Guimarães João Maia João Manuel Ribeiro João Miguel Henriques João Pacheco João Pereira Coutinho João Rodrigues João Vasco Coelho Judith Teixeira Leitão de Barros Leonor Castro Nunes Luiza Neto Jorge Luís Miguel Nava Luís Quintais Madalena de Castro Campos Mafalda Gomes Manuel A. Domingos Manuel António Pina Manuel Cintra Manuel Fúria Manuel Gusmão Manuel da Silva Ramos Manuel de Castro Manuel de Freitas Marcelino Vespeira Margarida Vale de Gato Maria Azenha Maria Gabriela Llansol Maria João Lopes Fernandes Maria Judite de Carvalho Maria Keil Maria Mergulhão Maria Sousa Maria Teresa Horta Maria Velho da Costa Maria do Rosário Pedreira Maria Ângela Alvim Marta Chaves Matilde Campilho Mendes de Carvalho Miguel Cardoso Miguel Martins Miguel Sousa Tavares Miguel Torga Miguel-Manso Mário Cesariny Mário Contumélias Mário Dionísio Mário Quintana Mário Rui de Oliveira Mário de Sá-Carneiro Mário-Henrique Leiria Nuno Araújo Nuno Bragança Nuno Júdice Nuno Moura Nuno Ramos Nuno Travanca Patrícia Baltazar Paulo José Miranda Pedro Jordão Pedro Loureiro Pedro Mexia Pedro Oom Pedro Santo Tirso Pedro Sena-Lino Pedro Tamen Pedro Tiago Piedade Araujo Sol Raquel Nobre Guerra Raquel Serejo Martins Raul Malaquias Marques Raul de Carvalho Regina Guimarães Reinaldo Ferreira Renata Correia Botelho Ricardo Adolfo Rosa Alice Branco Rosa Maria Martelo Rui Almeida Rui Baião Rui Caeiro Rui Costa Rui Cóias Rui Knopfli Rui Lage Rui Manuel Amaral Rui Nunes Rui Pedro Gonçalves Rui Pires Cabral Rute Mota Ruy Belo Ruy Cinatti Ruy Ventura Samuel Úria Sandra Andrade Sandra Costa Sebastião Alba Soares de Passos Sofia Crespo Sofia Leal Sophia de Mello Breyner Andresen Sílvio Mendes Tatiana Faia Teixeira de Pascoaes Teresa Balté Teresa M. G. Jardim Tiago Araújo Tiago Gomes Vasco Gato Vasco Graça Moura Vítor Nogueira Yvette K. Centeno gil t. sousa valter hugo mãe Ângelo de Lima

poemário dali

A. E. Housman Abbas Kiarostami Abel Feu Adelaide Ivánova Adrienne Rich Adélia Prado Agota Kristof Al Purdy Alberto Tugues Alda Merini Aldous Huxley Alejandra Pizarnik Alejandro Jodorowsky Alexander Demidov Alfredo Veiravé Alice Walker Allen Ginsberg Amalia Bautista Amiri Baraka Amy Lowell Amy M. Homes Ana Merino André Breton Andrés Trapiello Angela Carter Anis Mojgani Anna Akhmatova Anna Kamienska Anne Carson Anne Perrier Anne Sexton Antonia Pozzi Antonin Artaud Antonio Gamoneda Antonio Orihuela Antonio Pérez Morte Antonio Sáez Delgado Arnold Lobel Arseny Tarkovsky Arthur Rimbaud Basilio Sánchez Benjamín Prado Bernard-Marie Koltès Billy Collins Boris Vian Brett Elizabeth Jenkins Brian Andreas Brian Patten Carl Phillips Carl Sandburg Carlos Drummond de Andrade Carlos Edmundo de Ory Carlos Marzal Carmen Gloria Berríos Carol Ann Duffy Cecília Meireles Cesare Pavese Charles Baudelaire Charles Bukowski Charles Dana Gibson Charles M. Schulz Chen Bolan Christoph Wilhelm Aigner Clarice Lispector Constantino Cavafy Corey Zeller Countee Cullen Cristopher Painter Cristovam Pavia Czesław Miłosz Damien Sevhac Daniel Clowes Daniel Francoy Daniel Pennac Daphne Gottlieb David Bowie David Lagmanovich David Lehman Delia Brown Delmore Schwarts Derek Walcott Derrick Brown Diamanda Galás Diane Ackerman Djuna Barnes Don Herold Dorianne Laux Dorothea Lasky Dorothy Parker Douglas Huebler Dylan Thomas E. E. Cummings E. Ethelbert Miller E. M. Cioran Edgar Allan Poe Edna O'Brien Eduarda Chiote Eduardo Bechara Eeva-Liisa Manner Egito Gonçalves Eleanor Farjeon Elie Wiesel Elis Regina Elizabeth Bishop Elizabeth Ross Taylor Else Lasker-Schuler Elsie Wood Elías Moro Emily Dickinson Emily Kagan Trenchard Erin Dorsey Eunice de Souza Fabiano Calixto Federico Díaz-Granados Federico García Lorca Fernando Arrabal Fernando Caio de Abreu Fernando Echevarría Fernando Gandra Ferreira Gular Forough Farrokhzad Francisco Madariaga Frank O'Hara Frederico Pedreira Félix Grande G. K. Chesterton Gabriel Celaya Geir Gulliksen Georges Bataille Gerrit Komrij Giovanny Gómez Giánnis Ritsos Glória Gervitz Gottfried Benn Guillaume Apollinaire Gustavo Adolfo Bécquer Gustavo Ortiz Günter Kunert H. P. 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