«Morrer numa livraria chateia tanto como morrer noutro sítio qualquer, suponho. Mas se é mesmo preciso praticar essa maçada de morrer, que seja em serviço. Foi isso que Fernando Assis Pacheco fez numa manhã de 1995, num 30 de Novembro. Saiu de casa para ir trabalhar, passou pela livraria de todos os dias, apagou-se. A morte-merdeira não tem atenuantes. A puta infame tem quando muito coincidências. E neste caso coincide ser Dia das Livrarias a 30 de Novembro.
Acho que sei quem saberia rir da coincidência. E brindo a isso.»
João Pacheco
morria de boa vontade naquele sofá castanho, rodeada de estantes e prateleiras e livros de cotas azuladas com a secção do oculto por trás. também morria de boa vontade ali nos alfarrabistas, ou até no sr. armando. ou na lello, morria de muito boa vontade na lello sim