fire and ice

Some say the world will end in fire,
Some say in ice.
From what I've tasted of desire
I hold with those who favor fire.
But if it had to perish twice,
I think I know enough of hate
To say that for destruction ice
Is also great
And would suffice.


Robert Frost

júbilo

E depois dias há em que o júbilo
é indescritível no meu peito
batem cem corações felizes.
Todos os cuidados pelo esgoto abaixo
e tu arrastado com eles.
O mundo está de novo aí.
Nada mais a esperar
nada mais a temer
de ti.


Ulla Hahn

PICTURE

A vida desfeita
como a cama do hotel que abandonas de manhã
à espera de alguém que,distraído,mascando chiclete,
lhe ponha lençóis lavados,
esconda o pó debaixo do tapete
e procure roubar-te algo de valor.

Uma emoção infiltra-se nesta casa
como um ladrão que procura forçar todas as portas
e só encontrou por fechar,
mesmo completamente aberta,
a minha,
que não escondia nada de nada.


Jesús Llorente

se eu fosse um vídeo




the spirit was gone from her body / forever and had always been inside that shell / had always been intertwined / and now were disintwined / it's hard to understand

tenho medo

Hoje só fotografei árvores,
Dez, cem, mil.
Vou revelá-las à noite.
Quando a alma for câmara escura.
Depois vou classificá-las:
Segundo as folhas, os anéis dos troncos,
Segundo as suas sombras.
Ah, como as árvores
Entram facilmente umas nas outras!
Vejam, agora só me resta uma.
É esta que vou fotografar outra vez
E vou observar com assombro a
Que se parece comigo.
Ontem só fotografei pedras.
E a pedra afinal
Parecia-se comigo.
Anteontem — cadeiras —
E a que resultou
Parecia-se comigo.

Todas as coisas se parecem terrivelmente
Comigo...

Tenho medo.


Marin Sorescu, Simetria, trad. Egito Gonçalves

oferece-se

À entrada da alma um letreiro exausto batia: vende-se, aluga-se, oferece-se.


João Luís Barreto Guimarães

ESPERA

Hoje estava à tua espera
e não vieste.
E sei bem o que significa a tua ausência,
a tua ausência que alvoroçava
o vazio que deixaste,
como uma estrela.
Dizes que não me queres amar.
Como uma tempestade de verão
que se anuncia e depois se afasta,
assim te negaste à minha sede.
O amor, ao nascer,
tem destes arrependimentos inesperados.
Em silêncio
nos entendemos.

Amor, amor, como sempre,
quisera cobrir-te de flores e de insultos


Vincenzo Cardarelli, trad. Jorge Sousa Braga

se eu fosse um vídeo

árvores de domingo

Na minha distância espero-te
sabendo que não sabendo tu que te espero
nunca virás.
É isso essencialmente a distância.
Aí preparo em cada dia especiais momentos
para a tua inexplicável chegada.


Maria Keil

tonight

Tonight I can write the saddest lines.

Write, for example,'The night is shattered
and the blue stars shiver in the distance.'

The night wind revolves in the sky and sings.

Tonight I can write the saddest lines.
I loved her, and sometimes she loved me too.

Through nights like this one I held her in my arms
I kissed her again and again under the endless sky.

She loved me sometimes, and I loved her too.
How could one not have loved her great still eyes.

Tonight I can write the saddest lines.
To think that I do not have her. To feel that I have lost her.

To hear the immense night, still more immense without her.
And the verse falls to the soul like dew to the pasture.

What does it matter that my love could not keep her.
The night is shattered and she is not with me.

This is all. In the distance someone is singing. In the distance.
My soul is not satisfied that it has lost her.

My sight searches for her as though to go to her.
My heart looks for her, and she is not with me.

The same night whitening the same trees.
We, of that time, are no longer the same.

I no longer love her, that's certain, but how I loved her.
My voice tried to find the wind to touch her hearing.

Another's. She will be another's. Like my kisses before.
Her voide. Her bright body. Her inifinite eyes.

I no longer love her, that's certain, but maybe I love her.
Love is so short, forgetting is so long.

Because through nights like this one I held her in my arms
my sould is not satisfied that it has lost her.

Though this be the last pain that she makes me suffer
and these the last verses that I write for her.


Pablo Neruda

swing


Vivre sa Vie, Jean-Luc Godard, 1962

to love

To love is to suffer. To avoid suffering one must not love. But then one suffers from not loving. Therefore, to love is to suffer; not to love is to suffer; to suffer is to suffer. To be happy is to love. To be happy, then, is to suffer, but suffering makes one unhappy. Therefore, to be happy one must love or love to suffer or suffer from too much happiness.


Woody Allen, Prosa Completa

the fog

Fog

The fog comes
on little cat feet.

It sits looking over harbor and city
on silent haunches
and then moves on.


Carl Sandburg

se eu fosse um vídeo

love never dies a natural death

It dies because we don’t know how to replenish its source. It dies of blindness and errors and betrayals. It dies of illness and wounds; it dies of weariness, of witherings, of tarnishings.


Anaïs Nin

I am not there / I do not die

Do not stand at my grave and weep,
I am not there, I do not sleep.
I am in a thousand winds that blow,
I am the softly falling snow.
I am the gentle showers of rain,
I am the fields of ripening grain.
I am in the morning hush,
I am in the graceful rush
Of beautiful birds in circling flight,
I am the starshine of the night.
I am in the flowers that bloom,
I am in a quiet room.
I am in the birds that sing,
I am in each lovely thing.
Do not stand at my grave and cry,
I am not there. I do not die.


Mary Elizabeth Frye

se eu fosse um vídeo




hunger hurts, and I want him so bad, oh it kills / 'cause I know I'm a mess he don't wanna clean up / I got to fold 'cause these hands are too shaky to hold / hunger hurts, but starving works, when it costs too much to love

os versos por laranjas

Interrompi os versos por laranjas.
E volto sempre a ti mesmo que não.
É estranho que pacíficas laranjas
não me consigam afastar de ti.

Ana Luísa Amaral

olhas-me de perto me olhas

Olhas-me, de perto me olhas, cada vez mais de perto, e então brincamos aos ciclopes, olhando-nos cada vez mais de perto. Os olhos agigantam-se, aproximam-se entre si, sobrepõem-se, e os ciclopes olham-se, respirando confundidos, as bocas encontram-se e lutam sem vontade, mordendo-se com os lábios, quase não apoiando a língua nos dentes, brincando nos seus espaços onde um ar pesado vai e vem com um perfume velho e um silêncio. Então as minhas mãos tentam fundir-se no teu cabelo, acariciar lentamente as profundezas do teu cabelo enquanto nos beijamos como se tivéssemos a boca cheia de flores ou de peixes, de movimentos vivos, de uma fragrância obscura.
E se nos mordemos a dor é doce, e se nos afogamos num breve e terrível absorver simultâneo do fôlego, essa morte instantânea é bela. E há apenas uma saliva e apenas um sabor a fruta madura, e eu sinto-te tremer em mim como a lua na água.


Julio Cortázar, O Jogo do Mundo

the mountain


The Mountain, Hannes Caspar

I have faith in nights

You darkness, that I come from,
I love you more than all the fires
that fence in the world,
for the fire makes
a circle of light for everyone,
and then no one outside learns of you.

But the darkness pulls in everything:
shapes and fires, animals and myself,
how easily it gathers them!
-powers and people -

and it is possible a great energy
is moving near me.

I have faith in nights.


Rainer Maria Rilke

se eu fosse um concerto

como estamos todos

Olho para mim, como se fosse
a pessoa da mesa em frente
(que não olha para lado
nenhum) e reparo como estamos
todos, neste café, a fazer
o que é próprio da nossa idade
ou a lamentar não o
fazermos ou a lamentar
a idade

e que visto de fora (mas teria
de ser mesmo de fora deste
poema) isto é um jogo animado
de bonecos psicológicos e biodegradáveis,
cada um com o penteado
e os sapatos que lhes são próprios,
exuberantes


Pedro Mexia

o meu eu

Queria descrever o meu eu como uma casa, habitada há gerações embora cheia de coisas peculiarmente minha. Mas ao final do dia, nem era preciso dizer: fecha a porta, desce a persiana, boa noite, boa noite.


Jean Day

love me tender

Wild at Heart, David Lynch, 1990

a esperança

Era vulgar que a passagem de um navio provocasse um curioso movimento de massas atrás das janelas gradeadas, como uma onda que nascesse do peito dos marinheiros e fogueiros loucos e cuja influência todos sentissem; mesmo os que passavam dias e dias estendidos levantavam a cabeça, com o corpo a tremer como se fugissem repentinamente a um pesadelo ou à morte, um som entre clamor e grito de queixume a fugir dos lábios, como que um berro do prisioneiro espírito da cidade, esse assombrado espírito dos abismos que cindem a Europa da América e plana, como um porvir, sobre o Atlântico. Todos os olhares seguiam atrás do navio, numa estranha e esfomeada súplica. Mais vulgar, porém, era o mortal silêncio se um barco entrava nas docas fronteiras ou saía de marcha-atrás e a todo o vapor largava para o alto-mar, estranho presságio que descarregava o seu peso na sala, ao ponto de poder dizer-se que a esperança fugia, fugia toda, com a maré.


Malcolm Lowry, Lunar Caustic

um renascimento

Porque muita gente é dada por louca só para a diferenciarem dos bêbados; quando afinal só é gente que um belo dia sentiu, e talvez de forma um tanto confusa, necessidade de uma mudança dentro de si, de um renascimento. A palavra é esta.


Malcolm Lowry, Lunar Caustic

don't ask me how but ask me where

~

somos e seremos sempre fodidos. claro que há quem nunca se aperceba disso. a lucidez não é para todos.

~

tenho uma terrível dor na alma por prolongada exposição à estupidez humana.

letters to dead people

© Letters to Dead People (aqui)

sleep is lovely, death is better still -

not to have been born is of course the miracle.


Heinrich Heine

o medo

Dificilmente se acredita que os seus textos ainda existam, que estes livros não se apaguem. Pois, ao contrário do lugar comum onde se encontra a vã consolação, ao contrário da crença de que a escrita, trazendo glória, traz eternidade, há este sentimento, que é meu, de que para certa rara gente tudo foi uma única coisa. Não ocorreu uma separação e penso sempre que as ervas que devoram um mortal devorarão também a sua obra. Porque este é um dos casos em que a obra era o orgão vital, o que gerava visão, entendimento, medo e esperma.

Há pessoas assim cuja existência, cuja carne é matéria literária. Não falo já de qualidade. Falo, sim, da quantidade de poema que há num corpo. Da combustão que é feita de palavras em lugar de oxigénio. Falo daquele que, se não escreve, mata alguém. Daquele que não aceita um aparelho de cognição capaz de o proteger com o vulgar conforto do real. Que se educou para a alucinação. O que descreve o brilho intenso que há na noite e é, no entanto, a fonte do fulgor, dessa fosforescência com que os mortos que o tocam, de visita, o contaminam.
Dificilmente se acredita que os seus textos não tivessem ardido inteiramente, não se extinguissem com aquelas mãos que pegavam na insónia para os escrever.


Hélia Correia, Revista de artes e Ideias nº 8

se eu fosse um vídeo

«terror»

Terror is as much a part of the concept of truth as runniness is of the concept of jam. We wouldn’t like jam if it didn’t, by its very nature, ooze. We wouldn’t like truth if it wasn’t sticky, if, from time to time, it didn’t ooze blood.


Jean Baudrillard

touch me / I'm going to scream

o célebre pintor salvador dali e a sua mulher, gala

Quando eram já muito velhos, o célebre pintor Salvador Dali e a sua mulher, Gala, tinham domesticado um coelho, que depois passou a viver com eles, sem os abandonar um instante; gostavam muito dele. Um dia em que tinham de partir para uma longa viagem, estiveram a discutir até muito tarde, durante a noite, o que haviam de fazer com o coelho. Era difícil levá-lo, mas não era menos difícil confiá-lo a alguém, porque o coelho desconfiava dos homens. No dia seguinte, Gala fez o almoço e Dali deliciou-se com ele, até ao momento em que percebeu que estava a comer um guisado de coelho. Levantou-se da mesa e correu para a casa de banho para vomitar no lavatório o seu animalzinho querido, o fiel companheiro dos seus dias de velhice. Gala, em contrapartida, sentia-se feliz por o seu amado lhe ter penetrado nas entranhas, as ter acariciado lentamente, transformando-se no corpo da sua amante. Não conhecia consumação mais absoluta do amor do que a ingestão do bem-amado. Comparado com esta fusão dos corpos, o acto físico do amor parecia-lhe um prurido irrisório.


Milan Kundera, A Imortalidade

lying in sadness

It’s dark.
You exhale a fist of memory.
I love you like weathering wood
in a room of empty pianos.

When you return to something you love,
it’s already beyond repair.
You wear it broken.


James L. White

se eu fosse um vídeo




I'll be the man with the broom / if you'll be the dust of the room / and there's only so much you can hide / before I corner you

come in!

If you are a dreamer, come in,
If you are a dreamer, a wisher, a liar,
A hope-er, a pray-er, a magic bean buyer…
If you’re a pretender, come sit by my fire
For we have some flax-golden tales to spin.
Come in!
Come in!


Shel Silverstein

meteorologia interior

© Ashley Chavez

solidão

The solitude of writing is a solitude without which writing could not be produced, or would crumble, drained bloodless by the search for something else to write.


Marguerite Duras, Writing

the dream keeper

Bring me all of your dreams
You dreamer,
Bring me all your
Heart melodies
That I may wrap them
In a blue cloud-cloth
Away from the too-rough fingers
Of the world.


Langston Hughes

acho sempre que é pouco / quero engolir o mar



"que sugestivo" suspiram elas ao assobiar do jp

I drank because I wanted to drown my sorrows,

but now the damned things have learned to swim.


Frida Kahlo

SHE

walks in beauty, like the night
Of cloudless climes and starry skies;
And all that 's best of dark and bright
Meet in her aspect and her eyes:
Thus mellow'd to that tender light
Which heaven to gaudy day denies.
One shade the more, one ray the less,
Had half impair'd the nameless grace
Which waves in every raven tress,
Or softly lightens o'er her face;
Where thoughts serenely sweet express
How pure, how dear their dwelling-place.

And on that cheek, and o'er that brow,
So soft, so calm, yet eloquent,
The smiles that win, the tints that glow,
But tell of days in goodness spent,
A mind at peace with all below,
A heart whose love is innocent!


Lord Byron

09:09

© Aino Kannisto

este país

Este país preocupa-me, este país dói-me. E aflige-me a apatia, aflige-me a indiferença, aflige-me o egoísmo profundo em que esta sociedade vive. De vez em quando, como somos um povo de fogos de palha, ardemos muito, mas queimamos depressa.


José Saramago

a obsessão pelo suicídio

é própria de quem não pode viver, nem morrer, e cuja atenção nunca se afasta dessa dupla impossibilidade.


E. M. Cioran

porque apanho sempre um susto

quando te vejo e me pergunto como é que passei esses anos todos sem te ver.


Tati Bernard

to fall in love

© Tracey Emin

a má qualidade numa mulher

é sinal positivo e aumenta a possibilidade de ela ser saborosa como a fruta bichada



Agustina Bessa-Luís, Concerto dos Flamengos

memento mori

All photographs are memento mori. To take a photograph is to participate in another person’s (or thing’s) mortality, vulnerability, mutability. Precisely by slicing out this moment and freezing it, all photographs testify to time’s relentless melt.

Susan Sontag

17:17

© Chloe Newman

o silêncio

O silêncio é como se fosse água.
Daquela água pura da montanha que se bebe directamente pelo coração.


Jorge Sousa Braga

dos limites da memória

Ficar deitado até ao momento em que sentiria aproximar essa coisa que não é nem voz, nem gosto, nem odor, somente uma lembrança muito vaga, vinda de lá dos limites da memória.


Agota Kristof

ne me quitte pas



homens que suam lágrimas

bebo-te velozmente antes que seja tarde

este é um mês para as cidades
e assim a minha vida passa...

neste idioma de cabelos e quartos de hotel
vejo a tirania cega da paixão
o seu lamento ferido
feliz como um pássaro melodioso
atravessando os olhos

bebo-te velozmente antes que seja tarde
mas com a doçura calma de quem desfruta um vinho

colheita tardia esta, meu amor
os teus mamilos como sangue novo
nos meus dentes presos da melancolia


José Manuel de Vasconcelos, Dezembro

se eu fosse um vídeo

dedicado a

i carry your heart with me (i carry it in
my heart) i am never without it (anywhere
i go you go, my dear; and whatever is done
by only me is your doing, my darling)
i fear
no fate (for you are my fate, my sweet) i want
no world (for beautiful you are my world, my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you


E. E. Cummings

o desgosto de um inverno

Servíamos a noite.

Mudos, esperávamos
um futuro incerto
e um navio negro.

Ambos vazios.

Éramos, ainda,
o desgosto de um Inverno
escrito na parede
suja
da demora.

Rui Pires Cabral, Broken

domingo

© Gregory Crewdson

por dentro de ti

Só por dentro de ti há corredores
e em quartos interiores o cheiro a fruta
que veste de frescura a escuridão...

Só por dentro de ti rebentam flores.
Só por dentro de ti a noite escuta
o que sem voz me sai do coração.


David Mourão-Ferreira

sobre uma estrela caída no chão, uma estrela que nunca se viu,

deitei o meu coração doente e por causa de ti não ardeu.


Miguel Esteves Cardoso, O Amor é Fodido

cada um tem o seu engano de estimação

O meu é o mais vulgar - é voltar atrás.


Miguel Esteves Cardoso,  O Amor é Fodido

demónios e quimeras

Noites preenchidas de demónios
e quimeras.

Depois, pela manhã,
lambo as feridas,
penteio-me como se
tivesse dormido, como se
não fosse nada.


A. M. Pires Cabral

poemário daqui

A. M. Pires Cabral Abel Neves Adolfo Casais Monteiro Adília Lopes Agustina Bessa-Luís Al Berto Albano Martins Alberto Pimenta Alexandra Malheiro Alexandre Nave Alexandre O'Neill Alice Turvo Alice Vieira Almada Negreiros Américo António Lindeza Diogo Ana Bessa Carvalho Ana C. Ana Caeiro Ana Cristina César Ana Duarte Ana Hatherly Ana Luísa Amaral Ana Marques Gastão Ana Martins Marques Ana Paula Inácio Ana Salomé Ana Tecedeiro Ana Teresa Pereira Ana Tinoco Andreia C. Faria André Tomé Angélica Freitas António Amaral Tavares António Botto António Dacosta António Franco Alexandre António Gancho António Gedeão António Gregório António José Forte António Manuel Pires Cabral António Maria Lisboa António Mega Ferreira António Osório António Pedro António Quadros Ferro António Ramos Pereira António Ramos Rosa António Rebordão Navarro António Reis António S. Ribeiro Aníbal Fernandes Armando Baptista-Bastos Armando Silva Carvalho Artur do Cruzeiro Seixas Bruno Béu Bruno Sousa Villar Bénédicte Houart Camilo Castelo Branco Camilo Pessanha Carlos Alberto Machado Carlos Bessa Carlos Eurico da Costa Carlos Mota de Oliveira Carlos Poças Falcão Carlos Soares Carlos de Oliveira Casimiro de Brito Catarina Nunes de Almeida Cesário Verde Cláudia R. Sampaio Cruzeiro Seixas Daniel Faria Daniel Filipe David Mourão-Ferreira David Teles Pereira Delfim Lopes Dulce Maria Cardoso Eastwood da Silva Eduarda Chiote Egito Gonçalves Ernesto Sampaio Eugénio Lisboa Eugénio de Andrade Fernando Assis Pacheco Fernando Esteves Pinto Fernando Lemos Fernando Pessoa Fernando Pinto do Amaral Fiama Hasse Pais Brandão Filipa Leal Filipe Homem Fonseca Florbela Espanca Frederico Pedreira Golgona Anghel Gonçalo M. Tavares Helder Moura Pereira Helena Carvalho Helga Moreira Henrique Manuel Bento Fialho Henrique Risques Pereira Herberto Hélder Hélia Correia Inês Dias Inês Fonseca Santos Inês Lourenço Isabel Meyrelles Joana Morais Varela Joana Serrado Joaquim Manuel Magalhães Joaquim Pessoa Jorge Carrera Andrade Jorge Gomes Miranda Jorge Melícias Jorge Roque Jorge Sousa Braga Jorge de Sena José Agostinho Baptista José Alberto Oliveira José Amaro Dionísio José António Franco José Cardoso Pires José Carlos Barros José Carlos Soares José Efe José Gomes Ferreira José Manuel de Vasconcelos José Miguel Silva José Mário Silva José Pascoal José Ricardo Nunes José Rui Teixeira José Saramago José Sebag José Tolentino Mendonça João Almeida João Bénard da Costa João Cabral de Melo Neto João Camilo João Damasceno João Ferreira Oliveira João Habitualmente João Luís Barreto Guimarães João Maia João Manuel Ribeiro João Miguel Henriques João Pacheco João Pereira Coutinho João Rodrigues João Vasco Coelho Judith Teixeira Leitão de Barros Leonor Castro Nunes Luiza Neto Jorge Luís Miguel Nava Luís Quintais Madalena de Castro Campos Mafalda Gomes Manuel A. Domingos Manuel António Pina Manuel Cintra Manuel Fúria Manuel Gusmão Manuel da Silva Ramos Manuel de Castro Manuel de Freitas Marcelino Vespeira Margarida Vale de Gato Maria Azenha Maria Gabriela Llansol Maria João Lopes Fernandes Maria Judite de Carvalho Maria Keil Maria Mergulhão Maria Sousa Maria Teresa Horta Maria Velho da Costa Maria do Rosário Pedreira Maria Ângela Alvim Marta Chaves Matilde Campilho Mendes de Carvalho Miguel Cardoso Miguel Martins Miguel Sousa Tavares Miguel Torga Miguel-Manso Mário Cesariny Mário Contumélias Mário Dionísio Mário Quintana Mário Rui de Oliveira Mário de Sá-Carneiro Mário-Henrique Leiria Nuno Araújo Nuno Bragança Nuno Júdice Nuno Moura Nuno Ramos Nuno Travanca Patrícia Baltazar Paulo José Miranda Pedro Jordão Pedro Loureiro Pedro Mexia Pedro Oom Pedro Santo Tirso Pedro Sena-Lino Pedro Tamen Pedro Tiago Piedade Araujo Sol Raquel Nobre Guerra Raquel Serejo Martins Raul Malaquias Marques Raul de Carvalho Regina Guimarães Reinaldo Ferreira Renata Correia Botelho Ricardo Adolfo Rosa Alice Branco Rosa Maria Martelo Rui Almeida Rui Baião Rui Caeiro Rui Costa Rui Cóias Rui Knopfli Rui Lage Rui Manuel Amaral Rui Nunes Rui Pedro Gonçalves Rui Pires Cabral Rute Mota Ruy Belo Ruy Cinatti Ruy Ventura Samuel Úria Sandra Andrade Sandra Costa Sebastião Alba Soares de Passos Sofia Crespo Sofia Leal Sophia de Mello Breyner Andresen Sílvio Mendes Tatiana Faia Teixeira de Pascoaes Teresa Balté Teresa M. G. Jardim Tiago Araújo Tiago Gomes Vasco Gato Vasco Graça Moura Vítor Nogueira Yvette K. Centeno gil t. sousa valter hugo mãe Ângelo de Lima

poemário dali

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